Deputado propõe agravar pena por crime de quem tem ódio à pobreza

O presidente Jair Bolsonaro seguidamente transita de motocicleta sem capacete. Nessas ocasiões, muitas vezes é inclusive escoltado pela Polícia Rodoviária Federal, que faz vista grossa a essa que é considerada pelo Código de Trânsito uma infração gravíssima sujeita, inclusive, à perda da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Genivaldo de Jesus Santos era um homem preto e pobre. Andava de motocicleta sem capacete na cidade de Umbaúba (SE). Foi abordado por agentes da Polícia Rodoviária Federal, que o trancaram em um camburão e ali dentro jogaram bombas de gás lacrimogêneo. Genivaldo tinha 38 anos. Deixa mulher e dois filhos.

O presidente Jair Bolsonaro participou de uma motociata na sexta-feira em Goiânia. Ele estava de capacete. Mas na sua garupa estava o deputado Vitor Hugo (PL-GO), sem o equipamento de proteção. Não houve punição pela infração.

Há um nome para esse tipo de atitude que discrimina as pessoas pobres e as trata com violência desmedida e covardia: aparofobia. O termo une duas palavras gregas: aparos (pobre) e fobia (ódio ou rejeição). Ou seja, aparobia é a aversão a pobre. Se tivesse sido aprovado um projeto de autoria do deputado Fábio Trad (PSD-MS), o assassinato de Genivaldo praticado pelos policiais rodoviários implicaria uma pena de 12 a 30 anos de prisão. (Do Correio Braziliense)

Pedras no caminho do Leão

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo tem um grande desafio neste domingo enfrentando o Floresta-CE, no Baenão. O jogo representa uma espécie de Dia D para o time – e para o técnico Paulo Bonamigo. Um insucesso hoje certamente determinará mudanças no comando técnico, visto que este jogo e o próximo são vistos como oportunidade preciosa de voltar ao G8 e buscar se consolidar em posição mais confortável.

No momento, o Leão ocupa o 10º lugar, ameaçado por equipes que estão a poucos pontos e que podem superá-lo nesta rodada. É preciso observar que o campeonato ainda está com a classificação embolada, o que impõe a necessidade de se desgarrar do bloco intermediário, principalmente para quem aspira brigar pelo acesso.

O grande problema é que o Remo tem um meio-campo que ainda não se estabilizou na competição. Enfrenta novamente uma crise, com várias peças importantes fora de combate, casos do meia Albano, que disputou apenas três jogos e se lesionou, e de Erick Flores, que vinha sendo utilizado como armador, embora esta não seja sua função original.

Resta a Bonamigo montar o meio-campo com Marco Antônio ou Marciel na criação, o que definitivamente não é o melhor dos cenários. Há também a alternativa de escalar Netto como um quarto homem de meio-campo, função que exerceu no início do jogo contra o Ypiranga, conseguindo se sair razoavelmente bem.

No ataque, o Remo tem o retorno de Rodrigo Pimpão, que ainda deve uma atuação convincente desde que chegou ao clube. Brenner segue na frente, na expectativa de ser mais acionado do que nos últimos jogos, quando ficou completamente encaixotado na marcação.

Netto, grande nome como ala diante do Mirassol, pode ter um papel ofensivo importante, forçando o jogo pela extrema e ajudando a tirar Brenner do isolamento, mesmo que tenha que ajudar na recomposição. Os avanços dele podem ser um dos trunfos do time para fugir da irritante previsibilidade dos últimos jogos. 

O fato é que o Remo não pode pensar em tropeçar na partida de hoje. As últimas projeções indicam que a linha de corte para classificar é 28 pontos. É cedo ainda para projetar, pois apenas o Mirassol alcançou metade dessa pontuação. É fundamental começar a acumular pontos até porque a disputa fica naturalmente mais difícil com a aproximação da reta de definição dos classificados. 

O Floresta vem de dois resultados negativos e sem vencer há cinco rodadas, mas tem a mesma pontuação do Remo. É certo que vem com uma estratégia conservadora, buscando fazer um jogo de reação e explorar contra-ataques. Cabe ao mandante fugir a essa e fazer um jogo de imposição a fim de evitar surpresas. 

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 21h30, na RBATV, destacando as séries C e D do Campeonato Brasileiro. Participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. A edição é de Lourdes Cézar.

Direto do blog campeão

“Sejamos francos, Erick Flores é um meia atacante, joga aberto, serve a aproximação da área, alguns chamariam meia de ligação, típico jogador de 4-4-2, funciona bem atuando pelos flancos e perto da área, mas não é armador. Este é Albano. Era Gedoz. Bonamigo parece não acreditar que o time é previsível. Para quem assiste aos jogos isso fica evidente a facilidade com que o Remo é marcado pelos adversários, que nem precisam ser um primor. Basta olhar para a estática funcional do time. Talvez seja necessário variar para um 4-4-2 para, ao menos, dar trabalho ao treinador adversário para reanalisar o esquema tático azulino”. Lopes Junior

Papão alimenta dúvidas no meio para jogo de amanhã

Gabriel Davis jogou pouco tempo com a camisa do PSC contra o Volta Redonda, domingo passado. Entrou ali pelo meio do 2º tempo e contribuiu para a vitória. Foi o suficiente para agradar o torcedor e sair satisfeito de campo, impressionando com a força da torcida.

O meia conhecia o ambiente da Curuzu, como adversário. Com a massa apoiando é outra história. No jogo de amanhã, tudo pode se inverter, caso Márcio Fernandes decida apostar em Gabriel para compor o meio-campo, diante da necessidade de posicionar José Aldo mais como volante, ao lado de Wesley.

Outra alternativa, bem real, é uma temeridade e um teste para os nervos do torcedor: Bruno Leonardo, que jogou (mal) como volante diante do Ypiranga, pode ser o escolhido de Márcio Fernandes para substituir Mikael, suspenso.

No confronto com o Voltaço, Bruno trombou com o lateral Patrick Brey e dessa trapalhada resultou o gol do time visitante. Antes, ele atuou também como lateral-direito, sem deixar saudades.

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 29)