Bastidores do rock

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Uma típica coletiva de imprensa dos Beatles, em 13 de março de 65. Ringo se distrai (à direita), Paul parece discutir a colocação de champanhe na mesa, John não sabe direito o que está acontecendo e George observa Paul. Enquanto isso, a assessora Eleanor Bron tenta acompanhar a movimentação e Brian Epstein (à esquerda) parece ainda de ressaca.

Papão apresenta o artilheiro que veio de Baião

Danrlei é apresentado no Paysandu — Foto: John Wesley/Paysandu

Aconteceu nesta quarta-feira a apresentação oficial de Danrlei, reforço do Papão para a Série C. O atacante foi um dos destaques da campanha do Independente no Campeonato Estadual, marcando quatro gols em oito jogos. Ao ser apresentado, o jogador fez questão de destacar a honra de defender o PSC.

“Quero vestir e honrar essa camisa, trazer o acesso, que é importante pra torcida bicolor. É um sonho pra mim, minha família, que ficou muito feliz em acertar com o Paissandu. Quando era menino novo, sempre sonhava em jogar em um clube grande da capital e hoje estou com a camisa do clube|”, disse Danrlei.

Aos 25 anos, Danrlei é natural de Baião. Nasceu na vila de Calados, de uma família de jogadores de futebol. Vai ter forte concorrência para conseguir uma vaga no ataque bicolor. Além dele, mais oito jogadores brigam por um lugar na linha de frente da equipe treinada por Vinícius Eutrópio.

Isentona Juliana Paes ganha aplausos de bolsonarista-raiz

Na tarde desta quinta-feira (3) o termo “Bia Kicis” entrou na lista de assuntos mais comentados no Twitter do Brasil. O motivo é o fato da deputada bolsonarista do PSL do Distrito Federal ter elogiado o comentário da atriz Juliana Paes sobre extrema direita, “extrema-esquerda” e comunismo. Na quarta-feira (3), a atriz foi às redes para criticar a maneira como o depoimento da médica negacionista Nise Yamaguchi foi conduzido na CPI do Genocídio, alegando que houve “coação” por parte dos senadores.

A artista foi amplamente criticada nas redes sociais, o que a levou a publicar um “desabafo” no Instagram em que mostra raso conhecimento político, tentando se colocar como uma pessoa longe de “extremos”, chegando a falar em “delírios comunistas” no Brasil. “Eu não apoio as ideias arrogantes da extrema direita, eu não apoio delírios comunistas da extrema esquerda”, disparou.

Bia Kicis, apoiadora de um governo de extrema direita, gostou. “Muito bom seu desabafo. Parabéns!”, elogiou a bolsonarista.

O apoio da deputada às ideias de Juliana Paes virou motivo de chacota nas redes sociais. “Sabe quem adorou seu discurso a favor do direito de não se posicionar? A Bia Kicis”, escreveu o humorista Gregório Duvivier, gerando uma avalanche de comentários irônicos nas redes sociais.

“Se a Bia Kicis elogiasse qualquer coisa que eu fizesse eu precisaria reavaliar minha vida imediatamente. Porque intenção de ser neutro agradando fascista não tá muito certo”, postou um internauta. “Bullying do futuro: ‘E a tua mãe que recebia elogio da Bia Kicis?’, zombou a influenciadora digital e escritora Bic Müller.

Disparidade confirmada

POR GERSON NOGUEIRA

Remo x Atlético-MG

Não foi surpresa. O favoritismo do Atlético-MG era óbvio. Dono da melhor campanha na fase inicial da Libertadores, o Galo veio a Belém com a obrigação de botar vantagem sobre o Remo, um franco-atirador. Não teve facilidades, encarou um time aguerrido e até bem disposto em vários momentos, mas prevaleceu quando impôs intensidade.

O único momento de vibração dos azulinos no Baenão foi quando Dioguinho entrou na partida, já na segunda etapa. Imprimiu ao time um sentido de urgência e iniciativa que faltava desde o início. Animada, a torcida que se equilibrava num andaime ao lado do estádio aplaudiu com entusiasmo o meia-atacante.

Sem problemas, o Galo se impôs ao longo dos primeiros 45 minutos, com troca objetiva de passes, postura qualificada nas saídas e pressão ofensiva quando a situação permitia. Para se sentir ainda mais à vontade, o time atleticano controlou a meia-cancha, permitindo saídas rápidas com Hulk, Hyoran, Marrone, Sasha e Nacho Fernandez.

A produção remista, apesar de boa movimentação em alguns momentos, ficou aquém da expectativa. O ataque não prevaleceu sobre a última linha adversária e o meio-campo viu-se envolvido por um time bem entrosado e com soluções claras para aproveitar os espaços.

O jogo foi equilibrado em boa parte do tempo, mas o Galo fez os gols que precisava para se tranquilizar. O cenário até permitia ao Remo desenvolver uma estratégia mais competitiva. Mas, dpois da falta perigosa cobrada por Felipe Gedoz aos 3 minutos, o time demorou a apertar o Atlético, que passou a explorar passes curtos e manobras rápidas.

Hyohan marcou aos 14’, aproveitando um buraco no centro da defesa remista. Manobrou sobre Suéliton e ficou livre para bater no canto direito de Vinícius. O lance do segundo gol foi construído por Hulk, que ganhou uma dividida com a zaga, avançou em velocidade e tocou para Nacho finalizar, no final do 1º tempo.

Dioguinho foi o destaque do Remo

Para o segundo tempo, precisando reagir e chegar ao gol, o técnico Paulo Bonamigo optou por Dioguinho, que estava barrado desde o jogo com o CRB, sábado passado. Dinâmico e driblador, o jogador mudou a cara do Remo, com dribles, arrancadas e chutes a gol. Os aplausos da pequena torcida “presente” foram mais do que merecidos.

Com Dioguinho, artilheiro do time na temporada, o Remo recobrou a pegada agressiva e esteve bem perto de marcar. A melhor chance foi aos 9 minutos, quando o volante Lucas Siqueira desviou de cabeça e testou os reflexos do goleiro Everson.  

Satisfeito com a vantagem, o Atlético reduziu a intensidade, preocupado em não tomar gol. Levou perigo nos contra-ataques, com Marrone, que esteve cara a cara com Vinícius nos minutos finais. Bem colocado, o goleiro se saiu bem e evitou os gols atleticanos.

Ao final da partida, Bonamigo considerou que o Remo pecou nas tentativas de chegar ao gol. Avançou, utilizou os laterais (principalmente Marlon) e ficou devendo nas finalizações. A tentativa de avançar o bloco de meio-campo foi frustrada pelo gol de Hyohan logo aos 14 minutos. Os azulinos sentiram a desvantagem parcial e custaram a se reequilibrar na partida.

O técnico admitiu que se preocupava em evitar um gol logo de cara e investir num jogo de equilíbrio, tarefa difícil contra uma equipe recheada de jogadores de primeira linha, com destaque para o argentino Nacho.

Bonamigo disse, com humildade, que preferia jogar objetivamente e alcançar o resultado ao invés de mostrar uma performance de alto nível. No cômputo geral, porém, um resultado normal levando em conta a disparidade de forças, elencos e investimentos. (Fotos: Pedro Garrido e Sílvio Souza)

Campeão da covid não perde chance de afrontar o bom senso

A confirmação pelo governo federal dos jogos da Copa América 2021 no Brasil soa como um escárnio em relação aos esforços que os governos estaduais fazem para tentar conter o avanço da pandemia. A notícia caiu como bomba em meio a uma CPI que investiga justamente a negligência e o pouco caso em enfrentar a covid-19 com as armas que a ciência impõe.

Sem vacinas suficientes para imunizar a população, o Brasil está num distante 62º lugar em vacinação. Pois, diante de cenário tão desanimador, vem o próprio governo e anuncia, com arroubos de orgulho patrioteiro, a realização de um torneio desnecessário e que vai acrescentar novos riscos de contágio da população.

Pelo menos 2 mil profissionais – entre atletas, preparadores, técnicos, dirigentes e jornalistas – virão ao país para um torneio continental que não tem a importância que o marketing reverso do governo tenta lhe dar. Há muito tempo que a Copa América não emociona, nem gera emoção. Ninguém lembra de um jogo memorável, de um golaço ou uma seleção empolgante.

O torneio estava ameaçado de cancelamento desde que a conturbada situação política da Colômbia impediu que a sede original recebesse a competição. Foi tentada a alternativa de fazer na Argentina, mas o governo prontamente rechaçou a ideia.

Aí restou oferecer de mão beijada ao país dos absurdos, recordista em contaminação diária pela covid e um dos campeões mundiais em número de óbitos. Pela lógica absoluta surrealista que persiste por aqui foi até óbvia a aceitação da Copa, afinal a ideia fixa é mesmo a de aumentar os recordes negativos.   

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 03)