
Aos 30 anos, o atacante Jobson, que responde na Justiça do Tocantins por acusações de estupro de vulneráveis, deixou a prisão nesta sexta-feira (27). Passará a responder pelas acuações em liberdade e negocia com o Remo sua volta ao futebol. A informação foi revelada pelo site UOL, ontem. O diretor de futebol do Remo, Milton Campos, em contato com o site, revelou que as conversas com Jobson começaram em fevereiro, contando à época com o aval do técnico Ney da Matta. Agora, para concretizar o acordo, a diretoria precisa da concordância do técnico Givanildo Oliveira.
“Antes de dar prosseguimento às conversas preciso saber o que pensa o Givanildo Oliveira”, disse Campos. Ainda questionado pela reportagem do UOL sobre a possibilidade de ter um acusado de estupro no elenco profissional do Remo, o dirigente disse que ainda não existe condenação para o jogador sobre o caso.
“Se ele for julgado e condenado, vai pagar pelo crime. Mas ele não é réu confesso e está contestando a acusação. Pelo princípio da presunção de inocência, ele não é culpado”, reforçou Campos. O técnico Givanildo Oliveira é conhecido pelo perfil conservador. Há duas semanas, vetou o retorno do atacante Pimentinha ao clube.
Em campo, Jobson brilhou com a camisa do Botafogo-RJ, em 2009, despertando interesse de clubes da Europa, sendo cogitado para uma possível convocação para a seleção brasileira. Depois disso, foi apanhado em exames antidoping por consumo de cocaína. Saiu do Botafogo, voltou outras duas vezes, com o clube tentando recuperá-lo e bancando tratamento. Terminou indo jogar no futebol árabe, caiu novamente no doping e foi suspenso pela Fifa por três anos – punição terminou em março deste ano.
Jobson nasceu em Conceição do Araguaia, no interior do Pará, e responde à acusação de manter relações sexuais com adolescentes, na cidade de Couto Magalhães, no Tocantins. As menores alegam que estavam sob efeito de álcool e entorpecentes colocados na bebida. Jobson foi preso provisoriamente e solto em agosto do ano passado, quando passou a ser rastreado por tornozeleira eletrônica, até retornar à prisão em setembro.
Não sei qual é a real intenção do Milton Campos com a contratação do Jobson, mas certamente não é a de ajudar o Mais Querido. Só falta ele querer trazer o Edgar de volta. O Giva nunca vai permitir essa contratação, felizmente.
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Não se resolve problemas com mais problemas, Diretor não deveria nem cogitar uma situação dessas, penso que o Jobson tem que resolver primeiro, suas pendências com a justiça, tanto a comum como a desportiva porque ainda acho que ele cumpre suspensão por doping, depois que estiver livre aí sim poderá ser contratado.
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