
POR LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI
O Atlético Nacional de Medellín está eliminado do Mundial de Clubes da Fifa no Japão. Sua derrota por 3 a 0 ao Kashima Antlers começa com um gol de pênalti anotado pelo árbitro com essa excrescência de se usar a tecnologia no futebol. Entre o lance da penalidade e a decisão do juiz se passaram mais de 2 minutos, tempo suficiente para sair um gol, um impedimento polêmico ou até mesmo outro pênalti.
De uma ordem da Fifa, o Mundial de Clubes de 2016 tem servido de laboratório ao uso da tecnologia. Por azar do Atlético Nacional, a primeira vez que um árbitro recorreu ao vídeo nessa competição se deu no lance favorável ao time japonês.
Chama atenção que no lance fatal, quando o juiz nada marcou, o jogo continuou no seu ritmo normal. Enquanto isso, os analistas de vídeo, instalados em uma sala entupida de monitores, analisavam a jogada. Chegaram à conclusão que havia sido pênalti e alertaram o árbitro por meio de rádios comunicadores. O juiz paralisou o jogo e foi até à beira do campo ver o lance no monitor de vídeo. E tomou a decisão de anotar o pênalti.
Nesse lance, dois jogadores do Kashima estavam em posição de impedimento e o que sofreu a penalidade tentava sair dessa posição irregular quando foi derrubado pelo zagueiro colombiano. Nada disso teve importância ao juiz, que simplesmente se atentou à falta dentro da área, portanto, pênalti.
https://www.youtube.com/watch?v=AuCMkCA0a5A
Antes de o árbitro tomar essa decisão, torcedores dentro do estádio foram alertados de que um lance estava em análise pelo árbitro de vídeo. Depois de pouco mais de dois minutos, o juiz anotou a penalidade.
Imagino aqui se pelo menos dois lances polêmicos de pênalti acontecerem em um jogo em menos de 10 minutos, quantas paralisações teríamos e em quanto tempo seriam tomadas as decisões. Aliás, o juiz só concede seu ok às imagens depois de analisá-las no monitor. Portando cabe a ele a palavra final, ou seja, à sua interpretação.
Por isso não comungo dos defensores do árbitro de vídeo. Com esse arsenal à disposição, um juiz perde autoridade na condução do jogo e vira refém das imagens. Acaba com a graça e emoção do jogo e torna ainda mais robótica a movimentação dos times.
Treinadores poderão daqui para frente adotar a tática do jogo aéreo obrigando jogadores a mandar uma bola atrás da outra na área do adversário em busca de um lance polêmico que provoque o uso do árbitro de vídeo. Ao meu ver, é o fim da essência do futebol.
Foi ridículo. O juiz é autoridade máxima e podia não marcar o pênalti mesmo após assitir ao vídeo. Quis fazer média com a FIFA ou ficou com medo de eventual punição. Acabou sendo mais um cego a não ver o impedimento.
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Os lances de vídeo deveriam ser colocado em prática em lances realmente duvidosos. Não foi este caso. Lance normal. Lance de esporte de contato.
Por sinal, Arnaldo César Coelho, um dos caras mais capacitados em analisar vídeo, foi extremamente duro ao avaliar a utilização da tecnologia em mãos inexperientes.
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Luiz, tá equivocado….Jogador não estava impedido…Árbitro não poderia marcar impedimento antes da bola chegar no jogador… Penal foi bem antes… Foi correto o árbitro.
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Não sei, mas tive outra impressão da estreia do uso da tecnologia.
Em primeiro lugar achei muito bom que, enfim, tenha começado.
Depois, considerei importante que tudo começasse logo num jogo relevante. Afinal, bons testes são aqueles que impõem mais pressão.
Por último, achei que a falta foi bem marcada. Isso porque, salvo melhor juízo, segundo regra estabelecida pela própria FIFA, o impedimento só pode ser assinalado quando o atleta em posição de impedimento toca na bola.
Vai daí que se o atacante japonês recebeu uma clara e inegável rasteira do defensor colombiano quando a bola ainda estava viajando pelo alto rumo à área, cumpria ao árbitro que viu o ato, incontinenti assinalar a infração.
Logo, se ainda não havia impedimento, pois o atleta em posição de impedimento não havia tocado na bola, resulta claro que qualquer comportamento irregular que ocorresse durante tal viagem poderia ser marcado, inclusive uma falta dentro da área.
No mais, se tivesse ocorrido algum problema (eu acho que não houve), este teria sido de somenos importância diante do enorme avanço que representa a introdução desta nova ferramenta. O benefício teria suplantado o custo. O ajuste e a prática vêm com o tempo.
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Sinto muito Claúdio. Mas sugiro ver o comentário de Arnaldo.O jogador está em posição de impedimento, depois em impedimento e por fim sofre o penal.
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A crítica principal de Arnaldo se deve ao impedimento do jogador japonês que foi derrubado na área, no lance que resultou na marcação do pênalti. Daigo, do Kashima, estava impedido, o que já é uma infração, e o japonês ainda atrapalhou, em posição irregular, o adversário de chegar na bola, o que configura outra infração, explicou Arnaldo. O adversário em questão era o colombiano Mosquera, que acabou derrubando Daigo. Antes do pênalti, portanto, houve o impedimento e, por isso, a penalidade máxima não poderia ter sido marcada.
“Houve posição de impedimento (de Daigo), depois impedimento, depois ele fez a falta e depois ocorreu o pênalti – descreveu Arnaldo, em participação por telefone no programa Redação Sportv”.
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Eis, mais ou menos, o que disse o Arnaldo: ‘- Houve posição de impedimento (de Daigo), depois impedimento, depois ele fez a falta e depois ocorreu o pênalti – descreveu Arnaldo, em participação por telefone no programa Redação Sportv’.
Pois bem, onde estão os fundamentos na regra do futebol e nas instruções normativas da fifa a respaldar esta assertiva do Arnaldo?
Não contesto que ele seja uma autoridade em matéria de arbitragem. Todavia, aqui, me parece que aqui, é imprescindível a autoridade do argumento e não o argumento da autoridade.
Enfim, não sendo o dono da verdade, estou disponível para ser convencido. Entretanto, para tal, é preciso que o Arnaldo, ou outro “Papa”, ofereça motivação mais persuasiva.
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O jeito é apelar para o sereno especialista em arbitragem do Blog: Edmundo, cadê você???
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Ao interferir a passagem do jogador colombiano, o jogador japonês passa a fazer parte da jogada, logo, torna-se impedido. A regra não fala da bola, fala de fazer parte da jogada.
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Amigo Celira, jogador sofre o penal, sem a bola
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Amigo Claudio, ao sair da posição de impedimento, continuando em impedimento e obstruir o jogador colombiano (falta), ele torna-se um jogador irregular, logo, ele não pode sofrer falta sendo um jogador irregular. O certo seria deixar a bola rolar. Aqui, o árbitro foi levado ao erro.
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Claro que a FIFA vai sair em defesa do árbitro, afinal, seria constrangedor afirmar que o árbitro (renomado) acertou no primeiro momento e, no segundo momento, foi induzido ao erro a partir de um recurso que é para ajudar a não errar.
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Bom, então aí pode estar meu possível equívoco, pois, segundo eu pensei que sabia, mesmo o jogador estando em posição de impedimento, a arbitragem só pode punir tal situação, quando o jogador em posição de impedimento toca na bola, ou tira vantagem desta posição.
Quanto a fazer parte da jogada, eu imaginava que tal fosse relevante só quando da tal jogada resultasse o gol. Aí o gol seria anulado pela marcação do impedimento daquele que em posição de impedimento participou da jogada que levou ao gol.
Sob esta ordem de ideias, não teria havido nada de irregular, primeiro porque a bola sequer foi em direção do atacante que sofreu o pênalti; segundo porque o jogador que sofreu o pênalti não levou qualquer vantagem no lance; terceiro porque a jogada se desenvolveu entre o jogador que lançou a bola e o outro que a cabeceou dentro da área e este outro veio de trás e não estava impedido.
Quanto à obstrução me parece que foi recíproca. Houve mesmo foi um encontrão involuntário entre dois jogadores que nem se perceberam se dirigindo ao mesmo espaço pois estavam de olhos posto na bola que viajava pelo alto, situação que afasta a falta.
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/12/14/deportes/1481715013_176348.html
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Moderação. Quanto à fifa, concordo: não é parâmetro, pois não vai querer admitir que houve polêmica pelo uso da ferramenta instituída exatamente para evitar polêmica.
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Não…. porque a bola não foi pra ele… Ele corria pra tentar receber a bola
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No momento do penal, ele não estava impedido
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