“Revoltados” sonham com intervenção militar

(Trecho de matéria do jornal O Estado de São Paulo)
 
Para o fundador do “Revoltados Online” – que também convoca as manifestações anticorrupção -, Marcello Reis, “não é o momento” de falar se o grupo é contra ou a favor do militarismo. “Não achamos que agora há necessidade de falar isso. Não é que nós somos contra ou a favor (da intervenção armada). Se for necessário, sim.”
Reis acredita que uma alternativa ao regime militar é a redução dos partidos a cinco – dois de direita, dois de esquerda e um de centro. “Temos mais de 40 partidos, mas não temos 40 ideologias. Uma solução imediata, se houvesse o impeachment da Dilma, seria deixar o Joaquim Barbosa por seis meses como presidente até que fossem convocadas novas eleições, das quais só participariam partidos fichas-limpas.”. 
 
Olha aí o monstro golpista exibindo sua verdadeira fase… Ô raça. 

 

Assoremo defende renúncia da diretoria

Em nota oficial divulgada na noite desta segunda-feira, depois que foi oficializada a licença de 90 dias do presidente Sérgio Cabeça (por questões de saúde), a Assoremo defende a renúncia imediata da diretoria do Remo:
“A licença de 90 dias do presidente Sergio Cabeça, longe de parecer uma medida que ruma a modernização, democratização e profissionalização do Clube, nos parece mais como uma medida cosmética para criar um efeito de afastamento, visando diminuir o impacto da nossa emenda que prega eleições diretas já em novembro de 2013.
Não lutamos contra uma pessoa, lutamos contra um pseudo modelo de gestão arcaico, obsoleto e retrogrado, que tanto Cabeça, quanto Pirão representam, para nós somente a renuncia coletiva de uma diretoria fracassada seria o passo inicial de um novo tempo para o Remo.
Por isso, conclamamos a nação azul, e em especial os sócios que irão a Assembléia Geral dia 27, para não baixar a guarda e continuar com a mobilização.
Lembrem-se o Cabeça ainda é o presidente do Remo, nada mudou, e tenta sair de mansinho sem prestar contas de quase 5 milhões que entraram nos cofres do remo em 2013.
Convocamos todos os sócios remidos e proprietários, assim como a torcida em geral para considerar o dia 27 como o dia da nossa libertação e segunda reeorganização.
Diretas já em novembro de 2013! Novo estatuto, democrático e moderno.”

Cabeça erguida

Por Paulo Vinícius Coelho

O evento-teste para a Copa do Mundo de 1950 foi o Campeonato Sul-Americano de 1949, disputado no Brasil um ano antes do Maracanazo. O intuito não era testar, mas como não havia eventos de futebol realizados aqui desde o Sul-Americano de 1922, era bom saber como o país se sairia 27 anos depois.

A seleção jogou três vezes no Pacaembu e cinco em São Januário. A quinta partida no Rio só existiu por culpa de uma virada incrível sofrida contra o Paraguai. Um São Januário-azo!

Se vencesse, o Brasil seria campeão. Ganhava com gol de Tesourinha até os 30 min do segundo tempo. Em nove minutos, o Paraguai fez 2 x 1 e provocou um jogo extra, vencido pela seleção brasileira por 7 x 0.

Treze meses depois, seis derrotados em São Januário estavam no gramado do Maracanã. Ganhavam com gol de Friaça –ponta-direita como Tesourinha– até os 20min da segunda etapa. Em 13 minutos, Schiaffino e Ghiggia deram a Copa ao Uruguai.

Ganhar ou perder uma competição um ano antes do Mundial não tem assim tanta importância. Entrar no torneio com a impressão de ser impossível ganhar clássicos e construir uma história diferente é significativo.

O Brasil ganhou confiança com os 4 x 2 diante da Itália e segurança por voltar a ser superior a rivais grandes, como italianos e franceses. Há quem diga que a vitória veio porque houve erro do bandeira no gol de Dante – houve – e não aconteceu falta sobre Neymar no segundo gol – para mim, aconteceu a infração.

A capa da “Gazzetta dello Sport” de ontem dizia: “Azzurri a Testa Alta” (“Azzurra de cabeça erguida”). A Itália perdeu por 4 x 2. Imagine alguém dizer aqui que a seleção perdeu por 4 x 2 e saiu de cabeça erguida…

A REDENÇÃO

O técnico da Espanha, Vicente del Bosque, foi demitido do Real Madrid no dia 23 de junho de 2003. Ontem, a demissão completou exatos dez anos. Del Bosque passou cinco temporadas no ostracismo, um ano no Besiktas, quatro desempregado, antes de assumir o lugar de Luis Aragonés, logo depois do título europeu de 2008. Como Aragonés, era tido como simplório, com seu corpanzil e o bigode espanhol, semelhante a uma sardinha saindo pela boca.

Simplicidade é um mérito.

Em cinco anos, Del Bosque fez o simples. Manteve o estilo de jogo, lançou bons jogadores como Pedro, Busquets, Pique e Alba, administrou vaidades dos jogadores do Barcelona com os do Real Madrid, clube onde ganhou duas Champions League, antes de ser demitido. Nestes últimos dez anos, tudo o que o Real Madrid quer é encontrar alguém simples como Vicente del Bosque.

À beira do precipício

Por Gerson Nogueira

Aterrissou como uma bomba na sede da FPF, na tarde de sexta-feira, uma nova ordem judicial de bloqueio de arrecadações e patrocínios do Remo. Desta vez, a Justiça do Trabalho agiu com mão de ferro: o clube terá que quitar a soma de R$ 10 milhões, resultante do descalabro administrativo, que levou o Remo a colecionar 139 ações reclamatórias na gestão de Sérgio Cabeça.

Só para efeito comparativo, quando Cabeça assumiu o clube respondia a 104 processos na esfera trabalhista. Em três anos, ele conseguiu superar essa marca já exagerada e estabelecer um novo e abusivo recorde.

COLUNA GERSON_24-06-2013Em 2011 e 2012, graças à atuação do departamento jurídico do clube, sob coordenação do advogado Ronaldo Passarinho, as pendências existentes foram renegociadas e pagas, levando o clube a ostentar uma redução do débito total para cerca de R$ 5,5 milhões.

Quando 2013 chegou, Cabeça e seus diretores puseram abaixo todas as conquistas obtidas por Passarinho e sua equipe. As numerosas contratações de jogadores sem critério e feitas à revelia do setor jurídico foram se amontoando, criando as condições para o caos atual.

Apesar da boa vontade que a Justiça teve em relação ao clube, muito em função do trabalho de abnegação de Passarinho, a situação desandou novamente e escancara um cenário desalentador, bem parecido com o período negro representado pela gestão de Amaro Klautau, que afrontou a história e quase dilapidou o patrimônio do clube.

Diante dos fatos, a presidência fica sem respostas para as cobranças feitas por setores de oposição, cada vez mais organizados e ciosos da necessidade de mudanças no clube. A inviabilidade financeira do clube, representada pela ordem de bloqueio de seus rendimentos, aponta para uma única saída: a renúncia da atual diretoria.

Caso isso aconteça, em nome do futuro da agremiação, sócios e conselheiros deveriam eleger uma junta governativa para assumir e encaminhar de imediato a sucessão, antecipando a eleição para o fim deste ano. As mobilizações de torcedores organizados, via Assoremo, permitem avaliar que o processo pode ser conduzido dentro da ordem institucional prevista no estatuto do clube.

Aliás, o próprio estatuto está passando por reformulação e no dia 27 próximo será rediscutido em assembleia geral. Oportunidade preciosa para uma tomada de posição. São 10 mil sócios (remidos) com voz e aptos a votar. Este colégio eleitoral amplo abre a perspectiva de que o Remo saia do buraco em que se encontra, por obra e graça de tantas gestões desastrosas e nada transparentes. Ainda há tempo.

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Zica contamina até o time sub-20

E a fase azulina anda tão urubulina que o time, tido e havido como favorito nas finais do Campeonato Sub-20, foi atropelado pela entrosada equipe da Desportiva e escapou de um tremendo vexame na manhã do último sábado. Com justiça, o placar chegou a apontar 3 a 0 para os tricolores, que saiu vencendo desde os primeiros minutos de bola rolando.

Confuso, atrapalhado e nervoso, o Remo se perdia em tentativas alopradas de chegar ao gol e abria buracos na defesa, abrindo espaço para contra-ataques sempre perigosos. A ausência do camisa 10 Rodrigo foi muito sentida pelo time. Os dois gols de Alexandre no segundo tempo mantém o Leãozinho com chances, mas a Desportiva está a um passo de seu primeiro título estadual.

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Há um esquema, à espera de organização

O Brasil já pode dizer que tem um esquema. Não é dos mais evoluídos, mas é um esquema. Felipão conseguiu fazer com que a Seleção jogue de acordo com a sua filosofia: marcando duro e firme por todos os quadrantes do campo. Como de hábito nesse tipo de disposição tática a parte ofensiva acaba prejudicada pelo engessamento no meio-de-campo. Contra a Itália, porém, funcionou razoavelmente bem.

Oscar, jóia preciosa da nova geração, é a maior vítima da nova configuração do escrete. Como não sabe marcar – e nem precisa saber – fica perdido na meia-cancha, sem função clara e vivendo de lances ocasionais. Neymar, outro que não se adapta ao jogo de força, viu-se obrigado a participar cometendo faltas. Quase se deu mal nos primeiros embates com os italianos, mas depois encontrou seu espaço.

Quem acabou se dando muito bem foi Fred, que vivia pressionado pelo jejum de gols e acabou premiado pelo oportunismo e a capacidade de decidir. Terminou o jogo de sábado em Salvador como um dos heróis da tarde, justificadamente.

Há outro aspecto a ser observado, principalmente por Felipão. A ideia marota de sacar Neymar no segundo tempo quando o placar era favorável terminou impondo ao time alguns minutos de quase pânico. A Itália apertou, ameaçou com uma bola na trave e obrigou o Brasil a depender do contra-ataque. Ficou claro que ainda não é possível abrir mão de Neymar, astro da companhia e jogador que mais preocupa a marcação inimiga.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 24) 

Desportiva bate Leão e põe a mão na taça

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A Desportiva saiu na frente na decisão do Campeonato Paraense Sub-20, derrotando o Remo por 3 a 2 em partida disputada sábado no estádio Jornalista Edgar Proença. A equipe de Marituba fez um bom primeiro tempo aproveitando-se da ansiedade do adversário, que parecia desesperado para fazer o primeiro gol. Logo aos dois minutos, a Desportiva abriu o placar através do atacante Ronaldo. Atrapalhado, o Remo não conseguia encaixar jogadas e cedia espaço para os contra-ataques do adversário. Aos 42 minutos, a Desportiva ampliou, novamente com Ronaldo.

No segundo tempo, o Leão voltou mais ofensivo, buscando equilibrar as ações e partir para a reação. Alguns jogadores, porém, continuavam exagerando nas tentativas individuais, enquanto a Desportiva mantinha-se tranquila e explorando os passes em velocidade. Acabou beneficiada por uma intervenção infeliz do goleiro remista Elielton, que foi surpreendido por um chute de Guilherme e deixou a bola passar entre as pernas. Um frangaço.

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A tentativa de reação azulina veio com Alexandre, que marcou um belo gol por cobertura. O atacante ainda marcou outro gol, cobrando pênalti sofrido por Rodrigão. Com a vitória, a Desportiva só precisa de um empate no próximo para se sagrar campeã estadual. O Remo precisa vencer o rival por dois gols de diferença para ficar com o título. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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