Por Eduardo Ohata (Folha de S. Paulo)
A receita dos clubes representada pelos sócios-torcedores – número que este ano saltou de 362 mil para mais de 500 mil, impulsionado pelo “programa de fidelidade” liderado pela Ambev -, bate valores de contrato de TV, patrocínio e espaço na camisa. A explicação da rápida escalada do número de sócios-torcedores passa pelo bolso. Até a virada do ano, as vantagens do sócio frequentemente se referiam à ida ao estádio, com compra antecipada de ingresso e descontos.
Porém desde a criação do programa da Ambev, este ano, sócios-torcedores dos clubes que aderiram têm descontos em uma cesta com mais de 600 produtos ou serviços de dez empresas. A soma dos descontos pode superar o valor da mensalidade. “A receita com os sócios-torcedores representa hoje mais do que o que recebemos de direito de TV ou patrocínio”, comemora Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro que, percentualmente, assistiu o maior crescimento no número de sócios-torcedores entre os clubes participantes.
“[O sócio-torcedor] representa muito mais do que recebemos com patrocínio de camisa. E a tendência é aumentar, porque o sócio-torcedor alavanca a bilheteria”, argumenta Gilvan, que revelou que seu clube arrecada R$ 3 milhões mensais dos sócios. Com esse influxo de dinheiro dos sócios-torcedores, contratou Dedé e Souza.
Com vantagens não relacionadas à ida aos estádios, a tendência é a adesão de torcedores de outros estados. É uma das apostas do Flamengo, cuja arrecadação com o sócio-torcedor atualmente só perde para o patrocínio master e fornecedor de material. “A arrecadação do sócio-torcedor tornou possível a contratação do [atacante] Marcelo Moreno e do técnico Mano Menezes. Dependemos do aumento do programa para chegarmos a mais reforços”, afirma Fred Luz, diretor de marketing do Flamengo.
A meta traçada pela Ambev é chegar à marca de um milhão de sócios-torcedores até o fim do ano. Seus executivos lançam mão de números de fora do país para mostrar o potencial do programa. “O Internacional, melhor clube nacional em quantidade de sócios-torcedores, tem 2% dos torcedores como sócios. Já o Benfica, que é o melhor do mundo, tem 4%”, compara Ricardo Roza, gerente corporativo da Ambev.

Como percebemos pelo ranking acima, embora o Pará seja um dos estados que mais leva público a pagar pra assistir futebol, não consta da lista dos que têm mecanismos de fazer seu torcedor um aliado no financiamento, isso fruto de uma visão anacrônica e amadorista de administração.
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Ufa… Ainda bem que nem citaram Remo e Paysandu…. Percebam que o Inter, há muitos anos vem liderando o sócio torcedor, e hoje, um dos cap’s dessa empreitada de sucesso do Internacional, está no Papão.. Que consiga, por aqui, fazer um bom trabalho…
O Sócio torcedor, não é um subordinado ao clube, e sim, um cliente, e como cliente, deve ser tratado… O sucesso começa, por aí…
– Quando vejo o “meu” Flamengo com 1% de variação… Te dizer…
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Caros, no início desta semana, quando ainda estava aí em Belém, vi na vitrine de uma loja de um shopping que o preço da camisa do PSC tá em torno de 140. Mas achei a camisa feia. Não compraria nem por 90 reais.
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Amigo Cláudio, PSC e CR ainda são muito amadores, para figurarem em tal lista… Quem sabe, agora, com um século de vida, com a nova gestão, o PSC possa começar sua era de profissionalismo no futebol. Vou te contar…
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Escrevi em outro postagem, numa das colunas do Gerson, que:
Hulk = Rafael Oliveira da seleção brasileira
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