O ator James Gandolfini, imortalizado como o mafioso Tony Soprano na série “Família Soprano”, morreu nesta quarta-feira (19), em Roma, na Itália, aos 51 anos. De acordo com o site “TMZ”, Gandolfini provavelmente sofreu um ataque cardíaco, embora a causa da morte ainda não tenha sido oficialmente confirmada. Gandolfini estava na Itália para o Festival de Cinema de Taormina, na Sicília, e ele participaria de um evento no festival neste final de semana, ao lado do cineasta italiano Gabriele Muccino.
Em 1999, quando ficou conhecido no mundo todo pelo papel de Tony em “Família Soprano”, James Gandolfini já era um veterano do cinema e do teatro. No cinema, havia trabalhado com diretores conhecidos, como Clint Eastwood, Sidney Lumet, Joel Schumacher, Tony Scott, Barry Sonnenfeld e Alex De La Iglesia. Nos palcos, atuava havia quase dez anos e se destacara em uma montagem de “Sindicato de Ladrões” na Broadway.
Até o estouro de “Família Soprano”, Gandolfini se especializou em roubar cenas, sempre no papel de coadjuvante. Conhecido por personagens truculentos -interpretou bandidos e mafiosos – tinha um dos rostos mais marcantes do cinema. Seu estilo contido de atuação caiu como uma luva no personagem Tony Soprano, um mafioso existencialista, que frequentemente questiona sua própria vida e decisões, inclusive em sessões de análise.
Tony é um assassino sádico que ama os filhos e os animais. É um pai carinhoso e um marido nem tanto, constantemente enganando a esposa. É um líder mafioso que decide a vida ou morte de muitos, mas que sofre ataques de pânico desde criança. Gandolfini interpretou o personagem com a mistura perfeita de força bruta e fragilidade emocional, e talvez por isso Tony Soprano tenha se destacado tanto.
É um dos personagens mais interessantes e bem escritos da TV em muito tempo – talvez de todos os tempos – e teve a sorte de contar com um ator excepcional.