Compartilhe isso:
- Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
- Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir
- Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
- Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn

Gerson, vc sabe precisar quando a Clube AM passará a FM ?
CurtirCurtir
A devoção do povo cearense à seleção ganhou contornos tristes.
Segundo os soldados, seriam cerca de 7 mil e 500 torcedores perderam tempo.
Foram ao estádio presidente Vargas à toa.
A grande maioria com um quilo de alimento perecível.
Acreditaram no boato de que o treinamento da seleção seria aberto.
E queriam ver a seleção de Felipão no estádio Presidente Vargas.
“Aqui, seu moço, ninguém tem dinheiro para ir ao Castelão.
Lógico que a gente queria ver Brasil e México.
Mas quem tem tanto dinheiro?
É jogo para gente rica.
Até os quilos de arroz que a gente trouxe ia fazer falta.
Eu queria que meus filhos vissem a Seleção.
Mas não deixaram.”
A queixa foi do mestre de obra Severino Porto.
Ele e seus filhos Luiz e Cassio foram barrados.
Fizeram parte das pessoas que foram ao Presidente Vargas.
“Foram mais de 7 mil e quinhentas”, dizia o capitão Souza.
Ele era um dos responsáveis pelo policiamento.
Havia mulheres com filhos e sacos de feijão nas mãos.
Esperaram por horas sem água, banheiro próximo.
Havia até aqueles que compraram açúcar e sal de última hora.
Vendedores circulavam em carros oferecendo os produtos.
Seriam a ‘entrada’ para o treino.
Muitos vendiam já tendo a confirmação que os portões continuariam fechados.
A grande maioria chegou antes do meio-dia.
Debaixo de um sol inclemente.
O treinamento da seleção brasileira foi fechado para a torcida.
De nada adiantaram os gritos, os pedidos.
A cúpula da CBF seguiu o que havia sido combinado.
O time que representa os brasileiros continuou se preparando.
Sem se importar com os gritos da torcida.
Assim como fez na chegada da equipe ontem ao Ceará.
Os atletas não tiveram o menor contato com os torcedores.
No hotel cinco estrelas onde a delegação está, policiais eram rígidos.
Torcedores longe, muito longe da entrada.
E ponto final.
Até mesmo o ex-jogador Jardel teve grande dificuldade para entrar.
Ele fez parte do Grêmio histórico de Felipão.
Sofreu.
Mas conseguiu entrar.
A situação surreal era que os torcedores não arredavam pé.
Faziam questão de esperar.
Foi emocionante.
O tempo passando e os torcedores cercando o estádio.
Sonhavam com uma licença de Felipão.
Mas foi em vão.
A capacidade do Presidente Vargas é de 20 mil pessoas.
As arquibancadas continuaram vazias.
Os reservas do Brasil enfrentavam o sub-20 de Ceará.
Os titulares acompanhavam o coletivo, sentados do lado de fora.
Mas a CBF continuou irredutível.
Não permitiu a entrada dos torcedores.
Compreensível.
Mas a postura ficou antipática, exagerada.
Não precisava fazer como Weggis.
O chefe da Segurança, o coronel Castelo Branco, estava preocupado.
Estava com medo de um tumulto na passagem do ônibus da Seleção.
Os policiais também não queriam a liberação.
O efetivo era de apenas 60 soldados.
O Batalhão de Choque foi chamado.
E também não recomendou a abertura para a torcida.
Várias pessoas correram de um lado ao outro fora do estádio.
De vez em quando surgia o boato que Felipão iria abrir o treino.
Parreira e Rodrigo Paiva chegaram a conversar com o treinador.
O interromperam no treino.
Ele ficou todo agitado, sinalizava que não.
Notícias davam conta que ele teria sido consultado sobre os torcedores.
Já havia avisado que não abriria.
E manteve a postura.
O treino só foi aberto no final do treinamento.
Os torcedores viram apenas os jogadores de Brasil e Ceará se cumprimentando.
Alegres como se tivessem ganho na loteria ainda cantaram o velho coro.
“Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.”
Gritaram, elogiaram, saudaram os atletas.
Não viram nada
A não ser cobranças de pênaltis dos reservas.
Mas já valeu.
Comemoraram as cobranças que passavam por Jefferson.
Como se estivessem em um jogo.
Enquanto isso, os titulares tiravam fotos com os juniores do Ceará.
De costas para os torcedores.
Alertados pela assessoria, o time principal foi até perto da torcida.
Foram saudados como heróis.
CurtirCurtir
Gerson, já pensaste se o Neymar tivesse uma visão crítica, como a de um Sócrates, para pedir melhoria na educação, saúde, saneamento, segurança e transporte ?! Queria ver…rs
CurtirCurtir
Marcelino, interessante que o povo abonado que consegue entrar (pagar o ingresso) para assistir ao próprio jogo, não a um simples treino, ainda tem a ingratidão de vaiar quem lhe proporcionou a oportunidade.
CurtirCurtir