4 comentários em “Remo vai mal e perde para o lanterna

  1. O Remo precisa de articulação no meio-campo. Não é necessário explicar, até a folha que cai da árvore sabe que o Remo precisa disso o mais rápido possível. Fechar as portas para Eduardo Ramos e Pimentinha, na iminência de perder Felipe Marques, pode ter sido uma escolha errada. Eduardo Ramos e Pimentinha, com toda a indisciplina, foram os destaques do ano passado e provavelmente os principais responsáveis pela permanência do Mais Querido na série C, com um time que jogava sem laterais, sem cabeças-de-área e com uma crônica deficiência de marcação que caracterizou um elenco que não se estabilizou ao longo de toda aquela campanha desastrosa.

    Não digo isso para entrar diretamente no campo das suposições, dos “ses”, se isso ou se aquilo. É para dizer que todo clube de sucesso mantém uma “espinha dorsal” de uma temporada para outra, ora “salvando” alguns jogadores que se destacaram em meio ao caos, quando o time vai mal, ora mantendo atletas que transformam qualidade e objetividade em resultados, quando o time vai bem. Aí sim o “se” pode se tornar uma crítica, baseado em comparação ao que fazem os times que conseguem os resultados planejados. Se o Remo tivesse mantido mais alguns bons jogadores daquela temporada, a exemplo de Dudu e Vinícius, estes que poderiam ser Eduardo Ramos e Pimentinha, dificilmente a realidade seria pior que a de hoje porque haveria uma renovação de um elenco e não a montagem de um elenco novo, com todas as dificuldades que novos elencos têm de encontrar entrosamento e a formação ideal. Não custa lembrar que a cruz de Eduardo Ramos é o penalty que ele perdeu diante do Sampaio Correa, mas na regularidade, ele e Pimentinha produziram jogadas pelas extremas e pela meia, mas sem o acesso desejado porque ambos não poderiam fazer isso com quantidade e qualidade o tempo inteiro, de modo a suprir as deficiências dos outros setores dentro de campo. Como se o restante do time não tivesse culpa de a situação chegar a ser difícil naquela reta final, perdendo pontos importantes mesmo no Mangueirão e quase caindo de volta à série D.

    Dito isto, não pediria que o Remo os trouxesse de volta, mas que o Clube pense já na temporada que vem e resolva manter bons valores e que não desmonte de todo esse elenco. É necessário preservar os bons valores e pensar nos pontos que precisam de reforços. Já seria um grande avanço. E para esta temporada, que não está perdida!, é preciso pensar num companheiro para Mimica, na zaga, um cabeça-de-área para jogar com Dudu (Leandro Brasília) e num outro ponta que possa suprir a ausência de Felipe Marques, porque o esquema é o 4-3-3. Se Felipe marques sair de campo, o esquema praticamente modifica-se para o 4-4-2. Isso é uma idiossincrasia, é uma reação estranha às características do time. Se Pimentinha estivesse no banco, poderia entrar no lugar de Elielton ou de Felipe Marques, sem modificar a estrutura do time. Se Eduardo Ramos estivesse no elenco, poderia ser o reserva natural de Everton ou Adenilson. Ou mesmo o titular. O time teria mais opções.

    Para mim, foi estranha a volta de Bruno Maia depois de bom jogo de estreia de Moisés e a opção por manter Felipe Marques e sacar Elielton quando este estava melhor. A opção de Levy no lugar de Gustavo faria sentido com Elielton em campo e Jayme seria mais perigoso no lugar de Isac, mesmo que ele não seja um centro-avante de ofício. Para jogar num 4-4-2, o Remo precisaria dispor de um cabeça-de-área, no que Felipe Recife mostrou um pouco mais de qualidade que Geandro e lançar Adenilson e Everton com Felipe Marques (Elielton) e Isac. Não é má ideia, mas precisa ser bem treinada porque perderia-se assim a velocidade dos pontas e a opção dos contra-ataques pelos dois lados, restando um jogo cadenciado e no campo do adversário, como é a lógica do 4-4-2 e que é o papel dos meias-armadores. Também me parece estranho que Jeferson Recife tenha sido esquecido depois das boas jornadas no Parazão como um meia-atacante, mesmo que seja um lateral esquerdo. Parece-me que também pode ir bem como um segundo volante. Enfim, é preciso rever alguns pontos e algumas escolhas, já que ainda há tempo, inclusive, de reforçar o elenco.

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    1. Amigo, o problema é que jogadores como E. Ramos e Pimentinha não são confiáveis. Destacaram-se razoavelmente numa campanha horrorosa na Série C e pularam do barco no momento mais importante da competição. Penso que o veto a ambos foi uma decisão acertadíssima.

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  2. O Remo não se comportou tão mal diante do Juazeirense no 1º tempo, mas já se notava que o time jogava muito recuado e deixando o adversário chegar à meta de Vinícius com alguma facilidade. No 2º tempo a situação só piorou. Entendo que a opção por Dudu e Leandro Brasília juntos, mesmo com a intenção de fluir o jogo no meio-campo e dar qualidade no passe e assim dar vazão ao ataque e não funcionou porque Bruno Maia é um zagueiro que depende muito da cobertura da cabeça-de-área. As melhores partidas de Bruno Maia até aqui foram com a presença de Felipe Recife, que é um bom marcador e abre a possibilidade de Esquerdinha apoiar mais o ataque, inclusive. O problema é que com Felipe Recife se perde muito em qualidade na saída para o ataque. Bruno Maia é caracteristicamente um zagueiro de “sobra”, de cobertura, porque é grande e lento e não de “combate”, como é o Mimica. Não digo que Bruno Maia seja mau zagueiro, mas é que a característica dele exige um cabeça-de-área fixo, a exemplo de Esquerdinha ter liberdade para atacar.

    A estratégia de Givanildo, a meu ver, não funcionou porque não houve o ganho de saída de bola pela esquerda que se esperava e ao mesmo tempo perdeu-se em cobertura da defesa. Leandro Brasília não é tão marcador quanto Felipe Recife e isso retirou o apoio de Esquerdinha pela esquerda e provavelmente essa foi a causa de Felipe Marques ir mal na partida, porque, do outro lado, Gustavo apoia bem menos e Elielton estava bem na partida, além de Bruno Maia perder a tranquilidade da cobertura e isso como um todo fez o lado esquerdo do Remo jogar boa parte do tempo pressionado, ao ponto de Bruno Maia ter sido expulso. Entendo que faltou equilíbrio ao time. Givanildo poderia ter sacado Leandro Brasília e posto um cabeça-de-área no lugar dele e liberar Esquerdinha para jogar com Felipe Marques e só depois ter colocado Levy no lugar de Gustavo, para apoiar Elielton na ponta direita.

    No 4-3-3, os laterais são importantes para a produtividade dos pontas, para que estes não joguem isolados. Talvez valha mais a pena manter um cabeça-de-área e liberar os laterais que não tê-lo e forçar os laterais a fazer a marcação.

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    1. O Remo hoje é um time que oferece todas as condições e espaço para ser atacado, por qualquer time, mesmo os mais modestos, como a Juazeirense. Um dos atacantes precisa ser substituído por um homem de meio, urgentemente.

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