Esporte perde Bebeto de Freitas

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Diretor de administração e controle do Atlético, Bebeto de Freitas, de 68 anos, morreu na tarde desta terça-feira, na Cidade do Galo. Ele passou mal logo após apresentar o Galo Futebol Americano. Bebeto de Freitas sofreu uma parada cardíaca na parte interna da Cidade do Galo. Ele foi atendido rapidamente pelo médico Marcos Vinícius, mas não resistiu e acabou falecendo.
A morte foi confirmada pelo prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente do Atlético, Alexandre Kalil, que se despediu do amigo. “Sempre gostei de gente de bem e honesta ao meu lado. Por isso gostava de estar perto de você. Encontramos mais tarde, Bebeto”, disse.

Botafoguense histórico, Bebeto teve extensa carreira esportiva. Sobrinho do jornalista e treinador de futebol João Saldanha, ele foi jogador e técnico da seleção brasileira de voleibol. Atleta do Botafogo, conquistou onze campeonatos cariocas de vôlei consecutivos (de 1965 até 1975), além de ter defendido a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de 1976, em Montreal.

Como técnico, levou o Brasil à medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles, iniciando a época de sucesso da modalidade. Após a chamada “geração de prata”, o vôlei passou décadas no lugar mais alto do pódio e hoje é considerado o segundo esporte no país.

Bebeto também teve grande sucesso no vôlei italiano, ao comandar o Maxicono Parma (1990-1995), onde venceu cinco importantes títulos nacionais. Além disso, foi convidado a treinar a seleção italiana, de 1997 a 1998. Nesse período foi campeão da Liga Mundial, em Moscou, e campeão mundial, em Tóquio, e entrou no Hall da Fama da modalidade. Ultimamente, trabalhava como executivo do Atlético-MG. (Com informações de O Globo e Superesportes)

Marcelo deve ser titular do ataque remista contra o Cametá

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Como o jogo será de cumprimento de tabela, pois o Remo já está classificado para as semifinais, o técnico Givanildo Oliveira deverá fazer algumas mudanças no time para enfrentar o Cametá, domingo. Com desfalques certos – Isac, Levy e Elielton -, Marcelo deve ser escalado para o comando do ataque.

Com Jayme entregue ao departamento médico, Marcelo é a única alternativa disponível no elenco. Felipe Pará começou o trabalho de transição e Gabriel Lima voltou para o DM. O lateral-direito Levy, com uma lesão na coxa direita, será poupado do jogo contra o Cametá e terá uma semana para se recuperar do problema muscular.

Gustavo, que teve boa atuação no Re-Pa, substituirá Levy. Outros jogadores oriundos da base, como o meia Miguel e o zagueiro Kevem, também têm chances de jogar contra a equipe cametaense.

Hollywood escondeu que Churchill foi um assassino em massa, diz autor indiano

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Shashi Tharoor escreveu um artigo para o Washington Post no qual desconstrói a imagem que se tem de Winston Churchill no Ocidente. Shashi é autor do livro “Inglorious Empire: What the British Did to India” (“Império Inglório: O que os ingleses fizeram com a Índia”). Ele preside o Comitê de Relações Exteriores do Parlamento indiano.

“A História”, disse Winston Churchill, “será gentil comigo, pois pretendo escrevê-la sozinho.” Ele não precisa se preocupar. Churchill foi um dos grandes assassinos em massa do século 20, mas é o único, ao contrário de Hitler e Stalin, a ter escapado do ódio histórico no Ocidente. Ele foi coroado com um Prêmio Nobel (para a literatura, não menos) e na última semana, um ator que o retrata (Gary Oldman) recebeu um Oscar.

Como Hollywood confirma, a reputação de Churchill (como o que Harold Evans chamou de “o coração de leão britânico nas muralhas da civilização”) se baseia quase inteiramente em sua reviravolta e seu talento por conta de uma frase dita durante a Segunda Guerra Mundial. “Não devemos marcar nem falhar. Vamos continuar até o fim. (…) Devemos lutar nas praias, lutaremos nas terras do desembarque, vamos lutar nos campos e nas ruas. (…) Nunca devemos nos render” (O historiador britânico revisionista John Charmley destituiu isso como um “absurdo sublime”).

As palavras, no final, são tudo o que os admiradores de Churchill podem contemplar. Suas ações já são outra história.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o então primeiro-ministro do Reino Unido declarou-se a favor do “bombardeio terrorista”. Ele escreveu que queria executar “ataques absolutamente devastadores com bombas pesadas”. Terrores como o bombardeamento de Dresden, na Alemanha, foram o resultado.

Na luta pela independência irlandesa, Churchill, no cargo de secretário de Estado da guerra e da força aérea, foi uma das poucas autoridades britânicas a favor do bombardeio de manifestantes, sugerindo em 1920 que os aviões usassem “metralhadoras ou bombas” para dispersá-los.

A caminho de um conflito na Mesopotâmia, em 1921, como secretário de estado das colônias, Churchill atuou como um criminoso de guerra: “Sou fortemente a favor do uso de gás venenoso contra as tribos incivilizadas; Isso transmitiria um terror vivo entre a população”. Ele ordenou bombardeios no lugar, destruindo uma aldeia inteira em 45 minutos.

No Afeganistão, Churchill declarou que os pastós “precisavam reconhecer a superioridade da raça [britânica]” e que “todos os que resistem serão mortos sem piedade”. Ele escreveu: “Procedemos sistematicamente, aldeia por aldeia, e destruímos as casas, derrubamos as torres, cortamos as grandes árvores frondosas, queimamos as colheitas e quebramos os reservatórios em devastação punitiva. (…) Todo chefe de tribo foi ferido ou mutilado de uma só vez”.

No Quênia, Churchill dirigiu atividades que envolviam a deslocação forçada de povos locais das terras montanhosas, a fim de abrir espaço para os colonos brancos e enviar mais de 150.000 pessoas para campos de concentração. Violação sexual, castração, cigarros acesos em cortes profundos e choques elétricos foram usados ​​pelas autoridades britânicas para torturar os quenianos sob o seu governo.

Mas as principais vítimas de Winston Churchill foram os índios – “um povo bestial com uma religião bestial”, como ele os chamou agradavelmente. Ele queria usar armas químicas na Índia, mas foi retido por seus colegas do gabinete, a quem ele criticou por sua “escrupulosidade”, declarando que “as objeções do Escritório da Índia para o uso de gás contra os nativos não são razoáveis”.

A beatificação de Churchill como apóstolo da liberdade parece ainda mais absurda, dada a declaração de 1941 de que os princípios do seu livro Carta do Atlântico não se aplicariam à Índia e às colônias de cor. Ele se recusava a ver pessoas de cor terem os mesmo direitos que ele. “O gandhismo e tudo o que representa”, declarou ele, “precisa, cedo ou tarde, ser discutido e finalmente aniquilado”.

Em tais assuntos, Churchill foi o mais reacionário dos ingleses, com opiniões tão extremas que não podem ser desculpadas por serem reflexo da época em que ele vivia. Até mesmo seu próprio secretário de Estado da Índia, Leopold Amery, confessou que não via quase nenhuma diferença entre as atitudes de Churchill e Adolf Hitler.

Graças ao ex-primeiro ministro, cerca de 4 milhões de bengalis morreram de fome em 1943. Churchill ordenou o desvio de alimentos de indianos famintos para soldados britânicos e para armazenar estoques europeus na Grécia e em outros lugares. Quando perguntado sobre o sofrimento de suas vítimas indianas, sua reposta foi que a fome era culpa deles próprios, disse ele, por “procriarem como coelhos”.

O Oscar da semana passada gratifica mais uma hagiografia desse odioso homem. Para os iraquianos gaseados por causa dele, ou para os manifestantes gregos nas ruas de Atenas que foram massacrados às suas ordens em 1944, assim como para indianos como eu, será sempre um mistério por que alguns discursos bombásticos foram suficiente para lavar as manchas de sangue das mãos racistas de Churchill.

Muitos de nós vão se lembrar de Winston Churchill como um criminoso de guerra e um inimigo da decência e da humanidade, um imperialista intermitente conformado com a opressão dos povos não-brancos. Em última análise, seu grande fracasso – sua longa e mais escura hora – foi o esforço constante para nos negar a liberdade. (Do DCM)

Apresentadores “alinhados” pressionam na TV por reforma da Previdência

Por José Carlos de Assis, no Jornal GGN

Acabo de ver a figura deprimente de Fausto Silva acusar os congressistas de imbecis por não terem votado a reforma da Previdência. Ouvi também ele dizer que “o governo não faz nada por você; o governo rouba você”. É um espetáculo formidável de desonestidade e desinformação. Seus editoriais generalizantes deixam a impressão de  que o país só tem bandidos, assim como são bandidos todos, literalmente todos, os representantes do povo no Congresso.

Não é apenas o Congresso, mas todas as instituições republicanas que derreteram nos tempos de Temer. Pouco sobra do Executivo, do Legislativo e do Judiciário em termos morais. Daí dizer que todos os seus integrantes são ladrões é um destempero. Há muita gente lutando para limpar as cavalariças do rei. E não falo da república de Curitiba que, também a seu modo, tem uma boa quota de derretimento tendo em vista as agressões ao Direito que vem cometendo sistematicamente.

Mas vejamos a Previdência. Considerando os interesses do povo, e sobretudo dos pobres, a recusa do Congresso a votar a emenda de reforma foi o primeiro ato decente procedido nessa legislatura. Dos oito projetos de evidente agressão aos interesses nacionais e ao interesse de uma sociedade de bem estar social que lhe foram remetidos, todos, absolutamente todos, foram aprovados na medida em que sua maioria foi comprada com cargos, ministérios e emendas parlamentares. Inclusive aqueles que o livraram de uma investigação pelo Supremo. Não vi Fausto Silva reclamar de nenhum parlamentar nesses casos.

Entretanto, a Previdência, para Fausto Silva e outros picaretas da República a serviço do grande capital financeiro, não é um sistema de defesa social, é essencialmente um instrumento de acumulação financeira do capital. Obviamente o apresentador picareta recebeu ordem da direção do sistema Globo para defender com bravura a reforma previdenciária porque se beneficiará diretamente dela. O grande Galbraith dizia que não dá para acreditar na opinião de quem tem interesse próprio em jogo. Dá para confiar no Fausto?

Agora vejamos outro tipo de generalização estúpida: “o governo não faz nada para você, o governo rouba você”. Não nego que há muito roubo no setor público. A Lava Jato está cuidando disso. Entretanto, vamos  ver as coisas do lado da oferta de serviços públicos. Por exemplo, a saúde. O Brasil construiu o maior e mais democrático sistema de assistência á saúde do mundo, o Sistema Único de Saúde, SUS. O setor privado está  louco para destruir esse sistema público para abrir espaço à exploração da saúde por ele. É claro que Fausto está do lado do sistema privado, não do público.

E quanto ao “governo não faz nada por você”? Ou que o sistema de saúde  tem péssima qualidade para todo mundo? Isso é absolutamente falso. As mazelas do sistema de saúde são apresentadas na Globo de forma seletiva, buscando exemplos isolados para provar a má qualidade do serviço. Entretanto, nunca vi esse fenômeno de circo e de bazar dizer que temos uma população de 205 milhões de pessoas com acesso potencial ao SUS. Nossa cozinheira aqui  em casa, sem pistolão, foi submetida a um procedimento complexo num hospital do SUS no Rio. Foi muito bem atendida. E no dia seguinte ao que veio para a casa recebeu surpreendente telefonema para saber se estava bem. A Globo não deu nada!

Nesse contexto, é possível dar credibilidade à Globo em sua campanha de manipulação de telespectadores questionando-os sobre o futuro do Brasil? E dá para acreditar nela ao se lançar como campeã da luta contra a corrupção quando se sabe que a empresa foi acusada de sonegar mais de 600 milhões de reais em impostos, num processo que acabou desaparecendo misteriosamente?

Por uma conversa com Roberto Marinho ele me disse, certa vez, que não concordou com uma oferta de Amador Aguiar para juntar Globo e Bradesco. É claro que seria um absurdo, um duplo monopólio. Mas ele recusou porque achava que não devia vincular o sistema Globo a um grande banco. Era sagaz. Diferente dos filhos. (Do Jornal GGN)

O dia em que um combinado mineiro bateu a Argentina em BH

Há 50 anos, jogadores de América, Atlético e Cruzeiro estiveram juntos, do mesmo lado, vestindo a camisa da Seleção Brasileira, no Mineirão. Em 11 de agosto de 1968, a Seleção Mineira representou o Brasil, que venceu a Argentina por 3 a 2, em amistoso. As imagens da partida foram resgatadas e digitalizadas a partir do acervo da extinta TV Itacolomi, dos Diários Associados.

Naquele ano, a Seleção fez dois amistosos contra os argentinos usando jogadores de times locais. No Rio, em 7 de agosto, um combinado de atletas de clubes cariocas, sob comando de Zagallo, goleou a albiceleste por 4 a 1, gols dos botafoguenses Waltencir, Roberto Miranda (dois) e Jairzinho, com o futuro treinador argentino Alfio Basile descontando para os visitantes.

Quatro dias depois, foi a vez dos mineiros vestirem a camisa da Seleção. O time foi comandado pelos jornalistas Biju, Carlyle Guimarães e Jota Júnior. Como tiveram pouco tempo para treinar no Sesc Venda Nova (local da concentração), eles optaram por manter a base do Cruzeiro como titular.
Dos 11 titulares, nove eram da Raposa: Raul, Pedro Paulo, Procópio (capitão), Zé Carlos, Dirceu Lopes, Natal, Tostão, Evaldo e Rodrigues. Completaram o time os atleticanos Djalma Dias e Oldair. No fim da partida, Dirceu Alves, que estava trocando o América pelo Corinthians, entrou em campo. O capitão da Argentina era Roberto Perfumo, que defenderia o Cruzeiro na década seguinte.
“O Cruzeiro tinha um timaço e o Atlético, grandes jogadores. Era uma seleção feita praticamente sem treinar, feita em cima da hora, então tinha que ter uma base e base que vinha ganhando campeonatos era o Cruzeiro. E o Oldair e Djalma Dias, que eram grandes jogadores, entendiam isso”, lembra Evaldo, que marcou naquela tarde seu único gol com a camisa da Seleção, aproveitando cruzamento de Rodrigues e se antecipando ao goleiro Rubén Sánchez.
Depois de abrir o placar com Evaldo, o Brasil ampliou com um golaço de Rodrigues em jogada que começou com Natal. A Argentina diminuiu com Rendo, mas Dirceu Lopes ampliou, com chute forte no canto direito. No fim, Ángel Silva marcou o último gol. O amistoso foi o primeiro de cinco confronto com os argentinos no Mineirão. O Brasil venceu quatro (2 a 1, em 1975; e 3 a 0, em 2004 e 2016) e um empate (0 a 0, em 2008). (Do Superesportes)

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Aécio não aumentou patrimônio; apenas o ocultava

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Por Fernando Brito, no Tijolaço

Diante da revelação de que Aécio Neves teria triplicado seu patrimônio desde 2014, feita hoje pela Folha, dois comentários são relevantes.

O primeiro é que, de fato, é muito provável que Aécio não tenha “triplicado” seus bens, mas apenas corrigido em parte o que, antes, era ocultado, por razões eleitorais.

Não é, diga-se a seu favor, algo raro. As propriedades empresariais em sistema de cotas sobre o capital social e a não tributação sobre o recebimento de lucros e dividendos – que, como a jabuticaba, só existe no Brasil – cria um completo descompasso entre o que é a receita auferida pelo trabalho (salários) e a obtida pelo capital.

Além do que, como se vê  em outros “tucanocasos”, o patrimônio empresarial é, na verdade, pessoal, embora em nome da empresa. Ou não são assim os jatinhos de Luciano Huck e João Doria Jr, comprados com dinheiro do BNDES.

Além do mais, a operação em questão – venda de cotas da Rádio Itatiaia, em prestações, à sua própria irmã parece muito mais destinada a proteger a concessão das consequências políticas de ter “sujado a barra” para o senador mineiro.

O segundo ponto é que parece haver caroço embaixo deste angu, sobretudo porque a guerra surda dentro do PSDB segue de vento em popa.

Ontem mesmo se noticiava como a recusa de Antonio Anastasia em concorrer ao Governo de Minas atrapalhava os planos de Geraldo Alckmin. Anastasia, como se sabe, é criatura de Aécio, que mantém (será?) uma candidatura ao Senado para, nitidamente, bloquear qualquer outra que possa impedir negociações futuras. Aécio sabe que, embora não impossível sua eleição, a candidatura senatorial é risco acima de sua capacidade de bancar.

Ah, mas foi vazamento…

Por favor, estamos calvos de saber como e por que vias ocorrem os vazamentos policiais e judiciais.

Hora de virar a página

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POR GERSON NOGUEIRA

Dado Cavalcanti já conhecia a situação, mas volta a experimentar aquela sensação meio incômoda pós-clássico, quando o torcedor esquece tudo o que foi feito antes e prende-se apenas à mística que envolve o Re-Pa. Cenas de protesto, xingamentos e até pedrada em ônibus marcaram a saída da delegação do PSC do estádio Jornalista Edgar Proença, domingo à noite.

Eterno insatisfeito, o torcedor põe a boca no trombone para criticar pontualmente jogadores. Irritado com a derrota frente ao maior rival, não livra a cara de ninguém. Por sorte, para o PSC e para o próprio Dado, o trabalho iniciado há menos de dois meses garantiu classificação à segunda fase da Copa Verde e metade do caminho andado rumo à terceira etapa.

Além disso, no Parazão, a campanha bicolor vinha sendo irrepreensível desde que Dado chegou. Três vitórias acachapantes – sobre Parauapebas, Castanhal e São Raimundo – deram total tranquilidade ao time e classificação antecipada às semifinais.

bol_ter_130318_11.psO problema, como sempre, é que no meio do caminho há uma pedra chamada Re-Pa, que demarca as decisões dos grandes rivais e também limita seus passos. Explico: os clássicos da fase classificatória não determinaram grandes abalos para nenhum dos lados, nem para o bem, nem para o mal. Vencendo ou perdendo, ambos são semifinalistas.

Acontece que, por menos relevantes que sejam os danos para a classificação no Estadual, os resultados deixam sempre um rastro de turbulência, principalmente quando ocorre uma sequência de duas derrotas.

Dado faz muito bem em propor a imediata virada de página, sinalizando que batalhas importantes na CV estão à porta. A vida continua e o time precisa manter o foco, sem se abalar com o desenlace do Re-Pa. Com isso, o técnico lança uma manta protetora sobre o elenco e também sobre o próprio projeto do Papão para o primeiro semestre da temporada.

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A longevidade do garoto-propaganda do penta

O tradicional lançamento do álbum de figurinhas da Copa do Mundo teve, ontem, a presença também tradicional de Cafu nesse tipo de eventos. Talvez por ter sido um dos capitães de Seleção Brasileira menos destacados da história de títulos mundiais, além de ser o único sobrevivente da dinastia, o lateral do penta virou garoto-propaganda dos mais solicitados em grandes eventos.

A ironia é que, seguramente, Cafu não está nem entre os 10 melhores laterais da história do futebol brasileiro. Aqui mesmo no Pará temos uns dois ou três que foram bem melhores que ele. Prova mais do que óbvia de que títulos mundiais nem sempre premiam os realmente grandes.

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Prestígio permite a Tite abusar da liberdade poética

Talisca, Taison, Fred, Fagner, Neto, Willian José, Rodrigo Caio e Fernandinho. Sete jogadores listados por Tite para os amistosos com a Rússia e Alemanha simbolizam o nível técnico um tanto desigual da Seleção que se prepara para nova tentativa de conquistar o hexa.

Todos os grandes escretes nacionais tinham lá sua cota de nomes questionáveis, justificados sempre como escolhas pessoais do treinador, como se os demais não fossem. O grupo atual não é diferente, mas chama atenção a expressiva quantidade de atletas, que teriam dificuldade para arranjar vaga de titular em qualquer time da Série A brasileira.

É óbvio que a vitoriosa (e inédita) campanha nas Eliminatórias deu a Tite uma espécie de salvo-conduto especial, segundo o qual ele pode fazer todas as besteiras possíveis sem perder o prestígio. Receio apenas que esteja confiando perigosamente na própria sorte.

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Lá, como cá

Para desmistificar a lenda de que o futebol europeu é mais paciente com seus técnicos, o Hamburgo demitiu ontem o técnico Bernd Hollerbach, contratado há apenas sete semanas.

Quem assume o cargo é Christian Titz, do time sub-21. Por sinal, Hollerbach já é o nono treinador demitido no campeonato alemão deste ano.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 13)