A pouca conhecida Volt Sport é a nova fornecedora de material do Remo, substituindo à Kappa. O anúncio oficial ocorreu na manhã desta quarta-feira. A nova linha de uniformes já estreia contra o Brusque. A camisa mantém o azul fechado tradicional, com discreta variação das mangas.
O design das camisas 1 e 2 foi desenvolvido e concebido pelo próprio Departamento do Marketing do Remo. A coleção apresenta conceitos de sustentabilidade e homenagem à Amazônia.
As mangas, texturizadas em forma de ondas, representam o universo da vida marinha da região e estampam as frases “Rei da Amazônia”, produzida em silicone e estampada em 3D.
Vinícius; Thiago Ennes, Rafael Jansen, Suéliton e Igor Fernandes; Anderson Uchoa, Arthur e Erick Flores (Marcos Jr.); Wallace, Renan Gorne e Felipe Gedoz. Fosse minha a responsabilidade de escalar o Remo para o jogo decisivo contra o Brusque, hoje à noite, no Baenão, optaria por esta formação, mais ofensiva.
Explico os motivos. Lucas Siqueira, capitão e peça-chave no meio-campo sob o comando de Paulo Bonamigo, está exaurido. Titular absoluto e jogador que mais entrou em campo desde a Série C, ele tem atuado abaixo de seu rendimento normal. As atuações contra Sampaio, Coritiba e Vila Nova-GO expuseram isso.
Merece um período de descanso de um ou dois jogos ou diminuir sua presença nos jogos, entrando na etapa final, por exemplo. Isso permitirá que o volante, fundamental pela liderança em campo e pelas qualidades como marcador e apoiador, consiga se recuperar fisicamente.
Sem Lucas, o meio ficaria provisoriamente entregue a Uchoa, Arthur e Flores, jogadores que têm bom passe e boa capacidade de proteção. Caso seja necessário, Arthur e Flores podem se engajar nas ações ofensivas.
Na frente, um trio diferente: Wallace, que reapareceu muito bem contra o Vila, seria o jogador de mobilidade, como foi utilizado algumas vezes na campanha da Série C. Nesse desenho tático, Gedoz seria um ponta-de-lança, atuando próximo a Renan Gorne e em condições de aproveitar as oportunidades de finalização de média distância.
Nos cinco jogos em casa, o Remo venceu o Brasil-RS, empatou com Vitória e Guarani e perdeu para Sampaio e Vila Nova. Chama atenção nas derrotas a pálida presença ofensiva do time paraense, contra adversários que produziram pouco para sair vitoriosos.
Foram apenas cinco pontos ganhos em 15 disputados, fato que explica a complicada situação do time na classificação da Série B. Com 7 pontos, o Remo é o lanterna, a dois pontos da Ponte Preta, 16ª colocada. Conquistou apenas uma vitória, tem o ataque mais anêmico (5 gols) e o pior saldo de gols – seis bolas.
Não há mais espaço para tropeços, principalmente nos jogos em casa. O Remo precisa se reinventar no campeonato diante de um Brusque melhor posicionado (11º lugar), mas que já viveu dias melhores na competição e tem desfalques importantes para o confronto de hoje.
Caso derrote o Brusque, o Remo sai da zona de rebaixamento e começa o processo de recuperação da autoestima. A falta de confiança é um dos maiores problemas da equipe, que não reagiu nem mesmo à troca de técnico. Felipe Conceição estreou contra o Vila, mas em campo o rendimento foi pífio, com apenas três chutes a gol.
Além das opções que já estavam disponíveis, Felipe poderá contar com os novatos Marcos Jr. e Vítor Andrade. O atacante Lucas Tocantins, recuperado de lesão, pode também reaparecer no decorrer do jogo. Jefferson, Marlon e Rafinha continuam em tratamento.
Depois de perder Nicolas, Papão reforça o ataque
A diretoria do PSC trabalhou em silêncio na busca por atacantes e surpreendeu ontem com o anúncio de dois nomes conhecidos. Os reforços são Rafael Grampola e Rildo. O primeiro já atuou por várias equipes da Série B e, ultimamente, estava no Juventude. Camisa 9, Grampola sempre fez muitos gols pelos times que defendeu. Rildo jogou no Corinthians, Coritiba e Vasco. Andava meio sumido, mas pode render bem na Série C.
Grampola rodou por clubes do Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Aos 33 anos, com larga experiência, ele pode ser o nome ideal para servir de referência ofensiva no lugar que antes era ocupado por Nicolas. A saída do ídolo deixou um previsível vazio no ataque do Papão. Diante do Ferroviário, a falta já foi sentida.
As contratações não ficam por aí. O próximo a ser anunciado pode ser Tiago Santos, ex-Joinville, último time do técnico Vinícius Eutrópio. Lesionado nas últimas semanas, o atacante de 30 anos já acertou a rescisão com o clube catarinense. Marcou quatro gols em 14 jogos.
Além do trio para o ataque, o PSC está em busca de um meia. Alguns nomes estão no radar, mas, segundo os dirigentes, não há nada concreto. A falta de criatividade no meio-campo é um dos graves problemas do time nesta campanha na Série C. Há também o interesse em contratar um zagueiro, já que o time só conta hoje com Perema, Denílson, Yan e Alisson.
O esforço da diretoria prova que o projeto do acesso continua como prioridade máxima no clube. O fraco desempenho nos jogos em casa acendeu o alerta quanto à classificação e aos desafios da etapa seguinte da Série C, caso o time avance.
Castanhal confirma expectativas e brilha na Série D
Com Pecel recuperado plenamente e fazendo gols como há dois anos, o Castanhal encaminha sem sustos sua classificação à próxima fase da Série C com uma campanha que confirma o bom trabalho executado pelo técnico Cacaio e o acerto em contratações pontuais.
A rigor, o time que foi semifinalista do Parazão acabou sendo reforçado com a chegada dos veteranos Willians, volante, e Leandro Cearense, centroavante, além do meia Lukinha (ex-Tuna). São nomes que encorpam o elenco, dando novas opções técnicas a Cacaio.
Até o momento, o Castanhal não tomou conhecimento dos adversários no Brasileiro. Tem uma trajetória de crescente evolução, vencendo dentro e fora de casa, quase sem oscilações. Registre-se, ainda, a qualidade de jogadores de meio, como William Fazendinha e Lukinha.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 14)
Estive três vezes em Cuba neste início do ano, a serviço da FAO. O país está seriamente afetado pelo bloqueio usamericano, agravado pela política agressiva de Trump. Faltam gás de cozinha e combustível para veículos. Os navios mercantes são ameaçados de sanções caso aportem em Cuba para descarregar seus containers. Todos os voos dos EUA à ilha estão suspensos por ordem da Casa Branca, exceto os que pousam em Havana.
Apesar de tudo, Cuba resiste. A população tem consciência de que o governo tudo faz para contornar as dificuldades, e que a culpa das carências é do bloqueio, que já dura 59 anos.
Em janeiro, participei do Cuba Sabe, evento internacional gastronômico que reuniu chefs e produtores de alimentos, com destaque para as culinárias cubana e italiana. Em início de fevereiro estive do seminário promovido pelo ministério da Agricultura daquele país e a FAO sobre soberania alimentar e educação nutricional. Hoje, Cuba importa 60% dos alimentos que consome, a um custo de US$ 2 bilhões/ano.
Participei ainda da Feira do Livro, dedicada este ano à literatura vietnamita, que funcionou a todo vapor. E do 12º Congresso Internacional de Educação Superior, que reuniu, em Havana, representantes de 45 países para debaterem a Agenda 2030 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
Hoje, para obter divisas, Cuba depende da remessa de dinheiro feita por cubanos que vivem fora do país (cerca de US$ 1 bilhão/ano); dos contratos obtidos com o envio de médicos e professores a mais de 100 países; do turismo, que chegou a quase 5 milhões de visitantes/ano na época de Obama, e agora sofre redução (o que se reflete na produção de bens e serviços); e da exportação de produtos como vacinas, charutos e rum.
Em dezembro de 2019, Diaz-Canel, presidente do país, resumiu o garrote que tenta estrangular Cuba: “No 61º aniversário da Revolução, atiraram em nós para matar e, no entanto, estamos vivos.”
Os EUA nunca se conformaram de não ter pleno domínio sobre a ilha, como acontece a Porto Rico. Por isso, violam o direito internacional com declarado intuito genocida, como disse, em de abril de 1960, Lester D. Mallory, do Departamento de Estado: “A maioria da população apoia Castro. O único modo previsível de tirar-lhe apoio interno é através do desencanto e da insatisfação provenientes do mal-estar econômico e das dificuldades materiais. Há que empregar rapidamente todos os meios possíveis para debilitar a vida econômica de Cuba, de modo a provocar fome, desespero e a queda do governo.”
Os prejuízos causados pelo bloqueio, nos últimos 60 anos, somam US$ 138,843 bilhões. De abril de 2018 a março de 2019, houve perdas de US$ 4 bilhões, uma média de US$ 12 milhões/dia. Só em 2019, a Casa Branca adotou, contra a ilha, 85 medidas agressivas.
Ao deixar de receber por suas exportações, Cuba perdeu US$ 2,340 bilhões em um ano. Produtos de alta qualidade e reconhecida eficácia, como charutos e Heberprot-P (para regenerar a pele de diabéticos e evitar a amputação da parte afetada) estão proibidos de entrarem no mercado dos EUA. E este país impede que os demais exportem para Cuba qualquer produto que contenha 10% ou mais de componentes de origem estadunidense, como matérias-primas, tecnologia, software etc Isso se reflete em setores básicos como alimentação, medicamentos e transporte.
O bloqueio financeiro impede Cuba de obter financiamento externo para adquirir insumos e matérias-primas. Um cubano que padece de descompasso cardíaco grave não pode dispor de equipamento de apoio ventricular, o que lhe permitiria prolongar a vida até o transplante. Os EUA também dificultam o acesso à internet ao encarecer a conexão e condicionar o acesso a plataformas e tecnologias.
Na ONU, dos 193 países membros, 190 repudiaram o bloqueio em 2019, exceto EUA, Israel e, agora, Brasil. No entanto, quem haverá de punir Tio Sam? Mas ele aprendeu, ao ser derrotado pelos vietnamitas, que é possível derrubar governos, jamais um povo unido e decidido como os cubanos.
Frei Betto é escritor, autor de “Paraíso perdido – viagens ao mundo socialista” (Rocco), entre outros livros.
Rafael Grampola é o novo reforço do PSC para a Série C. A contratação foi anunciada na manhã desta terça-feira. Paulista de 33 anos, Grampola iniciou carreira no Rio Preto-SP. O currículo é extenso, mas, entre as principais equipes por onde passou, estão Gama, Bragantino, Joinville, Paraná, Brasil de Pelotas e Juventude, onde estava desde o ano passado, fazendo parte da campanha do acesso à Série A do Brasileiro.
O atacante foi artilheiro no Gama (13 gols em 28 jogos), Bragantino (14 gols em 39 jogos) e Joinville (28 gols em 49 jogos). No Juventude, marcou quatro vezes em 23 partidas e esteve em campo pela última vez em maio desde ano, pelo Gauchão.