A frase do dia

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“Passando aqui para lembrar que pro Bolsonaro todo dia é feriado há décadas. Porque ele não trabalha, jamais aprovou uma lei. E vive de mamar em dinheiro público e dar declarações fascistas, racistas e machistas! Brasil precisa de gente criativa, trabalhadora, democrática, tolerante. Para ir pra frente e não regredir para os calabouços da ditadura!”.

André Forastieri, jornalista

Kível sofre lesão e sai dos planos do Leão

O centroavante Leandro Kível, de 34 anos, não vem mais para o Remo. Um exame realizado em Maceió, ontem, indicou que o jogador tem lesão grau 2 no músculo da panturrilha, com tempo de recuperação estimado em cerca de seis semanas.

Papão pode ter estreias contra o Brasil-RS

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O técnico Dado Cavalcanti incluiu na relação de atletas para o jogo contra o Brasil, na tarde deste sábado, os dois novos reforços do Paissandu para a Série B: o atacante Claudinho e o meia Thomaz. Ambos podem estrear no decorrer da partida, embora não estejam cotados para compor o time titular.

Ontem à tarde, devido às chuvas, o elenco treinou na área interna do estádio da Curuzu, finalizando a preparação para o jogo de hoje. Logo após o treino, os atletas relacionados iniciaram concentração no hotel do Papão, dentro da Curuzu.

Entre os ausentes na lista de convocados para o jogo está o goleiro Marcão, que sofreu um estiramento na panturrilha. Outro que vetado é o atacante Moisés, poupado em razão de desgaste muscular. O lateral-direito Maicon Silva e o meia Danilo Pires estão recuperados de lesão, mas seguem cuidando da parte física.

A partida contra o Brasil de Pelotas começa às 16h30 deste sábado. Abaixo, a relação de atletas do PSC para o jogo:

  • Goleiros: Renan Rocha, Paulo Ricardo
  • Zagueiros: Edimar, Diego Ivo, Douglas Mendes e Perema
  • Laterais: Miller, Matheus Silva e Victor Lindenberg
  • Volantes: Lucas Geovani, Carandina, Renato Augusto e Willyam
  • Meias: Alan Calbergue, Ryan Williams e Thomaz
  • Atacantes: Cassiano, Claudinho, Magno, Mike, Renan Gorne

Ultra-direita ataca acampamento pró-Lula em Curitiba e deixa uma pessoa ferida

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A organização do acampamento Marisa Letícia, localizado na rua Padre João Wislinski, no bairro Santa Cândida, em Curitiba (PR), onde dormem integrantes da vigília Lula Livre, denunciam que o local foi atacado a tiros por volta das quatro horas da madrugada. Segundo eles, duas pessoas ficaram feridas. O caso mais grave é de Jeferson Lima de Menezes, morador de São Paulo, que foi levado para o hospital em estado grave após ser baleado no pescoço. As denúncias foram corroboradas pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann.

A autoria do ataque ainda não foi identificada. A reportagem ainda não conseguiu contato com as forças de segurança do Paraná. Mas, ao G1, a Polícia Militar confirmou que um homem foi levado em estado grave para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Curitiba.

Segundo pessoas que estavam no acampamento no momento do ataque, durante a madrugada ocorreu uma movimento de carros em frente ao local, com pessoas passando e gritando palavras de ordem contrárias ao PT e a favor de figuras da direita.

Manifestantes e movimentos pró-Lula realizam um acampamento em defesa do ex-presidente em Curitiba desde que ele foi preso, no dia 7 de abril. No dia 17, o acampamento trocou de local em cumprimento a uma ordem judicial que determinou que ele não pudesse ficar nas imediações da Superintendência da Polícia Federal. O acampamento foi mudado então para um local no mesmo bairro.

“Nós desmanchamos o acampamento cumprindo ordem oficial. Fizemos a opção de ir para um terreno e seria garantida a segurança. Agora o que cobramos da Secretaria de Segurança Pública é investigação, que identifique o atirador”, disse em nota Dr Rosinha, presidente do PT estadual do Paraná e integrante da coordenação da vigília. (Do Sul21)

“País vive tragédia grega do século 21”

POR ELEONORA DE LUCENA E RODOLFO LUCENA

O golpe iniciado em 2016 é “uma tsunami política que tem um objetivo muito claro: remover qualquer traço de potencial soberania do Brasil, eliminar o Brasil do cenário geopolítico mundial como uma voz dissidente nas Américas e sabotar os Brics”. A avaliação é do neurocientista Miguel Nicolelis em entrevista ao TUTAMÉIA.

Para ele, a situação atual é muito pior do que a vivida nos idos de 1964: agora o golpe “carrega dentro dele a semente da destruição, a obliteração total de qualquer vestígio de soberania brasileira”.

“É trágico. Se estivéssemos no século quinto Antes de Cristo aqui, um dos grandes poetas gregos ele iria escrever uma tragédia grega sobre a história brasileira. Nós somos a manifestação, no século 21, de uma tragédia grega do século quinto Antes de Cristo. Temos provavelmente um dos comportamentos mais peculiares do mundo, que é essa contínua tentativa de autossabotagem ao próprio país, essa autofagia brasileira, esse tiro no pé crônico é único”, afirma.

Nicolelis é um dos mais importantes cientistas do mundo. Membro das Academias de Ciência brasileira, francesa e do Vaticano, doutor em Medicina pela USP, ele recebeu mais de 30 prêmios internacionais. Desde 1994, é professor da Duke University, nos EUA. Ficou mais conhecido do grande público quando, na abertura da Copa de 2014, Juliano Pinto, paraplégico havia dez anos, deu o chute de abertura dos jogos. Três metros atrás de Juliano estava Nicolelis, idealizador (com John Chapin) do paradigma cérebro-máquina que proporcionou a realização do inédito e revolucionário movimento.

Entusiasta da ciência e do Brasil, Nicolelis idealizou o projeto do Instituto Internacional de Neurociências de Natal. Relatou a saga de criação do Campus do Cérebro no Rio Grande do Norte em “Made in Macaíba” (Planeta, 2016). Seu primeiro livro, “Muito Além do Nosso Eu” (2011, Companhia das Letras), foi traduzido em dez línguas.

INÍCIO DO FIM DO BRASIL

Com toda essa trajetória, Nicolelis fala de um turbilhão de temas nessa entrevista de duas horas ao TUTAMÉIA (vídeo acima). Trata de política, de ciência, do futuro do mundo e da humanidade, de redes sociais, fake news. Dá sua opinião sobre a série “Perdidos no Espaço” e conta sobre o livro de acabou de finalizar.

Dois anos depois do impeachment de Dilma, o neurocientista ainda lembra da dor aguda que sentiu enquanto acompanhava, desde o seu escritório nos EUA, a vergonhosa sessão da Câmara dos Deputados, em 17 de abril de 2016. Uma votação com aquela, diz, jamais aconteceria no congresso norte-americano ou em outro país.

“Nunca haveria de uma votação cujo motivo subliminar é a entrega do país. Não era o jogo de tirar a presidente, que era jogo de cartas marcadas. Em jogo ali era o primeiro capítulo dessa tragédia que um dia pode ser escrita com o seguinte título: ‘O Começo do Fim do Estado Brasileiro’. É isso que eu temo deixar para os meus netos”, declara. E emenda: “Pode parecer exagero, eu estou muito tranquilo nessa análise. Acho não demos a devida dimensão do que está havendo aqui”.

QUINTA COLUNA

“Tem interesses externos geopolíticos gigantescos, que não passam nem por governos, mas por interesses corporativos”, ressalta. Mas acrescenta: “O Brasil é muito proeminente na geração de uma quinta coluna tão efetiva. Não conheço nenhum outro país que seja tão fácil arregimentar pessoas nativas desse país para destruir a viabilidade do próprio país. Isso é muito proeminente nesse país. Tivemos a França de Vichy [governo francês fantoche dos nazistas, entre 1940-1944], mas aqui salta aos olhos. O Brasil é um país dividido profundamente hoje. Em outros tempos, teria muito receio em imaginar se esse país continuaria a ser um país só”.

Em 1964, observa, “a correlação de forças jogou o Brasil numa ditadura militar, mas onde os militares tinham um plano de Brasil. Não concordo [com o que o regime fez], mas não havia dentro do movimento militar o desejo de destruir a soberania brasileira, entregar a Amazônia, a nossa fronteira marítima –que era muito menor do que é hoje. Os militares foram atrás das 200 milhas, preservar a Amazônia, [criaram] a Embraer, o computador brasileiro, universidades federais. Não existia naquele golpe a estratégia de destruir o brasil como player mundial –e nesse existe. Desde a concepção, nesse golpe o mantra central é alijar o Brasil de ser um player mundial. Em todas as esferas”.

SABOTAGEM

E desenvolve o argumento: “Não é à toa que a ciência brasileira está sendo sucateada. As universidades federais estão sendo atacadas a ponto de se discutir a possibilidade de algumas delas desaparecerem. O orçamento científico foi cortado em mais de 60%. A Embraer está sendo dada. O programa espacial brasileiro eu visitei na Base de Alcântara….”

Nicolelis conta que essa visita foi um dos momentos mais emocionantes de sua carreira. “Chegar lá e ver a base de lançamento brasileira, que também foi sabotada. Ninguém esclareceu direito o que aconteceu naquele acidente, anos atrás, quando o Brasil estava no limiar para entrar no clube restrito de países que são capazes de colocar objetos em órbita”.

E afirma: “Eu vejo tudo isso encadeado: a entrega do pré-sal, os abusos que nós todos temos testemunhado. Eu sou filho de juiz do Tribunal de Justiça, conservador, que nunca deu uma entrevista na vida, um juiz garantista”. Hoje, na sua visão, “nossas garantias jurídicas estão evaporando. Tudo isso é parte de um enredo completo, facetado, multidirecional, que tem um objetivo central muito bem edificado muito bem construído –que é a evaporação da soberania do Brasil como país que importa. Alguns anos atrás estávamos a ponto de passar –por algumas centenas de milhões de dólares não passamos– a economia da França e da Inglaterra. De repente, parecia que o Brasil ia dar certo”.

PEDRA NO SAPATO

Nicolelis relata que encontrou todas as pistas para o roteiro do golpe no último livro de Moniz Bandeira [“A Desordem Mundial”, 2016, Civilização Brasileira]. Desde que os governos do PT chegaram ao governo, lembra o neurocientista, “o Brasil votou na ONU sistematicamente contra os interesses norte-americanos. Israel, Iraque, Líbia, todas as questões geopolíticas essenciais que foram colocadas diante da ONU o Brasil foi contra. O Brasil era uma pedra no sapato, não há a mínima dúvida”.

Ele enfatiza que o Brasil, naqueles anos, era “um pais emergente com uma ascensão dramática, que começa a desfiar economias poderosas, cria uma outra esfera econômica, política e cultural que são os Brics, passa a participar de um modelo alternativo de governança global, afirma uma posição e cria uma identidade –vamos combater a fome, a miséria, vamos criar uma sociedade mais justa”.

MENINOS DO ACRE

Nicolelis diz que, entre 2004 e 2010, “o Brasil era a esperança do mundo”, diferente da “mesmice da comunidade europeia, do liberalismo predominante norte-americano, nós vamos ter no Brasil uma sociedade utópica. Eu consegui recrutar cientistas do mundo para vir trabalhar aqui, porque os caras queriam estar aqui. Hoje, não”.

Ele cita um dado revelador. Durante os governos petistas, a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), agência de apoio e financiamento à ciência e tecnologia no país, chegou a ter um orçamento superior ao da Darpa (Defense Advanced Research Projects Agency), a agência norte-americana responsável por pesquisa na área militar e responsável, por exemplo, pelo embrião da internet.

“O Brasil é tão fenomenal do ponte de vista potencial que pequenos sopros de lucidez e de visão fazem o troço explodir. Os governos do PT fizeram uma pequena abertura do que é necessário fazer para evoluir. E veja o que aconteceu”.

Ele mesmo responde: “Foram 14 anos de prosperidade intelectual, humanística, cultural e científica. Teve erros? Um monte.  Mas foi um pequeno sopro e isso aqui decolou. Veja, por exemplo, o projeto Ciência Sem Fronteiras. Dei uma aula em Harvard que foi a coisa mais emocionante da minha carreira. Tinha 150 pessoas no auditório, e havia 30 brasileiros. Moleques do Acre fazendo astrofísica!”

Lembra que o programa envolveu mais de cem mil jovens, “foi o maior projeto do planeta”. Por isso mesmo fica indignado ao ver o que considera silencia da intelectualidade sobre o ataque a Lula e ao governo eleito.

“Cadê a reação da comunidade científica contra o golpe? As universidades estão sendo sucateadas. Cadê a inteligência brasileira para discutir isso?”, pergunta Nicolelis.

ELEFANTE NA SALA

Para enfrentar todo esse desastre em curso, Nicolelis considera fundamental a discussão de um projeto de nação. Um projeto fundamentalmente político, em torno de pontos mínimos: nação, democracia, distribuição de renda, alinhamento com os Brics, educação pública de qualidade. “O país precisa fazer uma discussão profunda sobre o ethos nacional, do que é aceitável e do que tem que ser expurgado. Racismo, a forma como se trata as minorias, como se trata qualquer comportamento que foge a um padrão, violência contra mulher, homossexual, ser tratado na porrada, no tiro, na violência final”.

O passado escravocrata conta?, perguntamos.

“É mistura de muita coisa que nunca foi trazida para fora, posta na sala. Colegas alemães da minha idade contam que até os anos 1960 era muito parecido na Alemanha. Ninguém falava do passado nazista nas escolas. Era o elefante. E, de repente, em 68 aquilo veio para fora. A nova geração alemã pôs para fora e expurgou aquilo do âmago da nação”, responde.

Nesse processo, o sistema educacional, contando a história do país sob Hitler, foi fundamental. Aqui, é preciso debater muito a história para a elaboração de saídas consistentes. Nicolelis diz sentir falta aqui de um relato da nossa história do ponto de vista dos oprimidos. Algo como o historiador Howard Zinn fez em “A People History of the United States” (1980, Harper &Row; Harper Collins).

ERRO ESTRATÉGICO

Nicolelis não está otimista com os desdobramentos da situação atual. Considera que a esquerda cometeu erros estratégicos na condução da resposta ao golpe.

Um deles foi, nas eleições para prefeito em 2016 priorizar a disputa das vagas como se fosse momento normal, em vez de usar a campanha para continuar e aprofundar a denúncia do golpe.

Isso, na opinião dele, “tirou o fôlego do movimento contra o golpe, foi um erro estratégico dramático. Porque essa eleição municipal não mudou nada. Todos os caras em quem se apostou para ganhar perderam de maneira catastrófica; foi um horror o que aconteceu em São Paulo”.

“O país foi praticamente jogado num abismo. Dizia-se nos anos 1980 que o Brasil não podia cair no abismo porque que era maior do que o abismo. Lamento informar que o abismo está ficando maior do que o Brasil”, afirma.

SEM PACIFICAÇÃO

Da mesma forma com que erros foram cometidos em 2016, agora Nicolelis diz que há repetição de equívocos.

“Vejo gente dizendo que as eleições vão pacificar o Brasil. Pacificar nada. As eleições norte-americanas não pacificaram os EUA. Essa polarização nos EUA tem um paralelo aqui. Aqui a polarização é mais grave. Não se vê alternativa, uma saída a curto prazo. Esse golpe pode ser muito mais longo do que foi o de 1964. No de 1964 houve uma reação. Agora não vejo visão estratégica, um projeto de nação claro. Meu medo é que, se não houver uma clara aglutinação em torno de um projeto de nação, hoje é possível imaginar a obliteração da nação. Sem um projeto interno que aglutine o maior número de brasileiros em torno de uma visão de país, a coisa é séria. A autofagia passa a ser um processo de autoaniquilação da identidade nacional. Eu acho que o risco que estamos vendo é o fio da meada de um processo que pode levar a isso. Como eu achava que 2013 foi o fio da meada do que aconteceu”.

LULA, O JUSCELINO DO SÉCULO 21

Nicolelis faz paralelo da situação atual com a presidencial de 1965 –que não houve. Como agora, Juscelino (então favorito) foi acusado de ser beneficiário de um apartamento. “A história do Brasil não se repete como farsa, mas como plágio. A eleição foi cancelada e entramos num hiato de 20 anos. Acho que agora a eleição não vai ser cancelada, mas ninguém sabe o que vai acontecer. No momento, se remove o Juscelino do século 21, que é o Lula, que claramente está na frente”.

Na análise do neurocientista, Lula “talvez seja um dos poucos seres humanos no Brasil que tenha alguma chance de criar alguma zona de pacificação. Ele não é de forma alguma um extremista; é um negociador. Quando se remove essa voz conciliadora de forma traumática, dramática e injustificável do ponto de vista legal, se abre um vácuo que qualquer coisa pode acontecer”.

TIRO NA CONSTITUIÇÃO

Em suas frequentes viagens pelo mundo, fazendo pesquisas, dando aulas e palestras, Nicolelis nota a perplexidade de seus interlocutores. Conta ouvir: ‘O Brasil era nosso parceiro estratégico. O Brasil era o celeiro da China. De repente, vocês estão dando um tiro na cabeça’. Ninguém entende nada. Somos um enigma geopolítico. Os caras não entendem. A prisão do Lula é incompreensível. Um processo igualzinho ao Kafka, com inconsistências, abusos, tudo que não faz parte da tradição no mundo Ocidental”.

“Quem respeita a Constituição? Quando se rejeitam conceitos pétreos, a presunção da inocência? Quando se passa por cima [da Constituição] se dá um tiro no coração. O pessoal diz que o que aconteceu no Brasil não é igual ao que aconteceu com Getúlio em 54. Eu discordo. O tiro só não foi dado no coração de um indivíduo, o tiro foi dado no coração da Constituição do Brasil. O paralelo é muito mais profundo, é pior de 1964. É a pior crise institucional da história do Brasil. Porque o tiro não foi dado numa pessoa. O tiro foi dado no coração da norma máxima de um país que é a Constituição. Você atirou no ventrículo da Constituição. Como você repara o ventrículo? Não é uma cirurgia simples, há risco de morte”. (Transcrito do blog Tutaméia)

Voo da Chapecoense teve indicação de emergência 40 minutos antes de cair

A Aeronáutica Civil da Colômbia apresentou nesta sexta-feira (27) as conclusões do relatório final do desastre do avião da Chapecoense, apontando que, 40 minutos antes do acidente, a aeronave já estava em emergência e a tripulação nada fez, mesmo tendo indicação na cabine, como luz vermelha e avisos sonoros. Os investigadores chegaram a essa conclusão ao analisar a caixa-preta, que contém gravadores de dados de voz e de voo.

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A investigação concluiu que o avião tinha 2.303 quilos de combustível a menos do que deveria levar para uma viagem. Segundo as normas internacionais, um voo deve ter combustível para chegar ao aeroporto de destino, mais o suficiente para um aeroporto alternativo, caso haja problemas, e ainda mais 30 minutos de reserva.

O mínimo para cumprir os regulamentos internacionais naquele voo era um total de 11.603 quilos de combustível, segundo a investigação. Mas a aeronave da Lamia tinha apenas 9.300 quilos de combustível.

Sem escala
O avião da empresa Lamia caiu levando a delegação do time catarinense no dia 28 de novembro de 2016, deixando 71 mortos. A investigação confirma que o combustível do avião era insuficiente para o voo entre Santa Cruz, na Bolívia, e Medellín, na Colômbia.

O acidente ocorreu por esgotamento de combustível como consequência da falta de gestão de risco apropriada pela Lamia, afirmou a autoridade de aviação civil colombiana, que classificou a situação como algo “inconcebível de acontecer”.

Sem o combustível, os motores pararam de funcionar e o avião planou até bater.

Entre as principais conclusões apresentadas na Colômbia estão:

  • 40 minutos antes do acidente, o avião já estava em emergência e a tripulação nada fez. Houve indicação, luz vermelha e avisos sonoros, na cabine.
  • o controle de tráfego aéreo desconhecia a “situação gravíssima” do avião.
  • a tripulação era experiente, com exames médicos em dia.
  • o contrato previa escala entre Santa Cruz e o aeroporto de Medellín, mas a empresa planejou voo direto.
  • a Lamia estava em situação financeira precária e atrasava salários aos funcionários. A empresa sofria de desorganização administrativa.
  • a Lamia não cumpria determinações das autoridades de aviação civil em relação ao abastecimento de combustível. Quando foi apresentado o relatório preliminar, já havia sido destacado que o piloto estava consciente de que o combustível que tinha não era suficiente. O piloto, Miguel Quiroga, “decidiu parar em Bogotá, mas mais adiante mudou de ideia e foi direto para Rionegro”, onde o avião caiu.
  • A Colômbia deve melhorar controles sobre voos fretados.

A Aeronáutica Civil colombiana reforçou que o relatório final não se destina a apontar culpados para que sejam punidos, mas esclarecer as circuntâncias do acidente para permitir que sejam adotadas medidas preventivas que evitem novos acontecimentos como o da tragédia da Chape. O relatório final conta com dados que o preliminar não tinha, como a análise das caixas pretas e documentos relativos à situação da empresa. Veja as conclusões do relatório preliminar apresentado em dezembro de 2016. (Do G1)

Fifa suspende Del Nero em definitivo e aplica multa milionária

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A Fifa aplicou uma suspensão vitalícia ao ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, além de uma multa de 1 milhão de francos suíços (R$ 3,5 milhões). Ele foi punido por corrupção, por aceitar presentes de forma indevida e gestão desleal. A informação é do repórter Jamil Chade, do Estadão.

Esta punição tira de Del Nero o direito até de entrar na CBF para eventos sociais, nem presidir clubes ou fazer parte da organização de torneios.Del Nero foi iniciado pela Justiça americana em 2015. Mas, desde então, passou a evitar sair do Brasil para não ser preso. Em 2017, Del Nero já havia sido suspenso temporariamente, após a Fifa receber evidências dos procuradores dos EUA sobre a participação do dirigentes em esquemas de corrupção da CBF.

Antes disso, Del Nero ainda trabalhou para que o aliado Rogério Caboclo fosse eleito o novo presidente da CBF, que nem sequer teve oposição na eleição. Um dos principais aliados de Del Nero na entidade é o paraense Antonio Carlos Nunes, ex-presidente da FPF, e reeleito para a vice-presidência da CBF na gestão de Caboclo. (Do Portal Terra)