O passado é uma parada…

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Cataratas do Niágara, nos Estados Unidos, em 1957.

Uma história de fuga, desespero e espera

DO OPERA MUNDI

Na orla da ilha grega de Kos, porta de entrada da Europa para quem vem da Turquia, o sentimento entre as centenas de refugiados acampados em situação precária pelas ruas é de euforia. A parte mais perigosa do trajeto até a Alemanha já ficou para trás, e, dificilmente, algum outro obstáculo vai impedi-los de chegar lá.

A imagem dos acampados, no entanto, contrasta com a da síria Sondos Abo Shanab, que, aos 20 anos, vê o peso do mundo desmoronar nas suas costas. Até aqui, ela representa o lado que não deu certo na loteria que se tornaram as viagens de barco pelo mar Egeu.

Dona de casa, Sondos vivia com o marido, o mecânico de automóveis Hasan Hag Kasem, 27, na cidade de Latakia, principal porto sírio e reduto alauíta. O casal estava disposto a construir a vida no país, tentando resistir à guerra civil que já matou mais de 240 mil pessoas e obrigou metade da população a fugir de casa.

A história de Sondos e Hasan dá sinais de que a guerra síria está avançando até para áreas antes consideradas seguras, o que pode explicar o aumento no número de refugiados sírios neste ano. Os dois desistiram de permanecer na Síria depois que Hasan, que já cumprira serviço militar obrigatório, fora convocado pelo Exército para lutar contra os jihadistas. Em agosto e setembro, Latakia foi alvo de ao menos três ataques terroristas, sempre com carros-bomba.

rota de fuga usada pelo casal foi a mesma de todos os sírios: cruzar toda a Turquia e embarcar em direção à Grécia a partir de algum ponto avançado no litoral turco. Os dois embarcaram em Bodrum, na madrugada de 13 de setembro, num barco de dois andares, com mais 150 refugiados. Já na embarcação, vestindo coletes laranjas, tiraram uma foto para enviar aos familiares e mostrar que estava tudo bem. Otimistas, os dois sorriam, como se estivessem numa viagem de férias.

No meio da travessia, o capitão desligou o motor do barco para despistar a polícia grega, conforme relatos de três passageiros. Pouco tempo depois, a embarcação começou a afundar, aos poucos.

Muitos ocupantes caíram no mar depois de serem atingidos por uma onda. Sondos e Hasan, que sabiam nadar, ajudaram a salvar os demais, levando-os até o que sobrou do barco. O mecânico decidiu dar o colete a uma mulher em apuros e ficou desprotegido. Com o mar agitado, os náufragos foram se dispersando e se afastando do barco.

O casal começou a nadar em direção à terra firme. Exausto e com dor nas costas, Hasan decidiu fazer uma pausa e boiar. Sondos, ainda com o colete, continuou a nadar. “Foi a última vez que o vi. Logo em seguida veio uma onda e nos afastou. Ainda consegui ouvir ele gritando o meu nome.”

Mesmo com dor no ombro direito, Sondos nadou por quatro horas seguidas até chegar na ilha de Farmakonisi. Hasan nunca mais foi visto. Ele é um dos 18 desaparecidos do naufrágio, um dos maiores já registrados ali, com 34 mortos, entre eles quatro bebês e 11 crianças.

A última postagem de Hasan no Facebook, em 4 de setembro, foi a famosa foto do conterrâneo curdo Aylan Kurdi, 3 anos, morto na travessia Kos-Bodrum, seguida da mensagem “Deus fique com o povo da Síria”. Antes de ser levada a Kos, onde os refugiados são registrados, Sondos percorreu duas ilhas atrás do marido – ou do corpo dele – e nada encontrou.

Desde então, a jovem passa os dias inteiros em algum ponto da orla, sempre com os olhos fixos no mar, com um ar que alterna tristeza, apreensão e um fio de esperança de que o marido irá aparecer.

Toda a família da jovem vive na Síria. Em Kos, ela está sendo amparada por outros sobreviventes do naufrágio, como Alaa Aladib, 22, que também deixou a Síria junto com o marido após ele ser convocado pelo Exército. “Perdemos todo o nosso dinheiro. Agora me sinto mal em qualquer contato com a água. Não sei como vou fazer para entrar em um barco de novo e ir à Atenas”, diz Alaa, que na Síria era voluntária do Crescente Vermelho (nome da Cruz Vermelha nos países islâmicos) e pretende chegar à Suécia, onde moram alguns familiares.

Tribuna do torcedor

POR MAX ALVIM

Prezado colunista Gerson Nogueira,

Venho  mais uma vez expressar minha revolta com o resultado do Clube do Remo contra o time do Palmas. O que mais me decepcionou na apresentação foi a falta de atitude e a apatia que se manifestou nos jogadores e no técnico, muito parecido com o que ocorreu conta o Cuiabá na final da Copa Verde.

Acho que dentro do futebol do Remo existem coisas que nem Freud explica já que não tem explicação de presidente, diretor, técnico, setoristas e jogadores para os torcedores sobre o que ocorre por trás, nos bastidores da agremiação. Que o time não estava jogando um grande futebol isso foi notório, mas de todos os adversários que teve nesta Série D o Palmas é o pior, inclusive até pior que o time de pelada do Náutico de Roraima e o time ficou preocupado e com medo de perder pra um time desses, ainda por cima desfalcado de dois jogadores.  

O que me deixou mais intrigado é que o Remo passou 2 semanas treinando, inclusive fazendo um jogo-treino e esta semana passou treinando jogada ensaiada. Qual foi a jogada afinal? Será que o que treinamento foi cruzar rasteiro todas as bolas pra um centroavante grande e lento, já que 90% dos cruzamentos foram rasteiros. Não dá pra entender.

Por motivo de trabalho não vou ao estádio neste sábado, vou ficar na torcida, mas acho que se jogar deste jeito, se por acaso se  afobar se não conseguir fazer gol logo e se for mal escalado novamente, acho que mais sofrimento irá ocorrer em 2016. Pra terminar, vou dar aqui seis sugestões para o Remo reverter este resultado.

  • Não entrar com o centroavante Kiros e o lateral Rodrigo Soares, ambos fracos demais.
  • Colocar 2 homens de velocidade no ataque – acho que o certo é Leo Paraíba e Aleilson (ou Sílvio).
  • Marcar saída de bola desde o começo do jogo pressionando o adversário. Se o jogador cansar, tira no intervalo e coloca outro, mas tem que pressionar o jogo todo.
  • Liberar os dois laterais pra jogar próximo dos homens de meio, adiantar os zagueiros para o time ficar compacto e segurar  um pouco os dois volantes pra marcarem as subidas dos laterais, já que os volantes do Remo são lentos.
  • Entrar com Edcleber e deixar o meio e o ataque mais leve. Os 2 zagueiros do Palmas são pesados e botinudos,  então tem que jogar em velocidade. Kiros ou Paty se jogarem vão ficar plantados e aí começam os cruzamentos pra área que não levam a nada já que os laterais não sabem cruzar.
  • Eduardo Ramos precisa deixar outros jogadores cobrarem faltas já que só ele quer cobrar e no momento não tá acertando nada.
  • Obrigado por ler a minha revolta e decepção. Um abraço
  • Max Alvim  (CI 1733726 – Segup-PA), bairro do Guamá

Facebook lança recurso para jornalistas

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O Facebook reconheceu o importante papel que representa para os jornalistas na busca de pautas e observação de tendências e anunciou o lançamento da ferramenta Signal, que pode ajudar os profissionais de comunicação na curadoria de conteúdos e localização de temas relevantes.

A novidade permitirá que os jornalistas vejam as conversas mais populares tanto no Facebook quanto no Instagram, além de possibilitar buscas refinadas sobre termos específicos. No caso, a pesquisa alcançará até mesmo comentários em perfis pessoais e e fan pages e pode ser útil para encontrar fotos e vídeos.

Com a iniciativa, a rede social criada pelo americano Mark Zuckerberg se aproxima de um posto ocupado prioritariamente pelo Twitter, que é amplamente utilizado como plataforma para acompanhar histórias em tempo real.

As informações reunidas poderão ser arquivadas em “coleções”, para facilitar a consulta. “Cada post no Facebook, cada imagem ou vídeo no Instagram e cada métrica encontrada no Signal pode ser facilmente salva para uso posterior”, escreveu o diretor de mídia da empresa, Andy Mitchell, em publicação sobre o lançamento.

Gratuita, a ferramenta vai apresentar um ranking das figuras públicas que estão sendo mais mencionadas. Até o momento, o acesso é restrito apenas a jornalistas e produtores de conteúdo, fucionando apenas por desktop. O Facebook explicou que pretende disponibilizar um cadastro para interessados no futuro. “Queremos ouvir o feedback e aperfeiçoarmos ainda mais nossa ferramenta para que ela seja o mais útil possível”, disse Mitchell. (Do Comunique-se)

Ronaldinho sai de cena e Flu destaca lucros

O estreante Ronaldinho Gaúcho, durante Fluminense 1 x 0 Grêmio

O meia Ronaldinho Gaúcho pediu sua rescisão de contrato e está fora do Fluminense. A diretoria do Tricolor confirmou a saída do meia-atacante em um comunicado oficial nesta segunda-feira à noite. O jogador de 35 anos ficou nas Laranjeiras por pouco mais de dois meses, participou de apenas nove partidas (sete pelo Brasileirão e duas pela Copa do Brasil) e não fez nenhum gol. Neste período, ele não conseguiu adquirir boa forma física, teve atuações apagadas, e chegou a ouvir vaias dos torcedores.

A informação foi inicialmente divulgada pela Rádio Tupi do Rio e na sequência confirmada oficialmente pelo Fluminense. Apesar do fracasso de Ronaldinho dentro de campo, a diretoria tricolor não considerou a contratação do atleta um erro e se justificou. “Cabe ressaltar que a contratação correspondeu às expectativas em relação ao retorno de marketing, aumentando arrecadação com bilheteria, venda de camisas e número de sócios”, diz a nota do clube.

A saída de Ronaldinho foi definida nesta segunda após uma reunião dele com Mário Bittencourt, vice-presidente de futebol do Flu. A iniciativa da recisão de contrato partiu do atleta, mas o rompimento do vínculo, que iria até o fim de 2016, foi acertado de forma amigável entre as partes. Apesar do tom cordial e amável da nota oficial, a diretoria não conseguia mais esconder o incômodo pelo fracasso da contratação. Fora de forma, ausente de treinos e pouco empenhado, a chegada de R10 coincidiu com a queda do time no Brasileiro. O jogador era alvo constante da ira dos torcedores nas Laranjeiras. De certa forma, sua saída é um alívio para a cartolagem do Flu. (Com informações da ESPN e Rádio Tupi do Rio)