Torcida bicolor hostiliza Ramos na fila do cinema

O meia-armador azulino Eduardo Ramos tinha ido ao cinema, no shopping Boulevard, no final da tarde desta quinta-feira, mas foi reconhecido e vaiado pelos torcedores do Papão, que estavam na fila para ver a estreia do documentário “100 anos de Payxão”, que narra a trajetória do clube de Suíço. A amigos, por telefone, Ramos contou depois que foi ao cinema com uma amiga, sem se dar conta de que era dia da estreia do filme bicolor. Hostilizado com gritos e palavrões, viu-se obrigado a sair da área dos cinemas e deixou o shopping ao lado da jovem que o acompanhava. No estacionamento, ele foi abordado por outros torcedores, que se desculparam pela atitude dos mais exaltados.

Leão definido para a batalha de domingo

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O Remo já está praticamente definido pelo técnico Cacaio para o jogo contra o Vilhena, domingo (13), às 18h, no Mangueirão, pela última rodada da fase classificatória da Série D. Depois dos treinos de ontem, a equipe ficou assim escalada: Fernando Henrique; Levi, Henrique, Igor João e Alex Ruan; Ilaílson, Chicão, Eduardo Ramos e Edcléber; Rafael Paty e Léo Paraíba. As novidades são a entrada de Igor João no lugar de Max, suspenso, e de Rafael Paty (foto) e Léo Paraíba substituindo a Aleílson e Sílvio. O jogo pode dar ao Remo, em caso de empate ou vitória, o primeiro lugar no grupo A1. (Com informações de Nelson Torres e Paulo Caxiado/Foto: MÁRIO QUADROS)

Sem oportunidades, Val Barreto deixa o Leão

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Depois de perceber que não teria chances de jogar sob o comando de Cacaio, o atacante Val Barreto solicitou rescisão de contrato com o Remo e deve se transferir para o Mogi Mirim (SP), que disputa a Série B. O jogador, que é casado com uma paraense e tem fortes ligações com a torcida do Leão, queria permanecer no Baenão, mas a recente contratação de Kiros deixou claro que ele não fazia parte dos planos da Diretoria.

Havia até diretor que ameaçava deixar o clube depois que Valotelli (como a torcida o apelidou) foi reintegrado ao elenco por decisão da Justiça Trabalhista. O jogador vinha treinando normalmente, mas não era relacionado para as partidas da Série D. Cacaio nunca escondeu sua preferência pelos outros dianteiros do elenco – Rafael Paty, Aleílson, Welthon e Léo Paraíba. (Foto: MÁRIO QUADROS)

Papão fecha ciclo de contratações para a Série B

POR NILDO LIMA, do Bola

Com as chegadas do volante Sérgio Manoel e do meia Roni, que, após os exames de praxe, já estão integrados ao elenco do clube, o Paysandu fechou definitivamente o ciclo de 40 aquisições para esta temporada.

O último dos 13 jogadores que já deixaram o elenco foi o atacante Souza. Logo após a perda do Estadual e da Copa Verde, no primeiro semestre, a direção bicolor já havia feito uma vassourada no elenco, com a saída de 11 atletas, todos eles sem rendimento pelo menos razoável. Na sequência, quem também deixou o clube foi o volante Radamés, que se transferiu para o Boa Esporte-MG, e chegou a enfrentar seu ex-time no jogo de ida entre as equipes, quando os mineiros foram derrotados pelo Papão em, Varginha (MG).

Dos jogadores contratados, apenas o goleiro Marcão ainda não disputou nenhuma partida pelo time na Segundona.

O volante Sérgio Manoel e o meia Roni, por questões óbvias, também figuram na lista dos atletas que ainda aguardam a chance de defender o time. Aliás, a supervisão bicolor já requisitou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a inscrição dos jogadores para a disputa do campeonato. O clube aguarda apenas que os dois novatos tenham seus nomes publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da entidade, que representa sinal verde para que Sérgio Manoel e Roni possam entrar em campo.

Sobre os valores caros ao Paissandu…

Nota da diretoria do PSC, publicada ontem (9) no site oficial do clube:
“Cada um de nós guarda no peito valor e orgulho extraordinários”
(Hino Oficial do Paysandu)

Nós, do Paysandu Sport Club, reafirmamos publicamente que valorizamos todos os nossos atletas como seres humanos nas suas mais variadas dimensões. Para a grande maioria das pessoas, tal afirmação pode parecer desnecessária ou redundante. Entretanto, diante da publicação em jornal de Belém insinuando que o Paysandu deveria tentar convencer um atleta a virar as costas para sua família, entendemos oportuno proclamar outra vez mais esses valores. Publicamente, rejeitamos com veemência a sugestão do articulista: nunca, em nenhum momento, buscaremos convencer um pai de família a deixar sua esposa e filho recém-nascido de lado, em um momento delicado.
Entendemos que, mais importante do que um pênalti defendido, do que uma cesta de três pontos ou do que um gol marcado, é a compreensão de que se está lidando com um ser humano, o qual, além das atribuições profissionais, também exerce outras funções relevantes na família (como pai ou mãe) e na sociedade (como cidadão). Para nós, do Paysandu Sport Club, essas funções não se colocam como obstáculos às conquistas esportivas. Muito pelo contrário: a valorização desses papéis contribuiu para todas as vitórias que tivemos em nossa história centenária, fazendo do Paysandu o maior clube do Norte do país.

Não estamos lidando com máquinas de jogar futebol, mas sim com seres humanos, cuja dignidade há de ser exaltada sempre. Por isso, daremos todo apoio a nossos atletas, membros da comissão técnica e colaboradores para que possam desempenhar com tranquilidade os outros papéis da vida familiar e da vida em comunidade. De nada valeriam nossas conquistas se elas não viessem fundadas em tais valores e na responsabilidade social da instituição.
O nosso belo Hino Oficial, transcrito no início desta mensagem, não traz palavras jogadas ao vento. Cada um de nós guarda no coração esses valores. E, deles, temos orgulho extraordinário.
 
Diretoria Executiva do Paysandu Sport Club
 
(Texto: Assessoria de Comunicação / Luis Fernando S. de Carvalho)

Para refletir

“A riqueza dos migrantes está em parte em seu desejo de algo mais, em sua recusa de aceitar as coisas como são. É verdade que em sua maioria os movimentos migratórios são movidos pela necessidade de escapar de condições de violência, fome ou privação, mas paralelamente a essa condição negativa existe também o desejo positivo de riqueza, paz e liberdade. Esse duplo ato de recusa e expressão de desejo é de uma força extraordinária. Fugir de uma vida de constante insegurança e imobilidade forçada é uma boa maneira de se preparar para enfrentar e resistir às formas típicas de exploração do trabalho imaterial. Ironicamente, os grandes centros globais de riqueza que atraem migrantes para compensar uma carência em suas economias recebem mais do que queriam, pois os imigrantes investem toda a sociedade com seus desejos subversivos. A experiência da fuga é como um treinamento para o desejo de liberdade.”

– Michael Hardt & Antonio Negri, Multidão, 2004, p. 181.