Confirmado: Vilhena vem jogar em Belém

A informação só chegou no meio da tarde desta sexta-feira, mas serviu para tranquilizar os dirigentes azulinos, que temiam a não realização do jogo de domingo. A Federação de Futebol de Rondônia confirmou que o Vilhena estava viajando rumo a Belém para cumprir sua última partida na Série D deste ano, domingo, às 18h, contra o Remo. A delegação do VEC deve chegar à capital paraense durante a noite. O elenco vem bastante reduzido, com apenas 16 jogadores, sob o comando do técnico Marcos Birigui. (Com informações da Rádio Clube do Pará)

Tribuna do torcedor

POR MAX ALVIM (maxraridades@gmail.com)

Ao colunista Gerson Noqueira

Belém, 11 de setembro de 2015.

Venho, através deste, manifestar minha indignação com o que ocorreu com o jogador Val Barreto no Clube do Remo. Não que o mesmo seja a sumidade no meio futebolístico, mas nesta posição de centroavante nem a Seleção Brasileira tem alternativas, tanto que temos que nos contentar com Hulk. Mas isto não vem ao caso, o que me chama atenção é que estamos em uma reta final de Série D, faltando 5 jogos pra definir a situação do Remo e os dirigentes e o técnico ficam enganando os torcedores, informando que o jogador não estava na melhor forma, que não havia sido regularizado e que estava treinando no time de baixo pra poder encontrar a melhor forma, mas mesmo assim fazendo gols em treinos e o tempo passando, e o time ficando refém do Eduardo Ramos, dos zagueiros e agora dos jogadores sub-20. Os atacantes contratados e os que já estavam lá, indicados pelo técnico (Aleilson, Whelton, Paty, Paraíba) nada resolvem e o negão vendo seus companheiros passarem em branco, com cronistas cobrando, 60% do povo do Pará cobrando e o grande Sergio Dias, o grande Cacaio e o grande Fred Gomes, que são o supra-sumo da sabedoria, queimam o jogador de uma forma covarde, de maneira ditatorial, de que quem manda aqui somos nós, e a torcida aceita porque vai ao estádio. Pois é, agora trouxeram o gigante Kiros sem jogar há 3 meses, ganhando algo em torno do que ganha o Alleilson, pra tentar resolver o problema de gols do Remo, mas temos a solução que aceitou rebaixar o salário pra R$ 6 mil para voltar ao clube, aceitou treinar fora do horário sob sol quente sozinho e não reconheceram a virtude de um jogador que gosta do clube – coisa rara no futebol, pra um jogador que veio de outro Estado. Mas creio que Val Barreto entrou em conflito em Cuiabá quando fez o gol do Remo assim que entrou e ainda deu o passe pro Paty fazer o gol e dar o título quase o jogo acabando. Esqueceram de avisá-lo que tinha que entregar o jogo em Cuiabá e por isso entrou em rota de colisão com os citados acima, creio eu. Agora que Deus o ilumine, Val Barreto. Que você sirva pra clube de Série B porque pra clube de Série D você serviu, mas para os atuais mandatários, não. Que você faça por lá o que você fez muito pelo Clube do Remo: gols. E que você consiga com eles salvar o Mogi do rebaixamento. Coisa que se o Remo precisar nesta reta final, se o Cacaio olhar pro banco e procurar a solução, não vai ter. Vai é ouvir xingamento, reclamação e gritos da torcida por Val Barreto, artilheiro, goleador e matador! Muito obrigado, isto é apenas um desabafo.

Max Alvim (CI 1733726 Segup-PA)

A festa ameaçada

POR GERSON NOGUEIRA

O Vilhena ameaça estragar a festa que os azulinos estão preparando para domingo, por ocasião da última partida válida pela fase classificatória da Série D. Sem se apresentar em Belém desde o começo da competição, em cumprimento à pena de perda de mando de campo, o Remo justificadamente vem trabalhando a divulgação do jogo como um grande reencontro com sua apaixonada torcida.

Tão importante quando o resultado do confronto para o posicionamento final do time na classificação da chave é a expectativa dos dirigentes no campo financeiro. A diretoria projeta uma arrecadação de cerca de R$ 1 milhão, suficiente para quitar dois meses de salários atrasados.

Acontece que o clube de Rondônia pode vir a melar os planos. Sem qualquer chance de classificação no grupo e mergulhado em séria crise, com dívida de quase R$ 500 mil, atraso de salários e debandada de jogadores, o Vilhena ainda não confirmou viagem para Belém. Seu presidente, conhecido popularmente como Gaúcho do Milho, já teria decidido desistir da competição.

Aliás, essa ameaça vem se repetindo ao longo das últimas semanas, mas parecia afastada depois que o Vilhena jogou em Roraima contra o Náutico e em seguida recebeu o Nacional, no último domingo. Ontem, segundo as emissoras de rádio rondonienses, o VEC não treinou e o presidente manteve a decisão de abandonar a disputa. Soa estranho que o clube desista justamente na rodada final, sujeitando-se às penalidades previstas.

Há, por isso mesmo, a desconfiança de que o cartola poderia estar buscando “sensibilizar” os azulinos a assumirem as despesas do VEC na viagem até Belém. Cabe destacar, porém, que o campeonato é organizado pela CBF e todos os clubes enfrentam problemas de caixa, principalmente os que não têm patrocínios e nem lucro com bilheteria.

A diretoria do clube tinha conhecimento de tudo isso quando aceitou representar o Estado na Série D. Sabia também que o torneio é essencialmente deficitário e que cabe a cada participante arcar com boa parte das despesas.

Resta aos azulinos esperar pela decisão final do Gaúcho, torcendo para que prevaleça o bom senso. O treinador do VEC, Marcos Birigui, aumentou a indefinição ao dizer que o elenco está desmotivado depois da eliminação antecipada e que é improvável a participação na rodada final. Diante do impasse, caberia às duas federações entrar em cena, afinal a competição é de interesse direto de ambas.

Independentemente do desfecho, o episódio reforça, mais uma vez, a impressão de que tudo se torna mais difícil (e desafiador) para o Remo neste esforço para se libertar da última divisão do futebol brasileiro.

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Papão mira o primeiro lugar

Sem o risco de sair do G4 nesta rodada, o Papão enfrenta o Paraná, em Curitiba, hoje à noite, mirando a liderança do grupo. A única baixa em relação ao jogo com o Santa Cruz é o atacante Leandro Cearense, lesionado, levando Dado Cavalcanti a escalar Betinho, autor do gol da vitória no Arruda. Em contrapartida, o setor defensivo se reforça com a volta dos titulares Gualberto, zagueiro, e Fahel, volante.

A importante vitória de terça-feira no Recife deu ao time ainda mais confiança, confirmando o excelente começo de returno e reabrindo a perspectiva do acesso. Sem cinco titulares, a equipe não se abalou e conseguiu executar em campo tudo o que havia sido planejado.

Apesar do sufoco na maior parte do jogo, o Papão não desistiu do ataque e foi extremamente competente no aproveitamento das chances. Um cenário mais ou menos parecido é aguardado contra o Paraná, que sofreu derrota no Rio para o Botafogo e tenta a reabilitação dentro de casa.

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Val Barreto desiste do Leão

Sem chance de aproveitamento no Remo de Cacaio, o atacante pediu as contas e vai fechar acordo com o Mogi Mirim e vai disputar a Segundona. A chegada de Kiros como reforço para o ataque azulino foi a senha para que Barreto desistisse de continuar esperando por uma vaga no time titular.

Não se pode afirmar que sua presença tornaria o Remo mais forte ofensivamente, mas é certo que não poderia ser reserva de Aleílson ou Welthon. Pelo prestígio com a torcida e o histórico de goleador, merecia uma oportunidade, mas a incompatibilidade com os dirigentes e a comissão técnica fechou o ciclo do atacante no Baenão.

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Uma comédia chamada STJD

A Justiça Desportiva periga se transformar em comédia no Brasil. O caso Dudu, tão badalado há cerca de três meses, de repente virou uma grande piada. O palmeirense foi condenado a 180 dias de suspensão por agredir o árbitro da final do Paulistão entre Santos e Palmeiras. Apesar das imagens irrefutáveis, a punição foi abrandada pelo STJD e caiu para apenas seis partidas. Quase um prêmio ao agressor.

Foi mais ou menos igual à punição aplicada a Petros, do Corinthians, também punido com rigor no primeiro julgamento por agressão a outro árbitro. Depois de alguns meses, o castigo foi rebaixado para poucos jogos de punição, deformando a sentença inicial.

Além de Dudu, o atacante Emerson Sheik, do Flamengo, ganhou uma espécie de dengo do STJD. Réu por reincidência em ofensas à arbitragem, ele foi suspenso, mas imediatamente o clube entrou com recurso garantindo sua presença nas próximas partidas. Tudo numa boa.

Quem já viu atletas de clubes aqui do Norte serem rigorosamente punidos fica sem entender a verdadeira necessidade de um tribunal que hoje não conta com o respeito dos clubes e nem das torcidas. Que usa critérios diferentes (e contraditórios) para julgar atletas e agremiações, dependendo sempre do peso político dos réus.

Na Europa, as cortes não têm a mesma ritualística do tribunal brasileiro, mas são infinitamente mais ágeis. Talvez por isso mesmo sejam mais respeitadas, por todos.

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 11)