De volta ao antigo ataque

Por Gerson Nogueira

O Paissandu vive um inesperado desafio depois da surpreendente atuação contra o Sport-PE: mostrar o mesmo nível técnico contra o Águia, amanhã, em Marabá, na abertura das semifinais do returno do Campeonato Paraense. A rigor, Lecheva só terá que trocar um jogador no time que jogou na quarta-feira, mas tal mexida vai determinar profundas mudanças na maneira de jogar da equipe.
Cada jogo é um jogo, ensinam os sábios do futebol, mas é inevitável que o torcedor alimente expectativas positivas depois de ver o time enfrentar de forma altiva e agressiva o rubro-negro pernambucano.
Com a saída de Rafael Oliveira, inscrito apenas para a Copa do Brasil, o ataque volta à condição anterior, tendo Adriano Magrão como jogador de referência e um parceiro que pode ser tanto Tiago Potiguar quanto Héliton. Lecheva, pelas atitudes recentes, demonstra preferir Potiguar como segundo atacante, abrindo mão da opção velocista que Héliton representa.
No confronto com o Sport, o técnico manteve Potiguar até o fim e quando mexeu no meio-campo optou por Robinho, um meia de ligação. O excelente desempenho de Potiguar, que realizou sua melhor partida desde que voltou da China, justifica sua escalação, mas as possibilidades que Héliton abre para o time não podem ser esquecidas.
Fosse mais audacioso, Lecheva talvez encontrasse um meio de escalar ambos, mas aí já é esperar muito do invicto treinador. Cabe lembrar, porém, que o Águia precisará atacar e certamente abrirá espaços na defesa, criando situação favorável a Héliton. 
Arrisco dizer que Magrão será o principal afetado com a saída de Rafael. Contra o Sport, as atenções da defesa se dividiam entre os dois, facilitando sua movimentação na área e permitindo que fizesse seu primeiro gol pelo clube. Sem outro atacante para prender os zagueiros, Magrão volta à função de pivô, jogando de costas para o gol e sofrendo marcação direta. Dessa maneira, será difícil quebrar o jejum de gols no Parazão. 
 
 
A Assessoria de Comunicação do Paissandu informa que o pentacampeão mundial Roberto Carlos, acompanhou pela internet, diretamente da Rússia, todas as emoções da vitória do Paissandu sobre o Sport, pela segunda fase da Copa do Brasil. Notícia oportuna, pois pouco se falou nos últimos dias da parceria entre o clube e a empresa RC3 Marketing Esportivo, pertencente a Roberto Carlos.
Por contrato, a RC3 “é responsável pela marca do Papão e já desenvolve projetos a fim de fortalecer o clube no cenário do futebol brasileiro, motivo que deixou o jogador e dirigente do Anzhi (da Rússia) ainda mais entusiasmado”, segundo a nota.
“Acompanhei pela internet todos os lances da partida do Paissandu aqui na Rússia. Vibrei pelo computador com a vitória. Estamos começando essa parceria com o pé-direito. O time vai crescer cada vez mais nos próximos meses”, teria afirmado o novo manda-chuva do Anzhi. Como manager, Roberto Carlos terá em 2013 uma montanha de dinheiro (cerca de R$ 730 milhões) para torrar em contratações de peso.
 
 
O canal Fox Sports anuncia para a próxima terça-feira, 10, às 14h, a exibição do histórico jogo do Paissandu na Copa Libertadores de 2003 contra o Boca Juniors em La Bombonera (Buenos Aires), vencido pelo time paraense por 1 a 0, gol de Iarley. A partida valeu pela fase de oitavas-de-final da competição naquele ano.
O interessante é que o VT será mostrado com narração e comentários de uma equipe do atual quadro de profissionais do canal (28 na Sky). Boa oportunidade para a torcida bicolor rever o jogo mais importante da história recente do clube.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 06)

Quando Fenômenos se encontram

O ex-jogador Ronaldo visitou nesta quinta-feira (5/04) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Lula foi até a instituição realizar sessão de fonoaudiologia no processo de recuperação do tratamento de câncer. Durante o encontro, que durou aproximadamente 30 minutos, os dois brincaram, contaram piadas e tiraram fotos.

Cabra bom esse Lula, te dizer…

Sport mira em Pikachu e Potiguar

Dirigentes do Sport-PE deixaram escapar, ainda no Mangueirão, interesse na contratação dos jogadores Iago Pikachu e Tiago Potiguar, do Paissandu. A dúvida é se há real intenção de adquirir os jogadores ou se é apenas a manjada jogada de desestabilizar as principais peças do adversário. A informação foi divulgada pelo repórter Dinho Menezes, da Rádio Clube. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

E você, o que acha?

Questões trabalhistas: os bons samaritanos

Por Ruy Azevedo (*)

Os gestores dos clubes de futebol profissional no Brasil são os maiores bem feitores da humanidade dos tempos modernos. É surpreendente e estarrecedor os valores das causas trabalhistas ora pendentes de julgamento nos tribunais brasileiros. Os atletas querelantes possuem aposentadorias vitalícias, não sei se hereditária, pois acredito que o débito de uma causa devido o seu montante, pode ultrapassar o tempo de vida do atleta para ser pago. A transformação do esporte em negócio até hoje ainda não admitido e compreendido pela grande maioria dos gestores de Clubes. Quando de minha carreira de atleta profissional do Clube do Remo, percebi que meus direitos trabalhistas não haviam sido recolhidos. Procurei o dr. Wolter Robilota como advogado e pedi lhe orientações jurídicas, ele assegurou-me todos os direitos. Depois me perguntou. Vale apenas brigar com Ronaldo Passarinho e o Manoel Ribeiro por esse valor? Refleti voltei para casa e até hoje, 33 anos após, continuo amigo de ambos e mantenho minha vida independente com livre arbítrio para criticar. A indústria mais florescente atualmente é a do negócio futebol, por mais que estejamos acostumados ouvir falar em cifras nos surpreende os valores das causas trabalhistas de hoje. E aqui vai uma pergunta será que a sociedade vai tolerar sempre a protelação do pagamento dessas causas a partir do momento em que elas chegarem aos últimos pontos jurídicos e forem transitadas e julgadas e ainda assim negado o seu pagamento? Qual o compromisso hoje com as instituições clubísticas dos homens autores e participante dos procedimentos que acarretaram essas querelas. Estive conversando com o sr. Cícero Souza, diretor executivo do Sport Clube do Recife, em sua recente passagem por Belém para enfrentar o Paysandu. Oriundo do Grêmio de Porto Alegre, onde desenvolveu um projeto profissionalizante que elevou a participação do associado a 72 mil pessoas. Na sua gestão, o Sport já chegou a 12 mil. Disse-me que está enfrentando uma bateria de metralhadoras de antigos diretores ameaçados de perderem o poder. Parece-me que essa manifestação não está restrita ao Nordeste Brasil, o se estende a toda a nação. Hoje o atleta tem uma preocupação assinar um contrato. Trabalhar jogando isso não faz parte das cláusulas. O pagamento como dizia o filósofo Miguel Pinho: “Isso o índio da Praça Brasil resolve”. Viva os bons samaritanos gestores dos clubes brasileiros.

(*) Ex-atleta profissional.