Quando Fenômenos se encontram

O ex-jogador Ronaldo visitou nesta quinta-feira (5/04) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Lula foi até a instituição realizar sessão de fonoaudiologia no processo de recuperação do tratamento de câncer. Durante o encontro, que durou aproximadamente 30 minutos, os dois brincaram, contaram piadas e tiraram fotos.

Cabra bom esse Lula, te dizer…

Sport mira em Pikachu e Potiguar

Dirigentes do Sport-PE deixaram escapar, ainda no Mangueirão, interesse na contratação dos jogadores Iago Pikachu e Tiago Potiguar, do Paissandu. A dúvida é se há real intenção de adquirir os jogadores ou se é apenas a manjada jogada de desestabilizar as principais peças do adversário. A informação foi divulgada pelo repórter Dinho Menezes, da Rádio Clube. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

E você, o que acha?

Questões trabalhistas: os bons samaritanos

Por Ruy Azevedo (*)

Os gestores dos clubes de futebol profissional no Brasil são os maiores bem feitores da humanidade dos tempos modernos. É surpreendente e estarrecedor os valores das causas trabalhistas ora pendentes de julgamento nos tribunais brasileiros. Os atletas querelantes possuem aposentadorias vitalícias, não sei se hereditária, pois acredito que o débito de uma causa devido o seu montante, pode ultrapassar o tempo de vida do atleta para ser pago. A transformação do esporte em negócio até hoje ainda não admitido e compreendido pela grande maioria dos gestores de Clubes. Quando de minha carreira de atleta profissional do Clube do Remo, percebi que meus direitos trabalhistas não haviam sido recolhidos. Procurei o dr. Wolter Robilota como advogado e pedi lhe orientações jurídicas, ele assegurou-me todos os direitos. Depois me perguntou. Vale apenas brigar com Ronaldo Passarinho e o Manoel Ribeiro por esse valor? Refleti voltei para casa e até hoje, 33 anos após, continuo amigo de ambos e mantenho minha vida independente com livre arbítrio para criticar. A indústria mais florescente atualmente é a do negócio futebol, por mais que estejamos acostumados ouvir falar em cifras nos surpreende os valores das causas trabalhistas de hoje. E aqui vai uma pergunta será que a sociedade vai tolerar sempre a protelação do pagamento dessas causas a partir do momento em que elas chegarem aos últimos pontos jurídicos e forem transitadas e julgadas e ainda assim negado o seu pagamento? Qual o compromisso hoje com as instituições clubísticas dos homens autores e participante dos procedimentos que acarretaram essas querelas. Estive conversando com o sr. Cícero Souza, diretor executivo do Sport Clube do Recife, em sua recente passagem por Belém para enfrentar o Paysandu. Oriundo do Grêmio de Porto Alegre, onde desenvolveu um projeto profissionalizante que elevou a participação do associado a 72 mil pessoas. Na sua gestão, o Sport já chegou a 12 mil. Disse-me que está enfrentando uma bateria de metralhadoras de antigos diretores ameaçados de perderem o poder. Parece-me que essa manifestação não está restrita ao Nordeste Brasil, o se estende a toda a nação. Hoje o atleta tem uma preocupação assinar um contrato. Trabalhar jogando isso não faz parte das cláusulas. O pagamento como dizia o filósofo Miguel Pinho: “Isso o índio da Praça Brasil resolve”. Viva os bons samaritanos gestores dos clubes brasileiros.

(*) Ex-atleta profissional. 

Sport laçou o boi

Por Gerson Nogueira

Quase ninguém esperava, mas o Paissandu sobrou no confronto com o Sport no Mangueirão. Jogou sempre com mais vontade, foi superior nos dois tempos e podia ter saído com um resultado consagrador. Algo como 4 a 1, sem exagero. Além do pênalti perdido por Pikachu, pelo menos quatro outras excelentes oportunidades foram desperdiçadas.
Quando a partida começou pensava-se que o rubro-negro pernambucano iria controlar as ações e envolver o Paissandu, mas aos poucos a coisa ganhou outra figura. Pikachu, Billy e Tiago Potiguar deitavam e rolavam em triangulações rápidas pelo lado direito do ataque, aproveitando as generosas avenidas proporcionadas pelo sistema de três zagueiros do Sport.

O primeiro gol não custou a sair. Aos 14 minutos, depois que Rafael Oliveira manobrou pela esquerda, saiu o cruzamento rasteiro para Adriano Magrão, que furou. Pikachu, que entrava livre à altura da marca do pênalti, botou a bola no barbante e justiça no placar.
Até aquele momento, o Sport vivia somente da pose. Sim, o time pernambucano é seguramente um dos mais marrentos do país. Seus jogadores tocam na bola como se estivessem defendendo o Barcelona brasileiro. Toques de calcanhar, trivelas e tome passe errado, bolas perdidas pela lateral etc.  
Marcelinho Paraíba, estrela da companhia, era quem mais desfilava pavulagem. Saía driblando na intermediária e quase sempre era desarmado, permitindo perigosos ataques ao Paissandu. Justamente aí começava o verdadeiro festival de gols perdidos no 1º tempo. Adriano, Rafael e Potiguar perderam grandes chances dentro da área pernambucana.


O Sport ameaçava só de vez em quando, mas seus jogadores sempre perdiam tempo com firulas e facilitavam a marcação. Só levava perigo em jogadas puxadas por Willians, seu melhor atacante. Um descuido no minuto final permitiu rápida tabela entre Moacir e Jael, que bateu rasteiro da entrada da área no canto direito de Paulo Rafael.
Principal jogador da primeira metade, Potiguar levava ampla vantagem quando partia para cima dos zagueiros. Quando não abria chance para o chute, criava sempre boas situações para Rafael e Magrão.
Depois do intervalo, o Sport voltou ainda mais dispersivo, sem ligação entre defesa e ataque. Havia um buraco no meio-campo, que o Paissandu só não aproveitava corretamente porque Cariri era peça decorativa, conseguindo ser o pior da equipe na melhor apresentação na temporada.
Apesar disso, logo aos 5 minutos veio o penal (contestado pelos pernambucanos) sobre Pikachu. Na cobrança, o jovem lateral cometeu seu único erro da noite. Dois minutos depois, bateu o escanteio que originou o gol da vitória, em cabeceio de Magrão, que estava há oito jogos sem marcar.

O Paissandu fazia o jogo dos sonhos de sua torcida. Desinibido, raçudo e veloz, o time partia confiante para cima do Sport, que tinha dificuldades imensas para se arrumar em campo. Só o cansaço de Potiguar e Rafael fez com que o jogo ficasse um pouco mais equilibrado.
Aí Mazola finalmente se deu conta da lentidão de Paraíba e resolveu se mexer. Botou Marquinhos Paraná e o paraense Jheimy, dando mais velocidade e força ao ataque. O Sport mandou duas bolas na trave e obrigou Paulo Rafael a três difíceis intervenções.
Apesar disso, o Paissandu esteve bem perto de ampliar. Extenuado, Rafael ainda errou o bote em cruzamento rasante de Potiguar e o próprio Potiguar mandou uma bola na trave. No fim, ficou a sensação de que cabia mais e que os gols perdidos irão fazer falta na definição da vaga.


 
Pode até ter sido apenas uma noite ruim, mas a desorganização do Sport chamou atenção. Como um time de primeira divisão joga com setores tão distantes e uma zaga tão lenta? Se Rafael Oliveira e Magrão tivessem a companhia de um velocista (Héliton), a goleada seria inevitável. 
 
 
O assalto à bilheteria da Curuzu, que custou R$ 18 mil (e 1 mil ingressos) ao Paissandu, fez a torcida tremer na base, recordando maus bocados da história recente do clube. Quando Geraldo Rabelo era o manda-chuva, ocorrências desse tipo eram rotineiras. Importante: jamais os lunfas eram presos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 05)