Tribuna do torcedor

Por Jhonatan de Almeida dos Santos jhonmatematico@yahoo.com.br

Gostaria de saber quem, o Lecheva e o Pompeu, mataram? Se não, vejamos: o Magnum apresentou as travas da sua chuteira contra o rosto de um adversário, ou seja, no mínimo tentativa de Lesão Corporal (artigo 129 do Código Penal Brasileiro), levou mais de 10 jogos de suspensão, porém não cumpriu nem um quarto da pena. O Alexandre Carioca foi até pior, pois o mesmo não só tentou como praticou o ato sendo incurso no artigo 129 do Código Penal (lesão corporal), porém em minha opinião a prática dele foi de tentativa de homicídio mesmo (artigo 121 do CPB). Levou mais de 10 jogos de suspensão, não tendo cumprido nem metade desta pena. Alguns anos atrás, um certo da “casinha branca” baixou o short para torcida adversária (detalhe: era um Re-Pa de decisão de turno ou campeonato). Este chorou na frente da imprensa e nada aconteceu. Agora vêm os questionamentos: por que o Lecheva e o Pompeu terão que cumprir suspensão? Qual crime gravíssimo eles praticaram para não terem direito a conversão da pena em prestação de serviços? Ou esse nosso TJD é contra o Paissandu? Há alguma explicação para isso?

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As opções são as seguintes:

1) A eliminação do Flamengo da Libertadores, com direito a pachequismo desenfreado da Fox Sports, que ficou torcendo ao vivo pelo Rubro-Negro contra Olímpia e Emelec. Parecia até a Globo. 

2) Súmula do jogo Vasco x Flamengo que teve apagado o trecho que mencionava as cinco expulsões de jogadores do Vasco. Com isso, os expulsos poderão jogar tranquilamente a próxima rodada.

3) A atrapalhada arbitragem do amazonense Edmar Campos da Encarnação no jogo Remo x Bahia no Mangueirão, desagradando a gregos e baianos.

Show de bola do Papão não assusta o Águia

Por Mariuza Giacomin

A goleada por 4 a 1 sobre o Sport (PE) em Recife mostra que o Paissandu está muito bem na Copa do Brasil, mas a campanha do rival na competição nacional não amedronta a equipe do Águia de Marabá. Para o técnico João Galvão, cada jogo é uma história diferente. O Azulão venceu a primeira partida da semifinal do segundo turno do Parazão por 1 a 0 e quer confi rmar sua vaga à decisão no duelo decisivo contra os bicolores que acontece neste sábado (14), a partir das 19h30, no Mangueirão.
Os marabaenses acreditam que a classificação inédita do Papão à segunda fase da Copa do Brasil, confi rmada nesta quarta–feira com uma goleada historiasobre o Sport, da 1ª Divisão do Brasileiro, vai valorizar ainda mais a partida de volta da semifinal do returno. Porém, o resultado surpreendente dos bicolores não abala a confi ança do Azulão para a partida deste sábado, quando joga precisando apenas de um empate para se classificar.
“O Paissandu está de parabéns pela vitória, que orgulhou o Pará. Mesmo que eles tivessem perdido íamos respeitá-los da mesma forma, pois sabemos da qualidade da equipe. Jogar diante da torcida gigantesca deles também é difícil, mas trata-se de competições e circunstâncias diferentes e estamos preparados para conquistarmos essa classificação”, destaca Galvão.
A delegação aguiana embarca hoje, ao meio dia, rumo a Belém. Mas, antes disso, realizou ontem no Zinho Oliveira, um coletivo apronto para definir a equipe que começa jogado contra o Paissandu. O técnico marabaense prefere não fazer mistério e confirma a formação titular. A novidade fica mesmo por conta da volta do volante Analdo ao meio-campo.
Galvão deve conseguir levar a campo cerca de 70% da formação que foi acionada durante praticamente todo o campeonato. Por isso, ele acredita que hoje o entrosamento é a principal arma do time. O time deve contar com Alan; Léo Rosa, Roberto, Charles e Mocajuba; Analdo, Marquinhos, Alexandre Carioca e Flamel; Branco e Valdanes. Para o comandante azulino, a equipe possui talentos individuais, mas ele aposta mesmo é na força do grupo. (Foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola)

Nem tudo está perdido

Por Gerson Nogueira

Quando tudo indica que o futebol paraense está falido – e está mesmo – e que nossos bons momentos estão todos presos ao passado, eis que uma noite feliz modifica todas as perspectivas. E, como é próprio da alma brasileira, basta um raio de esperança para irmos de oito a oitenta. Mais que isso: começamos a acreditar que tudo é divino e maravilhoso. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
A classificação do Paissandu à terceira fase da Copa do Brasil, com empolgante goleada sobre o Sport na Ilha do Retiro, é uma grande conquista do nosso futebol, cada vez mais carente de boas notícias.
Além de resgatar a auto-estima do torcedor, o avanço do Paissandu na competição reafirma a importância da valorização das divisões de base. É fundamental, porém, observar as coisas com o devido equilíbrio.
O triunfo heróico faz lembrar outras jornadas bicolores de grande bravura, mas não apaga os passos tortuosos da gestão do clube, que só decidiu aproveitar a garotada formada em casa porque não havia dinheiro para torrar com a costumeira legião de “reforços”.
A empolgante goleada deve ser comemorada e usada para corrigir as rotas e prioridades administrativas do clube. Já é tempo de investir na construção de um centro de treinamento, com a estrutura necessária para a formação de atletas. Sai muito mais barato do que contratar 20 jogadores a cada semestre.     
Os recursos que a campanha na Copa do Brasil irá gerar podem representar o passo inicial para essa tomada de atitude. Acima de tudo, os dirigentes precisam se conscientizar de que revelações como Pikachu, Bartola, Tiago Costa e Paulo Rafael, que hoje brotam do acaso, irão se multiplicar caso o trabalho seja executado com seriedade.
Jovens atletas representam vigor, habilidade, entusiasmo e fôlego, virtudes tão caras ao futebol moderno. Significam, acima de tudo, a certeza de que o clube terá sempre receita própria para enfrentar qualquer turbulência. E só assim será possível fazer com que o triunfo de quarta-feira deixe de ser visto como zebra para virar acontecimento normal.     
 
 
Uma pergunta martela nos corações bicolores: assediada pelo Sport para negociar Tiago Potiguar e Pikachu, terá a diretoria do Paissandu coragem de estragar uma campanha que tem tudo para ir longe na Copa do Brasil?  
 
 
Teve carga extra de sofrimento para o torcedor rubro-negro a eliminação da Libertadores, ontem à noite. O Flamengo precisava vencer o Lanús e torcer pelo empate entre Olímpia e Emelec. No Rio, jogo tranqüilo e vitória assegurada desde cedo. No Defensores Del Chaco, momentos de terrível suspense. O Olímpia fez 1 a 0 e, a 20 minutos do fim, o Emelec empatou. A combinação classificava os rubro-negros. Mas eis que os deuses da bola resolveram aprontar. O Emelec desempatou, entristecendo a maior torcida do Brasil. Três minutos depois, novo empate. Aos 48 minutos, porém, veio o terceiro gol equatoriano, desfazendo os sonhos da massa rubro-negra.
No final, o jogador Luís Antonio comentou que o Flamengo havia feito sua parte e perdeu a vaga por falta de sorte. Não é verdade. O time não fez sua parte, pois perdeu jogos em casa. O que faltou mesmo foi competência. 
 
 
Direto do blog
 
“Acredito que o renascimento dos titãs paraenses, pelo menos as vitórias de ontem, se deram por causa da valorização dos atletas locais. Infelizmente ou felizmente, isso só está acontecendo pela situação financeira caótica que ambos vivem. A solução para sair do atoleiro é mesmo uma base local com alguns reforços de peso. Chega de enganadores! Que Remo e Paysandu inspirem-se no Santos, que há anos vem contornando as crises financeiras com os meninos da vila”.
 
De Luís Antonio Mariano, apostando todas as fichas na solução caseira.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 13)

Blog bate mais um recorde

Informo aos baluartes, colaboradores, amigos e palpiteiros que o blog estabeleceu nesta quinta-feira (12) mais um recorde. Alcançou 5.782 acessos, superando a marca anterior, de 5.026 acessos num dia só. A façanha tem como principais responsáveis aqueles que participam diariamente dos debates. Obrigado.