Uma gandula de sucesso

Loco Abreu marcou dois gols. Maicosuel fechou a vitória por 3 a 1 sobre o Vasco. Fellype Gabriel teve grande atuação. Os heróis do título da Taça Rio conquistado pelo Botafogo no último domingo são muitos. Mas na segunda-feira, uma mulher dividiu os holofotes. Fernanda Maia, a gandula que “iniciou” a jogada do primeiro gol alvinegro curtiu a fama repentina sob a marcação do namorado Jonatan. E, no dia seguinte do seu grande momento desde que passou a trabalhar na beira do campo, ela revelou que não conseguiu acompanhar o prosseguimento da jogada.

Assim que lançou a bola para Maicosuel cobrar o lateral, Fernanda saiu correndo para buscar a bola que tinha sido rebatida por Fagner. Ela só foi perceber que Loco Abreu tinha aberto o placar quando viu a reação dos torcedores. Aí escancarou o sorriso. “Foi tudo muito rápido. Eu não entendi nada. A gente tem essa preocupação de repor a bola rapidamente para os dois lados. Nunca tinha acontecido comigo de sair um gol após eu devolver a bola. Mas o Maicosuel foi esperto e calhou de ser com o meu Botafogo. E eu nem pude ver. Só pela televisão mesmo (risos)”, afirmou Fernanda, sem ter a real dimensão de que uma reposição de bola fosse dar tanto estardalhaço.

Bonita, simpática e com o sorriso aberto, a professora de educação física de 23 anos tirou inúmeras fotos com admiradores. E acompanhando tudo de longe estava o seu marcador mais implacável: Jonatan Peixoto. Namorado de Fernanda há sete anos, o também botafoguense se mostrou surpreso com tanto assédio. Mas, seguro, garante que não sente ciúme algum. O sentimento só vem na cabeça quando ele relembra as duas vezes em que a namorada se candidatou ao posto de musa do Botafogo. As fotos de biquíni que correram pela internet geraram muitas brincadeiras e algumas provocações. Jonatan brinca e lembra que se conseguiu suportar aquela pressão, o que vem acontecendo nas últimas horas é bem tranquilo.

A sintonia do casal não poderia ser maior. Os dois são fãs de futebol e torcedores do Botafogo. Mas o próprio Jonatan admite que a paixão pelo Glorioso ficou muito maior depois que começou o namoro. Antes frequentava pouco os estádios, coisa que Fernanda faz desde pequena. (Com informações do Globoesporte.com)

Lecheva começa a definir escalação do Papão

Ronaldo; Pikachu, Douglas, Tiago Costa e Jairinho; Billy, Vânderson (Neto), Djalma e Harisson; Rafael Oliveira e Tiago Potiguar. Foi o time titular que Lecheva usou no treinamento da manhã desta segunda-feira e, salvo mudanças de última hora, deve enfrentar o Coritiba na quinta-feira, no Mangueirão. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Paissandu espera público de 20 mil contra o Coritiba

A diretoria do Paissandu espera um público de no máximo 20 mil pessoas para o jogo contra o Coritiba, quinta-feira à noite, no Mangueirão, válido pela terceira fase da Copa do Brasil. O valor promocional de R$ 10,00 será mantido até hoje, mas a partir de amanhã o torcedor terá que desembolsar R$ 15,00 pelo ingresso de arquibancada e R$ 30,00 pela cadeira.

Uma torcida de Primeira Divisão

A torcida azulina lotou o Mangueirão para ver a decisão do returno. No tal, 40.139 espectadores presentes – sendo 36.809 pagantes. A renda foi de R$ 367.094,00, cabendo ao Remo o valor líquido de R$ 236.460,20 (descontadas as despesas, de R$ 130.633,80).Foi o maior público do Campeonato Paraense, ultrapassando o do Re-Pa. Foi o segundo maior público da rodada em todo o Brasil, perdendo apenas para o super clássico paulista São Paulo x Santos, que teve 45 mil pagantes. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)  

Joelson, arbitragem nota 10

Joelson Silva dos Santos foi o encarregado de conduzir a difícil partida final do returno do Parazão. Árbitro mais atuante da competição, com 12 aparições, Joelson mostrou tranquilidade e domínio técnico. Não deixou que os jogadores entrassem no clima de rivalidade, segurou a partida de perto, assinalando todas as faltas e sem economizar nos cartões amarelos. Importante: com excelente condição física, acompanhou todos os lances de perto, impedindo que os atletas tivessem motivos para reclamar. Quando Valdanes ensaiou uma pressão mais acintosa, chamou o atacante marabaense de lado e deu o recado claro para ele e para quem estava assistindo: qualquer exagero a mais seria punido com o vermelho. Deu certo. Charles, um dos mais faltosos jogadores do campeonato, levou amarelo por uma trombada em Fábio Oliveira no começo do segundo tempo. Onze minutos depois, aplicou uma rasteira em Marciano junto à linha lateral e foi excluído. Nem seus companheiros chiaram. No final, o técnico do Águia, João Galvão, habitualmente crítico da arbitragem quando é derrotado, fez questão de reconhecer que não havia o que reclamar. Nem havia mesmo, Joelson tirou nota 10 no clássico. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Um legítimo campeão

Por Gerson Nogueira

O que faz com que nossos clubes mais tradicionais ainda tenham algum respeito e certo prestígio no país do futebol? Não precisa pensar muito para achar a resposta: a dimensão impressionante de suas torcidas. Ontem, o Mangueirão foi palco novamente de uma exibição de força. Ao lotar as arquibancadas, a massa azulina mostrou que torce por um clube ainda grande, embora em constante crise de identidade.
Os 40 mil espectadores fizeram um espetáculo na maioria das vezes bem mais interessante que o jogo propriamente dito. Fazia tempo, por exemplo, que não se via um coro de milhares de vozes cantando o hino do próprio clube, sufocando a cantoria agressiva e sem sentido das “organizadas”.
No primeiro tempo nervoso e interrompido pelas muitas faltas, o Remo foi empurrado pelos gritos de incentivo do torcedor, preocupado com a lentidão e o nervosismo de alguns jogadores. Quando o Águia ensaiava um cerco mais organizado lá vinha o urro da galera para recolocar os azulinos no jogo.
Ficou evidente, em vários lances, a insegurança de alguns jogadores do Remo, inibidos diante de tanta gente. O Águia, que era visita e nada tinha com isso, tratou de se organizar e foi construindo situações de perigo, como quando Rayro quase marcou em jogada na linha de fundo. Ou, minutos depois, quando o chute de Léo Rosas estourou em nova intervenção precisa do reserva Jamilton.
Com pouca inspiração para ligar o meio-campo ao ataque, o Remo demonstrava dificuldades para superar o bloqueio defensivo marabaense. Joãozinho, um dos mais instáveis, não acertava um passe. Jhonnatan, um dos esteios do time, parecia pouco à vontade como meia recuado – ou seria volante avançado?
Na única manobra mais elaborada, que envolveu Aldivan e Reis, a bola chegou a Fábio Oliveira, que precipitou a finalização e acabou recuando para o goleiro Alan quando tinha tudo para abrir o marcador. Na zaga, excetuando os dois cochilos já citados, Edinho se sobressaía comandando as antecipações e disputas pelo alto.
O Águia terminou o primeiro tempo lamentando a falta de maior precisão de seus atacantes, pois a meia cancha até funcionou bem, com Flamel e Wando se movimentando muito, cavando muitas faltas e incomodando o setor de defesa do Remo.  

        
Quando os times voltaram do intervalo, Flávio Lopes havia feito uma alteração fundamental para dar mais agressividade ao Remo. Trocou Joãozinho por Marciano, deixando Fábio Oliveira menos isolado. Em poucos minutos, o ataque criou duas boas situações, resultantes de tabelinhas envolvendo Reis e Tiago Cametá.
Logo depois, o Águia perdeu Charles por jogo violento e o Remo achou o caminho das redes. Marciano deu uma meia volta na zaga e cruzou para Fábio marcar. Sem baixar o ritmo, o time seguiu perseguindo o segundo gol, explorando as brechas que a defesa do Águia passou a dar. Em nova jogada pela direita, a bola sobrou para Jhonnatan (que já ia ser substituído) finalizar com perfeição, ampliando o placar.
Com 2 a 0, a tarefa do Águia ficava praticamente impossível e o Remo só precisou controlar as ações no meio e na defesa para chegar, com méritos, ao suado título do returno. E sem precisar arriscar com Adriano e Cassiano.

 
 
Foi do técnico Flávio Lopes a decisão final de tirar Adriano do jogo, depois que a diretoria permaneceu dividida sobre o assunto até a manhã de domingo. O posicionamento firme do treinador aumentou ainda mais seu prestígio, que já era considerável, junto à cúpula azulina. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
 
 
A coluna escolhe, como sempre, o melhor time do returno. Aqui vai a escalação: Adriano; Pikachu, Edinho, Roberto e Jairinho; André, Jhonnatan, Flamel e Tiago Potiguar; Branco e Cassiano. Técnico: Flávio Lopes.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 30)