Dá pra engolir?

O tetra dos tetras Mário Jorge Lobo Zagallo foi indicado, aos 80 anos, para ser vice-presidente da CBF representando a região Sudeste. Zagallo, como se sabe, está envolvido em alguns rolos (um certo amistoso da Seleção Brasileira na Síria, por exemplo) da gestão Ricardo Teixeira.

A frase do dia

“Numa semana que se antecipa dramática para o Fla, a pergunta que não quer calar vem de uma raposa felpuda com vasta experiência na política rubro-negra: ‘Na história do Flamengo, alguma esposa de presidente meteu o bedelho na administração dele? Por que diabos, então, o marido de Patrícia Amorim (Fernando Shiman) manda tanto no clube? Os sócios a elegeram, não a ele, que deveria se limitar ao protocolar papel de primeiro marido. Até porque nem rubro-negro é. Torcia pelo Flu…’”.

De Renato Maurício Prado, em sua coluna de O Globo e DIÁRIO, sobre os pitacos do marido de Patrícia Amorim no Flamengo.

Árbitro baladeiro pega gancho de seis meses

O árbitro José Roberto Marques e os assistentes Bruno Silva de Jesus e Marcos Shnem foram suspensos pela comissão de arbitragem da FPF (Federação Paulista de Futebol) após serem pegos na balada antes do jogo entre Batatais x Inter de Bebedouro, realizado dia 11 de março, pela Série A-3 do Campeonato Paulista. Marques foi punido por seis meses, enquanto Bruno Silva de Jesus e Marcos Shnem pegaram três meses de punição. De acordo com o chefe da comissão de arbitragem da FPF, o coronel Marcos Marinho, o trio foi visto em uma boate e depois em uma loja de conveniência de um posto de combustível na cidade de Batatais por volta das 2h30 – menos de oito horas antes do início da partida. “Recebemos a informação de dirigentes do Batatais e fomos até a cidade para apurar. Ouvi pessoas e vi imagens que confirmaram que eles estavam em horário e local impróprios de acordo com as nossas normas”, disse o coronel Marcos Marinho. (Com informações da Folha de SP)

Vexame amazonense no Mangueirão

O árbitro Edmar Campos da Encarnação (AM), do quadro 2 da CBF, quase conseguiu estragar o jogo Remo x Bahia. Inseguro e visivelmente nervoso com o estádio cheio, teve desempenho desastroso. Inverteu marcações, economizou cartões (não amarelou o zagueiro baiano que cometeu pênalti ao meter a mão na bola), deixou de assinalar faltas claras (como o segundo penal, cometido pelo zagueiro Tite, também desviando a bola com a mão) e irritou jogadores dos dois times pela insistência em parar o jogo a todo instante, assinalando faltas inexistentes. Mais do que prejudicar Remo ou Bahia, Encarnação prejudicou o espetáculo. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Guerreiros bicolores a caminho de Belém

Imagem da delegação do Paissandu no avião por ocasião da escala em Fortaleza a caminho de Belém. Em primeiro plano, os jogadores Adriano Magrão, Pikachu (na janelinha) e Cariri, de pé no corredor. Outros jogadores aproveitam para tirar um cochilo. Previsão de chegada a Belém às 11h40 desta quinta-feira. (Foto postada no Twitter pela Ascom/Paysandu)

Remo tem o maior público da Copa do Brasil 2012

Com público pagante de 23.449 torcedores (mais de 26 mil, com os credenciados), o jogo Remo x Bahia proporcionou arrecadação de R$ 340.409,00. É o maior público da Copa do Brasil 2012, superando os 22.184 pagantes da partida Independente x São Paulo, também no Mangueirão. Da renda total, o Remo ficou com R$ 237.429,54, já descontadas as despesas de R$ 102.979,46 no Mangueirão. O maior público do Leão nos últimos três anos ainda continua a ser o do dia 8 de abril de 2009, quando 40.846 expectadores assistiram a derrota do Remo para o Flamengo por 2 a 0, no Mangueirão, em jogo de ida da 2ª fase da Copa BR. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Na cabine mais premiada do Mangueirão

Na cabine campeoníssima da Rádio Clube do Pará ao lado de Ronaldo Porto, o “40 Graus”, duas horas antes de a bola rolar para Remo x Bahia no estádio Edgar Proença. Em outro registro, abaixo, vista da cabine com a presença do craque Mário Quadros, conversando com Ronaldo e este escriba baionense. (Foto 1: MÁRIO QUADROS; foto 2: EVERALDO NASCIMENTO) 

A noite do orgulho paraense

Por Gerson Nogueira

Há muito tempo não se via algo assim, várias luas se passaram sem que os velhos gigantes se levantassem numa competição nacional. Duas vitórias paraenses incontestáveis em rodada de competição nacional. Tabus quebrados em Belém e Recife. Torcidas em êxtase. Pela importância do resultado e as circunstâncias do jogo, a goleada do Paissandu na Ilha do Retiro superou todas as expectativas, encheu todas as medidas. Foi o triunfo de organização e estratégia bem executadas. A classificação à terceira fase da Copa do Brasil foi conquistada com méritos incontestáveis.
Poucas vezes nas últimas temporadas a torcida viu um time paraense jogar com tamanho destemor e inteligência como visitante. Como já havia ocorrido em Belém, o Sport entrou desorganizado, sem criatividade e com atuações abaixo da crítica de suas principais peças. Parte desse comportamento foi motivado pela solidez do jogo do Paissandu, que se defendeu com tranquilidade no primeiro tempo e partiu para construir a vitória nos 45 minutos finais.
A performance coletiva foi abrilhantada pela inspiração individual de jogadores que já tinham atuado muito bem no Mangueirão. Tiago Potiguar, Pikachu, Paulo Rafael e Pablo em nível superior aos demais. Além desses, o reserva de luxo Héliton contribuiu com dois gols. Harison, que entrou na etapa final, acrescentou um toque de classe ao presentear Rafael Oliveira com o passe para o quarto gol. 
Depois da partida, sem a soberba que caracteriza alguns técnicos, Lecheva, contestadíssimo pela própria torcida e maior parte da imprensa, lavou a alma sem ferir ninguém. Analisou, em entrevista à Rádio Clube, que a sua ideia de escalar Pablo na lateral-esquerda foi um dos pilares da vitória alviceleste. E foi mesmo. Não tripudiou sobre os críticos e manteve o discurso humilde. Os grandes vencedores agem assim e a façanha de golear o Sport na Ilha do Retiro não é para qualquer um.  

 
O Remo se impôs sobre o Bahia em atuação marcada mais pela fibra do que pela técnica. Foi um time mais brioso e aguerrido do que organizado. Deixou-se envolver até infantilmente na metade final do primeiro tempo, atrapalhando-se com a rápida troca de passes de Lulinha, Moraes, Madson e Gabiel, que desfrutou de plena liberdade nesse período. Nem o gol de pênalti logo aos 10 minutos deu aos remistas a dose de confiança necessária para se estabilizar em campo. Na base da insistência, o Bahia descobriu o corredor pelo lado esquerdo da zaga paraense e por ali chegou ao empate. Quase desempatou em seguida, valendo-se do nervosismo que o Remo demonstrava no setor defensivo.
Flávio Lopes desceu para os vestiários observando, com razão, que Gabriel e Madson passearam em campo. Problema localizado, tratou de arranjar uma vacina. Tirou Aldivan e botou Juan Sosa para escoltar Gabriel, anulando a principal matriz criativa do Bahia. Na sequência, até a lentidão de Magnum se transformou em maior participação nas ações de criação no meio-campo. Reis continuou dispersivo, mas com a entrada de Joãozinho para acompanhar Fábio Oliveira o Remo se tornou presente no ataque, forçando erros dos zagueiros do Bahia. E foi numa jogada de desassombro de Tiago Cametá que nasceu a vitória. A bola chegou à linha de fundo e daí até Magnum, que bateu firme para as redes. Podia ter feito mais, logo em seguida, se aproveitasse cruzamento perfeito de Joãozinho. Mas a vitória estava assegurada, para alegria dos 24 mil torcedores que ajudaram a empurrar o time nos momentos mais difíceis da partida. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
 
 
Paulo Roberto Falcão, com a elegância de sempre, admitiu ter ficado impressionado com a empolgação do torcedor azulino. Observou que esperava dificuldades no Mangueirão porque o Remo explora bastante a velocidade e se apoia no incentivo dos torcedores. Esqueceu apenas de reconhecer que a vitória esteve mais perto do lado remista, principalmente no segundo tempo.
 
 
Na festa que se seguiu ao massacre bicolor na Ilha, perdoou-se até um flerte com o exagero. Adriano Magrão garantiu que o Paissandu será campeão. Segundo ele, há o mesmo clima da campanha vitoriosa do Fluminense há três anos. A conferir.
 
 
No Twitter, depois da rodada, Paulo Henrique Ganso resumiu o estado de espírito da galera: “Muito feliz pelo futebol paraense”. Disse tudo.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 12)