Joelson vai apitar a decisão do returno

Joelson Silva dos Santos será o árbitro de Remo x Águia, partida válida pela decisão do returno, no próximo domingo, no Mangueirão. Seus auxiliares serão Lúcio Ipojucam Matos e Márcio Gleidson Correia Dias. O quarto árbitro será Andrey da Silva e Silva. A comissão de arbitragem escalou também dois assistentes – João Paulo Loiola e Alessandro Guerra – para ficarem atrás dos gols.

A sentença eterna

“Se você tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido as verdades que insisto em dizer brincando.”

(Charles Chaplin)

Jogadores do Cametá estão em greve

À espera da definição do vencedor do returno, o Cametá vive dias turbulentos e os jogadores do elenco se recusam a treinar por falta de pagamento. Os salários estão atrasados há mais de dois meses, segundo o atacante Rafael Paty, que é uma espécie de porta-voz do grupo. O problema teria sido a causa do repentino afastamento do técnico Cacaio no começo do segundo turno. A diretoria se esforça para tentar conseguir o dinheiro para saldar a dívida com o elenco antes da decisão do campeonato.

Rock na madrugada – Stones, Beast of Burden

Uma de minhas preferidas do fabuloso repertório stoneano.

Lição de bravura e humildade

Por Gerson Nogueira

Como ocorre com os times normais, o super Barcelona não resistiu à retranca do Chelsea e foi eliminado da Liga dos Campeões. Engraçado como era grande a torcida mundial contra o Barça, fato que só pode ter explicação na habitual solidariedade pelo mais fraco. É inegável, porém, que o torneio perde muito de seu charme sem a presença luxuosa da esquadra catalã na grande final.
Os deuses da bola, porém, tem seus próprios caprichos e decidiram dar uma lição na quase irritante superioridade do Barcelona, um time que costuma ostentar até 70% de posse de bola por jogo, sem fazer força. Troca mais de 20 passes antes de dar o bote final sobre as incautas defesas inimigas.
Contra o Chelsea de Peter Cech, Lampard e Ramires, essa fabulosa equipe sofreu o mais doloroso revés desde que saiu para conquistar o mundo nos últimos dois anos, liderada pelo super craque Lionel Messi.
Fiel ao seu estilo desassombrado e empurrado por quase 100 mil fãs, o Barcelona começou a todo vapor, perdendo gols seguidos e obrigando o fantástico Cech a fazer pequenos milagres. Ninguém contava com a bravura do Chelsea, que ignorou a fama de invencível do oponente. 
Nos dez minutos finais do primeiro tempo, aconteceram dois gols que levam a marca característica do Barcelona: tabelinhas curtas e rápidas envolvendo por completo os zagueiros adversários. Esses lances deram a falsa impressão de que o Barça estava dobrando a armada inglesa. 
De repente, as coisas começaram a mudar. Em contra-ataque fulminante puxado por Lampard, o brasileiro Ramires surgiu como flecha entre a desatenta zaga do Barcelona e encobriu magistralmente o goleiro. Um golaço que reabriu as cartas na mesa, pôs em xeque o poderio do Barça em xeque e deixou o Brasil inteiro a perguntar o que falta para Mano Menezes convocar o esperto volante.
Para o segundo tempo, o Chelsea não mudou sua maneira espartana de jogar, mesmo sem o capitão Terry, infantilmente expulso. Usava duas linhas de quatro homens para tentar conter as infernais manobras de Messi, Iniesta & cia.
Logo de saída, um pênalti polêmico para aumentar a lista de detratores do Barcelona, acusado de ser sempre brindado com penalidades duvidosas. Messi, há três jogos sem marcar, nunca na vida enfrentou vigilância tão rigorosa e teve seu dia de vilão: mandou o chute no travessão. A partir daí, o nervosismo passou a dominar a equipe de Guardiola.
Pelos 47 minutos restantes, a tensa busca do Barça pelo terceiro gol esbarrou na firme muralha defensiva do Chelsea, que incluía até o reforço do centroavante Drogba. Só de vez em quando esboçava um contra-ataque, como a ensaiar o golpe definitivo. E ele viria, com requintes de crueldade para a torcida catalã, nos instantes finais, e pelos pés do espanhol Fernando Torres, ex-ídolo do Atlético de Madri.
O empate foi um duro castigo para o Barcelona, que continuará soberbo por muito tempo. Ao mesmo tempo, fez justiça à humilde, quase comovente, dedicação do Chelsea a um plano de jogo. O futebol só é tão amado por ser simples e imprevisível.
 
 
Depois que a Polícia Militar e o Ministério Público impuseram o Mangueirão como palco da decisão do returno, ficou a impressão de que prevaleceu no final a posição defendida pela Federação Paraense de Futebol. Por mais que se alegue louvável preocupação com o torcedor, soa simplória a explicação de que o Baenão não oferecia mínimas condições de segurança, mesmo com público reduzido, conforme defendia o Remo.
Aos remistas faltou a necessária dose de malícia para contornar a situação, sugerindo antes da decisão que os dois jogos fossem realizados no Mangueirão, reconhecido como campo neutro. No fim das contas, o Águia foi a única equipe a ter respeitado seu direito ao mando.
Sobre isso, Marcelo Carneiro envia e-mail à coluna, ironizando a posição da PM: “Só Deus para nos salvar da violência que assola a nossa cidade, pois, se depender do policiamento da capital, está provado que estamos fritos. Afinal, se eles não conseguem dar segurança para um espetáculo para 10 mil pessoas, como podem policiar uma cidade com mais de 1,3 milhão de habitantes?”. 
 
 
Já o leitor José Miguel Batista manifesta opinião diversa sobre a mudança do local da partida Remo x Águia do próximo domingo. “O Remo jogará em sua cidade, onde se concentra sua grande torcida e o Águia, obviamente terá de deslocar-se de Marabá, de seus domínios, para jogar a decisão. Não conheço os termos do regulamento, mas entendo que entre times de cidades diferentes, como no caso de Águia e Remo, este não está perdendo o mando de jogo ou de campo por jogar no Mangueirão, estádio em melhores condições para um jogo decisivo”.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 25)