Por Gerson Nogueira
O Remo tinha tudo para vencer. Foi sempre organizado e determinado, e conseguiu marcar um gol no momento estratégico do jogo. Esqueceu apenas da velha lição de que o recuo exagerado em geral abre espaços ao adversário. Na base do abafa, o São Francisco passou os 15 minutos finais martelando em busca do empate.
Dedicou-se a cruzar bolas na área azulina até que uma delas acabou entrando. O empate, embora injusto, premiou o esforço e a persistência do Leão santareno. E, de quebra, manteve viva a briga para ir à final do turno.
Desde o começo, a partir do controle do meio-de-campo, o Remo assumiu as iniciativas e quase abriu o placar logo de cara, em lance rápido finalizado por Reis para defesa difícil do goleiro Jader. Ao longo do primeiro tempo, foram mais três chances (com Fábio Oliveira e Cassiano) para os remistas e uma para os donos da casa.
Flávio Lopes distribuiu seu time com Juan Sosa de volante, mas frequentemente caindo para formar um trio de zaga com Diego Barros e Edinho. No meio, ficavam Jhonnatan, Reis e Magnum. Apesar da incessante movimentação dos dois primeiros, o ponto destoante era Magnum, ainda muito lento e sem recuperação.
Ainda assim, o Remo chegava sempre com quantidade e qualidade ao ataque, apoiado pelos laterais Tiago Cametá e Aldivan. Cassiano, outra vez, funcionou bem como homem de aproximação com a meia-cancha, mudando de posicionamento a todo instante e confundindo a marcação.
Do lado do São Francisco, as melhores investidas eram com Ricardinho, veloz e habilidoso, que não guarda lugar no ataque e parte sempre para cima dos zagueiros. Foi para ele o cruzamento de Maurian que quase resultou em gol santareno. A defesa jogava firme, mas não conseguia acertar a marcação sobre Reis, que chegou diversas vezes em condições de finalização.
Depois do intervalo, os times voltaram sem grandes mudanças táticas, mas o Remo surpreendia pela presença no ataque. Teve duas oportunidades com Fábio Oliveira e Reis, mas o gol acabou saindo meio por acaso. Edinho escorou de cabeça um escanteio, aproveitando a indecisão dos zagueiros.
Quando parecia que o Remo ia matar o jogo explorando contra-ataques – Magnum teve excelente oportunidade, mas chutou longe –, veio a reação desesperada do São Francisco. Confuso nas saídas para o ataque, ressentindo-se da má atuação de Balão Marabá, o time optou por dois atacantes fortes, Léo Oliveira e Rodrigão, para disputar pelo alto com os beques do Remo. Acabou dando certo.
Enquanto Flávio Lopes botava Adenísio e sacrificava Cassiano, seu principal atacante, o São Francisco ia com tudo para a frente, sem guardar posição ou fazer jogadas de infiltração. Apenas lançava bolas na área. Em duas ocasiões, o gol quase saiu depois de falhas dos zagueiros. No terceiro cruzamento, já aos 45 minutos, a bola foi rebatida na pequena área e sobrou para Rodrigão finalizar.
Pareceu um castigo, e foi mesmo. Cuidados excessivos acabam sendo punidos pelos deuses da bola. O Remo fez o gol e desprezou o fato de que o São Francisco é um time que luta sempre até o fim.
O Paissandu podia ter saído de Marabá com um resultado até pior, no sábado à tarde. A vitória do Águia, em gol de Flamel aos 5 minutos do segundo tempo, desenhou-se desde o primeiro tempo. Mais sólido, o time marabaense jogava como joga sempre no Zinho Oliveira, atacando forte e defendendo-se com segurança.
Os bicolores pareciam meio de ressaca depois da grande vitória do meio de semana sobre o Sport no Mangueirão. E, obviamente, sentiam falta no ataque de um jogador com as características de Rafael Oliveira. Sem ele, Adriano Magrão voltou a ser o jogador previsível e pouco perigoso que tem sido no Parazão.
Tiago Potiguar também não reeditou o bom jogo da quarta-feira, mas parecia fora de sua característica mais expressiva, que é a condução de jogo a partir do meio-de-campo. Como segundo atacante, vira presa fácil para a marcação.
Apesar do triunfo do Águia, a atuação das equipes deixa no ar a certeza de indefinição total na decisão da vaga de finalista. O placar não permite tranqüilidade aos marabaenses e dá aos bicolores esperanças reais de reverter em Belém.
Mas, sem dúvida, o técnico Lecheva tem mais trabalho pela frente. Terá que dar um choque de realidade em sua equipe. Não dá para ficar com a cabeça dividida entre campeonato estadual e Copa do Brasil. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 09)
Também penso assim, amigo Gerson. Agora, o Balão Marabá não jogou nada, porque o Juan Sosa não deixou, é bom que se diga.Aliás, não foi só ele, o Emerson Bala, também não. Na única vez que largou ele, foi, também, a única vez que esse jogador fez uma boa jogada e, foi no 2º tempo, onde a marcação sobre ele passou a ser revezada pelo Sosa e o Jhonatan. Aliás, o Flávio Lopes mostrou que conhece bem esse elenco do Remo, quando fez a opção pelo Sosa.Jogou muito esse zagueiro do Remo. Sinceramente, mas já vejo o Remo na final do 2º turno, se mantiver esse bom futebol que vem apresentando.
– Quanto ao Águia x Paysandu, acredito que esteja indefinido, uma vez que o Azulão tem um bom técnico, mas não tem um bom elenco e, o Paysandu, tem um bom elenco, na minha opinião, o melhor desse Parazão, mas não tem técnico. Penso que, se os jogadores forem pra superação, como foi contra o Sport e, com a ajuda da torcida, o Papão poderá sair com essa classificação do mangueirão.
Ahhhhhhhhhhhhhh, um Re x Pa….
– É a minha opinião.
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Acho que não entendo mais nada.Lendo o comentário do Gerson,entendi que foi um grande jogo.Lendo os comentários dos participantes do Blog,todos falam que foi um jogo muito pobre.Vem o técnico do remo e diz que gostou muito do seu time. Te contar,é complicado mesmo !
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Gerson,o que não pode é todos quererem crucificar o cametá pelo gol,acho que foi uma falha coletiva,pois se vc ver o lance,teve um zagueiro que pulou e levou um traço do atacante, e depois que o cameta falhou no cerco e o atacante passou pela linha de fundo,más nada que comprometa o bom futebol apresentado pelo lateral nesse campeonato.
Como claudio guimarães disse,porque não se cobra dos medalhões,na mesma ferocidade que se cobra da prata da casa.
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O águia vai passar pelo paysandu e vai ser campeão merecido lembra o que fizeram com ele no 1º turno na final contra o cametá agora é com juiz puxando de qualquer jeito vai dar águia esse Valdanes é disparado o melhor jogador do campeonatpo.
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Caro Gerson Nogueira;
Dar um choque de realidade na equipe como sugeres na coluna, parece fácil pro Lecheva; o problema é “quem vai dar o mesmo choque, no Lecheva” que percebo não ser tão diferente do Nad, na limitação técnica, ele, também não consegue enxergar deterrminadas nuances do jogo, nem acrescentar ou mesmo corrigir, alguns fundamentos a essa rapaziada que está saindo da base; percebe-se, que a garotada, está ganhando na correria e no vigor físico; claro que o Lecheva tem algum mérito nisso, afinal perdeu apenas uma, porém, poderíamos ter saído com outro resultado, no jogo de sábado contra o águia, desde que, fosse ousado e escalasse o Potyguar na dele, de meia, como todos sabemos que ele joga, só os técnicos, teimam em escalá-lo como segundo atacante, outro detalhe é que ele deveria ter mantido o Magrão, com o Leléu juntos, isso daria mais força ao ataque, assim como aconteceu contra o Sport, onde o Pothyguar jogou de meia e o Magrão teve o Rafael Oliveira, na frente como companheiro de ataque.
Mas, nem tudo é culpa do Lecheva, penso que lhe está faltando algum suporte, apesar das mudanças implementadas na gestão do futebol do Grande Bicolor Amazônico, com a criação de uma comissão para gerenciá-lo, acabo acreditando que tem muito cacique e pouco índio, não dá prá fazer um filme, portanto, pois continua faltando alguém, no operacional, aquele que transforma os “belos discursos” em ações, em fatos, que os materialize; a exemplo, alguém sabe informar que é o auxiliar técnico do Lecheva? o cara está sofrendo da “solidão do técnico”, não tem com quem discutir/dividir as propostas e principalmente na hora do jôgo, na hora das tais mudanças, cadê o auxiliar? Mesmo assim, penso que ganharemos do àguia no jogo da volta e decidiremos com o maior rival o segundo turno da Parazão.
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Vejo que aqui no blogue, vez ou outra surge uns malucos do nada! Surge umas carniças, eu heim, vou te contar! Como o cara quer eleger o tal VALDANES do Aguia de Marabá, como o melhor jogador do campeonato, no máximo ele pode ser o melhor atacante da posição em que ele joga, no máximo.
O PSC, “sé” jogar em Belém contra o Aguia e Remo, o mesmo futebol que apresentou contra o Sporte Recife, eu não sei não! Penso que o placar será anormal pelo que já estamos habituados a ver frequentemente.
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Deve dar a lógica na fina deste Turno, RExPA.
Daí, é onde um monte de provocador vai engolir seco. Como têm provocadores de cada lado, a afirmação já é verdadeira.
Os resultados do fim de semana não foram ruins, longe disso.
Quanto ao REMO não ser exigido, isso é fruto de postura tática. Levou um gol no final, ao meu ver ilegal, pois a bola saiu pela linha de fundo. Mas não sou aguiano e não vou ficar chorando pela arbitragem.
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Continuo torcendo muito para ter RExPA na final do segundo turno, pois os clubes precisam muito da renda desses jogos, sem falar que seria maravilhoso ver novamente remo e paysandu disputando um título.
Acho que a coisa tá mais fácil pro remo em virtude do adversário mais fraco que enfrenta, e por jogar pelo empate.
quanto ao papão a coisa tá mais difícil pois a gente não sabe o time que vai ver, se aquele da copa do brasil, que toca a bola sempre buscando o gol, ou aquele do parazinho, movido a base de chutões pra frente.
agora nesse jogo pra mim ficou bem claro pq o águia é muito dificil de ser batido lá em marabá: por causa do péssimo estado do gramado.
gente aquilo não é gramado é pasto. Perceberam que os caras rolam a bola mas ela chega pulando no parceiro? alie isso ao espaço reduzido do campo e está montado o cenário perfeito pro águia partir pro abafa.
e não vale dizer que o campo era ruim pros dois pois o águia já está acostumado a jogar naquele buraco. É como vc ir jogar na areia com um cara que já está acostumado. óbvio que vc vai perder o jogo.
Quanto ao papão penso que já está provado que o potiguar funciona melhor como homem de meio campo do que como atacante.
e o braian também não tem a menor condição de jogar no papão.
o lecheva tá só queimando o jairinho.
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Apesar de ainda ter chances, acho que o SF chegou no topo e no seu limite, e diga-se de passagem, chegou com louvor.
Já que estava à 11 anos sem disputar uma competição oficial.
Cabe ao remo zelar por sua tradição e ratificar sua clasificação para a final e ter o seu retorno garantido para o campeonato brasileiro.
Dou 80% de chance pra classificação azulina e apenas 20% pro SF.
Já o PAPÃO DA CURUZÚ, O REI DO FUTEBOL DA AMAZÔNIA, tem como seu maior adversário ele mesmo, por ser mal treinado, mal escalado e assim se tornando imprevisível, um dia joga bem, no outro joga mais ou menos e depois não joga nada, é um time sem padrão de jogo definido, até que boas peças, mas esbarra na desqualificação da sua comissão tecnica.
E sendo assim dou para o papão 60% e 40% pro Aguia.
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Olá Gerson, fala com o Guerreiro p/ colocar o Bola na Torre mais cedo, antes do Pânico, esse novo horário tá muito ruim.
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Amigos do Papão, tremei! Os dois últimos treinadores convidados do Bola na Torre se ferraram na mesma semana da entrevista: Valtinho e Cacaio. Como o Lecheva foi ontem… Espero que na decisão do campeonato, com o Leão na final, antes do jogo do Parque do Bacurau, convidem o Sinomar. Rs.
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Gerson ontem infelizmente o sono não me deixou assistir o Bola na torre, culpa do Pânico.
São por estas coisas que a Globo ainda é lider no Ibope, porque respeita os seus horários, eram 23:30 e no rodapé do programa ainda anunciáva mais uma nova panicat, aí peguei no sono e perdí o BNT.
Bem que vc poderia fazer um postzinho pra gente saber o que se passa pela cabeça do cabeça torta.
***Um santareno mandou um twitter pro Abner desafiando a FPF escalar 3 arbitros de Santarém pro jogo da volta do remo contra o SF.
São estas coisas que me tiram do sério!
Ora os arbitros representam o Pará e não só Belém, e no jogo de ontem o lance mais polemico foi pró SF.
O pro blema de muito nego que ainda pensam que estão disputando campeonato de pelada.
O Parazão pode não ser um primor de campeonato, mas o seu campeão se for bom pode ser até campeão do mundo.
Alô pessoal do interior vc estão sendo tão chatos que vcs estão provocando o maior fenômeno do futebol paraense, remista ficar a favor de bicolor e vice-versa.
Ora não chateia!!!
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Juca, quanto ao lance do gol do SF, só pelo que me foi possível assistir hoje pela TV (não pude assistir a transmissão do jogo), se fosse para apontar um jogador azulino que prestou significativa contribuição para o gol do adversário eu apontaria o Magno. Esteve com a bola à feição para dar um chutão para o mato (mesmo de pé direito, que não é o seu melhor) e não o fez. O Diego Barros alegou que o Magno teria sofrido falta. Não sei, não, fiquei em dúvida. O que sei é que se ele tivesse mandado a bola “pro mato” quando teve oportunidade talvez (TALVEZ) o Remo tivesse vencido.
Outra coisa que também me parece certa é que o treinador está focado… Não hesita em tentar fortalecer a defesa quando vê a temperatura e a pressão subindo. Já tinha feito isso na abertura do returno, lá mesmo em Santarém. Ontem, ele que já tinha entrado com o Sosa, não se furtou de lançar o Adenísio. Não o condeno. Afinal, a fragilidade defensiva do Remo é digna de nota. Além do que o ataque azulino não é daqueles que se possa transformar na melhor defesa.
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Emerson Bala fez corpo mole, se o Rodrigão estivesse desde o começo a história da partida seria outra, e o Balão Marabá ficou preso na marcação individual do Sosa. Remo jogou o tempo todo com 5 jogadores plantados atrás, cozinhando o jogo e fazendo cera técnica. Sobre o árbitro, o problema é o critério na marcação das faltas e até laterais, inverteu muito, não é ladrão, mas também não é um bom juiz de futebol.
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Tem gente que não gosta de ser realista, prefere ser surreal para acreditar que o Remo já e o virtual campeão regional, ainda tem muita água para rolar por debaixo da ponte. Como disce mais acima, se o PSC jogar com a mesma vontade e determinação que jogou contra o Sporte Recife, seguramente eu digo que não haverá adversário algum para superá-lo dentro de campo. O primeiro que irá sentir a pêia, será o time marabaense, o outro não irei nem mencionar o nome! Deixarei a critério de quem queira.
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