Amorim não é mais técnico do São Francisco

D’O Estado do Tapajós

A diretoria do São Francisco demitiu no inicio da noite desta segunda-feira, o técnico  Thiago Amorim, e o preparador  físico Roni Lameira. O motivo foi uma grave discussão  entre os dois ocorrida  na tarde desta segunda-feira, por terem opiniões diferentes sobre o cancelamento do treino  marcado para a tarde  desta segunda-feira no campo da AABB. Essa queda de braço entre os dois já  vinha acontecendo em outras ocasiões, com isso o presidente Edie Ribeiro  resolveu dar um basta na situação, fez uma reunião com a diretoria e o supervisor de futebol Alex Lins e foi decidido pela saída dos dois. Na manhã desta terça-feira, o presidente vai confirmar o auxiliar  Serginho e o preparador de goleiros Jorge Ney no comando técnico do Leão Tapajós , para o jogo decisivo contra o Remo no Baenão no próximo domingo, às 16h.

A coragem do senador Demóstenes

Por Altamiro Borges

O senador Demóstenes Torres – que deixou o DEM para evitar a expulsão da sigla, mas que, na prática, tenta abafar o escândalo da sua ligação com a máfia de Carlinhos Cachoeira – voltou a se pronunciar. Em artigo publicado originalmente no blog de Ricardo Noblat, hospedado no sítio da Globo, ele criticou o pacote anunciado nesta semana pelo governo Dilma de estimulo à economia. O artigo revela todo o cinismo do ex-líder dos demos e do ex-herói da mídia. O próprio Estadão, que tinha o político como fonte privilegiada, ironizou a caradura do senador, que postou um texto “dezessete dias depois de ter se recolhido ao silêncio diante das suspeitas cada vez mais graves de ligação com o empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira”.

A torcida da mídia

No texto, que também foi publicado em seu blog, “Demóstenes não faz nenhuma menção às suspeitas das ligações com Cachoeira nem sobre seu incerto futuro. Já sem partido (desfiliou-se do DEM para fugir à expulsão no mesmo dia 3 do pacote de Dilma), ele responderá a processo de cassação no Conselho de Ética do Senado”. O Estadão torce para que ele seja cassado rapidamente, sem maiores traumas.

O artigo, porém, revela que o senador está confiante na sua absolvição. Ele sabe que as denúncias contra ele podem respingar em políticos de vários partidos – principalmente no governador tucano Marconi Perillo, de Goiás. Além disso, ainda conta com as justificativas patéticas de alguns “calunistas” da mídia, que sempre nutriram um familiar relacionamento com o falso moralista.

Arquivo vivo e perigoso

Demóstenes Torres é um arquivo vivo. Diante do risco da cassação do seu mandato e mesmo da prisão, ele pode revelar os crimes cometidos pela direita nativa nos últimos tempos. DEM, PSDB e PPS talvez não resistissem às suas revelações. Já os veículos da mídia, em especial a revista Veja, poderiam ser levados ao banco de reús – como ocorre atualmente com o império midiático de Rupert Murdoch.

Daí a sua coragem, que beira o cinismo, em criticar o “pacote de bondades” da presidenta Dilma. Ele conhece bem seus cúmplices. Ele conversou, por telefone ou em jantares, com vários diretores, editores e “calunistas” da mídia demotucana. Ele ajudou a irrigar várias campanhas eleitorais da direita nativa.

Égua da camisa bonita, te dizer…

O lançamento vazou na internet horas antes, mas não estragou a grande festa promovida pelo Botafogo, na noite desta segunda-feira, em General Severiano, para apresentar sua linha completa de uniformes para a temporada 2012. A fornecedora de material esportivo é a Puma, que firmou contrato com o Alvinegro por três temporadas, em janeiro. O evento contou com a presença dos atletas do atual elenco, além de ex-jogadores com Paulo César Caju, Zagallo entre outros. Os modelos dos novos uniformes do Glorioso foram Loco Abreu, Antônio Carlos, Fellype Gabriel, Renato, Elkeson, Lucas Zen e Andrey. Eles apresentaram as três camisas do clube.

O mestre de cerimônia da noite foi o humorista Marcelo Adnet, alvinegro assumido, que conduziu todo o evento. O presidente da Puma no Brasil, Roberto Goldminc, também esteve presente, assim como toda a cúpula do Alvinegro e o presidente Mauricio Assumpção.

A estreia do novo uniforme vai acontecer domingo, no último jogo da Taça Rio contra o Boavista. Durante a temporada, o Botafogo jogou com um uniforme provisório feito pela própria Puma, sem marca da empresa.

A frase do dia

“Isso aí de que o Barcelona tem uma escola de futebol, que todo mundo joga igual, é tudo balela. É fase. O que eles ganhavam cinco, seis anos atrás? Nada. E o que vão ganhar daqui cinco, seis anos? Nada, porque Xavi, Iniesta, Messi e tudo mais vão parar de jogar”.

De Andrés Sanchez, diretor de Seleções da CBF.

É cada peça que me aparece, te contar…

 

Google cria óculos de realidade aumentada

Você se levanta da cama, coloca seus óculos e começa a ler seus e-mails. Consulta a agenda de compromissos do dia enquanto prepara o café e lê as notícias do jornal enquanto escova os dentes. No caminho do trabalho, vê as melhores opções de trânsito em tempo real. Tudo isso sem usar as mãos. Ficção científica? Não, se depender do Google. A gigante de tecnologia americana acaba de divulgar, em um post de sua rede social, o Google+, e em um vídeo no YouTube, ao qual você pode assistir abaixo, o Project Glass.

Eles estão desenvolvendo um óculos de realidade aumentada para facilitar as atividades do dia a dia, desde marcar um compromisso na agenda por comando de voz até tirar uma foto de algo interessante que você encontrou pelo caminho. Segundo os idealizadores do projeto no post de divulgação, ele foi tornado público para receber sugestões dos internautas. “Estamos dividindo essa informação agora porque queremos começar uma conversação e aprender de você valiosas contribuições”, diz o texto. “Então tiramos algumas fotos para mostrar como esta tecnologia pode se parecer e criamos um vídeo para demonstrar o que ela pode permitir que você faça.”

O co-fundador do Google, Sergey Brin (foto acima), foi visto utilizando um protótipo dos óculos de realidade aumentada da companhia, durante evento filantrópico em San Francisco (EUA). Em posterior entrevista a um site americano, Brin disse que o dispositivo, até agora, “só é capaz de se reiniciar”. (Da Folha de SP)

Paissandu e Santa Cruz brigam por Lineker

O jovem meia Lineker, que defendeu a Tuna no Campeonato Paraense deste ano, continua na mira do Paissandu para o Brasileiro da Série C. A diretoria chegou a oferecer salários de R$ 5 mil ao atleta, mas surgiu um impasse porque teria aparecido uma proposta superior, feita pelo Santa Cruz de Cuiarana (Salinas), cujo patrono é o senador Mário Couto (PSDB). (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Remo põe 29 mil ingressos à venda

A diretoria do Remo colocou à venda 29.200 ingressos para o jogo contra o Bahia nesta quarta-feira (21h45), no estádio Mangueirão, pela Copa do Brasil. Com 2.800 gratuidades, o público total da partida pode chegar a 32 mil espectadores. A arquibancada custa R$ 15,00 e a cadeira, R$ 40,00. Como o jogo não terá transmissão por TV aberta para Belém, a expectativa é de que todos os ingressos sejam vendidos. Postos de venda: Baenão, das 10h às 16h, até quarta; sede social da av. Nazaré; sede da FPF e Mangueirão.

Bola de Prata

Por Luiz Guilherme Piva

Não sei se era toda terça ou toda quarta.

Eu descia pedalando contra o vento e parava – o pedal no meio-fio – em frente à banca de revista. Nada no bolso ou nas mãos – era na caderneta do pai.

A Placar voltava comigo sob o sol, presa ao bagageiro, o peito apressado, cheio de alegria e cobiça. Velozes, ubíquos, os olhos se repartiam nas páginas com as fotos de craques, os esquemas de jogo, relatos, lances, cartas, histórias bonitas.

E gols.

As caras dos centroavantes, os braços dos torcedores, dentes, pernas, bandeiras, foguetes, o encapuzado, a fraude na loteria, os campeões de Sergipe, a escalação do Bordeaux. Liminha, Tião Abatiá, Iúra, Vasconcelos, Rio Negro, CEUB, Vantuir, Beijoca, Ramón de Carranza, Brandão, Pio, Perfumo, cores, gostos, tatos, fotos, nomes, a cabeça cheia de sonhos vãos.

Até pensei em crescer e jogar futebol. Ou escrever naquela Redação. Por que não? Não deu.

Depois, tudo cresceu, tudo mudou, o sol se foi, as escolas, os documentos, os amores. Hoje, ainda contra o vento e ainda o vazio no bolso e nas mãos, sigo vivendo.

(Mas nunca mais os mesmos olhos, nunca mais o mesmo sol, nunca aquela alegria, nunca de novo a Placar).

Em vão.

Semifinais em aberto

Por Gerson Nogueira

O Remo tinha tudo para vencer. Foi sempre organizado e determinado, e conseguiu marcar um gol no momento estratégico do jogo. Esqueceu apenas da velha lição de que o recuo exagerado em geral abre espaços ao adversário. Na base do abafa, o São Francisco passou os 15 minutos finais martelando em busca do empate.
Dedicou-se a cruzar bolas na área azulina até que uma delas acabou entrando. O empate, embora injusto, premiou o esforço e a persistência do Leão santareno. E, de quebra, manteve viva a briga para ir à final do turno.
Desde o começo, a partir do controle do meio-de-campo, o Remo assumiu as iniciativas e quase abriu o placar logo de cara, em lance rápido finalizado por Reis para defesa difícil do goleiro Jader. Ao longo do primeiro tempo, foram mais três chances (com Fábio Oliveira e Cassiano) para os remistas e uma para os donos da casa. 
Flávio Lopes distribuiu seu time com Juan Sosa de volante, mas frequentemente caindo para formar um trio de zaga com Diego Barros e Edinho. No meio, ficavam Jhonnatan, Reis e Magnum. Apesar da incessante movimentação dos dois primeiros, o ponto destoante era Magnum, ainda muito lento e sem recuperação.
Ainda assim, o Remo chegava sempre com quantidade e qualidade ao ataque, apoiado pelos laterais Tiago Cametá e Aldivan. Cassiano, outra vez, funcionou bem como homem de aproximação com a meia-cancha, mudando de posicionamento a todo instante e confundindo a marcação.
Do lado do São Francisco, as melhores investidas eram com Ricardinho, veloz e habilidoso, que não guarda lugar no ataque e parte sempre para cima dos zagueiros. Foi para ele o cruzamento de Maurian que quase resultou em gol santareno. A defesa jogava firme, mas não conseguia acertar a marcação sobre Reis, que chegou diversas vezes em condições de finalização.  
Depois do intervalo, os times voltaram sem grandes mudanças táticas, mas o Remo surpreendia pela presença no ataque. Teve duas oportunidades com Fábio Oliveira e Reis, mas o gol acabou saindo meio por acaso. Edinho escorou de cabeça um escanteio, aproveitando a indecisão dos zagueiros.
Quando parecia que o Remo ia matar o jogo explorando contra-ataques – Magnum teve excelente oportunidade, mas chutou longe –, veio a reação desesperada do São Francisco. Confuso nas saídas para o ataque, ressentindo-se da má atuação de Balão Marabá, o time optou por dois atacantes fortes, Léo Oliveira e Rodrigão, para disputar pelo alto com os beques do Remo. Acabou dando certo.
Enquanto Flávio Lopes botava Adenísio e sacrificava Cassiano, seu principal atacante, o São Francisco ia com tudo para a frente, sem guardar posição ou fazer jogadas de infiltração. Apenas lançava bolas na área. Em duas ocasiões, o gol quase saiu depois de falhas dos zagueiros. No terceiro cruzamento, já aos 45 minutos, a bola foi rebatida na pequena área e sobrou para Rodrigão finalizar.
Pareceu um castigo, e foi mesmo. Cuidados excessivos acabam sendo punidos pelos deuses da bola. O Remo fez o gol e desprezou o fato de que o São Francisco é um time que luta sempre até o fim. 
 
 
O Paissandu podia ter saído de Marabá com um resultado até pior, no sábado à tarde. A vitória do Águia, em gol de Flamel aos 5 minutos do segundo tempo, desenhou-se desde o primeiro tempo. Mais sólido, o time marabaense jogava como joga sempre no Zinho Oliveira, atacando forte e defendendo-se com segurança.  
Os bicolores pareciam meio de ressaca depois da grande vitória do meio de semana sobre o Sport no Mangueirão. E, obviamente, sentiam falta no ataque de um jogador com as características de Rafael Oliveira. Sem ele, Adriano Magrão voltou a ser o jogador previsível e pouco perigoso que tem sido no Parazão.
Tiago Potiguar também não reeditou o bom jogo da quarta-feira, mas parecia fora de sua característica mais expressiva, que é a condução de jogo a partir do meio-de-campo. Como segundo atacante, vira presa fácil para a marcação.
Apesar do triunfo do Águia, a atuação das equipes deixa no ar a certeza de indefinição total na decisão da vaga de finalista. O placar não permite tranqüilidade aos marabaenses e dá aos bicolores esperanças reais de reverter em Belém.
Mas, sem dúvida, o técnico Lecheva tem mais trabalho pela frente. Terá que dar um choque de realidade em sua equipe. Não dá para ficar com a cabeça dividida entre campeonato estadual e Copa do Brasil. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 09)