Rogério Ceni não é mais o técnico do Flamengo. Através das redes sociais do clube, a diretoria rubro-negra comunicou na madrugada deste sábado (2h46) a demissão do treinador. A partir de agora, segundo especulações da imprensa carioca, Renato Gaúcho passa a ser prioridade como substituto. Maurício Souza dirigirá a equipe contra a Chapecoense, domingo no Maracanã, pela 11ª rodada do Brasileirão.
“O Brasil está, desde 2019, sob um governo cuja cúpula é formada por criminosos perigosos: mafiosos gananciosos, sociopatas e sicários sem qualquer apreço à vida das pessoas de fora de suas “famiglias” ou das pessoas que atrapalhem seus negócios sujos”.
Rejeição ao governo do presidente Jair Bolsonaro chegou a 51% segundo o último levantamento do instituto de pesquisa. O resultado é o pior registrado desde o início do mandato em 2019. A pesquisa foi feita presencialmente nos dias 7 e 8 de julho com 2.074 pessoas acima de 16 anos em 146 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.
Na estreia do novo técnico, o Remo afundou ainda mais na Série B ao perder em casa para o Vila Nova-GO. Ainda tem um jogo a menos, mas o desempenho é pífio, muito abaixo do esperado. Ganhou sete pontos em 24 disputados e completou sete jogos sem vitória. A derrota acentuou a crise técnica e ampliou a aflição que domina o clube, da diretoria à torcida.
Não é para menos. Felipe Conceição assumiu a equipe, mas nem isso fez com que o time mostrasse capacidade de reação. Além de todos os problemas já amplamente conhecidos, a partida de ontem revelou um Remo sem vibração, pouco intenso e que transmitiu desamparo em vários momentos.
O mais grave é que o adversário não é dos melhores da competição. Está no bloco intermediário, tem mais ou menos o mesmo nível do Remo, mas sabia o que estava fazendo, a exemplo do Sampaio Corrêa há duas rodadas.
Desde os primeiros movimentos, com a lentidão prevalecendo na troca de passes, o Remo não ameaçava, não metia medo. Algo anormal, pois em casa os azulinos sempre foram temidos e respeitados. Nos 45 minutos iniciais o time não conseguiu dar um chute a gol.
Respeitava em excesso um oponente que trocava passes e fazia passar o tempo, claramente satisfeito com o 0 a 0. Ainda assim, coube ao Vila a melhor chance do primeiro tempo, em belo arremate cruzado de Kelvin, que exigiu de Vinícius uma defesa arrojada.
Com Renan Gorne e Dioguinho trombando com a zaga goiana, sem a aproximação dos meio-campistas e com os laterais presos na marcação, a bola raramente chegava com perigo à área do visitante. Cruzamentos eram tentados, mas sem direção ou na cabeça dos zagueiros.
Veio o segundo tempo e, logo de cara, Alesson recebeu na área e bateu cruzado em direção ao gol. Kevem salvou junto ao poste. Felipe custou a mexer – demora justificada pela falta de opções para o meio e o ataque – e o time cansou. Aumentou a média de passes errados, enquanto o Vila administrava a posse de bola sem maiores sobressaltos.
Por volta dos 20 minutos, começaram as substituições. Em sequência, saíram Uchoa, Renan Gorne, Tiago Ennes, Dioguinho e Erick Flores. Entraram Pingo, Tiago Miranda, Wellington Silva, Artur e Wallace.
Mudou a dinâmica, o time passou a trocar mais passes rasteiros e a investir em infiltrações. Gedoz mandou um chute rente à trave. Depois, Tiago bateu cruzado e Georgemy encaixou no canto, aos 30 minutos. Foi o primeiro disparo certo do Remo em direção ao gol no jogo.
Antes que as mudanças fizessem algum efeito, um escanteio para o Vila resultou no único gol da partida. Aos 35’, o zagueiro Rafael Donato saltou mais que a zaga e cabeceou sem chances para Vinícius.
Logo em seguida, com todos no ataque, o empate quase saiu. Lucas Siqueira fez sua melhor aparição no jogo, cortou um zagueiro e cruzou para Wallace. Pressionado pela defesa, o atacante cabeceou por cima.
Aos 43’, a grande chance azulina: Artur cruzou da direita, a bola atravessou o campo e caiu nos pés de Igor Fernandes, que bateu forte, à meia altura. O iluminado Donato cortou antes que a bola chegasse ao gol.
As últimas articulações do Remo na partida mostraram mais consciência e apuro nas jogadas, talvez pela presença de três jogadores vindos da base – Wallace, Pingo e Tiago Miranda, todos com boa participação.
Essa discreta melhora não foi suficiente para mudar a história do jogo. E, a bem da verdade, o Remo não exibiu em nenhum momento aquele brilho inconfundível de quem está destinado a vencer. Resta agora a Felipe Conceição um árduo e desafiador caminho pela frente.
Passa em branco a data mais triste do futebol brasileiro
Fiquei observando a reação dos veículos nacionais, ontem, na expectativa de alguma reportagem nostálgica sobre aquele 7 a 1 de sete anos atrás, no Mineirão. Nem sinal. A derrota para a Alemanha, mega e insuperável vexame, foi intencionalmente varrida para debaixo do tapete, aquele tipo de acontecimento que todos fazem questão de não lembrar.
O gesto pode ser compreensível, revelador da vergonha daquele jogo horroroso. Comandada por Felipão, a Seleção da CBF levou uma surra histórica, construída impiedosamente ainda nos primeiros minutos.
Ninguém, por mais que a mídia tente, vai esquecer aquela tarde-noite de pesadelo, nem das lambanças de David Luiz, Dante, Luiz Gustavo, Bernard, Fernandinho, Fred e Hulk, principalmente. Mal escalada, agarrada àquela bobagem mística de “família Scolari”, a Amarelinha foi vilipendiada e sofreu seu pior ultraje.
O meio-campo era tedioso, como hoje, quando Tite insiste no perfil de encantador de serpentes, sem acrescentar vida inteligente a um setor que sempre foi latifúndio nacional irremovível.
Alguns esquecem, mas foi amparado em meio-campistas imortais – Didi, Zito, Gerson, Clodoaldo, Rivaldo – que o Brasil dominou o mundo e levantou cinco canecos, marca até hoje insuperável.
Que a experiência aterradora de 2014 e a pasmaceira arrogante de 2018 sirvam de lição à Seleção de Tite, contribuindo para que a equipe tenha um mínimo de ânimo criativo contra os velhos rivais argentinos nesta final de Copa América, amanhã à noite, no Maracanã.
É bom não esquecer que Lionel Messi, ainda o melhor do planeta, demonstra imensa vontade de levar essa taça. Para isso, parece disposto a superar o Brasil de seu amigo Neymar em nome de uma conquista que ele deve à torcida argentina e a si mesmo. A maneira indômita como se lançou ao jogo contra os carniceiros colombianos confirma isso.
Aliás, como a decisão será no Maracanã, cabe lembrar que foi lá que Messi quase conseguiu alcançar feito tão ambicionado, naquele mesmo mundial que nos legou constrangimento eterno.
(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 09)
O genocida ameaça ao dizer que não haverá eleição se não for como ele quiser.
O Garganta Rasa volta a ameaçar, acuado, denunciado, em queda vigorosa nas pesquisas, cada vez mais isolado no Brasil, cada vez mais pária no mundo civilizado.
Ignorante, orgulhoso de jamais ter lido um livro, desconhece o que Getúlio Vargas chamava de “guampada de boi manso”. Garganta Rasa não assusta mais ninguém.
Destruiu tanto que o que restou de apoio são escombros, gente desqualificada entre empresários desonestos, fraudadores, comunicadores vendidos, tristemente expostos em atos de bajulação explícita, políticos gananciosos do centrão e redondezas e fundamentalistas ignorantes, uma redundância.
Cabos eleitorais de pescoços grossos, bíceps grandes e cérebros raquíticos repetem as bazófias do Garganta Rasa, prontos para a luta.
PMs indisciplinados, provocadores infiltrados, imaginam entrar em cena para não deixá-lo só, sem se dar conta que não contam, tão poucos são.
Dê o golpe, Garganta Rasa!
Chame as Forças Armadas e ordene que fechem o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal, calem a imprensa independente, e, não se esqueça, matem os tais 30 mil que há tanto tempo lhe incomodam — se é que alguns deles não estão entre os 530 mil que seu governo genocida e corrupto já matou.
Comece por Fernando Henrique Cardoso, é claro!, este perigoso agente do comunismo internacional (desculpe, ex-presidente, ser herói com seu pescoço…). Só não deixe o golpe a cargo do general Eduardo Pazuello, porque aí será um convite ao fracasso.
Winston Churchill dizia que a guerra é assunto sério demais para deixar nas mãos dos militares, por isso melhor será encomendá-lo ao ministro Paulo Jegues, aquele que tem a fórmula para acabar com a fome no Brasil — assim como o Garganta Rasa sabe que para diminuir a poluição basta ir menos ao banheiro, com o que ameniza-se, também, a crise hídrica.
Demorou, Gargantão, mas o país acordou para o maior erro já cometido em mais de 500 anos de existência. E nem mais o bufão de cabelo amarelo está na Casa Branca para deixá-lo brincar de golpe.
Mas é capaz que os próximos passos da história lhe deem razão e não aconteça eleição em 2022. Com o seu nome nela, bem entendido, ou fora do segundo turno, porque não o atingirá, ou até mesmo no primeiro, porque o impeachment chegará antes.
Nesta segunda hipótese, é provável que possa ver a contagem dos votos colhidos pelas urnas eletrônicas de dentro da cadeia, porque rachadinha é crime, dar guarida a milicianos é crime, ameaçar a democracia é crime, não necessariamente nessa ordem.
Enfim, fica aqui o desafio, a provocação de alguém desarmado, incapaz de dar um tiro: dê o golpe! O tiro lhe sairá pela culatra como coice na nuca, Cavalão!
66% dos entrevistados pelo Datafolha na pesquisa divulgada hoje pelo instituto consideram que Jair Bolsonaro respeita os mais ricos, enquanto apenas 16% acham que ele respeita os mais pobres.
No levantamento, a rejeição a Bolsonaro bateu recorde: 51%, 6 pontos de alta em relação à pesquisa anterior.
57% acham o presidente “pouco inteligente”. 55% dizem que é “falso”. 66% que é “autoritário”. E 62% que é “despreparado”. 58% que é “incompetente” e 52% que é “desonesto”.
O presidente mantém 24% de apoio, queda de 6 pontos.
Foi falando a seus apoiadores que hoje, em sua tradicional live, Bolsonaro afirmou que “caguei para a CPI”, completando que não vai responder à carta enviada a ele pelos senadores Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros.
Os integrantes da CPI perguntaram ao presidente se ele confirma ou não as declarações do deputado bolsonarista Luís Miranda (DEM-DF), que visitou Bolsonaro para denunciar suposta corrupção na compra da vacina Covaxin e ouviu do mandatário que o esquema seria do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), ex-ministro da Saúde e prócere do Centrão.
O deputado Miranda já sugeriu que, se for contestado por Bolsonaro, tem como provar que o presidente está mentindo, levantando suposições de que o encontro teria sido gravado.
A ênfase dos governistas hoje na CPI foi defender Roberto Dias. O senador Marcos Rogério, que se destaca nas sessões pela defesa do governo, disse que não se pode pré-julgar Dias, apesar dele ter sido demitido do governo sem direito de defesa.
Dias teria preparado um dossiê contra o governo depois da demissão e enviado ao irmão, que mora na Espanha.
Em seu depoimento, que acabou em prisão, ele fez acusações a Elcio Franco, braço-direito do ex-ministro general Pazuello.
A CPI suspeita de uma disputa entre dois grupos dentro do governo pelo “privilégio” de intermediar a compra de vacinas, a turma de Ricardo Barros de um lado e o chamado “Centrão fardado” de outro.