Rogerinho deve fazer mudanças no Papão para enfrentar o Boa

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Rogerinho Gameleira tem novamente a incumbência de tirar o Paissandu do buraco e dar a volta por cima na Série B. Experiente nesse tipo de missão, o técnico interino mostrou tranquilidade ao assumir a equipe para o jogo desta noite contra o Boa Esporte, no estádio da Curuzu.

No elenco, sobram elogios ao profissionalismo e capacidade de Rogerinho. Vários jogadores se manifestaram, deixando claro que têm por ele o mesmo respeito que tinham por Marcelo Chamusca.

Mesmo com pouco tempo para arrumar o time, depois do empate de sábado (0 a 0) diante do Juventude, Rogerinho deve promover algumas modificações em relação à equipe que Chamusca vinha utilizando.

O provável time para a partida contra o Boa é: Emerson; Lucas Taylor, Perema, Lombardi e Peri; Wesley, Ricardo Capanema, Jonathan e Diogo Oliveira; Bergson (Wellinton Jr.) e Daniel Amorim. O jogo começa às 23h30, na Curuzu.

Podia ter sido pior

POR GERSON NOGUEIRA

Para quem levou um gol aos 3 minutos do primeiro tempo, perdeu um jogador aos 21 minutos e tomou outro gol a um minuto da etapa final, o Remo até que não se saiu tão mal ontem à noite em João Pessoa-PB. Na verdade, saiu foi no lucro. O desastre que se desenhou em cores agudas no começo do 2º tempo foi parcialmente contido, o time conseguiu descontar e ainda teve chance de empatar nos instantes finais.

A derrota por 3 a 2 retratou o que foi o jogo. O Remo nem teve tempo de se distribuir em campo e já sofreu um gol. Falha da zaga, com destaque para Igor João, que tocou a bola para as redes azulinas.

Quando buscava se reequilibrar para partir para o empate, outro baque. Aos 21 minutos, depois de a jogada ter sido interrompida pelo árbitro, Tsunami acertou um adversário e mereceu o cartão vermelho direto. Aliás, foi o jogador mais elogiado por Oliveira Canindé nos treinos justo por encarnar o espírito de raça e destemor. Parece haver entendido tudo errado.

Sem combate no meio de campo, pois João Paulo apenas cerca e distribui passes laterais, o Remo ficou à mercê das investidas do Botafogo, com Rafael Oliveira puxando as manobras de ataque.

No final do 1º tempo, cruzamento de Eduardo Ramos bateu na mão de um zagueiro que estava caído e o árbitro deu pênalti. Deu a impressão de compensação pela expulsão sumária (e merecida) de Tsunami. Nino Guerreiro bateu e o Remo empatou, para surpresa geral àquela altura.

Canindé finalmente resolveu recompor a marcação trocando Mikael por Ilailson. Nem bem a bola rolou e o Remo repetiu o apagão do início da partida, cedendo o desempate logo a 1 minuto do segundo tempo.

Veio então um domínio total botafoguense, que culminou com o gol de Roger Gaúcho ampliando para 3 a 1. Rafael Oliveira ainda mandou uma bola na trave azulina, mas o Botafogo parecia satisfeito e acomodado.

O castigo viria logo a seguir com Igor João redimindo-se da falha anterior. Com 3 a 2 no placar, o Remo foi buscar o empate. Só não conseguiu porque a desorganização falou mais alto. Além disso, seu principal jogador, Eduardo Ramos, estava extenuado e Edgar havia sido substituído.

Apesar dos problemas, aos trancos e barrancos, o empate esteve ao alcance da mão. Aos 42’, após escanteio, o zagueiro Leandro Silva escorou livre na pequena área, mas o cabeceio saiu à direita. Era a bola do jogo.

Com situações tão atípicas, a confusa atuação remista não pode nem ser debitada na conta do técnico estreante. Quando mexeu na equipe, acertou a mão – mais do que vinha fazendo seu antecessor. Pesou muito também contra o Remo a má jornada de Vinícius (falhou em dois gols), Léo Rosa, Igor, João Paulo e Mikael. Tirando prós e contras, o resultado nem foi tão ruim assim.

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Reação nas mãos de Rogerinho, de novo

Sempre que Rogerinho Gameleira assume o leme no Papão as coisas costumam melhorar, antecipando reações positivas em meio à turbulência. Foi assim nas últimas três ocasiões em que ficou como interino, substituindo técnicos que deixaram o clube.

Da última vez, comandou a vitória mais emblemática do time na Série B 2017, superando o Criciúma por 3 a 0 dentro da casa do adversário. Uma atuação digna de uma equipe bem estruturada, revelando os méritos de um comandante que muitos insistem em achar que não está pronto ainda.

O fato é que poucos conhecem tão bem as entranhas do Papão quanto o ex-volante. Grande vencedor como jogador do clube, Rogerinho vem se preparando para responsabilidades maiores. E tem em seu favor números que permitem acreditar em nova guinada importante, tirando a equipe de uma sequência extremamente negativa na competição.

De uma coisa todos têm certeza: com Rogerinho, os melhores (ou menos piores) do elenco serão escalados.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 20)

Botafogo-PB x Remo – comentários on-line

Campeonato Brasileiro da Série C 

Botafogo-PB x Remo – estádio Almeidão, João Pessoa-PB

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Na Rádio Clube, Valmir Rodrigues narra, Carlos Castilho comenta. Reportagens – Paulo S. Pinto, Saulo Zaire. Banco de Informações – Fábio Scerni

Fiel virou as costas para o time

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O jogo Paissandu x Juventude, sábado à tarde, no estádio Jornalista Edgar Proença, teve renda de R$ 61.240,00, com público pagante de 1.660 pessoas (sócios bicolores: 2.492). Com as gratuidades (1.300), o público total presente ao estádio foi de 5.452. Foi uma das menores plateias do Papão na Série B. (Foto: WAGNER SANTANA/DIÁRIO)

O passado é uma parada

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Time de basquete do Remo campeão nos anos 40/50, com Rodrigues Alves, Edyr Proença, Wright, Oswaldo Trindade, entre outros grandes jogadores. (Arquivo: Edyr Augusto Proença) 

Um empate amargo

POR GERSON NOGUEIRA

Incapaz de superar a forte retranca do Juventude, sábado à tarde, o Papão se conformou com o empate sem gols, completando quatro jogos seguidos sem vitória na Série B. O tropeço aprofundou a crise, forçou a saída do técnico Marcelo Chamusca e fez o time – que já esteve na liderança do campeonato – cair para a 10ª colocação.

Desde os primeiros minutos, o jogo adquiriu um panorama que não mudou até o final. O Papão tinha a posse de bola e atacava muito, mas não conseguia ultrapassar as duas linhas de marcação montadas por Gilmar Dal Pozzo. O Juventude se mantinha atrás, sem se expor a maiores riscos e fazendo de vez em quando uma investida em contra-ataque.

Mesmo com essa postura cautelosa, o time gaúcho teve mais chances de gol no 1º tempo. O centroavante Tiago Marques esteve perto de marcar aos 12, aos 15 e aos 40 minutos. Na melhor oportunidade, ficou cara a cara com Emerson, mas pegou mal na bola, que saiu à esquerda da trave.

De sua parte, o Papão se atrapalhava nas próprias pernas. Apesar de ter campo livre para tocar a bola até a intermediária adversária, errava muitos passes e finalizações. Diogo Oliveira, encarregado de armar as jogadas, só apareceu no jogo ao disparar de fora da área, aos 22 minutos, fazendo o goleiro Mateus espalmar para escanteio. Depois disso, sumiu de novo.

Com cinco baixas importantes (Felipe Gabriel, Leandro Carvalho, Rodrigo Andrade, Augusto Recife e Wellinton Jr.), Chamusca foi obrigado a mexer na estrutura da equipe e optou pelas mudanças erradas. No meio-campo, por exemplo, preferiu Renato Augusto, pouco dinâmico, a Jonathan, que tem boa presença ofensiva.

Manteve Marcão na frente, com Bergson mais recuado. Como esperado, o artilheiro da equipe na temporada se movimentou pouco, sem arriscar nenhuma finalização. Já o centroavante completou oito jogos sem balançar as redes e teve atuação discreta. Sua participação mais destacada foi aos 25’ da etapa final quando desviou de cabeça e a bola quase entrou. O problema é que o cabeceio foi contra a trave bicolor.

No afã de sufocar, Chamusca chegou a ter quatro atacantes em campo – Bergson, Marcão, Daniel Amorim e Lucas Taylor. O mais produtivo foi Lucas, que buscou a linha de fundo e cruzou com perigo duas vezes. A insistência era inócua porque o repertório se resumia a cruzamentos, facilmente neutralizados pela zaga e pelo goleiro do Juventude.

Como o time não elaborava jogadas, o gol quase veio em lances fortuitos. Após rebote, Perema mandou a bola no travessão. Minutos depois, a bola resvalou no zagueiro e passou rente à trave de Mateus. Talvez para dar um toque de emoção à partida, o goleiro do Juventude soltou uma bola na área, aos 45’, mas Daniel Amorim não chegou a tempo para aproveitar.

No fim das contas, um resultado que só foi festejado pelo visitante, que veio a Belém disposto a não perder e cumpriu bem o plano de jogo. O Papão confirmou as piores impressões deixadas nas rodadas anteriores: um time frágil no meio-campo e inofensivo no ataque. Chamusca, contestado pela torcida, sai sem conseguir montar um time razoavelmente confiável. (Fotos: WAGNER SANTANA/DIÁRIO DO PARÁ)

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Sob nova direção, Leão quer surpreender o Belo

A rodada da Série C foi inteiramente favorável ao Remo. Os adversários diretos empataram seus jogos, permitindo ao time paraense seguir no G4 independentemente do resultado do confronto de hoje contra o Botafogo-PB, em João Pessoa. Caso vença, ficará na vice-liderança da chave.

Será a estreia de Oliveira Canindé como técnico do Leão. Nos treinos da semana, ele priorizou a marcação e as saídas rápidas para o ataque. Características que a equipe já mostrava sob o comando de Josué Teixeira, embora falhando na cobertura da zaga e nos avanços pelas laterais.

A estrutura ofensiva se mantém, com Eduardo Ramos na armação e Edgar e Nino Guerreiro no ataque. Contra adversário que joga ofensivamente, Canindé vai apostar no contra-ataque para chegar à vitória. A conferir.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 19)