Chamusca sai e o Papão inicia busca por novo técnico

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Horas depois de anunciar seu desligamento do Paissandu, Marcelo Chamusca foi anunciado como novo técnico do Ceará, substituindo a Givanildo Oliveira, demitido na última sexta-feira. Chamusca não resistiu à pressão no Papão após quatro resultados negativos e pediu para ser liberado. Sua situação ficou insustentável depois do empate em casa, sem gols, com o Juventude, na tarde deste sábado. A

A queda vertiginosa de rendimento na Série B foi a principal causa da saída do técnico, que já vinha sofrendo questionamentos do torcedor desde a disputa da Copa Verde. Apesar de ter conquistado o título estadual, Chamusca foi sempre muito criticado pelas oscilações do time bicolor.

Segundo a diretoria do clube, a nova comissão técnica deve ser anunciada até amanhã. Alguns nomes são cogitados, inclusive o de Givanildo Oliveira, mas ainda não há uma escolha definida.

Primeiras impressões

POR GERSON NOGUEIRA

Oliveira Canindé assumiu o Remo há cinco dias e não teve tempo para modificar muita coisa no time que vem atuando na Série C. Suas primeiras providências, porém, chamam atenção denotam o acatamento de sugestões dos auxiliares – principalmente Agnaldo de Jesus – e a atenção aos atletas nativos. O primeiro sinal disso foi a opção por Jaime no ataque para o jogo contra o Botafogo-PB, nesta segunda-feira. Faria melhor ainda se substituísse Nino Guerreiro por Flamel ou Gabriel Lima.

A escalação de Igor João e Léo Rosa também reforça a boa impressão inicial. Tsunami era titular desde o começo da competição e tem lugar cativo na linha de marcação. Quanto ao setor de criação, Canindé deixou escapar um estilo mais conservador até que o de Josué Teixeira.

Declarou na sexta-feira, depois do coletivo do dia, que não pretende escalar no mesmo time Eduardo Ramos e Flamel. O técnico argumenta que ambos têm características semelhantes, o que é um erro costumeiro dos que analisam superficialmente os dois jogadores. Ramos e Flamel já jogaram juntos no time azulino e, longe de se anularem mutuamente, demonstraram que são complementares.

Aliás, um dos melhores momentos do Remo na temporada ocorreu justamente quando a dupla esteve em campo. Ramos organizava mais atrás e Flamel se posicionava próximo à linha de ataque. Não por acaso, quando ambos desfalcaram o Remo, ainda na Copa Verde, o time entrou em parafuso, acabou eliminado da competição e passou aperreios no Parazão.

Canindé terá tempo para burilar ideias e analisar individualidades, mas seria de bom tom que não cristalizasse um conceito tão conservador sobre os dois mais habilidosos jogadores do elenco. Sabe-se que a Série é, por natureza, um campeonato onde os esquemas de marcação prevalecem sobre propostas ofensivas. Vale mais se fechar para não perder do que arriscar a busca por uma vitória, principalmente em jogos fora de casa.

Ocorre que a maioria dos times abraça a causa retranqueira por não dispor de atletas capazes de criar jogadas e problemas para as defesas inimigas. Canindé tem Flamel e Ramos, que podem motivar a criação de um sistema que não sacrifique excessivamente a parte defensiva.

Outro aspecto que deveria balizar o trabalho do novo técnico remista, a partir de uma política determinada pela Diretoria, é a valorização de jogadores oriundos da base azulina, cuja exposição na vitrine da Série C pode ser de grande valia para futuras transações.

Esse cuidado se faz necessário para evitar que sejam priorizados jogadores importados de nível técnico ruim em detrimento de Gabriel, Jefferson, Lucas Vítor, Rodrigo, Sílvio e outros, que há muito tempo já deixaram de ser meras promessas. Sem oportunidades, não jogam e acabam esquecidos. Por isso, cabe aos gestores zelarem mais pelos interesses do clube, evitando erros do passado recente.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa, com a participação de Valmir Rodrigues e deste escriba baionense, a partir das 21h, na RBATV. Em pauta, a participação dos clubes paraenses nos campeonatos brasileiros das séries B, C e D.

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Uma novela esticada além da conta

A demora do Sampaio Corrêa em efetivar a transferência de Pimentinha é daqueles problemas criados para ensejar facilidades ou cobranças. De início, a liberação seria sem ônus, mas fontes do clube maranhense revelam que o negócio agora dependeria de valor a ser pago pela cessão do jogador, fato confirmado pelos repetidos erros na documentação. Enquanto isso, o Remo fica sem poder contar com reforço importante para o ataque.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 18)