A reabilitação adiada

POR GERSON NOGUEIRA
A esperada reação do Papão na Série B não veio na sexta-feira, apesar de um bom começo em Maceió. A derrota de virada empurrou o time para sua pior colocação no campeonato, bem próximo da classificação final na campanha de 2016 (15º lugar), e aviva as perspectivas de uma indesejável crise interna.
A sequência negativa de seis partidas é incômoda em qualquer situação ou torneio, mas é particularmente difícil de assimilar no âmbito de um clube de massa. Sem técnico desde que Marcelo Chamusca foi embora, o Papão carece agora de um fato novo, um choque capaz de alavancar a reação.
O jogo contra o CRB começou com tintas favoráveis. Aos poucos, porém, reapareceram os mesmos vícios coletivos e individuais das últimas rodadas. Depois do gol, marcado aos 3 minutos, sobreveio um breve período de empolgação.
E cabe dizer que o gol de Marcão era motivo mais do que suficiente para entusiasmar. O lance foi primoroso. Jonathan tocou de calcanhar para Ayrton, que avançou até às proximidades da área e cruzou na direção de Marcão. Mesmo pressionado por um zagueiro, ele tocou na bola e mandou no canto, sem defesa para Edson.
A rigor, foi o único acerto do Papão em todo o jogo. A partir dele, a estratégia consistiu em segurar o jogo e tentar controlar as investidas do adversário.
Quando a bola rolou no 2º tempo, o anfitrião exibiu outra postura. Confiante, passou a atacar com até cinco jogadores. Logo aos 4 minutos, em manobra pela direita, o ex-bicolor Edson Ratinho cruzou para o outro lado. Danilo Pires recebeu e mandou no travessão. No rebote, o mesmo Ratinho aparou de primeira. A bola foi no canto, passando sob os braços do goleiro.
Ao contrário do que havia feito o Papão no início da partida, o CRB de Dado Cavalcanti não se deu por satisfeito. Seguiu agredindo e chegou ao desempate 12 minutos depois. Um gol de zagueiro (Flávio Boaventura). Ele escorou um cruzamento do incansável Ratinho, principal nome do time alagoano. O cabeceio entrou no canto esquerdo.
Com a saída de Diogo Oliveira, o PSC perdeu o que restava de qualidade no meio-campo. Passou a apelar para chutões e ligações diretas. Rodrigo Andrade permaneceu no banco, enquanto Mandí, Lucas Taylor e Daniel Amorim entravam para fazer figuração.
É este time desconjuntado emocional e taticamente, despencando na classificação, que o futuro técnico vai encontrar. Ao contrário de outras passagens, Rogerinho não conseguiu operar nenhum milagre. E a vida nunca se mostrou tão dura para o Papão na competitiva Série B.
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Bola na Torre
Giuseppe Tommaso apresenta o programa, a partir das 21h, na RBATV.
Participações de Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião.
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Globo, FBI, MPF e o futebol enlameado
Artigo de Luis Nassif no Jornal GGN, publicado na quinta-feira, confirma as desconfianças sobre o papel engavetador do MPF nas investigações da conexão brasileira do esquema de corrupção na Fifa. Por aqui, a ação do FBI só não avança porque chegaria inevitavelmente nos arraiais da Globo, que domina há décadas o negócio futebol no Brasil.
Parceira de Ricardo Teixeira, a emissora sempre se locupletou dos esquemas pouco ortodoxos do ex-chefão da CBF. Para travar a investigação, fez valer seu poder político junto ao Ministério Público Federal, que até aqui não repassou ao bureau americano as informações que desvendariam as tramoias no país da bola.
A boa notícia é que a situação pode mudar nos próximos meses, desde que o novo procurador-geral não se curve aos tentáculos da super poderosa rede de TV.
(Coluna publicada no Bola deste domingo, 25)

Remo x Moto – comentários on-line

Campeonato Brasileiro da Série C 2017 – 7ª rodada

Clube do Remo x Moto Clube – estádio Jornalista Edgar Proença, às 18h

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Na Rádio Clube, Jones Tavares narra; Rui Guimarães comenta. Reportagens – Paulo Caxiado, Mauro Borges, Paulo Sérgio Pinto e Giuseppe Tommaso. Banco de Informações – Fábio Scerni 

O 45º aniversário de uma obra-prima

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Um clássico do cinema está completamento 45 anos de lançamento. Filme de cabeceira de milhares de cinéfilos pelo mundo, O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola  a partir de roteiro original de Mario Puzo, versa sobre o poder da lealdade no seio da família Corleone e na comunidade que gravita em torno dele. A história começa com o festivo casamento de Connie (Talia Share), a filha de Don Vito Corleone (Marlon Brando).

Durante a cerimônia, desenvolve-se um ritual à parte nos cumprimentos de parentes, conhecidos e vizinhos ao patriarca, que retribui cada pedido de benção com gestos e acenos carinhosos. Os demais filhos do chefão estão presentes: Sony (James Caan), o mais velho, e Fredo (John Cazale), o filho problemático.

O preferido de Don Vito é o filho mais novo, Michael (Al Pacino), que voltou como herói da II Guerra Mundial e não tem (ainda) envolvimento com a máfia. Porém, devido à incapacidade física do pai e o assassinato do irmão, acaba por assumir a liderança dos negócios da família, contrariando o que Corleone imaginava para o seu futuro.

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O filme se desenrola como uma ópera moderna, embalado pela belíssima trilha musical de Nino Rota, retratando hábitos e costumes dos velhos mafiosos. Tornou-se uma espécie de bíblia do gênero. Filmado em cores muito vivas, alterna momentos de dramática tensão com outros de profundo sentimento paternal, sempre pontuado por cenas de violência extrema. Os diálogos primorosos até hoje são citados pelos fãs mundo afora.

A obra-prima de Coppola daria origem a duas sequências, também dirigidas por ele e igualmente brilhantes. Os dois filmes seguintes foram protagonizados por Al Pacino, que desempenha os papéis mais importantes de sua premiada carreira.

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Marquinhos Santos é o novo técnico do Papão

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A diretoria do Paissandu confirmou, na manhã deste sábado, a contratação do técnico Marquinhos Santos. Ele assumirá o comando da equipe na próxima segunda-feira, após ser apresentado oficialmente. O técnico tem no currículo passagem pela Seleção Brasileira sub-15, onde conquistou o Sul-Americano em 2011. Passou também pela Seleção sub-17, com números pouco consagradores.

O santista de 38 anos também foi campeão paranaense com o Coritiba, sucedendo a Marcelo Oliveira. Foi lá que trabalhou com André Mazzuco, atual executivo de futebol do Papão. Marquinhos foi campeão também pelo Bahia e Fortaleza, mas tem no currículo o rebaixamento com o Figueirense.

Ele veio a Belém no começo da semana conversar com a diretoria, mas não aceitou inicialmente a proposta do clube, ficando de responder depois. A nova derrota do Papão no campeonato, ontem à noite para o CRB, fez o time cair mais algumas posições na classificação, o que apressou o acordo.

Marquinhos trará um auxiliar técnico, Edson Borges, tendo Ronny Silva como preparador físico principal. Sua apresentação está prevista para segunda-feira, às 15h, na Curuzu.