Joelson Nazareno Ferreira Cardoso (CBF 2) foi sorteado e será o árbitro do Re-Pa decisivo do primeiro turno, domingo, às 15h, no estádio Jornalista Edgar Proença. Considerado um dos melhores apitadores paraenses, Joelson comandou a semifinal entre Independente x Remo e foi o árbitro da estreia do Papão no Parazão contra o Paragominas, na Curuzu. Seus auxiliares no clássico serão Luís Diego Lopes e Lúcio Ipojucan Matos. O quarto árbitro será Djonaltan Araújo e o quinto, Dimmi Yuri Cardoso.
Mês: março 2016
PM promete esquema com 1 mil homens no Re-Pa

Foi apresentado na manhã desta quinta-feira, 3, em reunião no Batalhão de Polícia Ambiental, em Belém, o esquema de segurança que será montado pela Polícia Militar para a final do primeiro turno do Campeonato Paraense, entre Paissandu e Remo, neste domingo, 6. Ao todo, mil policiais militares participarão do esquema desde o Mercado de São Brás até o estádio Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão. Tanto a área interna quanto a externa do campo serão contempladas com o monitoramento da polícia.
Ajudarão a compor a operação homens da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam); de Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas (Rocam), cavalaria, tropa de choque, canil e guarda municipal, além da segurança privada organizada pelos próprios times.
“Estamos trazendo efetivo de cidades vizinhas para reforçar o esquema de segurança”, disse o chefe do Departamento Geral de Operações da PM, Sérgio Afonso. O Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) e o Batalhão Rodoviário também darão suporte ao jogo. A Polícia Civil disponibilizará uma delegacia móvel, que estará equipada para atender o cidadão que for ao estádio, e o Corpo de Bombeiros estará presente tanto com militares quanto ambulâncias.
Trânsito
O clássico, que mobilizará cerca de 25 mil torcedores, contará também com ação de fiscalização do Detran, que atuará no entorno do anel viário do Estádio Olímpico. Vinte e cinco agentes em sete viaturas e quatro motocicletas garantirão a organização e orientação de condutores e pedestres nesta área, em parceria com demais órgãos da Segurança Pública.
No domingo, não serão vendidos ingressos no Mangueirão e também não será permitido estacionar o carro dentro do estádio, só será liberada a entrada para o torcedor que comprar o ingresso do estacionamento antecipadamente. O Detran orienta que os motoristas estacionem seus carros nas avenidas Augusto Montenegro e Transmangueirão.
Walmero Costa, agente do Detran, ressalta que os veículos que estiverem estacionados irregularmente, impedindo a circulação de pedestres e veículos pela área, serão removidos ao parque de retenção e aplicadas as medidas administrativas, de acordo com o artigo 269, e multados de acordo com o artigo 181 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Na tarde desta quinta-feira, uma nova vistoria será feita pelos órgãos de segurança, no Estádio Olímpico, a fim de verificar as atuais condições físicas e estruturais do espaço para receber a partida da final do Parazão. (Com informações da Secom)
Estudantes negros quase triplicam no ensino superior no Brasil em 10 anos

Os jovens de 18 a 24 anos que frequentam ensino superior no Brasil somavam 58,5% do total de estudantes nessa faixa etária em 2014. O percentual é 25 pontos percentuais maior que o de dez anos antes. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que, em 2004, esse número era de 32,9%.
Os dados da pesquisa do IBGE foram calculadas com base no número de estudantes, e não no total de jovens – o que incluiria também os que não estudam. Apesar de o IBGE destacar a tendência de democratização do ensino superior nos últimos dez anos, os dados indicam que os estudantes brancos e da parcela mais rica da população ainda são maioria nas universidades do país.
De acordo a pesquisa, em 2004, 54,5% dos estudantes do ensino superior na rede pública pertenciam à parcela 20% mais rica da população brasileira – com renda média por pessoa da residência de R$ 2,9 mil. Dez anos depois, esse grupo ocupava 36,4% das vagas nas universidades públicas.
Já a proporção de estudantes pertencentes ao quinto mais pobre da população, com renda per capita média de R$ 192, era 1,2% em 2004 e chegou a 7,6% dos alunos de faculdades públicas em 2014.
“Além do contexto favorável à ampliação do ensino superior, proporcionado pelo aumento do nível educacional da população e pelas melhorias nas condições econômicas das famílias que liberam jovens para seguirem estudando, em vez de se dedicarem exclusivamente ao trabalho, a democratização do acesso ao ensino superior foi estimulada por uma série de políticas públicas”, diz o texto da pesquisa.
Em 2004, 16,7% dos estudantes pretos e pardos com 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior, segundo a pesquisa, número cresceu para 45,5% em 2014. Apesar do aumento, os negros não chegaram a atingir o percentual que estudantes brancos já apresentavam em 2004: 47,2%. Para esse grupo, o aumento verificado nos últimos dez anos fez com que 71,4% dos estudantes brancos de 18 a 24 anos estivessem na universidade.
O percentual de estudantes jovens que cursam no nível superior já era maior entre as mulheres em 2004, e a distância se ampliou com um crescimento mais acelerado que elevou o percentual a 63,3% em 2014. Para os homens, o percentual chegou a 53,2%.

A alta no percentual de estudantes cursando nível superior aconteceu em todas as regiões brasileiras, que continuam a apresentar patamares desiguais. No Sul, a proporção subiu de 50,5% para 72,2% no período pesquisado, enquanto no Norte, o percentual subiu de 17,6% para 40,2%. O maior crescimento, de 29,1 pontos percentuais, foi verificado no Nordeste, onde a proporção passou de 16,4% para 45,5%.
Jovens que só estudam
O IBGE também comparou dados sobre a dedicação dos jovens ao estudo. O número de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos que estuda e trabalha ao mesmo tempo caiu na década pesquisada. Em 2004, 22,6% das pessoas nessa faixa etária se dedicavam às duas atividades, proporção que chegou a 17,3% em 2014.
Como o grupo de jovens que não estuda nem trabalha se manteve praticamente estável, respondendo por cerca de um quinto da população de 15 a 29 anos, o IBGE destacou o crescimento no número de pessoas que se dedicam exclusivamente aos estudos, que subiu de 59,3% para 67%. “É uma informação relevante e muito boa. Quando o jovem pode se dedicar de forma mais plena ao estudo, espera-se que ele tenha melhor rendimento e compreensão”, diz a pesquisadora do IBGE Cintia Simões.
Nos dez anos pesquisados, o número de pessoas entre 20 e 22 anos que terminaram o ensino médio ou níveis de ensino superiores também cresceu. Na população geral, esse número aumentou de 45,5% para 60,8%, sendo mais expressivo entre negros que brancos.
Entre os pretos e pardos, o percentual da população nessa faixa etária que concluiu o ensino médio chegou a 52,6%, percentual menor do que já era constatado para brancos em 2004 (57,9%). Em 2014, os 71,7% dos brancos nessa faixa etária tinham terminado o ensino médio. (Com informações do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades)
Curiosidades da Vaza Jato

Remo é o 4º no ranking de público dos estaduais

Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Internacional, Sport e Coritiba são os clubes do Campeonato Brasileiro da Série A que lideram o ranking de público dos seus Estaduais. As três primeiras colocações são de clubes do Brasileirão. O Corinthians lidera com ampla folga. O Timão, dono da melhor marca durante a temporada, ostenta média de 29.796 pagantes no Paulistão. O Cruzeiro, por sua vez, lidera o ranking do Estadual Mineiro com 14.707 torcedores. Já o Fluminense fecha o Top 3 com média de 11.120 fãs no Cariocão.Além do trio, apenas Remo (10.581) e Itumbiara (10.198), líderes de público no Paraense e no Goianão, respectivamente, ultrapassam a marca de dez mil apaixonados.
O Internacional aparece no 6º lugar com média de 9.667 pagantes. Dois lugares abaixo está o Sport (7.660). Entre os clubes do Brasileirão que lideram os rankings dos Estaduais, o Coritiba é aquele que ostenta a menor média (6.329).
Enquanto isso, os Estaduais da Bahia e de Santa Catarina, que poderiam ter um líder da Série A, apresentam clubes da Série B na 1ª colocação. O Bahia lidera o ranking baiano com média de 6.743 apaixonados, enquanto o Joinville é o melhor colocado em Santa Catarina (4.996). Vitória, Chapecoense e Figueirense são os representantes destes estados na Série A.
O Sr. Goool é o único site que acompanha o público pagante, assim como as rendas bruta e líquida de todos os Estaduais. Valorize o trabalho do Sr. Goool e divulgue os rankings entre seus seguidores.
Confira o ranking com os líderes de público dos Estaduais:
2 – Cruzeiro-MG – 14.707
3 – Fluminense-RJ – 11.120
4 – Remo-PA – 10.581
5 – Itumbiara-GO – 10.198
6 – Internacional-RS – 9.667
7 – CSA-AL – 9.403
8 – Sport-PE – 7.660
9 – Bahia-BA – 6.743
10 – Botafogo-PB – 6.676
11 – América de Natal-RN – 6.340
12 – Coritiba-PR – 6.329
13 – Joinville-SC – 4.996
14 – Moto Club-MA – 4.979
15 – Ceará-CE – 4.005
16 – Confiança-SE – 3.986
17 – Gama-DF – 3.156
18 – Corumbaense-MS – 1.973
19 – Ríver-PI – 1.619
20 – Dom Bosco-MT – 1.264
21 – São Mateus-ES – 1.023
22 – Galvez-AC e Rio Branco-AC – 600
Grêmio goleia LDU na Arena
No sufoco, Corinthians vence Santa Fé
Capa do Bola – quinta-feira, 03

Rock na madrugada – Queens Of The Stone Age, 3’s & 7’s
Troféu C13 destaca Emerson

POR GERSON NOGUEIRA
Protagonista da semifinal entre Papão x Águia, o goleiro Emerson despontou como o grande destaque da primeira parcial de apuração do Troféu Camisa 13, apontado como o craque da competição no turno inicial. Não é comum que um goleiro obtenha tanta projeção. Normalmente, atacantes e meias detêm esse privilégio. É claro que contribui bastante para essa votação o prestígio desfrutado pelo guardião junto à torcida alviceleste, principalmente depois da excelente participação na Série B 2015.
Seguro, tranquilo e econômico nas intervenções, Emerson só vem colecionando elogios nesta passagem pelo Papão. Curiosamente, quando chegou ao clube, era reserva de Andrey, que chamava mais atenção pela máscara protetora, remetendo ao goleirão Peter Cech, então no Chelsea (hoje defende o Arsenal).
Com o passar do tempo, ficou claro que Emerson era o melhor goleiro do elenco e a titularidade veio naturalmente, consolidando-se ao longo de todo o Brasileiro com performances convincentes, não raro salvando o Papão de situações desconfortáveis.
Neste Parazão, Emerson manteve o nível de regularidade, apresentando-se sempre muito bem desde a estreia contra o Paragominas. Na segunda rodada, em Tucuruí, foi decisivo no primeiro tempo ao evitar que o Independente chegasse. O Papão venceu, mas o goleiro foi o craque da partida.
Em Santarém, diante do São Raimundo, apesar da grande apresentação da equipe e da goleada final, Emerson também pontificou com duas belas defesas quando o jogo ainda estava empatado em 0 a 0. Finalmente, diante do Águia, o goleiro esteve firme nos 90 minutos e garantiu a classificação ao defender dois chutes na série de penalidades.
Na tabulação dos votos por posição, Emerson aparece como o mais votado (460 votos), sendo que Fernando Henrique, do Remo, também mereceu votação expressiva – 347 votos. Na premiação do craque da competição, Emerson recebeu 243 votos e Flamel (segundo colocado) teve 201.
Como a premiação mais tradicional do esporte paraense segue à risca a vontade do torcedor, o time escalado é o seguinte: Emerson (PSC); Christian (PSC, 403 votos), Lombardi (PSC, 381), Max (Remo, 408) e Levy (Remo, 367); Augusto Recife (PSC, 395), Ilaílson (PSC, 313), Celsinho (PSC, 424) e Eduardo Ramos (Remo, 335); Ciro (Remo, 323) e Leandro Cearense (PSC, 376).
Dado Cavalcante é o técnico mais votado, com 358 votos. Andrey da Silva e Silva lidera entre os árbitros, com 349 votos.
É apenas a primeira aferição, mas já sinaliza para os jogadores que têm se sobressaído aos olhos do torcedor.
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Re-Pa vira novela chata e esticada
Depois de passar metade da semana ouvindo a modorrenta novela sobre horários e preços de ingressos para o Re-Pa, finalmente parece que o torcedor terá agora a chance de discutir daquilo que realmente importa: as condições de cada time e as expectativas para o grande jogo.
Até ontem, os dirigentes dos clubes, a FPF e as autoridades da área de segurança ainda deblateravam em torno dos temas mais polêmicos do clássico: o horário da partida e o preço dos ingressos. Estipulado os preços em R$ 60,00 (arquibancada) e R$ 100,00 (cadeira), reuniões se sucederam para definir a hora do Re-Pa.
A tradição manda que o clássico seja jogado à tarde e a isso se agarraram os dois presidentes, que coincidentemente estiveram de acordo em todos os momentos, mesmo nos assuntos mais tensos, como arbitragem.
Depois de inicialmente marcado para 15h30, todos parecem ter concordado em começar o jogo às 15h, a fim de permitir que a torcida deixe o Mangueirão ainda sob a luz do dia, como defende a Polícia Militar.
Pois quando tudo parecia estar sacramentado, eis que a PM resolveu representar a proposta inicial das 10h, para exasperação dos presidentes dos clubes. Os comandantes da corporação argumentavam que o jogo matinal diminui o risco de confusões na única via de acesso ao estádio. Diante do risco de nova alteração, que confundiria ainda mais a cabeça do torcedor, a dupla Re-Pa fincou pé e a FPF endossou.
Houve ainda longa negociação, mas finalmente saiu a oficialização do clássico para a faixa das 15h. Diante do tremendo zigue-zague dos últimos dias, é prudente não cravar isso como situação definitiva.
De sua parte, o coitado do torcedor já deve estar conformado em acompanhar o jogo pela Rádio Clube. Tantas fizeram que o principal interessado a essa altura talvez já esteja profundamente desinteressado.
O mais esquisito é que nenhum dos responsáveis pelo jogo parece ter se preparado para o evento. Há mais de uma semana já se sabia que os dois grandes poderiam vir a se classificar para a final. Mas, como é praxe, resolveram deixar tudo para os 45 minutos do segundo tempo. Junte-se a isso o pandemônio que o BRT causa na avenida Augusto Montenegro, mais um certo gostinho por holofotes, completando a lambança.
O fato é que, poucas vezes na história, submeteram o Re-Pa a tantos micos.
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Direto do blog
“Esse Estatuto do Torcedor deveria ser revisto, como diz o André Cavalcanti. Não podemos tratar iguais os diferentes. Nosso Mangueirão tem 40 anos e jamais se comparará às modernas arenas construídas no padrão Fifa. Agora, essa decisão de 25, 30 ou 40 mil torcedores nada tem de cientifico, é apenas um chutômetro para baixo. Depende do comprometimento profissional do ou dos responsáveis pela segurança. No andar da carruagem, vai chegar o dia em que jogos dessa importância só serão permitidos com torcida única. Aí, mano, acabou o futebol paraense… tenho dito.”
Adilson Silva, torcedor azulino
(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 03)
Pois é…

A frase do dia
“Gostaria que o torcedor entendesse que não se trata de uma vontade, mas de uma necessidade. Cada clube poderá vender apenas 12,5 mil ingressos, sendo que, destes, no caso do Remo, apenas 5 mil serão disponibilizados, porque temos que separar os cerca de 6 mil ingressos para sócios-torcedores, além de gratuidades e meias-entradas. Com isto, se vendermos tudo, teremos R$ 300 mil de receita e pagaremos R$ 120 mil da nossa parte nas despesas fixas. Sobrariam então R$ 180 mil, que ainda teria o desfalque de 30%, em torno de R$ 50 mil, para a Justiça do Trabalho. Teríamos, de lucro real, apenas R$ 130 mil”.
Fábio Bentes, vice-presidente do Remo