Até tu, Maria?

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Maria Sharapova, tenista russa de 28 anos, anunciou nesta segunda-feira em uma entrevista coletiva em Los Angeles que foi pega em exame antidoping realizado durante o Aberto da Austrália e recebeu a notificação da Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) há alguns dias.

Por meio de comunicado oficial em seu site, a ITF anunciou uma suspensão preventiva que passará a valer a partir do dia 12 deste mês até que o julgamento seja realizado.
A amostra de foi coletada em 26 de janeiro, no dia em que a russa foi eliminada pela americana Serena Williams nas quartas de final do Grand Slam australiano. Por causa de uma lesão no braço esquerdo, ela já havia anunciado que não participaria do WTA de Indian Wells, que tem início nesta quinta-feira.
“Eu cometi um grande erro, eu decepcionei os meus fãs e o esporte que joguei desde os quatro anos de idade. Assumo total responsabilidade”, afirmou em um breve pronunciamento antes de rápida entrevista coletiva.
O exame antidoping apontou a presença de Meldonium, uma substância que ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo e está presente no medicamento Mildronat.
Fabricada na Letônia e com livre uso na Rússia, mas não reconhecida pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos, a substância só entrou na lista de substância proibidas da Agência Mundial Antidoping (Wada) em 1º de janeiro deste ano.
Após o anúncio do doping, o chefe da WTA (Associação das Tenistas) divulgou um comunicado lamentando a notícia.
“Eu estou muito triste em ouvi esta notícia sobre Maria. Maria é uma líder e sempre que soube que ela é uma mulher de grande integridade. Entretanto, como Maria mesmo reconheceu, é responsabilidade de todos os jogadores saberem o que colocam em seus corpos e saber se a substância é permitida. Esta questão está agora nas mãos do Programa Antidoping do Tênis, que seguirá seus procedimentos. A WTA apoiará tudo o que for decidido”, afirmou. (Do UOL) 
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Escritor sai em defesa do ex-presidente Lula

Carta enviada pelo escritor Fernando Morais ao juiz Sérgio Moro, que preside a Operação Lava Jato, a propósito das palestras do ex-presidente Lula no exterior:

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Senhor Juiz:

Na manhã de hoje tive a oportunidade de assistir à entrevista coletiva concedida pelos procuradores do Ministério Público de Curitiba. Deixaram-me a clara impressão de que suspeitam que as palestras realizadas pelo ex-presidente Lula tenham sido uma fachada para encobrir o recebimento de recursos de origem escusa.

Há alguns anos venho acompanhando o ex-presidente em suas viagens pelo Brasil e exterior para levantar informações para o livro que estou escrevendo sobre um período de sua vida pública. Logo descobri que os aviões eram um ótimo local para meu trabalho: sem interrupções de telefonemas, agendas e visitas, eu podia passar horas tomando seu depoimento – lembro-me de um voo de mais de vinte horas de duração.

Acredito tê-lo acompanhado em mais de dez viagens internacionais. De memória, lembro-me de ter estado com o ex-presidente no México, Portugal, África do Sul, Moçambique, Etiópia, Índia, Alemanha, França, Espanha e Cuba.

Em todos os casos ele realizou, sim, as palestras para as quais havia sido contratado. Em alguns dos referidos países, mais de uma. Eu o seguia da hora em que acordava até quando se recolhia para dormir. Assisti a todas as palestras e testemunhei todas as audiências que ele concedeu a artistas, autoridades, sindicalistas e empresários locais. Em nenhum momento ele pediu que eu me retirasse para que pudesse conversar privadamente com alguém – o que seria absolutamente natural.

Trago o assunto à baila por uma única razão: sou testemunha da lisura e do comportamento ético que norteou as viagens do ex-presidente Lula ao exterior – e de que ele de fato proferiu as palestras agora colocadas sob suspeição. Nesse sentido, coloco-me à disposição desse Juízo Federal para oferecer meu depoimento, o qual, estou certo, contribuirá para a elucidação dos fatos sob investigação.

Atenciosamente,

Fernando Morais – jornalista e escritor

Presidente do Sindicato dos Atletas diz que jogos no Paulista foram manipulados

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Durante a participação em um evento em São Paulo, o presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, Rinaldo Martorelli, declarou que jogos do Campeonato Paulista desta temporada tiveram resultados manipulados. No entanto, o cartola não revelou os jogos nem detalhes do caso, com a justificativa de que não queria expor os jogadores.

A declaração foi dada durante o Seminário de Reformulação da Legislação Desportiva, na Câmara Municipal de São Paulo, segundo publicou o “Diário Lance!”. “A manipulação de resultados chegou ao futebol brasileiro mas não vou revelar nomes para não prejudicar a carreira dos atletas”, declarou Martorelli no evento.

No último sábado, o “Diário de S. Paulo” revelou que os jogadores do Barueri receberam uma proposta de US$ 25 mil para que o time perdesse por mais de três gols para o Rio Preto, compromisso pela Série A3 do Estadual, em 11 de fevereiro.

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A equipe da Grande São Paulo foi derrotada por 4 a 0, tendo levado o último gol a sete minutos do final, em uma penalidade cometida pelo zagueiro Gustavo Martino. Segundo o jornal, o lance irritou os demais companheiros dele no Barueri. A reportagem da ESPN entrou em contato com a Federação Paulista de Futebol, que informou monitorar casos suspeitos de manipulação nos campeonatos.

“A FPF criou recentemente o comitê de integridade para prevenir e combater possíveis casos de manipulação de resultado. A entidade está atenta a todos os jogos e denúncias. Todas denúncias serão investigadas internamente e encaminhadas também ao Ministério Público e à Justiça Desportiva,”, informou, via assessoria de imprensa. Sobre o caso do Barueri, a entendida informou que irá “enviar o relato para investigação da Justiça Desportiva e do Ministério Público”. (Da ESPN) 

Tribuna do torcedor

POR LUIZ CARLOS MOURA (lcmoura571@hotmail.com)

Caro Gerson, gostaria de dar uma sugestão: por que a imprensa não começa uma campanha pra mudar o regulamento do Campeonato Paraense (apesar de saber que são os clubes que o aprovam)? A decisão por pênaltis, apesar de ser legal, em algumas vezes pode não dar o real valor à campanha feita por determinada equipe. No campeonato potiguar deste ano, a decisão é numa só partida e, em caso de empate, teremos um prorrogação de 30 minutos e, persistindo o empate, o time com a melhor campanha ficará com o titulo. Me parece ser muito mais coerente e justo que seja feito assim. Ontem, se o Remo tivesse ganho, apesar de toda a minha torcida, não seria justo, em face de o adversário ter feito a melhor campanha. A continuar como está, de que adianta se esforçar pra fazer uma boa campanha? Salvo exceções, não é difícil de se classificar com 2 vitórias no nosso campeonato. Acho que o critério da meritocracia ficará bem mais atendido dessa maneira. 

Relatório de delegado confirma objetivo midiático da “condução coercitiva” de Lula

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POR FERNANDO BRITO, do Tijolaço

A assessoria de imprensa da Operação Lava Jato – isto é, a Globo e o Estadão – forneceu ontem, na noite de um pacato domingo, munição para a continuidade da violação da privacidade de Lula, ao providenciar, na forma de vazamento oficial, a íntegra do relatório do delegado que chefiou a perigosíssima missão de “condução coercitiva” do ex-presidente, em papel timbrado e tudo.

Uma vergonha, porque se trata da narrativa de acontecimentos passados dentro de uma residência particular e porque revela que houve menos preocupação em colher o depoimento do ex-presidente do que em criar uma operação de impacto na mídia, com evidente finalidade político-propagandístico, e com riscos que beiram a temeridade.

Por ela, porém, fica-se sabendo de muita coisa significativa.

A primeira é de que o ex-presidente não se recusou a prestar depoimento. E no mesmo momento em que recebeu os policiais. A desculpa de que ali não haveria condições de segurança se a ação fosse conhecida é falsa como uma nota de três reais.

A própria Polícia Federal tomou as providências para que a ação fosse do conhecimento da imprensa, ao autorizar, na madrugada, o repasse de informações a seu agente, digo, ao editor da Época, para que a anunciado de forma cifrada, que ela aconteceria ao amanhecer.

É igualmente prova disso o fato de a Folha de S. Paulo ter mantido, durante a madrugada, um carro de reportagem diante do prédio onde reside Lula. É óbvio que esperavam a ação e só haveria uma fonte possível para dar-lhes essa informação: o conjugado PF/MP.

Era apenas a cobertura necessária a que se alegassem as tais “razões de segurança”, ainda mais porque a rua onde vive o ex-presidente é facilmente interditável e qualquer pessoa poderia ser mantida à distância do prédio, que dirá de seu 13º andar.

A segunda informação é a de que o ex-presidente foi levado a uma instalação militar: o salão de embarque presidencial de Congonhas. E uma instalação sem segurança alguma onde, aí sim, poderia ter havido um lamentável confronto e, pior, um confronto envolvendo militares da Aeronáutica, que fazem a guarda do local.

Explico, porque conheço este salão. É colado à pista lateral da Avenida Washington Luís, descendo uns 200 metros da entrada do aeroporto, pela mesma calçada. Trata-se de um salão totalmente envidraçado – fragilíssimo, portanto – sem portão que lhe vede o acesso: apenas um pequeno recuo em pista para permitir a parada de automóveis e uma gradezinha que guarnece o canteiro desta “ilha” de desembarque. 50 pessoas, ali na frente, causariam um tumulto dos diabos, quem sabe até com apedrejamentos às vidraças.

Quem sabe o confronto com a “turba” que ataca uma instalação militar?

A imagem está aí e, clicando nela, você a verá ampliada e julgará sozinho sua “invulnerabilidade”.

Mais provocação: trata-se de uma instalação que, além de não ser policial, é diretamente vinculada ao serviço presidencial. Não pode ser ocupada por policiais federais sem ordem de seus responsáveis, diretamente subordinados à Presidência da República.

Mas a melhor informação, aquela que mais valor político tem, é a de que Lula não lhes abaixou a cabeça e disse que só algemado seria levado de sua casa.

É ela que demonstra que o espírito do ex-presidente não está abatido, como se veria horas depois em suas falas.

E só alguém com a cabeça erguida é capaz de fazer o povo levantar a cabeça.

Preparem-se, meus amigos e amigas.

Será uma semana de produção incessante de “escândalos”, como o que faz hoje o Estadão com o fato de um imóvel vizinho ao de Lula ter sido comprado por um amigo e alugado a ele. Qual é o problema, se o proprietário confirma que o aluguel lhe é pago por Lula?

Não se publicou ou publicará uma linha sobre o fato de Mirian Dutra, pessoa que privava de total intimidade de Fernando Henrique Cardoso dizer que são dele, de fato, os apartamentos em Nova York e o famoso imóvel da Avenue Foch, em Paris, como revelou o Diário do Centro do Mundo.

Para a Gestapo, digo, a Polícia Federal só importa Lula, o judeu.