
Lei é distorcida para constranger ex-presidente



POR MARCELO ZERO
O golpe não é contra Dilma. Não é contra Lula. Não é contra o PT.
O golpe é contra os 54,3 milhões de votos que elegeram a presidenta em eleições livres e limpas. O mandato presidencial a eles pertence. Caso a agressão à soberania popular promovida pelo golpe se concretize, eles é que serão cassados.
O golpe é contra os 42 milhões de brasileiros que ascenderam à classe média, nos últimos 13 anos. É contra os 22 milhões de cidadãos que deixaram a pobreza extrema para trás. É contra as políticas sociais que praticamente eliminaram a miséria no Brasil. Miséria histórica, atávica, contra a qual os representantes do golpismo pouco ou nada fizeram, quando governavam.
O golpe é contra um processo de desenvolvimento que conseguiu tirar o Brasil do Mapa da Fome. Fome secular, vergonhosa, que os golpistas nunca conseguiram saciar. O golpe é para colocar o Brasil no Mapa da Vergonha.
O golpe é contra a igualdade e pela desigualdade. Os que apostam no golpe também apostam na desigualdade como elemento essencial para o suposto bom funcionamento da economia e da sociedade. Eles apostam na meritocracia dos privilégios.
O golpe é contra a valorização do salário mínimo, que aumentou 76,5%, nos últimos 11 anos. O golpe é pelos salários baixos para os trabalhadores, pois, para os golpistas, salários reduzidos são essenciais para o combate à inflação e a competitividade da economia.
O golpe é contra a geração de 21 milhões de empregos formais, ocorrida nos últimos 12 anos. Quem aposta no golpe aposta num nível de desemprego mais alto, para reduzir os custos do trabalho. Aposta também na redução dos direitos trabalhistas, na terceirização e na volta da precarização do mercado de trabalho.
O golpe é contra a Petrobras e pela Petrobax. O golpe é contra a política de conteúdo nacional, que reergueu nossa indústria naval e reestruturou a cadeia econômica do petróleo. O golpe é contra a nossa maior empresa e tudo o que ela simboliza. O golpe é pela privatização e pela desnacionalização.
O golpe é contra os programas que abriram as portas das universidades brasileiras para pobres e afrodescendentes. O golpe é contra o ENEM e pelo vestibular. O golpe é pela manutenção da educação de qualidade como apanágio para poucos. O golpe é pela privatização do conhecimento. O golpe é contra as novas oportunidades e pelos antigos privilégios.
O golpe é contra o SUS e o Mais Médicos, programa que leva assistência básica à saúde a mais de 60 milhões de brasileiros que antes estavam desassistidos. O golpe é contra a saúde pública e pela mercantilização da medicina. O golpe é contra médicos cubanos e pacientes brasileiros. O golpe é pela doença que rende lucros. O golpe é uma patologia.
O golpe é contra a política externa ativa e altiva. O golpe é contra a soberania e por uma nova dependência. O golpe é contra o Mercosul e a integração regional. O golpe é para desintegrar a projeção dos interesses brasileiros. O golpe é para nos alinhar aos interesses das potências tradicionais. O golpe é contra o grande protagonismo que o país assumiu recentemente. O golpe é para nos apequenar.
O golpe é contra uma presidente honesta e pelos corruptos. O golpe é contra o governo que mais combate a corrupção. Que multiplicou as operações da Polícia Federal de 7 por ano para quase 300 por ano. Que fortaleceu e deu autonomia real a todas as instituições de controle. Que engavetou o engavetador–geral. O golpe é contra as apurações e pela impunidade. O golpe é contra a transparência e a verdade. O golpe é um engodo ético e moral. O golpe é cínico e hipócrita. O golpe é uma grande mentira.
O golpe é contra o futuro e pela restauração do passado. A única proposta do golpe é o golpe.
O golpe é contra a esperança e pelo ódio, para o ódio. O golpe é intolerante. O golpe é mesquinho.
O golpe é contra a grande nação e pela republiqueta de bananas.
O golpe é contra a democracia. Contra o Brasil.
O golpe é, sobretudo, contra você.
“Com o tempo,uma imprensa cínica, mercenária,demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.
Joseph Pulitzer

POR MILTON TEMER
Não sou apóstolo de Lula. Não gosto dele, política e pessoalmente, por fatos vários que enfrentei quando militava no saudoso PT. Mas não consigo aceitar de forma natural essa “todos são iguais perante a lei” para a condução coercitiva do ex-presidente.
Que levassem Okamoto. Que ouvissem Clara Ant. O próprio filho e seus sócios. Como os golpistas de 54 fizeram contra Getúlio, em 54.
Não apareceu até agora nenhuma conta na Suíça, secreta, direta ou dissimulada, em nome de Lula.
Para que haja igualdade de tratamento, mais grave é o silêncio sobre as transações transatlânticas de FHC, no cala-boca que se desdobrou por décadas, em benefício de uma ex-namorada. Quanto ao líder tucano, as provas são evidentes de uma cumplicidade explícita com a Brasif. Dólares não contabilizados rolaram durante décadas, sem nenhum controle da Receita. Só agora se tornaram públicos.
Vai tudo para baixo do tapete? Ou haverá também uma “condução coercitiva” para que a Nação confirme, enfim, que as instituições republicanas se aplicam de forma semelhante a todos os brasileiros?


POR GERSON NOGUEIRA
Duas pesquisas informais e sem caráter científico, mas com ampla divulgação e adesão de internautas, através do blog campeão, elegeram como ídolos maiores da dupla Re-Pa dois ex-atletas de passado recente no futebol paraense. A torcida azulina votou em Artur, que superou por pequena diferença ao ícone Alcino, historicamente lembrado como o grande nome da história do futebol do clube de Periçá. Já os torcedores do Papão elegeram maciçamente em Vandick, que deixou para trás nomes como Quarenta, Robgol e Chico Spina.
A reação às duas escolhas dividiu a opinião de internautas e demais torcedores que não votaram nas enquetes – ambas colocadas no ar ao longo de oito dias, sem permissão de repetição de voto.
Muitos consideraram, por exemplo, que Artur não teria merecimento para destronar Alcino, uma espécie de instituição dentro das tradições azulinas. Da mesma forma, outros questionaram o triunfo de Vandick em desfavor de Quarenta, verdadeiro símbolo da tradição alviceleste.
É necessário entender, porém, que ambos são jogadores extremamente identificados com o torcedor mais jovem, que acompanha futebol nos últimos 20 anos. Grande parte desse contingente de aficionados não tem ideia de quem foi Alcino, artilheiro que pontificou na década de 70 e início dos anos 80. Muito menos guarda lembranças vivas de Quarenta, que brilhou nos anos 60 em grandes esquadrões do Papão.
A escolha está longe de representar uma afronta a ídolos sagrados, apenas distingue e abre luzes sobre atletas que também dignificaram suas bandeiras num período rico em registro de imagens. Gols de Vandick e jogadas de Artur estão à vista de todos no YouTube.
As façanhas de Alcino já se perderam nos escaninhos do tempo, sem arquivos que permitam aos mais novos torcedores terem a noção clara do que ele representou em seu tempo.
No ano passado, Quarenta foi eternizado em estátua erguida no estádio da Curuzu, por iniciativa de conselheiros e beneméritos do Papão conscientes de que sua história não pode cair no esquecimento. Poucos torcedores ainda recordam do período no qual brilhou, o que é absolutamente natural nesses tempos de glórias fugazes e efêmeras.
No fundo, tanto Artur quanto Vandick sabem que jamais usurparão os tronos de Alcino e Quarenta. São honrosos descendentes diretos dessas linhagens nobres, mas jamais seus opositores. Não têm nem mesmo a pretensão de serem substitutos, pois astros de primeira grandeza não podem ser duplicados.
Fiz questão de abordar o tema até em respeito à memória do gigante Alcino e à trajetória impecável de Quarenta. Ambos são indiscutivelmente únicos no panteão de heróis das duas maiores torcidas do Norte. Artur e Vandick são dignos seguidores e merecem todos os aplausos pelo muito que fizeram nas últimas décadas. Não há conflito, apenas complemento.

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Leão vai apresentar novos reforços
O Remo deve apresentar nas próximas horas duas novas contratações para completar o elenco e suprir carências pontuais. Deve ser contratado um ala esquerdo e um zagueiro de área. Diretoria busca jogadores indicados pelo técnico Leston Junior.
Um dos primeiros nomes buscados foi o de Fábio Sanches, que já defendeu o Papão, mas o zagueiro preferiu continuar disputando o Paulista, além de ter feito uma pedida acima do limite orçamentário do clube.
A pressa em contratar não tem nada a ver com o prazo de inscrição para o returno do Parazão, pois o regulamento mudou e a data final de inscrições foi alterada. Para inscrever novos jogadores para o Estadual (e Copa Verde), os jogadores têm até 22 de março – sendo que o segundo turno terá início no próximo dia 12.
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O coronel e os perigos da CPI
A ameaça feita pelo senador Romário através das redes sociais deve estar ecoando nos corredores da CBF desde a noite de quarta-feira. O parlamentar demonstrou grande irritação porque a CPI do Futebol, ora em curso no Senado, foi solenemente ignorada pelo coronel Antonio Carlos Nunes de Lima, presidente em exercício da confederação.
Mesmo convocado oficialmente, Nunes não compareceu para depor como estava previsto e não deu qualquer satisfação aos integrantes da comissão parlamentar de inquérito. Romário avisou que a próxima chamada será coercitiva, significando que Nunes terá que comparecer à força, conduzido pela Polícia Federal.
Vale dizer que o presidente licenciado Marco Polo Del Nero tentou de todas as maneiras escapar ao depoimento na CPI, chegando a impetrar um pedido de habeas corpus no Supremo. Sua solicitação não foi acatada e ele precisou comparecer, apesar do temor de ser preso durante a acareação.
O coronel, pelo visto, parece mais destemido que Del Nero, talvez confiando em sua força política como mandatário da CBF. Talvez seja por efeito da recente participação no congresso da Fifa, que elegeu o novo presidente da entidade que controla o futebol no mundo.
Pelos exemplos recentes em outras esferas do mundo político brasileiro, seria prudente que Nunes não subestimasse o poder de fogo da CPI e nem desdenhasse do apetite punitivo de Romário, cuja gana por desnudar as maracutaias futebolísticas só encontra algum freio quando ameaça os limites de uma certa rede de TV.
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Seleção com jeito e cheiro de mofo
Na Seleção Brasileira anunciada ontem por Dunga, alguns nomes cintilam. Kaká, David Luiz, Fernandinho, Felipe Luís, Hulk. São apostas do comandante do escrete, mas não representam o que o Brasil tem de mais destacado para buscar resgatar prestígio e conquistas internacionais.
Mais do que críticas aos convocados, cabe uma reflexão sobre os caminhos que a Seleção está tomando, estranhamente parecidos aos que conduziram ao desastre de Belo Horizonte em 2014. Ao fim e ao cabo, fica a amarga sensação de que a Alemanha segue vencendo por 7 a 1…
(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 04)

“CPI da Merenda já!”, diz a faixa colocada atrás de uma das traves da Arena Itaquera, ontem, por ocasião do jogo Corinthians x Santa Fé, válido pela Libertadores 2016. Torcida corintiana vem usando os jogos para fazer protestos contra a CBF, a Globo e o governo tucano de São Paulo.

Seleção inglesa de 1970 posando para fotos antes do confronto histórico com o Brasil (vitória do escrete canarinho em golaço de Jairzinho, após genial manobra de Tostão e Pelé), na Copa do México. Gordon Banks no gol, o capitão Bobby Moore na zaga e Bobby Charlton no meio-campo eram os destaques do English Team, treinado por Alf Ramsey.

O ex-atacante e atual senador Romário foi alvo de declarações da atriz, que disse, em entrevista ao programa “De Cara”, da rádio FM O Dia, na noite desta quarta-feira, 2, que já se imaginou com o ex-jogador. “Achava o Romário sexy e imaginava momentos da minha vida com ele, fico tensa quando o encontro, sem saber o que falar”, disse Cleo. Oportunista como nos bons tempos de futebol, Romário partiu para cima e respondeu a atriz pelo Facebook. “No meu time ela é mais do que titular, é camisa 11!”. O ex-jogador pediu ainda que alguém avisasse para a moça que ele está solteiro.
“Muita gente aqui comentado sobre as declarações da atriz Cléo Pires. Como já disse antes, claro que me sinto honrado em saber que uma mulher como a Cléo deu uma declaração dessa. Ela é linda, maravilhosa, como pessoa e como atriz. Quando soube disso, anos atrás, até disse que era tarde, mas agora deixou de ser. Alguém avisa a ela que eu também estou solteiro…kkkkk No meu time ela é mais do que titular, é camisa 11!”, diz a publicação na página oficial de Romário.
Uma vez matador, sempre artilheiro hehe…
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