Um brado pela democracia

POR PAULO FONTELES FILHO – via Facebook

Vencemos a batalha das ruas, levamos milhões numa multitudinária marcha democrática, nesta sexta, histórica, de 18 de março.
Na mangueirosa, cidade dos cabanos, botamos 25 mil pessoas nas ruas numa imensa passeata marcada pelo alto nível de consciência, brasilidade e espírito democrático.
Muitos dos nossos – que haviam abandonado a premissa da contradição entre capital e trabalho – me falaram da atualidade da luta de classes e da necessidade de resistirmos à direita fascista e neoliberal.
Tal direita, diferente de 64, está sendo derrotada nas ruas e praças do imenso país dos trópicos. O povo se levanta contra a elite branca que infunde o terror e a mentira. O condomínio da traição das liberdades públicas vai beber da malsã fonte dos nazistas e da facínora tez de Goebbels.
O DNA dos golpistas revela que a Casa Grande agora se traveste de Moro, Feliciano, Bonner e Bolsonaro.
Mas o desfecho dessa contenda histórica está longe do fim, eles são a violência e o dinheiro e nós somos os sertões, a cultura e a resistência libertária.
Venceremos! 

3 comentários em “Um brado pela democracia

  1. Que brado triste e dicotômico. Nós versus eles. Eles branquinhos e ricos. Nos mesticos e pobres. Eles donos de capital. Nos trabalhadores explorados. Eles mentirosos e nos donos da verdade absoluta apesar dos fatos tornados públicos. Pelas últimas pesquisas, o eles corresponde a 80% da população que não aprova o governo Dilma. Aparentemente, o Paulo vive em um outro país ou talvez outro planeta. Cada um com a sua ilusão.

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  2. Muito bom. Mas a grande derrotada por esse levante popular foi a mídia partidarizada e reacionária, que não conteve a euforia com as manifestações golpistas do domingo ultimo, na crença em seu triunfo definitivo, tal e qual ocorreu em 1964. Por isso o comedimento nas avaliações a respeito daquilo que Paulinho vê como “imensa passeata marcada pelo alto nível de consciência, brasilidade e espírito democrático”.
    A Globo sonha em eliminar as redes sociais que desmascaram seu jornalixo, tomar novamente as rédeas do dinheiro público que propiciou a formação do seu monopólio midiático e impor suas versões suplantando os fatos. Por isso que um repórter descerebrado dessa malsinada empresa, como bem o classificou Palmério Dória, teve a petulância de dizer que aquela multidão concentrada na av. Paulista era composta apenas por petistas. Perderam. Globo e demais partidos midiáticos: tanto a batalha das ruas quanto a da informação.

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  3. Valeu, Jorge. Que bom que pessoas como você enxergam com acuidade e propriedade as coisas, como o citado Palmério Dória, magnífico jornalista. Parabéns !

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