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Ascendemos ao cobiçado nível das Republiquetas de Bananas, o que falta agora? A unica coisa que sei é que continuamos a pagar a conta e ela esta cada dia mais alta…
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BELÉM “ESQUECIDA”
No próximo ano de 2016, dia 12 de janeiro, Feliz Lusitânia, também Santa Maria de Belém do Grão Pará ou simplesmente Belém, estará completando quatro séculos de sua fundação, quatrocentos anos de lutas e sacrifícios com sangue, suor e lágrimas que ajudaram a forjar homens de real valor e também como não poderia deixar de ser, quarenta décadas de olvido de sua história.
Gestores políticos e direção de órgãos governamentais responsáveis por suas áreas de atuação em difundir a memória de feitos e glórias imemoráveis dos paraenses, deixaram e deixam a desejar. O desconhecimento atinge quase a totalidade dos belenenses em todos os níveis sociais, incluindo docentes e discentes do ensino público no que tange ao dia-a-dia da população urbana, que não sabe a que personalidade foi dada a grata designação de Generalíssimo de terra e mar e o que marca a data quatorze de março, nomes importantes de vias entre tantas outras. A grande nação bicolor, também, num percentual altíssimo ignora por completo o motivo pelo qual foi escolhido o nome de sua agremiação.
Os taxistas, categoria que presta um serviço inestimável junto ao público em geral, deveriam ter conhecimento mínimo necessário sobre a cidade, tanto quanto as designações históricas, de fatos e pessoas importantes que lhe empresta os nomes, para a melhoria de seus serviços ao grande universo de turistas. Especialmente as vias de mobilidade entre elas Curuzú, Curupaiti, Humaitá, Itororó, Lomas Valentinas, Angustura, Vileta, Timbó e Chaco, todas de cunho histórico em homenagem a memória de heróis que se imolaram na Guerra do Paraguai acontecida de 1865 a 1870, motivo principal de nosso comentário, infelizmente lhes são alheias, assim como também do conhecimento da maioria dos habitantes da cidade.
A batalha de Curuzú, acontecida a 03 de setembro de 1866, foi o batismo de fogo da tropa paraense integrante do 34º Corpo de Voluntários da Pátria, que teve a glória de ser a primeira força a ocupar as trincheiras inimigas, atacada com baionetas caladas. A tropa “tinha por farda uma blusa de pano azul e bonés a escocesa do mesmo pano da farda, os quais combinavam com demais peças do fardamento” e não por coincidência, no conflito de Eldorado de Carajás, a farda que a PM usava era a mesma do Paraguai, por tradição e em homenagem aos heróis voluntários do Corpo Policial, mas a então Governadora Ana Julia Carepa achou por bem, – seguindo a cartilha de ideologia espúria, – mudar a cor do uniforme. Sabe-se lá quem se beneficiou monetariamente com a reforma da indumentária militar.
Seguiu Curupaiti a 22 do mesmo mês, Reduto do Estabelecimento e Humaitá a 19 de fevereiro de 1868, Itororó a 06 de dezembro deste mesmo ano (esta via teve o nome mudado para Dr. Enéas Pinheiro, com tantas outras ainda sem designação que serviriam para homenageá-lo). O residencial ali construído influiu na aprovação ou foi mesmo por desconhecimento histórico de quem apresentou projeto e dos que aprovaram. Os edis talvez tivessem se equivocado com o mesmo nome de uma bica existente num bairro em Santos-SP, mas de qualquer forma, um desrespeito inadmissível aos antepassados. As já referidas unidades militares foram criadas respectivamente, a primeira em 11 de março e a segunda em 25 de junho de 1865, pelo Presidente (Governador) da Província (Estado) Dr. José Vieira Couto de Magalhães. O 13º de Voluntário com um efetivo total de 553 homens chegou ao teatro da guerra totalmente desfalcado, apenas com 149 indivíduos por motivo de enfermidades e mortes durante a viagem, devido ao frio. Esse pessoal entrou em combate integrando o 6º de Voluntários do Rio de Janeiro que os incluiu completando seus quadros também reduzidos, conquanto o 13º era extinto. Comandados, o primeiro pelo Coronel Joaquim Cavalcante d’Albuquerque Belo, sendo Fiscal o Major Antonio Nicolau Monteiro Baena e o segundo pelo Tenente Coronel José Luiz da Gama e Silva e Fiscal o Major José da Gama Bentes, abastado fazendeiro em Óbidos, que abandonou a fortuna por amor a pátria. Vileta e Timbó foram ações rápidas não mais do que uma ou duas horas. Quanto a Chaco, como diz o nome, era um chavascal e a Divisão de Infantaria em que estava a tropa paraense, sob o comando do Brigadeiro (General de Brigada), o cearense Alexandre Gomes de Argolo Ferrão, designado para a missão de construir uma estrada para a passagem do restante do Exército. Os materiais disponíveis eram galhos de árvores, palha e fardos de alfafa, em tempo extremamente pequeno para a época numa distância de mais de seis quilômetros, foi concluída em três dias, permitindo surpreender o inimigo e as armas brasileiras a conquistarem mais uma vitória. O poder público nada faz no sentido de transmitir á população um mínimo de conhecimento histórico para despertar o patriotismo.
Fica então a sugestão para a edição de um livresco em três idiomas, além do nosso, mais o espanhol e o inglês, com resumo da história da cidade, com destaque para os seus principais pontos turísticos e culinários, segurança e saúde, biografia dos patronos das vias onde se localizam. Patrocinado por empresários que usariam suas páginas para promoverem seus empreendimentos, com distribuição às escolas de ensino fundamental, aos Sindicatos dos motoristas, as empresas aéreas e rodoviárias de transportes de passageiros que demandam a Belém.
Ainda incluo os programas radiofônicos em sua maioria de musicais e esportivos que despertam a atenção da grande massa amorfa que jamais sintonizaria uma emissora radiofônica ou mesmo televisiva de programações culturais em detrimento da música e do esporte que cultivam diuturnamente no universo da sua baixa cultura, acreditando serem mais importantes no seguimento natural de suas vidas. Os veículos de comunicação bem poderiam tentar mudar esse quadro, tomando a si a incumbência em difundir, intercalado em suas programações musicais e esportivas a história da “grande morena Belém do Pará”.
Antonio Carlos Mesquita do Amaral
Militar reformado – 0346309701
Garimpador de história em trânsito por Belém
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Acho que vai rolar o Impeachment, Dilma vai cair, e junto vai levar Temer, Cunha e Renan.
Presidente do STJ vai assumir até as novas eleições.
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Amigo Rodrigo, o momento é incerto e duvidoso no plano político, mas tenho certeza de que ainda rolam os dados.
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O que percebo amigo Gerson, que as pessoas não querem mais direita e esquerda, de fato, diante disso é um momento para fazer a limpeza, o problema que vamos atrolar o processo democrático.
Mais em compensação pode servir de lição para uma nova era de políticos.
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