POR EDUARDO MARETTI, da RBA
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse, em entrevista à RBA, que há aspectos da Operação Lava Jato que causam “perplexidade”. Ele cita “a generalização das prisões preventivas” e também “a prisão preventiva como uma forma de fragilizar o preso”. O ministro ressalva não estar criticando a Polícia Federal, o Ministério Público e “muito menos o colega Sérgio Moro”.
Segundo Mello, em épocas de crise como a atual, o Judiciário não pode exercer seu papel com “uma ótica apenas política” e, principalmente o Supremo, precisa preservar princípios, parâmetros e “certos valores”.
Para o magistrado, a “tônica muito ácida” do ministro Gilmar Mendes em relação ao PT e ao próprio governo não é positiva ao país. “Eu fico triste, porque o ministro tem uma bagagem jurídica constitucional invejável, e acaba se desgastando com certas colocações. Não é bom. Não é bom para o Tribunal, não é bom para a cidadania brasileira e não é bom para ele principalmente, como julgador”, afirma Mello.
Pois é. Prende solta, solta prende. Que proporciona ao condenado como Dirceu e Cia a pedir via judicial que cumpra pena em liberdade.
CurtirCurtir
Bem pior é o critério caolho de não incomodar tucanos emplumados, como o playboyzinho Aécio, reiteradas vezes citados pelo delator Youssef. Ou deixar soltinho da silva, pra bradar contra a corrupção, figuras com José Agripino e o notório Eduardo Cunha, novo queridinho das hostes golpistas.
CurtirCurtir
Que a prisão preventiva esteja sendo utilizada como estratégia de fragilização do preso, é afirmativa sobre a qual há acentuada controversia, principalmente entre os juízes. Tanto é verdade que a esmagadora maioria dos presos continuam presos, mesmo tendo tentado reverter a prisão.
Quanto ao Gilmar, para mim não há dúvida que ele se posicionou muito além dos limites da área técnica que lhe é reservada. Se fosse técnico de futebol teria sido expulso, e, depois, teria pego um substancioso gancho. Aliás, nesta linha analógica, é dizer que com seu procedimento ele também prejudica seu próprio time.
CurtirCurtir
GERSON, ISTO E SO PARA LEMBRAR OS BABACAS DE PLANTAO
A CORRUPÇÃO E O SILÊNCIO NA HISTÓRIA DE GILMAR MENDES
POR BOB FERNANDES
O ministro Gilmar Mendes foi sub-chefe da Casa Civil e Advogado Geral da União de Fernando Henrique Cardoso. Tempo da compra de votos da reeleição, privatização da Telebrás, grampos do BNDES em esquema de R$ 20 bilhões. Não houve CPI e nenhum preso.
Gilmar Mendes foi subsecretário-geral da Presidência do governo Collor, que teve mais de 400 empresas e 100 grandes empresários indiciados pela PF. Além de PC Farias, nenhum preso. Em ambos os casos, você sabe a opinião de Gilmar Mendes?
CurtirCurtir
Exatamente, amigo Jaime. O currículo do cidadão já diz tudo.
CurtirCurtir