POR GERSON NOGUEIRA
O Remo vive em estado de graça, vencendo todos os desafios que surgem pelo caminho e surpreendendo até torcedores mais céticos. O Independente passou as últimas semanas folgando, preparando-se exclusivamente para o grande duelo deste domingo no Mangueirão. São forças que se equiparam e que têm tudo para fazer um grande encerramento do Campeonato Paraense.
Ao contrário de outros anos, quando o confronto entre um grande da capital e uma equipe interiorana era quase sempre desigual, com a vantagem pendendo para o time mais tradicional, a coisa mudou de figura a partir de 2011.
Foi naquele campeonato que o interior quebrou a tradição e conseguiu o título estadual pela primeira vez. E a façanha coube ao Independente, então dirigido por Sinomar Naves. Não era o favorito para o título, mas encarou com destemor o Papão de Roberto Fernandes. Empatou no tempo normal (3 a 3) e empurrou a decisão para as penalidades.
Por obra do destino e incompetência de seus cobradores, o Papão desperdiçou três penalidades, com Mendes, Rafael Oliveira e Sidny. Todos chutaram nas nuvens, parecendo até que haviam treinado aqueles disparos tortos. Mais focado, o Galo acertou sua série e levantou o caneco. O resultado era apenas o desfecho feliz de uma longa sequência de tentativas frustradas dos interioranos em anos anteriores.
Ananindeua, Castanhal, Águia e São Raimundo bateram na trave, deixando de levantar o título paraense por questão de detalhes na reta final da competição. O Independente, com um time que mesclava veteranos e algumas caras novas, soube se conduzir bem na disputa e teve a frieza necessária para garantir a taça jogando em Bel.
O feito do Independente abriu caminho para o Cametá também chegar lá logo no ano seguinte. Desta vez, a vítima foi o Remo na finalíssima, diante de um Mangueirão lotado. Depois de marcar 2 a 0, o Leão fraquejou e permitiu o empate nos minutos finais, placar que beneficiava o time de Sinomar Naves, que se sagrou bicampeão com a vitória.
Deu a impressão de que uma barreira histórica havia sido quebrada, mas o fato é que desde então os interioranos não conseguiram mais repetir o feito. O Independente tem nova oportunidade, embora enfrentando um Remo bem mais fortalecido do que antes.
A transfiguração que o time sofreu desde a chegada de Cacaio já foi cantada em prosa e verso. Os últimos confrontos, pelo Parazão e Copa Verde, deram ao time a confiança que faltava no começo da temporada. Mais que isso: fez com que a torcida abraçasse a causa e isto pode fazer toda a diferença.
(Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)
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Forças equivalentes, características diversas
Independente e Remo têm perfis diferentes. Ricardo Lecheva estrutura sua equipe com um meio-de-campo forte, a partir do entrosamento da dupla de volantes Chicão e Dudu. Completa com Kariri na articulação. No ataque, Joãozinho e Wegno, velocidade e força, buscando explorar os contra-ataques. No primeiro turno, esse time mostrou-se forte e eficiente, caindo de rendimento no returno.
O Remo de Cacaio aposta no jogo solidário, marcação forte em todos os quadrantes do campo. A defesa ganhou consistência com o retorno de Max e a entrada de Igor João. O ataque redescobriu Rafael Paty, sem sentir a falta de Roni. Mas é no meio que estão seus maiores trunfos, com a dupla de volantes Dadá e Ameixa e os meias Eduardo Ramos e Ratinho. O Remo, como o Independente, também gosta de contra-atacar, mas tem mostrado eficiência quando toma a iniciativa de agredir.
Difícil estabelecer quem tem mais peso nesta final. Só há uma certeza: são os times que mostraram mais capacidade de decisão e merecem estar na final. O Parauapebas, que tem a maior pontuação, fracassou nas fases decisivas dos turnos.
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Papão acerta a mão em dois reforços
O torcedor do Papão, que já vivia certa apreensão quanto aos reforços para a Série B, passou o fim de semana mais tranquilo. Tudo porque a diretoria confirmou a volta de Lombardi, zagueiro que fez boa figura pelo clube no ano passado.
É garantia de uma defesa mais consistente, depois dos muitos sustos que as duplas recentes mostraram no campeonato estadual e na Copa Verde. De quebra, atende a insistentes reivindicações por parte da torcida.
Outro nome bem recebido é o de Edinho, jovem meia-armador que defendeu o Fortaleza e ultimamente estava no Avaí (SC). Das vezes que vi jogar, é um belo reforço para tirar a meiúca bicolor da inércia burocrática em que se encontrava.
Falta agora ajustar o ataque e as laterais – principalmente a esquerda, necessitada de vida inteligente.
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Austeridade e fiscalização de gastos
A criação da comissão financeira para gerir as contas do Remo neste momento de turbulência foi a solução ideal para barrar alguns disparates no clube. Almoços e jantares de comemoração estão definitivamente barrados. Austeridade é a palavra de ordem no Conselho Fiscal. O primeiro ato concreto nesse sentido foi a tomada de posição quanto ao pagamento dos salários de atletas, funcionários e comissão técnica.
De quebra, passou a fiscalizar e brecar lambanças, como recente regabofe em uma churrascaria da cidade, que custou mais de R$ 5 mil. Medida exemplar, que deve nortear as atitudes dos dirigentes a partir de agora.
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Bola na Torre
Guilherme Guerreiro comanda a atração, a partir de 00h10. Na bancada, Giuseppe Tommaso, Valmir Rodrigues e este escriba de Baião analisando a decisão do Campeonato Paraense. Programa terá ainda link ao vivo para transmissão da festa dos campeões. Logo depois do Pânico na Band.

Amigo Gerson e amigos do blog, não vejo este equilíbrio todo entre o interior e a capital. Vi o Independente cair bruscamente de rendimento durante o returno, o que foi consolidado na última rodada com o fracasso diante do rebaixado Gavião.
Baseado na terrível decisão do primeiro turno, terrível no sentido de assistir, entre o Galo x Trem de Aço, não consigo vislumbrar um adversário que possa se impor,ou muito menos, resistir a fúria e vontade de vencer do time da capital.
Já o Clube do Remo, com a vinda de Cacaio, ganhou um sangue novo, parece até aquele paciente que desenganado pela junta médica, ressurge contradizendo todos os prognósticos negativos existentes.
Como amante do futebol, gosto de ver um time que entra com toda a energia positiva, a vontade de vencer, garra e não desistir de nenhuma jogada, principalmente daquelas bolas onde o adversário desiste de correr atrás por achar que a bola vai sair, e ai o jogador a recupera e desta transforma o lance em gol.
Tecnicamente tanto o Galo quanto o rival, ficam a desejar.
Nominalmente existem algumas peças de boa qualidade, mas, na prática, não conseguem demonstrar superioridade durante as partidas.
Se o Galo quiser “cozinhar” o jogo com o intuito de levar para as penalidades, fatalmente será castigado pois o time da capital está ungido por uma sorte que o abraçou e acredito que não é agora que vai deixá-lo nesta final.
Meus prognósticos:
CR 65%
Independente 15%
Empate 20%.
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CONFIRMADO: Como já havia antecipado, goleiro Ivan, ex JEC, novo contratado do Paysandu. Só não perguntem ao Maia..rs
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Admiravel hj em dia o pensamento do amigo Miguel.. antes um pifio que so falava besteira e hj uma das pessoas mais sensatas desse blog junto com Claudio columbia e outros. meus parabens pela sinceridade. dessas pessoas que o Blog precisa.
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Gerson e amigos, o que me deixa com um pé atras nesse Edinho e que se ele presta pro Paysandu, parquer ele nao esta reforçando o Fortaleza para a C ja que ele e cria deles?
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Nao sei nao amigo Michelangelo, mais tenho a sensaçao que o Galo vai atropelar a Leoa mijada, e a realidade deles Voltam ao normal. Nao se espante se logo no primeiro tempo ja se liquide a fatura kķkkk
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O jogo será bem disputado hoje, tanto Leão quanto Galo tem um meio de campo forte, quem souber explorar melhor esse setor terá facilidade em chegar ao ataque. Que vença o melhor e que Deus abençoe o Clube do Remo.
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Será uma final fácil, arbitragem a favor, beneficiando os da casa…não se espatem se houver aquele apito amigo, com um penal e menos um do adversário.
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Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk se fumaram kkkkkkk kkkkkkkkk vamos torcida de merda kkkkkkk
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