Raio-X do Campeonato Paraense 2015

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POR MAGNO FERNANDES – Repórter da Radio Paraense AM – Castanhal

Campeão: Clube do Remo

Total de jogos: 52.

Gols: 145

Clube com maior número de gols marcados: Paysandu – com 22 gols

Clube com menor número de gols marcados: Castanhal – 9 gols

Clube com maior número de gols sofridos: São Francisco – 22 gols

Clube com menor número de gols sofridos: Parauapebas e Paragominas – 9 gols

Média de gols: 2,7 por partida

Artilheiro: Rafael Paty, do Clube do Remo – 7 gols

Renda total: R$ 4.445.171,50

Média de renda: R$ 85.484,06 por partida. Público pagante total: 219.556. Média de público pagante: 4.222 por partida. Público Total (incluindo os credenciados): 249.192. Média de público total: 4.792 por partida.

Renda e público geral dos clássicos – Clube do Remo 1 x 3 Paysandu (4º rodada do 2º turno), renda: R$ 430.683,00. Público pagante: 17.381. Público Total: 19.968; Clube do Remo 2 x 1 Paysandu (final do 2º turno), renda: R$ 609.526,00. Público pagante: 26.416. Público total: 29.041.

Maior público e renda: Clube do Remo 2 x 0 Independente. Pagantes: 34.773, renda de R$ 975.675,00.

Menor público e renda: Castanhal 1 x 1 Cametá. Pagantes: 45, com renda de R$ 450,00.

Menor renda: Gavião Kikategê 2 x 2 Castanhal. Renda: R$ 385,00 para 47 pagantes.

TOTAL DE RENDA E PÚBLICO PAGANTE POR CLUBES:

Clube com maior público: Clube do Remo

Clube com maior renda: Clube do Remo

Clube com menor público: Gavião Kikategê

Clube com menor renda: Gavião Kikategê

Jogos no 1º turno: 23 Média de 3,95 por partida. Renda total: R$1.270.021,50. Público pagante total: 76.136. Público total (incluindo credenciados): 84.776; Jogos no 2º turno: 28. Renda total: R$ 2.199.475,00. Público Pagante: 108.647. Público Total (incluindo Credenciados): 129.433.

Clube do Remo Oficial: jogos no estádio Mangueirão

1º turno: Renda: 1º jogo: R$ 349.139,00. 2º jogo: R$ 26.534,00. 2º turno: 3º jogo: R$ 136.823,00. 4º jogo: R$ 52.676,00. 5º jogo (RexPa): R$ 252.643,00. 6º jogo (semi): R$ 388.153,00. 7º jogo (final RexPa): 372.681,00. 8º jogo (decisão): R$ 975.675,00. Total: R$ 2.554.324,00. Média de renda: R$ 319.290,50.

1º turno: Público pagante: 1º jogo: 18.410. 2º jogo: 2.165. 2º turno: 3º jogo: 6.505. 4º jogo: 3.612. 5º jogo (RexPa): 8.860. 6º jogo (semi): 21.096. 7º jogo (final RexPa): 13.660. 8º jogo (decisão): 34.773. Total: 105.469. Média de público: 13.183.

1º turno: Público total: 1º jogo: 20.160. 2º jogo: 2.846. 2º turno: 3º jogo 7.275. 4º jogo: 4.432. 5º jogo (RexPa): 9.783. 6º jogo (semi): 22.332. 7º jogo (final RexPa): 14.851. 8º jogo (decisão): 34.983 Total: 116.662. Média de público: 14.582.

Paysandu Sport Club Oficial : jogos no estádio da Curuzu e Mangueirão:

1º turno: Renda: 1º jogo: R$ 264.410,00. 2º jogo: R$ 72.181,00. 2º turno: 3º jogo: 52.740,00. 4º jogo (RexPa): R$ 178.040,00. 5º jogo: R$ 53.577,00. 6º jogo (semi): R$ 75.715,00. 7º jogo (final RexPa): R$ 236.845,00. Total: R$ 933.508,00. Média de renda: R$ 133.358,28.

1º turno: Público pagante: 1º jogo: 13.044. 2º jogo: 4.699. 2º turno: 3º jogo: 5.850. 4º jogo (RexPa): 8.521. 5º jogo: 4.893. 6º jogo (semi): 2.568. 7º jogo (final RexPa): 12.756. Total: 52.331. Média de público: 7.475

1º turno: Público total: 1º jogo: 14.248. 2º jogo: 6.013. 2º turno: 3º jogo: 7.184. 4º jogo (RexPa): 10.185. 5º jogo: 6.352. 6º jogo (semi): 3.804. 7º jogo (final RexPa): 14.189. Total: 61.975. Média de público: 8.853.

São Francisco Futebol Clube : jogos no estádio Barbalhão

1º turno: Renda: 1º jogo: R$ 68.217,50. 2º jogo: R$ 54.400. 2º turno: 3º jogo: R$ 19.820,00. 4º jogo: R$ 14.590,00. 5º jogo: R$ 51.050,00. Total: R$ 208.077,00 Média de Renda: R$ 41.615,40.

1º turno: Público pagante 1º jogo: 3.447. 2º jogo: 2.737. 2º turno: 3º jogo: 1.065. 4º jogo: 780. 5º jogo: 2.731. Total: 10.760. Média de público: 2.152.

1º turno: Público total: 1º jogo: 4.281. 2º jogo: 3.337. 2º turno: 3º jogo: 1.594. 4º jogo: 1.209. 5º jogo: 3.512. Total: 13.933. Média de público: 2.786.

Independente Atlético Clube : jogos no estádio Navegantão

1º turno: Renda: 1º jogo: R$ 37.580,00. 2º jogo: R$ 8.760,00. 3º jogo(final): R$ 55.000,00. 2º turno: 4º jogo: R$ 10.500,00. 5º jogo: R$ 26.700,00. 6º jogo: R$ 12.578,00 Total: R$ 151.118,00. Média de renda: R$ 25.186,33.

1º turno: Público pagante: 1º jogo: 2.129. 2º jogo: 688. 3º jogo(final): 6.000. 2º turno: 4º jogo: 768. 5º jogo: 1.585. 6º jogo: 2.688. Total: 13.858. Média de público: 2.309.

1º turno: Público total: 1º jogo: 2.429. 2º jogo: 986. 3º jogo(final): 8.000. 2º turno: 4º jogo: 1.127. 5º jogo: 1.983. 6º jogo: 3.010. Total: 17.535. Média de público: 3.507.

Tapajós Futebol Clube jogos no estádio Barbalhão

1º turno: Renda: 1º jogo: R$ 56.160,00. 2º jogo: R$ 38.310,00. 3º jogo(semi): R$ 41.770,00. 2º turno: 4º jogo: R$ 5.125,00. 5º jogo: R$ 1.135,00 Total: R$ 142.500,00. Média de renda: R$ 28.500,00

1º turno: Público pagante: 1º jogo: 3.124. 2º jogo: 2.003. 3º jogo(semi): 2.789. 2º turno: 4º jogo: 360. 5º jogo: 124. Total: 8.400. Média de público: 1.680

1º turno: Público total: 1º jogo: 3.929. 2º jogo: 3.045. 3º jogo(semi): 3.410. 2º turno: 4º jogo: 947. 5º jogo: 359. Total: 11.690. Média de público: 2.338

Paragominas Futebol Clube: jogos na Arena Verde

1º turno: Renda: 1º jogo: R$ 18.395,00. 2º jogo: R$ 30.720,00. 2º turno: 3º jogo: R$ 12.104,00. 4º jogo: 13.595,00. 5º jogo: R$ 62.404,00. Total: R$ 137.218,00. Média de renda: R$ 27.443,60.

1º turno: Público pagante: 1º jogo: 1.026. 2º jogo: 1.722. 2º turno: 3º jogo: 919. 4º jogo: 1.005. 5º jogo: 3.080. Total: 7.752. Média de público: 1.550.

1º turno: Público total: 1º jogo: 1.526. 2º jogo: 2.222. 2º turno: 3º jogo 1.319. 4º jogo: 1.405. 5º jogo: 3.580. Total: 10.052. Média de público: 2.010.

Cametá Sport Club: jogos no estádio Parque do Bacurau

1º jogo: Renda: 1º jogo: R$ 18.390,00. 2º jogo: R$ 29.460,00. 2º turno: 3º jogo: R$ 8.045,00. 4º jogo: R$ 33.260,00. 5º jogo: R$ 10.560,00. Total: R$ 99.715,00. Média de renda: R$ 19.943,00.

1º turno: Público pagante: 1º jogo: 1.326. 2º jogo: 2.064. 2º turno: 3º jogo: 843 .4º jogo: 1.813. 5º jogo: 854. Total: 6.900. Média de público: 1.380.

1º turno: Público total: 1º jogo: 1.550. 2º jogo: 2.563. 2º turno: 3º jogo: 1.262. 4º jogo: 2.371. 5º jogo: 1.370. Total: 9.116. Média de público: 1.823.

Parauapebas Futebol Clube : jogos no estádio Rosenão

1º turno: Renda: 1º jogo: R$ 11,610,00. 2º jogo: R$ 8.260,00. 3º jogo(semi): R$ 10.750,00. 2º turno: 4º jogo: R$ 3.720,00. 5º jogo: R$ 7.290,00. Total: R$ 41.630,00. Média de renda: R$ 9.935,00.

1º turno: Público pagante: 1º jogo: 405. 2º jogo: 431. 3º jogo(semi): 579. 2º turno: 4º jogo: 255. 5º jogo: 729. Total: 2.399. Média de público: 479.

1º turno: Público total: 1º jogo: 585. 2º jogo: 667. 3º jogo(semi): 893. 2º turno: 4º jogo: 355. 5º jogo: 1.009. Total: 3.509. Média de público: 701.

Castanhal Esporte Clube jogos no estádio Modelão

1º turno: Renda: 1º jogo: R$ 6.480,00. 2º jogo: R$ 780,00. 2º turno: 3º jogo: R$ 14.360,00. 4º jogo: R$ 450,00. Total: R$ 22.070,00. Média de renda: R$ 5.517,50.

1º turno: Público Pagante: 1º jogo 649. 2º jogo: 137. 2º turno: 3º jogo: 936. 4º jogo: 45. Total: 1.767. Média de público: 441.

1º turno: Público Total: 1º jogo: 841. 2º jogo: 231. 2º turno: 3º jogo: 1.879. 4º jogo: 87. Total: 3.038. Média de público: 759.

10º Gavião Kyikatejê Futebol Clube : jogos no estádio Zinho Oliveira

1º turno: Renda: 1ºjogo: R$ 4.500,00. 2º jogo: R$ 3.135,00. 2º turno: 3º jogo: R$ 2.450,00. 4º jogo: R$ 385,00 Total: R$ 10.470,00. Média de renda: R$ 2.617,50.

1º turno: Público pagante: 1º jogo: 362. 2º jogo: 198. 2º turno: 3º jogo: 145. 4º jogo: 47. Total: 752. Média de público: 188.

1º turno: Público total: 1º jogo: 576. 2º jogo: 438. 2º turno: 3º jogo: 385. 4º jogo: 197. Total: 1.596. Média de público: 399.

(Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Gancia: “Tenho vontade de ser petista… só de birra”

POR BARBARA GANCIA, via Facebook

Não sou PT, nunca fui. Mas, só de birra, está começando a me dar vontade de deixar crescer uma barba e/ou a sibilar. O que vier com mais facilidade, eu mando ver.

Explico. Esse ódio crescente é tão palpável quanto um transatlântico que jorra do coração dos “conservadoressauros” na direção daqueles que, juntos são milhões, mas não conseguem nunca acumular mais riqueza do que o famoso 1% dos ricos já deu.

Pessoal alega que foi o Lula que começou a “luta de classes”, mas, sejamos sinceros, já se vendia carro blindado e já existia cadeia superlotada, rebelião na Febem, tiro na cara pra roubar Rolex na Oscar Freire bem antes de o Lula ir trabalhar na Villares.

BARBARA110515Mas voltemos a essa gentalha pobre que incomoda.

Hoje, eles não só ocupam espaço e saem gritando no shopping em rituais primitivos chamados de rolezinhos, como passaram a ser identificados por “massa de manobra” ou “vagabundos que votam no PT pra ganhar Bolsa Família”.

Pois então, esse ódio que antes ficava lá contido, ele começa a mostrar a fuça. Seja lá pelo motivo que for. Não, eu não acho o Zé Dirceu santo e, sim, eu creio que, deixado livre para dispor do poder que tinha, ele teria realizado uma pequena revolução bolchevique a seu modo, por meio de uma reforma fiscal na surdina.

Se isso seria bem-vindo? Não creio, se fosse feito sem consultar a população e se não fosse à luz do dia.

Mas, voltemos à crua realidade do que temos em mãos, e não daquilo que poderia ter sido.

Agora que o PT e o Lula não metem mais medo no empresariado, o pessoal que costumava se restringir a frases econômicas como “eu voto na Arena” ou “eu votei no PSDB” começa finalmente a explicar melhor as razões pelas quais sempre teve como princípio nunca jamais nemfu votar num partido de esquerda.

Isso acontece porque a feroz desigualdade que impera no país impõe, digamos, “estilos de vida” deveras conflitantes.

Você se encontra de um lado ou do outro.

Se mora na periferia, não tira selfie com policial e não participa e panelaço contra nenhum político. Seja ele de que partido for, já que ninguém que está acima de você ou que você seja obrigado a chamar de “doutor” inspira confiança.

E se você não mora na periferia e tem a sorte de possuir um jogo de panelas para brincar de imitar o Cartel de Medellin na hora do jantar -ueba!- ou se se ufana de vestir a camisa do 7×1 pra cantar aquela musiquinha insossa, ” …com muito orgulho, com muito amor… Eu, sou…” … se você tira foto com polícia, se nenhum PM nunca olhou feio pra você, nunca arrastou seu irmão no meio da noite da cama em que ele dormia e o levou embora de camburão porque ele se parece muito com um traficante do bairro; se você acha que vence na vida quem estuda e trabalha e que todos nós podemos fazer isso -sem discriminar entre ricos e pobres-, sem essa de vitimização, já que basta olhar para os Estados Unidos ou, quem sabe, pra Índia onde há inúmeros exemplos de gente humilde que venceu sem recorrer ao crime, vai dizer que não há?

Parece então que o que nós temos é um problema imenso de comunicação entre duas populações distintas obrigadas a coexistir.

Trata-se de uma diferença de pontos de vista e de experiências de vida tão vultuosa, que acaba produzindo um mar de preconceito, indiferença, desconfiança, ignorância e desdém.

Seria lindo se fosse só isso. E olha que isso já seria uma catástrofe depois de 515 anos empreendendo esta nossa aventura civilizatória.

Mas provavelmente não é à toa que Pero Vaz de Caminha já tenha conseguido enfiar um pedido de emprego para um parente na sua famosa missiva, no primeiro episódio de nepotismo da história do nosso país, aos 10 minutos do primeiro tempo, naquele que depois viria a ser o paraíso da vantagem em benefício próprio e do desprezo pela coletividade, o bem maior e o interesse público.

Na minhas páginas nas redes sociais, todo dia tomo porrada (forte) de indivíduos que se auto intitulam “reaça” disto e “reaça” daquilo. Ontem um quadrúpede desses tentou me explicar que “reaça” e “esquerdista” são cosas equivalentes.

E é esse o pior dano que se está perpetrando ao eliminar sem dó nem piedade o PT da face da terra -como já se fez antes com Collor, Jânio, Vargas etc

Sem um lado de cá e uma oposição para contra balacear não existe possibilidade de haver uma fagulha que dê (re) início ao processo democrático.

Golbery do Couto e Silva, ministro chefe da Casa Civil de Geisel e Antônio Delfim Neto deram força para o surgimento de Lula como liderança sindical antevendo um futuro democrático de raiz bipartidária.

A despeito dos problema com a propaganda e o financiamento das campanhas políticas, sem o equilíbrio Labour/Tory, Democratas/Republicanos, Democrazia Cristiana/Partito Socialista não pode haver nem sequer esboço de arremedo de fiofó de burro de democracia pra inglês ver.

Já não são bem tolerados no país fenômenos que nós não captamos, temos trauma ou consideramos (vá entender) démodé.

“Conservador” por exemplo, é algo que desce mal para o brasileiro. Em outras sociedades, o termo tem vários significados. Estritamente na política, sinaliza que o camarada é a favor de menos interferência do Estado na economia, da valorização dos direitos do indivíduo e da não interferência de instituições como a igreja ou quaisquer outras na vida privada. Soa como uma descrição da filosofia do Bolsonaro ou do Tuminha pra você? Pois é, pra mim também não. E Serra, exilado do regime militar e Dilma, presa política da mesma turma, trocarem gentilezas com antigos algozes e fazerem alianças que ultrapassam qualquer limite de vergonha na cara com o inimigo de ontem, faz sentido?

Não será talvez por esse tipo de “licença poética” que o sonho de um Estado democrático está naufragando e, mais uma vez, grileiros, corruptores manjadíssimos, patrocinadores de candidatos marionetes, falsos profetas, contrabandistas, pilhadores e gente que usa o governo como mero entreposto para seus fantásticos negócios está vencendo a parada novamente e pela undécima vez?

Faz sentido ainda não ter sido julgado o mensalão mineiro? Faz sentido os senhores Renan e Cunha ainda estarem lá firmes e fortes? Reafirmo: não sou petista, nunca fui, e nem me julgo particularmente de esquerda.

Mas esse desequilíbrio é indicação grave de golpe branco em andamento, treta por baixo do pano, arranjo de que tipo não se sabe, mas coisa boa dali não sai.

Ou por bem julgam tantos deste lado e também do outro e medimos forças e o país sai lambendo suas feridas, ou anistiamos a todos e vai todo mundo fritar pastel.

Esta caça às bruxas, em que o camarada está se transformando em milícia odiosa que sai à caça do “inimigo” na internet e no boteco da esquina do escritório, e acusa quem quer que lhe dê na telha de bandido e ladrão e filho e um égua só porque o outro (que até ontem era seu amigão) não compartilha de sua ideologia começa a se parecer demais com a Alemanha de Hitler circa 1934.

Cadê o Renan, gente, lembra do processo cabeludo que caiu naquela cabeça cheia de fio implantado por conta de um caso extraconjugal?

E o envolvimento dele no Petrolão, não há nada ainda? Claro que há, em abundância. Só não vê e não mostra quem não quer!

E o problema lá de Furnas e do Aécio? Há uma montanha de coisas em estados de todas as mais variadas importâncias. Está faltando dizer isso a quem, ao Papai Noel? Sim, porque ao papa, pode crer, sendo argentino e odiando a Kirchner como odeia, a esta altura, ele já está ao par de tudo.

E o Sarney, onde andará, por sinal? Lembra quando o Lula dizia que ele até não era de todo mau e que nós devíamos respeitar a experiência que o bigode tinha acumulado nestes anos todos?

Pois não é que, depois que ele desapareceu, eles deram um jeito de cobrir com uma lona.

Agora virou circo de verdade, completinho.

Fantástico tem pior audiência do ano

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O programa Fantástico de ontem (10) registrou 17,5 pontos na Grande SP, pior audiência desde 20 de abril de 2014, no domingo de Páscoa, quando marcou 14,4, ibope mais baixo da história. Teve menos audiência do que a vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro (17,7), melhor início do Campeonato Brasileiro em quatro anos. O número de TVs ligadas à noite foi o mais baixo em um mês (57,8%).

Belém não vai sediar o GP de Atletismo

O Grande Prêmio Brasil Caixa de Atletismo não será disputado em Belém (PA) este ano. A informação é da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que agora tentará novas parcerias na busca de viabilizar o evento, previsto para 21 de junho, em outra cidade do país.
Desde 2002, graças à parceria da CBAt com o Governo do Pará, anualmente o Estádio do Mangueirão foi palco do Meeting Internacional, que trouxe ao Brasil grandes nomes do esporte mundial.
Segundo carta da Secretaria de Esporte e Lazer (SEEL) do Pará, a parceria não poderá ser mantida “por motivos de ordem orçamentária, neste ano de 2015”. “Vamos trabalhar em busca de viabilizar a realização do Grande Prêmio Brasil Caixa de Atletismo este ano”, reforçou o presidente da CBAt, José Antonio Martins Fernandes, o Toninho.

O que esperar do Papão?

POR GERSON NOGUEIRA

Tudo indicava que o jogo ia terminar em 0 a 0 mesmo, e não seria um resultado injusto, apesar de maior domínio do Botafogo. Acontece que os ataques estiveram sempre aquém das defesas em quase 90 minutos de bola rolando. Eis que, aos 41 minutos do segundo tempo, um cruzamento do lateral Carleto alcançou Rodrigo Pimpão dentro da área. Este foi mais ágil que o seu marcador e recebeu a bola já batendo de chapa no canto, sem defesa para o goleiro Emerson.

unnamed (39)O Botafogo fez ali naquele momento o que já podia ter feito em pelo menos três outras oportunidades, desperdiçadas principalmente pelo atacante Bill. O Papão sofreu um duro castigo na desatenção final da defesa, que tinha se comportado razoavelmente bem no jogo.

O gol no apagar das luzes foi mais lamentado pelos bicolores em face do mal anulado lance de Leandro Cearense um pouco antes. Após cruzamento perfeito, o atacante escorou para as redes de Jefferson. Mas a beldade-bandeirinha Fernanda Colombo Uliana invalidou o lance, apontando impedimento. Na verdade, Cearense estava na mesma linha da zaga e, portanto, tinha posição legal.

No primeiro tempo, o Papão teve poucos momentos de agressividade ofensiva, preferindo optar pela cautela exagerada. De maneira geral, o time respeitou demais o Botafogo, que é naturalmente cotado para o acesso, mas tem uma equipe ainda em construção, apresentando vários pontos vulneráveis.

Diante do posicionamento de espera dos bicolores, o Botafogo foi à frente e dominou a partida, ditando o ritmo e retendo a bola, embora sem maior objetividade. Pecava nas finalizações, mas tomava sempre a iniciativa. No Papão, Bruno Veiga começou bem, escapando em velocidade, mas aos poucos passou a ser mais vigiado. Um grande momento do ataque bicolor foi o disparo de Rogerinho para grande defesa de Jefferson.

Souza, funcionando como pivô, recebia forte vigilância de Marcelo Matos e dos zagueiros botafoguenses, mas criava condições para os demais companheiros. Pena que ninguém conseguiu aproveitar, nem Veiga e nem Pikachu, sempre os mais insistentes.

Quando Souza deu lugar a Leandro Cearense no segundo tempo, a equipe ganhou um novo jeito de buscar o ataque, valorizando mais a troca de passes em velocidade. A substituição poderia ter sido ainda mais festejada se o lance do gol tivesse sido validado. Mas ficou a sensação de que Dado Cavalcanti passa a ver em Cearense uma opção para tornar seu ataque menos previsível e mais ágil.

Outro aspecto positivo foi o comportamento dos zagueiros. Com mais entrosamento, a zaga tem tudo para funcionar na longa campanha da Série B. Gualberto e Tiago Martins se destacaram pela segurança nas antecipações e no jogo aéreo. O lateral João Lucas atuou com correção, embora mais preso à marcação, mas acabou falhando no lance fatal com Rodrigo Pimpão.

A marcação podia ter sido mais eficiente, mas Augusto Recife voltou a jogar abaixo do que normalmente rende e Fahel foi mais ou menos o que normalmente é. Acabou substituído por Ricardo Capanema, que é muito mais brigador e voluntarioso. Ainda assim permitiu que o rápido Sassá criasse dificuldades em arrancadas junto à área nos minutos finais.

A maior dor de cabeça de Dado continua na criação, como já se observava no Parazão e na Copa Verde. Dispersivo, Rogerinho não organizou a equipe e nem criou as situações necessárias para que o ataque pudesse superar a marcação do Botafogo. Foi substituído por Carlinhos, que pouco acrescentou à articulação e aproximação com o ataque.

Ficou evidente que nenhum dos armadores faz por merecer a titularidade. Se quiser um ataque eficiente, Dado terá que optar por meias mais criativos e dinâmicos (Carlos Alberto? Edinho?). Restam 37 rodadas, há tempo para ajustes, mas é bom apressar as soluções.

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Direto do blog

“Planejamento zero! O Paysandu já deveria estar com um time pronto, com uma base inteiramente definido. Isso era elementar justamente para não repetir os erros do passado, como os de 2013, para ser mais recente. Tenho fé que o clube se mantenha na Série B, pelo menos. Agora, sobre reforços, o Papão precisa de um lateral-direito, um meia e dois atacantes, no mínimo. Edinho não é meia, mas um segundo volante. Carlos Alberto é uma incógnita, já Rogerinho e Carlinhos são muito irregulares e improdutivos”.

Charles Rezende, torcedor alviceleste, cabreiro com a estreia do time.

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Velhas dúvidas e poucas certezas no novo Botafogo

O torcedor botafoguense tem motivos para preocupações. A Série B mais competitiva dos últimos anos vai exigir um elenco mais estável, com peças de qualidade. O time que enfrentou o Papão tem perfil operário, o que é bom, mas ainda se perde em jogadas de pouca inspiração. A zaga é forte. Diego Jardel é meia de recursos, mas cansou muito cedo.

O ataque depende mais de Pimpão do que de Bill, muito impreciso nos chutes. E, francamente, Renê Simões já teve tempo suficiente para arranjar um volante menos atrapalhado que Marcelo Matos.

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Festival de bordoadas no clássico argentino

O futebol argentino, que no passado brindou o mundo com Alfredo Di Stéfano e Diego Maradona, brilha hoje intensamente no cenário da bola através dos dribles e golaços de Lionel Messi. Prova da excepcional qualidade do jogo praticado no país vizinho ao longo do tempo.

Pois na última quinta-feira, apenas 48 horas depois de mais um show irrepreensível de Messi na Champions League, me deparei com um tosco River Plate x Boca. Foi um dos piores jogos que vi na temporada, incluindo aí algumas peladas ordinárias vistas no nosso Parazão.

Cada time cometeu pelo menos 30 faltas (fora aquelas ignoradas pela arbitragem) e o jogo foi uma sucessão de cabeçadas, pernadas e cusparadas. O pior lado da decantada catimba argentina esteve solto em campo, diante de milhares de pessoas no estádio Monumental de Nuñez.

Um clássico secular não merecia o baixo nível de hoje. Nenhuma jogada digna de admiração, como também nenhum craque em campo, pelo menos que se fizesse visível em meio à troca de golpes entre os dois times rivais. À certa altura, parecia mais um duelo de rúgbi, tal a ferocidade dos litigantes. Uma noite triste para o futebol.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 11)