Brunoro é contratado para gerir o Brasília

noticia8693_230113_214035Demitido do Palmeiras no final da última temporada, o experiente executivo José Carlos Brunoro buscará um novo desafio. Ele foi contratado para gerir o Brasília Futebol Clube, time do Distrito federal que foi comprado por empresários dos Emirados árabes Unidos e disputará a Copa Sul-Americana neste ano.

Renomado por ser o executivo da Parmalat na parceria com o Palmeiras na década de 1990, José Carlos Brunoro retornou ao Verdão em 2013 com a eleição de Paulo Nobre para presidente e recebeu muitas críticas ao tentar implementar uma nova política no futebol. Preocupado com as grandes dívidas dos clubes, ele é a favor do contrato por produtividade, em que os jogadores não recebem um trabalho tão alto, mas bonificações conforme o número de presenças e conquistas.

O executivo também foi o responsável pelo crescimento do Audax (hoje Osasco audax), na época em que o time ainda era gerido pelo grupo Pão de Açúcar. Em um novo clube, Brunoro terá a responsabilidade de atrair grandes jogadores ao Brasília para a disputa da Sul-Americana. O time conquistou a vaga após o título na Copa Verde de 2014. (Da Agência Futebol Interior)

Novo acordo de TV amplia abismo entre os clubes

POR DUDA LOPES – EM MÁQUINA DO ESPORTE

O Campeonato Brasileiro que começou no último fim de semana tem uma particularidade nos bastidores: esse será o último torneio nos atuais moldes de contrato com a Globo. Após a implosão dos Clubes dos 13, os clubes fecharam acordos individuais válidos até o fim desta temporada. Agora é o momento de avaliar se esse é o melhor modelo.
Levantamento feito pelo consultor Amir Somoggi revela a discrepância atual entre os clubes. Considerando as equipes com maior orçamento na divisão principal, Corinthians e Flamengo recebem mais de três vezes do que o último colocado, o Goiás, que levou R$ 33 milhões em 2014.

E, pelo novo acordo com a Globo, a diferença subirá. As cotas acordadas para o período entre 2016 e 2018 faz a distância passar a ser de cinco vezes. Corinthians e Flamengo, com R$ 170 milhões, ganhariam R$ 60 milhões a mais do que o São Paulo, terceiro na lista.

“Será um absurdo se isso acontecer. A grande atratividade do Brasileirão é o equilíbrio. Com o novo contrato, isso será difícil. Seria um tiro no pé”, comentou Somoggi.

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Hoje, os clubes que recebem menos ainda conseguem equilibrar a conta. O bicampeonato do Cruzeiro é um prova de que a tal “espanholização” do futebol brasileiro não é uma realidade. No país ibérico, Real Madrid e Barcelona chegam a receber dez vezes mais do que o clube que menos recebe pelo direito de TV.

Ainda que o Cruzeiro tenha ganhado um pouco mais do que a metade recebida pelo Flamengo, ele atinge maior êxito em outras contas. Nenhum clube brasileiro ganhou tanto com a soma de sócios-torcedores e bilheteria do que os mineiros: foram arrecadados R$ 85,8 milhões em 2014.

Atualmente, os clubes negociam por mais dinheiro da TV para reduzir o abismo. Na Espanha, o governo intercedeu para que haja uma divisão mais igualitária e obrigou a venda coletiva. Algo parecido ocorreu na Itália, há alguns anos, com um boicote dos menores contra a situação.