Convênio com o governo garante R$ 360 mil ao Águia

A pressão dos dirigentes do Águia e dos políticos de Marabá sobre o governador do Estado deu resultado. Ameaçando desistir da participação no Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão, o Águia reivindicou ajuda financeira oficial para poder disputar a competição. Apesar de resistências iniciais, o governo (através do Banpará) acabou cedendo e firmou convênio com o clube, vigente a partir de 11 de maio deste ano, no valor de R$ 360 mil. Os termos do convênio foram publicados na edição de hoje do Diário Oficial do Estado. Abaixo, um resumo:

Nº DO CONVÊNIO: 04

EXERCÍCIO: 2015

OBJETO:.Apoio financeiro do Banpará ao Águia de Marabá

Futebol Clube

VALOR: R$-360.000,00 (Trezentos e sessenta mil reais)

DATA DA ASSINATURA: 11.05.2015

VIGÊNCIA: 11.05.2015 a 10.05.2016

PARTES:

BENEFICIÁRIO: ÁGUIA DE MARABÁ FUTEBOL CLUBE

ENDEREÇO: Av. Itacaiunas, Nº 2012 Bairro: Cidade Nova

CEP 68503-820 CIDADE: Marabá/PA

CONCEDENTE: BANCO DO ESTADO DO PARÁ S. A.

ORDENADOR RESPONSÁVEL: Augusto Sérgio Amorim Costa

Ceni e a PEC da bengala

POR GERSON NOGUEIRA

O grande debate nacional, reinstalado ontem à noite, é sobre a longevidade de Rogério Ceni no gol do São Paulo. Competente como goleiro ao longo de toda a carreira, acumulando com isso a excepcional condição de batedor de faltas, o veterano está novamente em xeque. Tudo porque o Tricolor foi apeado de uma Copa Libertadores que era tratada como prioridade máxima na temporada. E porque também atingiu idade ingrata para boleiros, mesmo aqueles que ficam lá atrás, debaixo das traves.

unnamed (80)Na gozação, torcedores principalmente de outros times já levantam a tese de que Ceni pode se valer da PEC da Bengala, monstrengo que a oposição no Congresso tenta emplacar para atazanar a vida do governo Dilma. Pela tal PEC, os ministros do Supremo adiariam a aposentaria por mais cinco anos.

O fato é que Ceni já se valeu dessa sobrevida nos gramados. Por duas vezes ensaiou abandonar a carreira, mas terminou convencido por amigos e torcedores, com o endosso da diretoria do São Paulo. No final de 2014 o clube chegou a planejar sua despedida oficial, divulgando a última camisa a ser usada pelo goleiro. Os planos foram desfeitos pelo próprio Ceni. Depois da frustrante participação na Libertadores deste ano, é improvável que continue a jogar.

Os anos passam e os reflexos são naturalmente afetados. Atletas precisam estar na plenitude física e emocional para desempenharem bem suas funções. Aos 42 anos, Ceni parece bem do ponto de vista anímico, valendo-se de sua experiência para continuar atuando em alto nível. O problema é que diante do primeiro revés o torcedor volta suas vistas para o coroa que está trajando a camisa número 1.

Não pode ser atribuída a ele nenhuma falha capital ao longo da campanha. Apareceu com correção, sem maior brilho, nem mesmo nas cobranças de falta. Mas seu nome é emblemático e pesa nas avaliações críticas que o torcedor faz nessas horas. Ao lado de Luís Fabiano, Ganso e Pato, Ceni é sempre apontado pelos são-paulinos como um símbolo desse time que não deu liga.

Com a lucidez que sempre marcou seus posicionamentos como jogador, Ceni seguramente saberá ver que nada do que possa ganhar pelo São Paulo no restante de uma esticada carreira poderá superar o que já conquistou durante a carreira dedicada ao clube. Pelo contrário, o encerramento pode vir cercado de decepções que ele não merece.

A eliminação do São Paulo no Mineirão deve ser o episódio definidor da aposentadoria, mesmo que o goleiro ainda relute e até deixe no ar a ideia de um prolongamento. Todos sabem o quanto é doloroso passar o bastão, ainda mais para um jogador que sempre foi líder e vitorioso na profissão. Mas a sabedoria deve falar mais alto.

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A caminho da estabilidade

O Papão mostrou-se forte e organizado frente ao ABC. Sua defesa foi quase sempre firme. Os volantes atuaram bem, inclusive Fahel, que mostrou seu melhor jogo desde que estreou. O ataque teve em Aylon um ativo participante, correndo muito e apresentando-se como alternativa para tabelinhas. Bruno Veiga atuava razoavelmente quando se lesionou. Souza foi lento, mas criou dificuldades para a zaga inimiga quando teve a bola nos pés. Leandro Cearense mostrou desembaraço e fez o gol, mas saiu contundido.

A problemática situação do setor de criação continua em aberto, mas na terça-feira o Papão superou essa dificuldade até porque contou com forte participação de Pikachu e o envolvimento de Fahel como distribuidor de jogadas.

Acima de tudo, o time pareceu estar bem próximo da estabilidade no plano tático, passando a jogar com segurança e transmitindo confiança ao torcedor. Com a entrada de Edinho (ou Carlos Alberto) é provável que os buracos de criatividade sejam finalmente evitados.

Só continua preocupante o alto índice de lesões no elenco. Na reta final do Parazão, a perda de jogadores importantes já havia prejudicado a performance do time. Rogerinho, Jonathan e Pablo desfalcaram o time em jogos importantes. Desta vez, o time perdeu os atacantes Bruno Veiga e Leandro Cearense, além de Rogerinho, novamente.

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Direto do blog

“Meio fora de assunto, eu considero essa situação do Minowa no remo com a da Dilma. Os dois foram eleitos, mas quem perdeu não aceita de jeito nenhum. O Minowa teve que ganhar duas vezes. Essa de inventarem que o cara teria vendido a final em Cuiabá é de lascar. Para quem é contra a Dilma e o Minowa, meu recado: aceitem, eles foram eleitos pelo voto direto, querer tirá-los sem motivo justo é golpe!”.

Edson Amaral, torcedor bicolor, mas atento às muvucas que agitam o maior rival.

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Leão tem boas chances no grupo do Norte

A tabela do grupo A1 da Série D, divulgada ontem à tarde, põe o Remo em confronto direto com os representantes do Norte e abriu boas perspectivas para o começo da competição. Em tese, o bicampeão paraense deverá brigar pela liderança da chave com Nacional-AM.

Os demais adversários têm pretensões mais modestas e, em tese, não devem representar grandes embaraços para os clubes mais tradicionais e populares do grupo. A configuração atual repete o que Cacaio, como técnico do Paragominas, enfrentou pela Série D 2013.

Os azulinos precisam a partir de agora botar em execução o planejamento para a competição. O primeiro passo é a reformulação do elenco, depois da liberação de quase um time inteiro nos últimos dias. É fundamental que as novas escolhas atendam tanto ao critério financeiro quanto ao técnico.

Bons nomes foram mostrados no último Parazão pelas equipes do interior do Estado, mas são apostas que nem sempre se confirmam plenamente quando vestem camisas mais pesadas.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 14)