Papão contrata Edinho e acerta com Lombardi

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O Paissandu confirmou, na tarde desta sexta-feira, a contratação do meia-armador Edinho (ex-Fortaleza), que disputou a temporada passada pelo Avaí (SC). Jogador jovem (20 anos) e habilidoso, Edinho é uma aposta do técnico Dado Cavalcanti para resolver o problema de criação no Papão. É a sétima contratação do clube nas últimas duas semanas. Outro nome praticamente acertado é o de Lombardi, zagueiro que defendeu o Papão no ano passado, com bom rendimento em dupla com Charles.

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Na Curuzu, o técnico Dado Cavalcanti mantém os treinamentos de preparação para a estreia na Série B, prevista para sábado, 9 de maio, contra o Botafogo. Alguns jogadores que estavam entregues ao departamento médico já voltaram a trabalhar com bola. É o caso do atacante Leandro Cearense, que desfalcou a equipe na reta final do Parazão e da Copa Verde. Dado tem procurado testar os novos contratados João Lucas, Gualberto, Fahel, Tiago Martins, Gilson e Carlos Alberto. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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Leão fatura R$ 551 mil com Fenômeno Azul

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A torcida azulina proporcionou uma arrecadação de R$ 976.056,00 no Mangueirão, na noite desta quinta-feira. O público pagante foi de 34.780. Contando 193 não pagantes, público total de 34.973. O Remo recebeu o valor líquido de R$ 551 mil, já descontados os 30% destinados à Justiça do Trabalho. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Um show do time e da torcida

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POR GERSON NOGUEIRA

Uma vitória irretocável, com direito a três golaços. Uma noite de celebração da torcida no Mangueirão, abraçando o time e empurrando rumo ao triunfo. O Remo controlou o jogo, marcou quando deveria, atacou quando precisava e construiu uma goleada que lhe dá boa vantagem para a partida de volta, na próxima semana, em Cuiabá.

Depois de um começo equilibrado, com as defesas prevalecendo sobre os ataques, o jogo ganhou em dinâmica a partir dos 10 minutos. O Remo pressionava com Levy e Bismarck pela direita, Ramos e Paty pelo centro e Ratinho na aproximação. O Cuiabá se fechava todo atrás da linha da bola e deixava apenas Nino Guerreiro na frente, tendo o suporte de Rafael na armação de jogadas.

Apesar da intensa vibração passada pela torcida, que proporcionou um espetáculo à parte nas arquibancadas, o Remo tinha dificuldades em furar o bloqueio montado pelo técnico Marchiori, do Cuiabá. E ainda tinha que se preocupar com o jogo aéreo proposto pelo visitante.

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Até que, aos 21 minutos, as coisas começaram a acontecer. No primeiro bom contra-ataque executado pelo Remo, Levy lançou Paty e este acionou Eduardo Ramos. Dominando entre os zagueiros, ele foi travado na hora do arremate. Bismarck chegou rápido e, quando ia finalizar, foi derrubado pelo zagueiro Ricardo Braz. Paty bateu o pênalti e abriu o placar. De quebra, o Remo ficou com um jogador a mais – o defensor do Cuiabá foi expulso.

Antes de tomar as rédeas da partida, o Remo sofreu um duro golpe. Dois minutos depois do gol, o Cuiabá fez um ataque agudo e Fabiano não saiu para cortar um cruzamento alto sobre a área. O zagueiro Diego cabeceou entre dois zagueiros e o goleiro ainda fez grande defesa, mas a bola caiu para Kaike empatar.

A torcida silenciou por um instante, mas logo retomou a gritaria infernal de incentivo ao time de Cacaio. O Cuiabá ainda ameaçou entornar o caldo de vez. Rafael, em cobrança de falta, mandou no travessão, mas o desempate aconteceria logo em seguida. Aos 33, Ratinho recebeu passe junto ao bico da grande área e disparou um chute forte, no ângulo esquerdo de William Alves. O primeiro golaço da noite.

O Remo não deixou mais o Cuiabá se erguer no jogo. Passou a atacar forte pelo lado direito. Levy recebia e tinha campo livre, pois o ala esquerdo Maninho se mandava para o ataque. Foi por ali que começou o terceiro gol, depois de falta sobre Bismarck, aos 43 minutos. Eduardo Ramos cruzou para a entrada da área, onde Rafael Paty aparou de voleio. A bola ainda bateu no travessão e entrou. O segundo golaço dos azulinos.

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Veio a etapa final e Marchiori trocou o centroavante Nino Guerreiro pelo meio-campista Murilo Ceará. Deixava claro que pretendia minimizar o prejuízo. Estabeleceu duas linhas de quatro jogadores para conter os avanços do Remo e quase conseguiu segurar o jogo nos 3 a 1.

O Remo tocava muito a bola, mas às vezes exagerava nos passes laterais, desperdiçando bons avanços de Levy e Sílvio, que substituiu a Bismarck. Eduardo Ramos teve a chance do quarto gol, mas bateu fraco da entrada da área. Logo depois, cansado, foi substituído por Val Barreto.

Do lado mato-grossense, a preocupação era conter a pressão azulina e tentar beliscar mais um gol. A zaga remista, porém, não deu mais brechas e a goleada quase se concretizou aos 21 minutos. O goleiro William rebateu cruzamento e Ratinho pegou de primeira. A bola passou com muito perigo.

Alex Ruan foi substituído por Jadilson, que deu mais segurança ao lado esquerdo e se apresentou como opção para cruzamentos. Aos 43 minutos, quando o 3 a 1 já parecia definitivo, eis que surge o gol da premiação. Ameixa foi o contemplado. Por tudo que fez em campo, o jovem volante merecia sair como o nome do jogo.

Em rápida tabela com Val Barreto pela esquerda, ele recebeu de costas para dois marcadores, girou rápido e colocou a bola fora do alcance do goleiro. Era o terceiro golaço da noite. Remo 4 a 1. Goleada assegurada e o sonho da conquista da Copa Verde cada vez mais próximo.

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Ameixa brilha e espelha o novo Remo

A mudança operada por Cacaio no Remo é visível até nas declarações ao final das partidas e na assimilação de um conceito. Ontem, Ilaílson e Rafael Paty destacaram nas entrevistas o trabalho coletivo e saudaram o talento do jovem Ameixa, que ganha cada vez mais espaço e confiança.

Como é de seu estilo, Ameixa jogou de cabeça erguida, centralizando a organização de jogo no meio-de-campo e fazendo articulação perfeita com os laterais. Parece um veterano pela tranquilidade na condução da bola. Seu belo gol, já no apagar das luzes, atesta suas múltiplas qualidades.

De certa forma, Ameixa resume à perfeição o conceito defendido por Cacaio para o Remo: jogar como time pequeno quando está sem a bola e se agigantar quando parte com a bola dominada.

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Até quando?

Em noite quase perfeita dentro do estádio Jornalista Edgard Proença, o único senão ficou por conta do trabalho de segurança e acesso às arquibancadas. Dezenas de torcedores, portadores de ingressos, arrombaram dois portões para poder ver o jogo.

Impressiona (e assusta) o fato de que ninguém consegue resolver questões tão primárias, como a organização da entrada e saída das pessoas no Mangueirão. Passa ano, entra ano e a bagunça permanece, punindo sempre os desportistas que se arvoram a pagar para ir ao estádio. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Tempo de festejar e premiar os melhores

Duas grandes festas movimentam o futebol paraense na próxima semana. Logo na segunda-feira (4), às 20h30, acontece a entrega do Troféu Meio-de-Campo, organizada pela TV Cultura e programada para o Teatro Estação Gasômetro.

Na terça-feira, 5, às 20h, na sede social da Assembleia Paraense (avenida Presidente Vargas), será realizada a tradicional festa do Troféu Camisa 13, premiando os melhores da temporada. É a 23ª edição da escolha mais democrática do esporte paraense, resultante do voto direto dos torcedores.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 01)