Mangueirão não foi liberado para o Galo

O Independente não teve seu pedido de treino no Mangueirão acatado pela Seel. Apesar de ter sido encaminhada com antecedência, a solicitação foi ignorada pelo órgão que administra o estádio. Primeiro, responderam que dependia das condições do campo depois do jogo de quinta-feira, entre Remo x Cuiabá. No dia seguinte, a direção do Independente tentou entrar em contato, mas não foi atendida.

Mesmo insatisfeito com a falta de treinamento no gramado do estádio, o técnico Lecheva realizou os preparativos finais em local cedido pelo Paissandu. “É importante agradecer o apoio do presidente do Paysandu, porque talvez se não fosse ele nós nem teríamos onde treinar”, disse. O técnico Lecheva ressaltou que a necessidade de fazer o reconhecimento de campo na véspera do jogo é importante, principalmente por causa que a equipe ainda não conhece o novo gramado do estádio.

Antes de embarcar para Belém, o técnico manteve o mistério quando à escalação, embora não tenha nenhum problema de contusão ou suspensão entre os titulares. “Ainda não dá para falar sobre os atletas que devo colocar em campo. Testamos várias formações, e só devo decidir no domingo mesmo”, despistou. No último jogo entre as equipes, o Galo levou a melhor, ao vencer por 1 a 0, no estádio Navegantão. Em Belém, o Independente jamais venceu o Remo. (Com informações da Rádio Clube/DOL)

Leão escalado para enfrentar o Independente

unnamed

Sem problemas de contusão, o técnico Cacaio só não poderá contar com o volante Ilaílson (suspenso pelo terceiro cartão amarelo) no jogo deste domingo contra o Independente. Os jogadores iniciaram concentração na noite de sexta-feira em um hotel do centro da cidade, depois que a diretoria cumpriu mais uma parte do compromisso financeiro com o grupo, atualizando os salários de março.

Levando em conta as declarações do técnico Cacaio, a única mudança no time para o jogo que decide o Campeonato Paraense será a inclusão de Dadá, que estava suspenso. A provável escalação é a seguinte: Fabiano; Levy, Max, Igor João e Alex Ruan; Dadá, Ameixa, Eduardo Ramos e Ratinho; Rafael Paty e Bismarck.

Muito festejado pelos torcedores, Rafael Paty tem a chance de alcançar a artilharia do campeonato, repetindo o feito do ano passado, quando defendia o Santa Cruz de Cuiarana. Ele marcou 5 gols na competição, ocupando a vice-liderança ao lado de Magno (Parauapebas), Pikachu (PSC) e Welton (Tapajós). O líder até o momento é Monga, do Gavião, com 6 gols. No Independente, Joãozinho (3 gols), é quem ainda tem chances de brigar pela artilharia.

unnamed (80)

ARTILHARIA DO PARAZÃO 2015:

6 GOL(S)
Gavião – Monga

5 GOL(S)
Parauapebas – Magno
Paysandu – Yago Pikachu
Remo – Rafael Paty
Tapajós – Welton

4 GOL(S)
Cametá – Flamel
Paragominas – Bruno Maranhão
Remo – Eduardo Ramos
São Francisco – Jaime

3 GOL(S)
Independente – Joâozinho
Paragominas – Aleilson
Parauapebas – Juninho
Parauapebas – Célio Codó
Paysandu – Bruno Veiga
Remo – Bismarck
São Francisco – Cadu
São Francisco – Jeferson

(Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Pouco conhecido no Brasil, Edyr brilha na França

Edyr

POR RODRIGO CASARIN, NO UOL

Pouco conhecido no Brasil, o escritor paraense Edyr Augusto vem chamando bastante atenção na França. Ganhou espaço em jornais importantes, como o “Le Figaro”, já recebeu diversas resenhas elogiosas, foi apontado como um dos autores de literatura policial mais importantes de 2013 e 2014 por veículos especializados, como o jornal “Nice-Matin”, e considerado um dos “seis autores brasileiros incontornáveis”, ao lado de Guimarães Rosa, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Milton Hatoum e Luiz Ruffato, pelo jornal “20 Minutes”.

Edyr se diz surpreso e honrado por ter sido colocado ao lado de tais nomes. Sobre a recepção que vem tendo, acredita ser consequência das traduções feitas por Diniz Galhos e do trabalho de sua editora francesa, a Asphalte. Ainda ajudam “o interesse crescente pela literatura brasileira e, no meu caso, um novo cenário, pois todos os meus romances acontecem em Belém do Pará. Meu tipo de escrita, com frases curtas, tensas e pouco floreio também facilita a tradução”, afirma.

Publicado no Brasil pela Boitempo, os livros de Edyr trazem narrativas policiais que se passam no cenário urbano. Na França, estreou em 2013 com a tradução de “Os Éguas” – que lá recebeu o título de “Belém” –, apontado como uma das cinco melhores leituras do ano pelo “Nice-Matin”. Em 2014 foi a vez de “Moscow” ganhar versão para o francês e ser definido como “a ‘Laranja Mecânica’ dos brasileiros”, em alusão à obra de Anthony Burgess. Neste ano, “Casa de Caba” foi vertido para a língua de Proust.

Com isso, presença em eventos franceses se tornaram constantes, seja para palestras, debates ou lançamentos de livros. Em março deste ano, recebeu o prêmio literário Chameleon, da Université Jean Moulin, por “Belém”, considerado o melhor romance brasileiro contemporâneo traduzido para o francês, superando obras de Milton Hatoum, Adriana Lisboa e Frei Betto.

Apesar disso tudo, o número de vendas não é nada de outro mundo. Somados, os dois primeiros romances de Edyr publicados na França venderam pouco mais de três mil exemplares em aproximadamente um ano. Os mesmos títulos já venderam cerca de 7500 unidades no Brasil, sendo que, aqui, “Os Éguas” foi publicado em 1998 e “Moscow”, em 2001.

“Moro longe, distante. Tenho dificuldade em encontrar com meus pares, participar de discussões, mesas. Luto para superar essa distância”, diz Edyr, que também é jornalista, radialista e redator publicitário, ao procurar razões para que seu nome não seja conhecido em seu país da maneira que parece começar a ser em terras francesas.

Uma curiosidade: para os lançamentos de seus livros na França, a editora sugeriu que o autor propusesse trilhas sonoras para acompanhar as leituras. Com isso, Edyr selecionou músicas de nomes como Gaby Amarantos e Fafá de Belém. Confira aqui a playlist para o lançamento de “Belém” e aqui a do lançamento de “Moscow”.

Papão pode anunciar Roni, ex-Remo

unnamed

O jogador Roni pode ser anunciado, ainda neste fim de semana, como novo reforço do Paissandu para a disputa da Série B. Ex-atleta do Remo, Roni se desligou do clube horas antes da semifinal do returno do Campeonato Paraense, contra o Paragominas, na semana passada. Oficialmente, teria sido contratado pelo Cruzeiro (MG) e parte do dinheiro da transação seria repassado ao Clube do Remo. Até hoje, porém, o clube não recebeu o pagamento que consolidaria o negócio.

O que se especula é que o jogador teve seus direitos econômicos adquiridos por um empresário local, intermediado por Hércules, procurador de Roni. Desde a semana passada circulam boatos de que o empresário que comprou os direitos seria muito ligado ao Paissandu. Na sexta-feira, as especulações aumentaram quanto ao possível anúncio de Roni como jogador do Papão para disputar a Série B, até porque o Cruzeiro em nenhum momento anunciou a contratação em seu site oficial, embora a FPF já tenha feito a transferência do jogador para o clube mineiro.

A diretoria do Paissandu não se pronunciou ainda sobre o caso, mas do lado remista já se inicia uma verdadeira campanha contra o presidente Pedro Minowa, que conduziu pessoalmente as negociações. Por esse acordo, o Remo teria direito a receber R$ 325 mil (65% de R$ 500 mil). De todo modo, pelo caráter explosivo da transferência, o Papão já conseguiu um efeito importante de marketing: tirar o foco do desgaste causado pela dupla eliminação para o rival na Copa Verde e no Parazão.

O Conselho Deliberativo do Remo ficou de reunir extraordinariamente para discutir o assunto e alguns conselheiros já admitem contestar judicialmente a negociação que tirou Roni do Evandro Almeida. O presidente Pedro Minowa será convocado a explicar aos conselheiros todos os detalhes do negócio.

Nos últimos anos, o Remo tem perdido seguidamente atletas para o maior rival. Foi assim há quatro anos, quando o então presidente Amaro Klautau cedeu gratuitamente o atacante Héliton ao Papão. No ano passado, na gestão de Zeca Pirão, o Remo atrasou os salários do volante Jonathan, que se desligou do clube e assinou com o clube alviceleste. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Edinho chega cheio de otimismo ao Papão

unnamed

O Paysandu anunciou na última sexta-feira (01) mais um reforço para a sequência da temporada. Trata-se do meio-campo Edinho, de 20 anos, que disputou o Campeonato Catarinense pelo Avaí. Criado nas categorias de base do Fortaleza, Edinho desembarcou em Belém otimista e querendo repetir o sucesso que teve na equipe cearense. “Tive uma história muito bonita no Fortaleza. Apesar de jovem, pude fazer bons jogos pelo tricolor, principalmente no ano passado quando disputei 42 jogos na temporada e anotei 12 gols. Sou um jogador de muita velocidade e que gosta de deixar os companheiros na cara do gol. Espero repetir no Papão o desempenho que tive no Fortaleza”, destacou.

Agenciado pelo empresário Maurício Nassif, Edinho aproveitou para comentar a sua rápida passagem pelo Avaí. “Foi uma oportunidade interessante poder atuar por um clube que irá disputar a Série A, mas o clube não teve um bom início de ano. Muitos fatores contribuíram para que o time não rendesse dentro de campo e isso fez com que muitos jogadores não conseguissem desempenhar o seu melhor futebol”, explicou Edinho.

Empolgado com o novo desafio, Edinho disse ainda estar ansioso pelo encontro com a massa bicolor. “Eu já atuei contra o Paysandu e sempre admirei a força dessa torcida. A partir de agora ela estará a meu favor e tenho certeza que isso vai fazer a diferença na nossa caminhada rumo ao acesso à elite do futebol brasileiro”, finalizou. Após conhecer as dependências do clube, Edinho assinou contrato até o final do ano com o Papão. (Da AV Assessoria)