Minowa obtém liminar e volta à presidência

Pedro Minowa foi reconduzido hoje, através de medida liminar, à presidência do Remo. Ele entrou com ação judicial e obteve decisão favorável do juiz Ernani Malato. Caso o Conselho Deliberativo do Remo descumpra a ordem do juiz, será aplicada multa diária de R$ 1 mil. Em entrevista à Rádio Clube, o magistrado explicou que analisou o estatuto do clube e não viu razões para o afastamento do presidente. Observou, ainda, que a decisão do Condel deveria ter sido ratificada pela assembleia geral. A concessão da liminar visa, segundo ele, resguardar os direitos de Minowa à ampla defesa.

Leão vence Copa Norte-Nordeste de Remo

Cerca de 120 atletas de oito estados e do Distrito Federal participaram da Copa Norte-Nordeste de Remo, competição realizada sábado, 23, e domingo, 24, nas águas da baía do Guajará. O Clube do Remo foi o primeiro colocado na classificação interclubes, vencendo nove das 23 provas disputadas. O Paissandu ficou com o segundo lugar, superando o Sport Recife nos critérios de desempate. Na classificação geral, o título da Copa ficou com o Pará. (Com informações da Ascom/Sejel)

A ameaça à liberdade de imprensa

POR LUIS NASSIF, no Jornal GGN

Doutrinariamente, a imprensa é vista como o instrumento de defesa da sociedade contra os esbirros do poder, seja ele o Executivo, outro poder institucional ou econômico.
Não se exija dos grupos de mídia a isenção. Desde os primórdios da democracia são grupos empresariais com interesses próprios, com posições políticas nítidas, explícitas ou sub-reptícias.

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Tome-se o caso brasileiro. É óbvio que os grupos de mídia têm lado. Denunciam o lado contrário e poupam os aliados. Doutrinariamente, procuradores entendem que qualquer denúncia da imprensa deve virar uma representação. Mas só consideram imprensa o que sai na velha mídia. Doutrinariamente, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) criou um grupo para impedir o uso de ações judiciais para calar a mídia. Mas só consideram jornalismo a velha mídia.

Cria-se, então, um amplo território de impunidade para aqueles personagens que se aliam aos interesses da velha mídia. E aí entra o papel da nova mídia, blogs e sites, fazendo o contraponto e estendendo a fiscalização àqueles que são blindados pela velha mídia.

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No entanto, sem o respaldo do Judiciário, sem a estrutura econômica dos grupos de mídia, blogs e sites independentes têm sido sufocados por uma avalanche de ações visando calá-los. E grande parte delas sendo oriunda da mesma velha mídia.

Quando a velha mídia se vale dessas armas contra adversários, não entra na mira do CNJ.

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Tome-se o meu caso.
Sou alvo de seis ações cíveis de jornalistas, cinco delas de jornalistas da Veja, duas de não jornalistas. Os dois não jornalistas são os notáveis Gilmar Mendes, Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e Eduardo Cunha, presidente da Câmara. Além deles, sofro uma ação de Ali Kamel, o todo poderoso diretor da Globo.

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O que pretendem me sufocando financeiramente com essas ações?
Desde que se tornou personagem do jogo político, a Gilmar tudo foi permitido.
Em meu blog já apontei conflitos de interesse – com ele julgando ações de escritórios de advocacia em que sua mulher trabalha e de grandes grupos que patrocinam eventos do IPD (Instituto Brasiliense de Direito Público).
Apontei o inusitado do IDP conseguir um contrato de R$ 10 milhões para palestras para o Tribunal de Justiça da Bahia no momento em que este se encontrava sob a mira do CNJ. E critiquei a maneira como se valeu do pedido de vista para desrespeitar o STF e seus colegas.

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De Eduardo Cunha, é possível uma biografia ampla, desde os tempos em que fazia dobradinha com Paulo César Faria, no governo Collor, passando por episódios polêmicos no governo Garotinho e no próprio governo Lula.
No governo Collor ele conseguiu o apoio da Globo abrindo espaço para os cabos da Globo Cabo e dispondo-se a adquirir equipamentos da NEC (controlada por Roberto Marinho). Agora, ganha blindagem prometendo impedir o avanço da regulação da mídia.
Sobre Kamel, relatei a maneira como avançou na guerra dos livros didáticos – um dos episódios mais controvertidos da mídia nos últimos anos, quando editoras se lançaram nesse mercado para ampliar seus negócios.

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Censurando os críticos, asfixiando-os economicamente, quem conterá os abusos de Gilmar, de Cunha e de Kamel?
Há uma ameaça concreta à liberdade de imprensa nessa enxurrada de ações.

Goleiro confirma acerto com o Remo

0706054321fernando-henriqueA diretoria de Futebol do Remo anunciou neste domingo a contratação do goleiro Fernando Henrique, ex-Fluminense, para a disputa da Série D. A estreia azulina está prevista para o dia 12 de julho. Em entrevista a emissoras de rádio, o goleiro confirmou que defenderá o Leão. Ele deverá se apresentar ao clube na quarta-feira, 27, para exames médicos e assinatura de contrato. Mostrou-se otimista quanto ao acesso à Série C.

Curiosamente, Fernando Henrique chegou a negociar com o Paissandu em dezembro passado, mas acabou não acertando. Seu último clube foi o Internacional de Lages (SC), destacando-se no certame catarinense. Aos 31 anos, tem como destaque na carreira o título brasileiro de 2010 e a Copa do Brasil 2007 pelo Fluminense, além de ter sido vice-campeão da Taça Libertadores em 2008.

Orientação da CBF faz disparar número de cartões

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Com a introdução da orientação de tolerância zero aos “pitis” no futebol brasileiro, o número de cartões amarelos na Série A por reclamação decolou em 2015. A recomendação da CBF de advertir os jogadores que desrespeitarem os homens do apito tem sido seguida de forma contundente pela maioria. Com isso, apenas nas três primeiras rodadas da atual edição, 35 cartões foram aplicados por essa razão.

Segundo levantamento do LANCE!, levando em conta as súmulas, o saldo é muito maior do que no mesmo período do campeonato de 2014, quando a ordem de amarelar os “desbocados” não existia de forma tão clara. Ano passado, depois de 30 jogos, foram apenas oito cartões por “reclamar contra arbitragem ou protestar contra a decisão tomada pelo árbitro”. O aumento é de 337%.

A intolerância à reclamação trouxe a reboque o aumento dos números gerais de cartões. Nas três rodadas iniciais de 2014, foram 127 amarelos. No mesmo período de 2015, já são 171 cartões. Em 2014, as advertências por reclamação até a terceira rodada representaram 6,2% dos cartões amarelos aplicados até então. Em 2015, esse percentual saltou para 20,4%.

NÚMEROS DE CARTÕES ATÉ A 3ª RODADA
AMARELOS VERMELHOS RECLAMAÇÃO (só amarelos)
2014 127 4 8
2015 171 9 35

Um ataque verbal à arbitragem já resultou, inclusive, no cartão vermelho para o atacante Walter, do Atlético-PR, no confronto de domingo com o xará de Minas Gerais. “Você não viu a falta. Está fazendo o que aí? Não serve para nada! Vai tomar no seu c…”, foi o que disse o atacante ao quarto árbitro, segundo a súmula. Não teve choro, nem vela. Chuveiro mais cedo.

Habituados à cultura da reclamação e ainda sem saber direito qual o limite da tolerância dos árbitros, os jogadores estão “chiando”. Ricardo Oliveira, do Santos, foi um deles.

– Se há violência, tem que ser punida. Mas nós não podemos ter tantos cartões amarelos assim, pois o futebol fica feio. Está muito rigoroso. Falou com ele, é amarelo – disse o atacante do Peixe.

Mas o intuito da CBF é mesmo diminuir o “blá-blá-blá” com a arbitragem em nome do respeito.

– A palavra-chave desse ano é respeito, sem piti ou qualquer coisa do tipo. Torcedor tem o ídolo e chora por ele. E aí ele vê o ídolo xingando uma autoridade esportiva, que é o árbitro. Aí chega na escola, “eu posso xingar, meu ídolo xinga”. Vê o policial, xinga o policial. Virou um desrespeito generalizado. O futebol, que é uma vitrine e tem penetração nas camadas sociais, principalmente nas menores, porque muitos veem no futebol a solução dos problemas, tem que mostrar que é possível ser educado. Que é possível ter uma decisão contra si, ser multado por um guarda, repreendido por uma professora, e aceitar isso de forma normal – afirmou o presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa, em conversa com o LANCE! durante a semana. (De Diário LANCE!)