Em defesa da Copa das Copas

Por Gilson Faria (*)

Sou a favor da Copa do Mundo no Brasil por uma série de motivos.
1 – O futebol é parte integrante da cultura brasileira e uma de suas maiores expressões. Não somos o país do futebol por acaso. São cinco títulos mundiais e, com isso, nossa Seleção alcançou a supremacia no esporte mais assistido, praticado e admirado no planeta.
2 – A Copa vai ser assistida por metade da população mundial e vai representar a exposição brasileira no exterior. Amplia o turismo doméstico e estrangeiro, o que garante retorno financeiro.
3 – A Copa do Mundo no Brasil representa aceleração de investimentos em infraestrutura e políticas públicas ao bem-estar da população. O custo total da Copa totaliza R$ 25,6 bilhões. Quase 70% representam esses investimentos.
Aí você pergunta: Não era melhor investir em saúde e educação?
Uma coisa não tem nada a ver com a outra. É preciso saber que o Governo Federal emprestou recursos, através do BNDES, para estados, municípios e clubes responsáveis pelos estádios construídos e reformados para a Copa. Os recursos voltarão para o Governo Federal com juros, e não competem com o orçamento e com outras políticas públicas.
292298-970x600-1Educação e saúde são financiadas com recursos do orçamento vindos de impostos pagos pelos contribuintes, diferentemente dos empréstimos. No caso de estados e municípios é bom lembrar que, por lei, são obrigados a destinar um percentual mínimo de suas receitas para educação e saúde. A construção de estádios não altera em nada esses percentuais.
A mídia golpista tenta ocultar a verdade, com fins políticos. E uma meia dúzia de incrédulos mente para o povo. Em vídeos na internet, o comentarista esportivo Jorge Kajuru, por exemplo, tenta convencer que a Copa do Mundo no Brasil é um mau negócio porque o dinheiro público investido não retornará. Ele alega que o governo brasileiro isenta a Fifa de impostos, ao contrário da África do Sul, Alemanha, Japão e outros países.
Tudo mentira. O fato é que cada bilhete vendido recolhe impostos, pois o Centro de Ingressos, o Comitê Organizador Local e prestadores de serviços da Fifa são tributados nos termos da legislação nacional. A receita fiscal no evento deve chegar a R$ 16 bilhões.
Faço parte do grupo de brasileiros que luta por qualidade de vida, segurança, educação, saúde, transporte público. Esse é um direito de qualquer cidadão brasileiro. Mas, eu quero a Copa do Mundo no Brasil por entender que vai ser bom para o País. E VAMOS TORCER POR NOSSA SELEÇÃO !

(*) Gilson Faria é jornalista.

3 comentários em “Em defesa da Copa das Copas

  1. Permita-me concordar em parte com a idéia descrita nesse texto. A população nunca foi contra a seleção brasileira, que aliás é uma paixão nacional, mas os fatos que chegam através da imprensa, tem influenciado toda essa averção contra a copa e não contra a seleção. É tão decepcionante que o amor pelo esporte está em xeque. O tempo dirá se essa copa valeu apena aqui, pois no eu modo de ver, até o momeno, deixa a desejar e muito. A parte que interessa a população, que é toda a infraestrutura de mobilidade urbana, hospitais, está deixando a desejar e não é em uma só sede da copa e sim quase todas. Até o momento de 100% mesmo, só os estádos estão prontos. Você diz que saúde, educação, não tem relação nenhuma com a copa, discordo, porque a educação passa pelo fato de saber tratar e receber as pessoas que aqui virão e evetos desse porte, te que a ver suporte de hospitais decentes, coisa que não temos. Para finalizar, salvo engano, três estádios apenas são de iniciativa privada, é possivel que o BNDES reveja esse financiamento e com juros, agora querer que a gente engula as outras praças esportivas que supostamente são iniciativa privada e que irão se ajustar com os financiamentos perante ao BNDES, é querer se enganar. Ainda que seja revisto esse dinheiro, de onde sairá essa granda, com toda a certeza dos impostos pagos por todos, ou eu estou errado? Do ponto de vista político, não entrarei nem no mérito de quem irá reivindicar a autoria da copa e tirar uma casquinha da copa, porque de político aproveitador está cheio.

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  2. É, não se faz copa do mundo com escolas e hospitais… Faz sentido.

    Assim como também não se pode negar que o retorno financeiro é garantido para a fifa, cbf, políticos e demais satélites aproveitadores que gravitam em torno do evento.

    Demais disso, não há nada de errado no governo que garantiu que não ia haver gasto de dinheiro público no financiamento dos eventos, de repente resolva fazer chover este tipo de verba na horta dos organizadores. Afinal, mesmo sendo dinheiro público, não é dinheiro do orçamento.

    Quanto às isenções, se até o STF já as reconheceu como constitucionais, nada mais há que possa ser dito contra elas.

    Enfim, tudo faz sentido com a política do governo. Se tem o bolsa família para um lado, nada mais justo que tenha a bolsa bnds pro outro.

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