Da série “o futebol pode ser maravilhoso”

O mega-cartola e investidor russo Roman Abramovitch, dono do Chelsea, promete “bicho” de R$ 600 mil a cada jogador do time inglês pelo título da Liga dos Campeões da Europa.

De repente, Veja abandonou o denuncismo

Por José Augusto

Desde que Carlinhos Cachoeira foi preso, no dia 29 de fevereiro de 2012, na operação Monte Carlo da Polícia Federal, a revista Veja já soltou 6 edições, e nenhuma capa é dedicada a denúncias de corrupção. Mas há uma pauta abundante neste período envolvendo o senador Demóstenes Torres e o governador Marconi Perillo, tratada, sobretudo, pela revista Carta Capital, mas não só por ela. Até o Jornal Nacional tem se dedicado ao tema.
Parece que a revista Veja ficou acéfala no que entende ser “jornalismo investigativo”, depois da prisão de Cachoeira e dos arapongas Jairo Martins e Dadá.
Mais do que acéfala, está dando uma enorme bandeira de que tem muito a esconder sobre as relações entre seu editor-chefe Policarpo Júnior e Carlinhos Cachoeira. Segundo Luis Nassif, Policarpo teria trocado em torno de 200 telefonemas com Cachoeira no período investigado.
A revista já admitiu, defensivamente, que Policarpo e Cachoeira trocavam figurinhas. A revista diz que seriam relações legítimas entre jornalista e fonte. Mas como explicar a notória má vontade da revista em noticiar o caso, tendo um jornalista tão íntimo com os intestinos da organização criminosa (segundo o Ministério Público)?
A revista Veja, pródiga em divulgar até grampos ilegais, não revela um único diálogo entre o bicheiro e seu editor-chefe.

O lado negro da força

Por Gerson Nogueira

Dois episódios expressaram nesta segunda-feira, com fidelidade arrasadora, a verdadeira face da gestão do futebol no Brasil. O diretor de Seleções da CBF, Andrés Sanchez, revela publicamente seu menosprezo pelo estilo de jogo do Barcelona, considerado por ele um reles “time de fase”.
Como cartola de clube (é ex-presidente do Corinthians) ou torcedor, Sanchez pode ter a opinião que quiser. Duvido que alguém se importe como o que ele diz ou pensa. Mas, como diretor da Seleção pentacampeã do mundo, a conversa é outra.
Suas palavras ganham verniz oficial e é inaceitável que seja tão desinformado sobre o melhor futebol praticado hoje no mundo. Diminuir a importância do Barcelona é um desserviço, pois valoriza a arrogância que domina a Seleção Brasileira há alguns anos.
O grande time catalão pode até não conseguir preservar por muito tempo o estilo atual, baseado na técnica e na habilidade, mas já impôs uma tendência mundial. A maior contribuição do Barcelona de Guardiola e Messi é provar a todos ser plenamente possível vencer, ganhar títulos e jogar bonito. Desmente um mantra defendido a ferro e fogo no Brasil pela patota de Parreira, Zagallo, Dunga & cia. durante anos.  
No mesmo dia, a CBF convoca entrevista coletiva para anunciar supostas novidades. Na prática, nada mais que um exercício de babação de ovo para o novo manda-chuva, com direito a transmissão ao vivo através de um dos canais de TV paga controlados pela Globo.
Significativo esse detalhe, pois confirma a manutenção de um velho compadrio entre a entidade controladora do futebol brasileiro e a emissora que detém os contratos de exclusividade dos principais torneios. Relação que data dos tempos de João Havelange, floresceu no reinado de Ricardo Teixeira e há de se perpetuar no mandato de José Maria Marin.
Quando esses conchavos se fortalecem, a história mostra que o futebol sempre sai perdendo. Uma evidência disso é que o ensaio de rebeldia entre federações estaduais morreu no nascedouro. Bastaram duas reuniões entre o novo coronel e a cartolagem se rendeu, submissa e silente.
Para sacramentar os velhos esquemas, a CBF saiu distribuindo mimos. Escolheu a presidente de um grande clube, Patrícia Amorim (Flamengo), e um cartola catarinense para chefiar respectivamente as delegações de futebol feminino e masculino aos Jogos de Londres.
Os clubes, que mantêm viva a paixão futebolística, ignoram sua própria força e afundam na subserviência. Palanqueiro, Marin convocou Patrícia para emoldurar a mesa e apresentar um cala-boca nos principais clubes. Em baixa na Gávea, a dirigente mostrou-se até comovida ante os salamaleques do novo chefão.
O detalhe mais simbólico do show foi o gesto público de agradecimento do dirigente catarinense, quase beijando Marin pelo convite para ir à Olimpíada de Londres passear. No final, todos “se” aplaudem. É a essa gente que estão entregues as rédeas do nosso futebol. Oremos.
 
 
Preocupação com o futebol está longe de ser a prioridade de grande parte da cartolagem papachibé. Domingo, depois do empate com o Remo, um dirigente do São Francisco teve a pachorra de invadir o gramado para insultar o trio de arbitragem, acusando-o de prejudicar seu time. Ainda que isto fosse verdade (e não foi), a atitude deve ser repudiada por todos que prezam a boa prática desportiva. Na verdade, ficou a impressão de que o cartola jogava para a platéia, buscando capitalizar a paixão do torcedor. Ano eleitoral, como se sabe, é sempre pródigo em presepadas desse tipo.
 
 
Quando é alvo de algum sarro, Barrichello costuma reclamar de perseguição e diz ter carregado o fardo da ausência de Senna, o que não é bem verdade. Bom piloto, mas dado a trapalhadas e chororô, Barrica deveria erguer as mãos ao céu pelas chances que teve na F-1 e, principalmente, pela fortuna que amealhou na categoria.
Não satisfeito, trata agora de robustecer o anedotário a seu respeito com esse patético pedido público de emprego na Ferrari, justamente a escuderia da qual saiu cheio de ressentimentos e jurando jamais voltar. Vá entender a cabeça do ás da Mooca… 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 10)

Amorim não é mais técnico do São Francisco

D’O Estado do Tapajós

A diretoria do São Francisco demitiu no inicio da noite desta segunda-feira, o técnico  Thiago Amorim, e o preparador  físico Roni Lameira. O motivo foi uma grave discussão  entre os dois ocorrida  na tarde desta segunda-feira, por terem opiniões diferentes sobre o cancelamento do treino  marcado para a tarde  desta segunda-feira no campo da AABB. Essa queda de braço entre os dois já  vinha acontecendo em outras ocasiões, com isso o presidente Edie Ribeiro  resolveu dar um basta na situação, fez uma reunião com a diretoria e o supervisor de futebol Alex Lins e foi decidido pela saída dos dois. Na manhã desta terça-feira, o presidente vai confirmar o auxiliar  Serginho e o preparador de goleiros Jorge Ney no comando técnico do Leão Tapajós , para o jogo decisivo contra o Remo no Baenão no próximo domingo, às 16h.

A coragem do senador Demóstenes

Por Altamiro Borges

O senador Demóstenes Torres – que deixou o DEM para evitar a expulsão da sigla, mas que, na prática, tenta abafar o escândalo da sua ligação com a máfia de Carlinhos Cachoeira – voltou a se pronunciar. Em artigo publicado originalmente no blog de Ricardo Noblat, hospedado no sítio da Globo, ele criticou o pacote anunciado nesta semana pelo governo Dilma de estimulo à economia. O artigo revela todo o cinismo do ex-líder dos demos e do ex-herói da mídia. O próprio Estadão, que tinha o político como fonte privilegiada, ironizou a caradura do senador, que postou um texto “dezessete dias depois de ter se recolhido ao silêncio diante das suspeitas cada vez mais graves de ligação com o empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira”.

A torcida da mídia

No texto, que também foi publicado em seu blog, “Demóstenes não faz nenhuma menção às suspeitas das ligações com Cachoeira nem sobre seu incerto futuro. Já sem partido (desfiliou-se do DEM para fugir à expulsão no mesmo dia 3 do pacote de Dilma), ele responderá a processo de cassação no Conselho de Ética do Senado”. O Estadão torce para que ele seja cassado rapidamente, sem maiores traumas.

O artigo, porém, revela que o senador está confiante na sua absolvição. Ele sabe que as denúncias contra ele podem respingar em políticos de vários partidos – principalmente no governador tucano Marconi Perillo, de Goiás. Além disso, ainda conta com as justificativas patéticas de alguns “calunistas” da mídia, que sempre nutriram um familiar relacionamento com o falso moralista.

Arquivo vivo e perigoso

Demóstenes Torres é um arquivo vivo. Diante do risco da cassação do seu mandato e mesmo da prisão, ele pode revelar os crimes cometidos pela direita nativa nos últimos tempos. DEM, PSDB e PPS talvez não resistissem às suas revelações. Já os veículos da mídia, em especial a revista Veja, poderiam ser levados ao banco de reús – como ocorre atualmente com o império midiático de Rupert Murdoch.

Daí a sua coragem, que beira o cinismo, em criticar o “pacote de bondades” da presidenta Dilma. Ele conhece bem seus cúmplices. Ele conversou, por telefone ou em jantares, com vários diretores, editores e “calunistas” da mídia demotucana. Ele ajudou a irrigar várias campanhas eleitorais da direita nativa.

Égua da camisa bonita, te dizer…

O lançamento vazou na internet horas antes, mas não estragou a grande festa promovida pelo Botafogo, na noite desta segunda-feira, em General Severiano, para apresentar sua linha completa de uniformes para a temporada 2012. A fornecedora de material esportivo é a Puma, que firmou contrato com o Alvinegro por três temporadas, em janeiro. O evento contou com a presença dos atletas do atual elenco, além de ex-jogadores com Paulo César Caju, Zagallo entre outros. Os modelos dos novos uniformes do Glorioso foram Loco Abreu, Antônio Carlos, Fellype Gabriel, Renato, Elkeson, Lucas Zen e Andrey. Eles apresentaram as três camisas do clube.

O mestre de cerimônia da noite foi o humorista Marcelo Adnet, alvinegro assumido, que conduziu todo o evento. O presidente da Puma no Brasil, Roberto Goldminc, também esteve presente, assim como toda a cúpula do Alvinegro e o presidente Mauricio Assumpção.

A estreia do novo uniforme vai acontecer domingo, no último jogo da Taça Rio contra o Boavista. Durante a temporada, o Botafogo jogou com um uniforme provisório feito pela própria Puma, sem marca da empresa.

A frase do dia

“Isso aí de que o Barcelona tem uma escola de futebol, que todo mundo joga igual, é tudo balela. É fase. O que eles ganhavam cinco, seis anos atrás? Nada. E o que vão ganhar daqui cinco, seis anos? Nada, porque Xavi, Iniesta, Messi e tudo mais vão parar de jogar”.

De Andrés Sanchez, diretor de Seleções da CBF.

É cada peça que me aparece, te contar…

 

Google cria óculos de realidade aumentada

Você se levanta da cama, coloca seus óculos e começa a ler seus e-mails. Consulta a agenda de compromissos do dia enquanto prepara o café e lê as notícias do jornal enquanto escova os dentes. No caminho do trabalho, vê as melhores opções de trânsito em tempo real. Tudo isso sem usar as mãos. Ficção científica? Não, se depender do Google. A gigante de tecnologia americana acaba de divulgar, em um post de sua rede social, o Google+, e em um vídeo no YouTube, ao qual você pode assistir abaixo, o Project Glass.

Eles estão desenvolvendo um óculos de realidade aumentada para facilitar as atividades do dia a dia, desde marcar um compromisso na agenda por comando de voz até tirar uma foto de algo interessante que você encontrou pelo caminho. Segundo os idealizadores do projeto no post de divulgação, ele foi tornado público para receber sugestões dos internautas. “Estamos dividindo essa informação agora porque queremos começar uma conversação e aprender de você valiosas contribuições”, diz o texto. “Então tiramos algumas fotos para mostrar como esta tecnologia pode se parecer e criamos um vídeo para demonstrar o que ela pode permitir que você faça.”

O co-fundador do Google, Sergey Brin (foto acima), foi visto utilizando um protótipo dos óculos de realidade aumentada da companhia, durante evento filantrópico em San Francisco (EUA). Em posterior entrevista a um site americano, Brin disse que o dispositivo, até agora, “só é capaz de se reiniciar”. (Da Folha de SP)