Valentim é nova aposta do Fogão

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O Botafogo anunciou, nesta terça-feira, seu novo treinador. Alberto Valentim será o substituto de Felipe Conceição. Ele será apresentado na tarde desta quarta.

A diretoria entrou em consenso pelo nome ao longo da última segunda-feira e fez contato com o ex-auxiliar e treinador, que terminou o Campeonato Brasileiro do ano passado como vice-campeão pelo Palmeiras. Aos 42 anos, o comandante foi indicação de Cuca, que tem forte ligação com o Botafogo e era o preferido da torcida, mas está fora da realidade financeira do clube.

– Dirigir o Botafogo é uma honra e estou muito feliz por isso. Chego sabendo o tamanho deste clube, da responsabilidade e, principalmente, do amor de sua torcida. Estou pronto e preparado para fazermos todos juntos um grande trabalho e retribuir toda a confiança depositada em mim. Muito obrigado pelo carinho de todos – disse o novo treinador alvinegro, ao site do clube.

Alberto Valentim terá ao seu lado Fernando Miranda, auxiliar técnico com quem trabalhou no Palmeiras. O profissional de 37 anos esteve por 22 anos no clube paulista como goleiro, preparador de goleiros e auxiliar técnico. Fernando Miranda acumulou experiências ao lado de treinadores como Tite, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari. Fernando conta com o curso de técnico da Uefa. Ele também foi auxiliar de Valentim no RB Brasil. (via GloboEsporte)

O passado é uma parada

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Anúncio dos anos 70 pegando carona na paixão nacional pela Seleção do tri.

A frase do dia

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“É possível que Huck estivesse nos planos do golpe como o grandes desfecho desde o primeiro momento. Não Dória e seu exibicionismo vulgar, nem Alckmin e seu provincianismo, mas o bom moço, o que faz o bem de dia e monta negócios à noite, inclusive com Accioly, laranja de Aécio”.

Luis Nassif, jornalista 

Ney da Matta promete Leão super ofensivo na decisão de amanhã

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O Remo pode entrar com três atacantes na partida desta quarta-feira, 14, contra o Manaus-AM, pela Copa Verde. Precisando reverter o placar de 2 a 0 sofrido no jogo de ida, o time azulino treinou na segunda-feira com Jaime e Felipe Marques ao lado de Isac na linha de ataque. Jefferson Recife entrou como meia-armador, com a missão de jogar próximo aos atacantes.

Após o treinamento tático e técnico, todos os jogadores participaram de treino específico de cobrança de penalidades máximas, pois a vaga pode ser decidida em série extra de tiros livres da marca do pênalti. Ontem, o elenco participou de nova movimentação, no campo do Ciaba, quando Ney da Matta definiu os 22 relacionados para o jogo.

Nos treinos, o time titular manteve a formação do jogo contra o Atlético-ES: Vinícius; Levy, Mimica, Bruno Maia e Esquerdinha; Felipe Recife, Leandro Brasília, Fernandes e Rodriguinho; Elielton e Isac. Depois, Da Matta mudou a equipe, colocando Felipe Recife, Jefferson e Fernandes no meio, com Jaime, Felipe Marques e Isac no ataque.

O técnico mostra-se consciente da responsabilidade que o Remo tem perante a torcida. “Aqui no clube encontrei um meio de trabalho muito bom. Eu e todos os jogadores não temos do que reclamar. A diretoria prometeu uma coisa e está cumprindo. Nossa obrigação agora é fazer nossa parte. Teremos um jogo muito difícil contra o Manaus (AM), que é uma equipe de respeito. O torcedor pode confiar no trabalho, porque vamos fazer o jogo de nossas vidas dentro do Mangueirão”, prometeu.

Tuiuti: sem fantasia, o samba que já entrou na História

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Há sambas que, ganhando ou mais frequentemente não vencendo o concurso oficial do desfile das escolas de samba no Rio, a gente sabe, ao ouvir, que entraram para a História. como fez o inesquecível “Canudos” da União da Ilha, em 1976. São aqueles que conseguem arrancar de nós as memórias atávicas, as histórias que nos escondem, os orgulhos que sobrevivem.

O samba e o desfile da Paraíso do Tuiuti – vencedores sem contestação na preferência popular mas, provavelmente, nada além disso nos “júris” oficiais – são destes que serão lembrados anos a fio, por tudo o que têm de qualidade poética, crítica social e humor político dos mais ácidos.

Uma maravilha, como a lembrar o que pode ser o carnaval sem mega-patrocínios, tapetes e astronautas voadores, que reproduzo abaixo, sem a solenidade do desfile, sem as roupas e  adereços brilhantes, mas com os homens e mulheres da vida real. Que cantam, sem fantasia, o que é pura realidade e tanta gente só enxerga e sente na Passarela. (Fernando Brito, no Tijolaço)

Galeria do rock

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Mick Jagger, Keith Richards e Charlie Watts durante a temporada francesa de gravações para o lendário álbum Exile On Main St., um dos mais aclamados da extensa discografia dos Stones.

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Dado Cavalcanti volta a comandar o Papão

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Como havia sido cogitado na coluna desta terça-feira no Bola e aqui no blog, o técnico Dado Cavalcanti vai dirigir o Paissandu pela terceira vez. Sua contratação foi anunciada oficialmente nas redes sociais pela Diretoria do clube. Abaixo, trechos do comunicado divulgado pela Assessoria de Comunicação do PSC:

A Diretoria do Paysandu Sport Club definiu, na manhã desta terça-feira (13), o novo técnico da equipe de futebol profissional bicolor. Com passagens históricas pelo clube recentemente, Dado Cavalcanti foi contratado para dirigir o Papão até o fim de 2018. Ele será apresentado oficialmente à imprensa depois do treino desta quarta-feira (14), às 16h, no Estádio da Curuzu.

O primeiro trabalho do treinador no Paysandu foi em 2015, quando o time ficou em sétimo lugar no Campeonato Brasileiro da Série B, a melhor campanha da história do clube na era dos pontos corridos. No ano seguinte, sob o comando de Dado, o Papão consquistou o título do Parazão de forma invicta e também foi campeão da Copa Verde. Ainda em 2016, o técnico saiu da Curuzu por cerca de dois meses, mas depois retornou e ficou até o fim da Segundona.

Luis Eduardo Barros Cavalcanti tem 36 anos, é pernambucano da cidade de Arcoverde e já trabalhou em mais de 15 equipes de futebol profissional no Brasil. É um técnico que, além de já conhecer as estruturas, a funcionalidade e até mesmo a maioria dos funcionários do clube, também tem amplo conhecimento acerca de todas as competições futebolísticas oficiais que o time vai disputar até o fim deste ano – Campeonato Paraense, Copa Verde e Série B do Brasileiro.

Além de Dado Cavalcanti, o auxiliar Wilton Bezerra e o preparador físico Fred Pozzebon também vão compor a comissão técnica do time principal, que já conta atualmente com o auxiliar-técnico do clube Aílton Costa, o preparador de goleiros Edson Girardi, os preparadores físicos Glydiston Ananias e Roberto Onety, o fisiologista Rodolfo Santos e a nutricionista Cecília Guimarães, com quem Dado já trabalhou em 2016.

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Crônica da queda anunciada

POR GERSON NOGUEIRA

Marquinhos Santos caiu. O quadro estava desenhado desde que o PSC perdeu o Re-Pa e quatro dias depois foi eliminado da Copa do Brasil. O técnico ficou por um fio, mesmo tendo disputado somente cinco jogos na temporada. Não que sua situação fosse propriamente sólida antes disso. A permanência do treinador no comando após a campanha ziguezagueante na Série B 2017 chegou a causar surpresa.

Quando foi anunciado como o técnico para 2018, a diretoria justificou dizendo – com razão – que Marquinhos não havia tido a chance de começar um trabalho no clube. Havia desembarcado na Curuzu na 10ª rodada da Série B, substituindo a Marcelo Chamusca e pegando o bonde andando.

A condução do time montado por Chamusca não foi das melhores. O Papão sofreu um bocado para escapar da queda, só conseguindo respirar nas rodadas finais do campeonato. A rigor, Marquinhos utilizou um esquema sempre conservador, acumulando um inédito retrospecto de derrotas dentro de casa. Levava sufoco como visitante, mas fechava-se e com isso arrancava alguns bons resultados.

coluna do gerson - 13-02-2017

Para o torcedor, porém, a campanha foi frustrante. Acostumado a apoiar o time, na Série B 2017 não teve motivos para festejar, pois o Papão não se fazia respeitar como mandante. Acompanhava os jogos pela TV, sofrendo com a postura medrosa da equipe fora de casa.

Um aspecto do estilo pessoal do técnico sempre gerou muita crítica: a capacidade de ler um jogo de maneira inteiramente oposta ao que ocorria em campo. Viraram peças folclóricas suas entrevistas pós-jogo nas quais desfilava mil e uma razões para um resultado ruim.

Atribuía sempre os problemas do time às condições dos campos, ao mau tempo, à falta de tempo para treinamentos – como se os demais times não tivessem as mesmas dificuldades. Ao empatar com o modesto Paragominas, na Arena Verde, teve a coragem de dizer que o time iniciava ali a reabilitação depois do vexame diante do Novo Hamburgo.

Marquinhos se perdia pelas palavras. Na sexta-feira, após empate aos trancos e barrancos com o Interporto, em Porto Nacional (TO), o treinador analisou a atuação, mostrando-se satisfeito porque o time havia sido “agressivo do primeiro ao último minuto”. Na verdade, todo mundo viu que o PSC só atacou nos 10 minutos finais.

Para coroar a análise, referindo-se às cobranças pela queda na Copa do Brasil, comparou-se a ninguém menos que Tite. Segundo ele, o técnico da Seleção jamais teria feito carreira de sucesso se os dirigentes tivessem cedido às pressões quando o Corinthians foi eliminado pelo Tolima, na Libertadores de 2011. Um exemplo forçado e fora de lugar.

O descanso excessivo concedido ao elenco no Carnaval foi a gota d’água para a demissão. A diretoria não engoliu tamanha folga em meio ao cenário de indefinição no Parazão, onde o PSC caiu para a 2ª posição em seu grupo e terá duro compromisso em Parauapebas na próxima rodada.

No fim das contas, a incrível e inédita pré-temporada que avançou campeonato adentro – uma das mais anedóticas ideias do treinador – sobreviverá a Marquinhos, deixando o Papão ainda sem um time para chamar de seu, embora tenha elenco numeroso e (em tese) qualificado.

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Dado e Mazola cotados, mas clube analisa outros nomes

É provável que, quando esta coluna estiver sendo lida, a diretoria do PSC já tenha contratado um novo técnico. As sondagens começaram ainda na semana passada, pois a decisão de afastar Marquinhos Santos vinha sendo amadurecida desde o jogo contra o Novo Hamburgo.

A busca pelo substituto inclui a análise de nomes já conhecidos e que conhecem o clube. Casos de Dado Cavalcanti, Mazola Jr. e Givanildo Oliveira, com chances maiores para o segundo, embora persistam resistências ao estilo autoritário.

A prospecção também passa por nomes que nunca dirigiram o Papão: Lisca, Argel Fucs, Geninho, Sérgio Soares e Marcelo Cabo (ex-Atlético Goianiense) são mencionados. Argel, Geninho, Cabo e Lisca estão sem clube, mas a faixa salarial (acima de R$ 100 mil) pode emperrar as negociações.

Segundo fonte ligada à diretoria, o nome mais cotado é o de Dado Cavalcanti, mas Mazola, velho conhecido da casa e com boa passagem pelo clube, também está na fita. O certo é que, qualquer que seja o escolhido, terá o desafio de estruturar um time às pressas, visando corrigir a rota no Parazão e encaminhar a busca pelo bi da Copa Verde.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 13)