Garotos do Brasil mantêm a liderança no Sul-Americano

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A ladainha de sempre

POR GERSON NOGUEIRA

Os anos passam e o futebol paraense não encontra jeito de resolver problemas primários, simplórios até. Toda véspera de campeonato a situação se repete: os estádios não apresentam os laudos técnicos atestando condições de utilização em partidas oficiais.

unnamedDesta vez, o principal palco do futebol também se encontra em situação irregular, golpeando as pretensões do Remo quanto a obter uma boa receita logo na estreia contra o Cametá diante de sua torcida, no dia 29.
A Seel, responsável pelo estádio Jornalista Edgar Proença (Mangueirão), negligenciou, deixando de atualizar três laudos obrigatórios, que se referem diretamente à segurança do público e dos atletas.
A impossibilidade de mandar seus jogos no Mangueirão e no Souza, também sem os laudos exigidos pela FPF, faz com que o Remo contabilize mais uma vez prejuízos causados pela destruição parcial do estádio Evandro Almeida, ocorrida há dois anos.
Em 2015, o problema já afetou seriamente as finanças do clube, respondendo por boa parte do déficit daquela temporada. No ano passado, o problema explodiu de vez, alvejando as contas da agremiação e contribuindo para o não cumprimento de várias metas importantes.
Sem poder jogar em casa, o Remo disputou todos os jogos do Parazão, da Copa Verde, Copa do Brasil e Série C no Mangueirão. Quando as partidas tinham atrativos, a torcida comparecia e as arrecadações compensavam, mas contra times emergentes o prejuízo girava sempre em torno de R$ 80 mil a R$ 100 mil por jogo.
A nova temporada chegou e, desta vez, há o risco de não poder contar sequer com o Mangueirão. O prazo para que os laudos sejam entregues terminam na próxima terça-feira.
A ironia é que na sexta-feira aconteceu a solenidade de formalização dos contratos de patrocínio do campeonato, entre autoridades do governo e representantes do clube, com a cifra total superando a R$ 6,3 milhões. Tanto dinheiro investido sem que o principal palco da competição – mantido pelo próprio Estado – esteja em condições de receber jogos. Alguma coisa está fora de ordem.
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Trapalhadas azulinas em Castanhal
A temporada de jogos preparatórios do Remo caminhava bem. O time tinha vencido, com folga, a Pinheirense, Castanhal e Independente. Mas o quarto e último compromisso, contra o Castanhal, causou apreensão junto aos torcedores tanto pelo resultado quanto pela maneira destemperada como time e comissão técnica reagiram às pressões no estádio Maximino Porpino.
O técnico Josué Teixeira admitiu que o rendimento foi aquém do esperado. No primeiro tempo, o Remo aceitou a pressão castanhalense e permitiu que o placar fosse definido. Os erros de arbitragem atrapalharam a partida, mas não foram determinantes para a má atuação remista. Josué nega, enfaticamente, ter tentado retirar os jogadores de campo.
Pior que o desempenho do time foi a atitude dos dirigentes, que aceitaram uma arbitragem local e concordaram em fazer o jogo mesmo com iluminação deficiente. Em respeito ao público, o Remo aceitou ir a campo, mas acabou saindo derrotado e com a imagem arranhada.
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O futebol, esta mãe tão generosa
Não sei bem porquê, mas ainda me espanto com algumas notícias. O argentino Dario Conca, objeto de cobiça de vários clubes brasileiros desde que atuou bem pelo Fluminense em duas temporadas seguidas, volta ao país, agora para defender o Flamengo.
Por um salário que chega perto da cifra obscena de R$ 1 milhão, Conca chegou cercado de expectativas e aplausos da torcida, mas a primeira informação, dada pelos médicos rubro-negros, é a de que ele só poderá entrar em campo em meados de maio.
Ficará cerca de cinco meses entregue ao departamento médico, em recuperação de lesão contraída no futebol chinês. Como se o Flamengo tivesse rios de dinheiro para atirar pela janela com um jogador contundido. Donde se conclui que o clube carioca acaba de fazer um “negócio da China” às avessas.
(Coluna publicada no Bola deste domingo, 22) 

Rock na madrugada – Rita Lee, Corista de Rock

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Chape e Palmeiras ficam no empate

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Santa Cruz derrota Papão e conquista a Taça Asa Branca

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Rock na madrugada – Mutantes, Desculpe, Babe

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Quanta diferença

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No alto, multidão reunida para a posse de Barack Obama, em 2009, em Washington. Abaixo, imagem da movimentação para a posse de Donald Trump nesta sexta-feira.

Governo assina contrato de patrocínio do Campeonato Paraense 2017

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Em cerimônia realizada no auditório do Palácio do Governo, na manhã desta sexta-feira (20), foi assinado o contrato do “Parazão Banpará 2017”, que vai garantir mais de R$ 6 milhões em patrocínio ao campeonato estadual de futebol. O apoio foi ratificado por meio da Casa Civil da Governadoria, Banco do Estado do Pará (Banpará), Secretaria de Esporte e Lazer (Seel) e Rede Cultura, na presença do governador Simão Jatene.

Mesmo em meio à crise econômica que o país enfrenta, o Banpará manteve o valor investido no ano passado, reafirmando-se como o principal patrocinador do certame, com R$ 3.400.800. Por isso, o campeonato paraense deste ano ganhou o nome de “Parazão Banpará 2017”, ou “Banparazão 2017”, como já vem sendo chamado por alguns dirigentes. O presidente em exercício do Banpará, Jorge Antunes, destacou a importância desse apoio. “Associar a marca do banco a uma paixão estadual é tudo o que uma instituição como a nossa, genuinamente paraense, quer”.

Os dez clubes participantes do Banparazão 2017 foram representados na cerimônia. “Assumi o clube há dois anos sem recursos financeiros e por pouco não ficamos de fora do campeonato, o que só foi possível graças ao governo. Sem isso, tenho certeza que os clubes pequenos não teriam condições de disputar os jogos”, declarou o presidente do Paragominas, Charles Ayres, o “Charles Guerreiro”. O Paragominas, quinto colocado no Parazão do ano passado, vai receber  R$ 321.868, assim como os times do São Raimundo, Cametá, Castanhal, Pinheirense, São Francisco, Águia e Independente.

Por terem um maior número de jogos transmitidos pela TV Cultura do Pará, outra patrocinadora em potencial do campeonato, Remo e Paysandu receberão 654 mil reais. Todavia, como o clube alviceleste assinou contrato de patrocínio com a Caixa Econômica, o o valor que lhe seria destinado foi repassado à Federação Paraense de Futebol para usar no custeio das despesas dos times do interior com viagens e hospedagem.

O presidente do Paysandu, Sergio Serra, considerou justos os termos do repasse. “É um acordo foi perfeitamente compreensível, já que temos o apoio de outra instituição bancária, o que, de certa forma, conflita com o maior patrocinador do Parazão. Não haverá nenhum problema nisso”, afirmou. “Esse apoio que o governo dá tanto para nós, do Remo, quanto para os outros clubes, imprescindível, porque de outra forma não teríamos como manter o campeonato paraense, essa é que é a verdade”, disse o presidente do Remo, Manoel Ribeiro.

TV Cultura – Pelos direitos de transmissão exclusiva dos jogos, como ocorre há sete anos, a TV Cultura vai destinar R$ 2.956.800. Desse total, 20% vão premiar os melhores do campeonato – com R$ 224 mil para o primeiro lugar, R$ 168 mil para o segundo, R$ 112 mil para o terceiro e R$ 56 mil para o quarto colocado.

A presidente da Funtelpa, Adelaide Oliveira, anunciou novidades na transmissão do Banparazão 2017. “Esse ano, criamos um produto novo, que é o Meio de Campo 3.0, que vai trazer ao longo da semana um noticiário diário pela internet. Além disso, vamos trabalhar para a melhoria do nosso sinal em HD ao longo do campeonato”. O Banparazão 2017 começa no dia 28 de janeiro, com a partida Paissandu x Castanhal, na Curuzu, às 18h30. (Com informações de Syanne Neno/Secom)

Só para esclarecer

Aviso aos navegantes, bovinos e paneleiros em geral: Lula e Dilma não foram citados nas delações dos 77 diretores da Odebrecht, e nem têm foro privilegiado. Não tinham nenhum inquérito com Teori – ao contrário da cúpula do governo Temer e dirigentes do PSDB.