Maldade sem fim: site informa morte de D. Marisa com data de hoje

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Após a notícia de que a esposa do ex-presidente Lula havia sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico, a Wikipédia divulgou a data da morte de Dona Marisa como sendo dia 24 de janeiro de 2017.

“Nascida Marisa Letícia Rocco Casa (São Bernardo do Campo, 7 de abril de 1950 – São Paulo, 24 de janeiro de 2017), foi a primeira-dama do Brasil de 1 de janeiro de 2003 a 1 de janeiro de 2011”, constava a publicação.

A Wikipédia é um projeto de licença livre e escrito de maneira colaborativa.

De acordo com o próprio site, A Wikipédia é uma Wiki, o que significa que qualquer pessoa que queira pode facilmente editar qualquer artigo e ver imediatamente as mudanças efectuadas. Esta página serve como referência para os códigos do Wiki.

Momentos após a gafe, o site havia corrigiu a informação e deixou somente o local e a data de nascimento de dona Marisa: “São Bernardo do Campo, 7 de abril de 1950”. O internauta que fez essa alteração (brincadeira idiota) poderá ser localizado através do número do IP do computador.

Zaga é principal problema do Remo para estreia no Parazão

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Os seis gols sofridos (quatro deles em bolas aéreas) nos dois últimos amistosos de preparação deixaram o técnico Josué Teixeira de orelha em pé. A defesa remista está na berlinda e tem concentrado as atenções do comandante, a cinco dias da estreia no Parazão. Contra o Castanhal, na semana passada, a derrota por 3 a 1 teve muito a ver com a ausência dos laterais titulares. O miolo de zaga também vacilou bastante, deixando Josué preocupado com o posicionamento dos defensores.

“Em relação à parte tática, vamos trabalhar mais a questão defensiva. Na situação ofensiva, estamos bem. Temos Flamel, Edgar e Jayme. Temos que trabalhar mais a defesa, cobertura, compactação. Não fiquei preocupado com o rendimento dos meninos, pois eles deram uma boa resposta, só que ofensivamente. Vamos melhorar agora defensivamente”, disse Josué. (Com informações da Rádio Clube e Bola)

Grande mídia ignora delação do dono de avião que transportava Campos

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A imagem do Estadão de hoje, no alto do post, mostra bem o equilíbrio da imprensa brasileira. A Polícia Federal, finalmente, terminou o relatório sobre os “donos” do avião que caiu em Santos, matando Eduardo Campos, candidato, com Marina Silva, à presidência da República. Vale uma pequena notinha, nada mais.

Nenhuma novidade em relação ao que foi levantado – em grande parte pelos blogs – na ocasião: uma quadrilha formada por João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira bancou a compra do avião para o candidato, que a aprovou pessoalmente.

Os três vão aderir à moda das “delações premiadas”. O relatório da PF, disponível no site do Estadão, mostra claramente como a trinca fazia fluir as propinas pagas ao governo de Pernambuco pela OAS e pela Camargo Corrêa.

É de duvidar que tenham algo de significativo a dizer, ainda mais que neste caso basta “descarregar” no morto e deixar os muito vivos que seguem no governo do Estado e no Ministério de Temer.

O jato, neste caso, matou só pessoas, não as reputações, ao contrário de outros “jatos” que, sem provas como este caso tem, assassina liminarmente a respeitabilidade moral em grandes manchetes. Alguém ainda se lembra da “nova política”, Dona Marina Silva? (Do Brasil247)

Jacaré derrota time B do Papão

Em amistoso comemorativo ao aniversário da cidade de Paragominas, o Paragominas derrotou o time B do Paissandu, na tarde desta segunda-feira, por 2 a 0. Pimenta, de pênalti, abriu o placar. Diego marcou o segundo gol nos minutos finais da partida.

O Paissandu jogou com um time formado por atletas que não viajaram para o jogo no Recife contra o Santa Cruz. Dos atletas que devem ser mais utilizados pelo técnico Marcelo Chamusca no Parazão apenas Bruno Veiga e Djalma entraram em campo.

O time alviceleste começou a partida com Paulo Ricardo; Djalma, Perema, Mateus e Diego; Mauro, Will, André e Marquinho; Carlos Neto e Bruno Veiga.

O Paragominas, comandado por Cacaio, teve bom rendimento, valendo-se da experiência de jogadores como Fabrício, Preto Barcarena e Paulo de Tárcio. O PFC formou com Henrique; Rondinele, Cristóvão, Preto Barcarena e Igor; Romário, Paulo de Tárcio, Fabrício e Wander; Pimenta e Caiquinha.

A estreia do Papão no Campeonato Paraense será no sábado (28), contra o Castanhal, na Curuzu. O Paragominas estreará, em casa, contra o Independente, no mesmo dia.

Retrato sem retoques do bravo jornalismo tapuia

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POR FERNANDO RODRIGUES, no blog Tijolaço

Duas colunas e uma revelação: a nossa grande imprensa perdeu o pudor de que a Justiça em nosso país seja exercida com dirigismo. Ou seja, que aquela venda dos olhos de Têmis dê uma levantadinha e veja o que pode ser tratado por quem.

Miriam Leitão é mais discreta e apenas sugere a indicação de Sérgio Moro para o STF en passant, mas cobra de Carmen Lúcia uma “solução criativa” para a redistribuição dos processos da Lava-Jato que estavam com Teori Zavascki.

Diz que o novo relator deveria ser, segundo as palavras do próprio Teori sobre a magistratura, “alguém que não tenha perdido a capacidade de condenar nem de absolver”.

Seria bom que dissesse quem perdeu esta condição, mas é melhor ainda que atente que guindar Sérgio Moro à corte suprema do país, em meio a um julgamento em que ele é o maior exemplo de quem perdeu de absolver e apenas condena é, mesmo ele ficando impedido nos julgamentos, constranger o STF num caso onde o falecido Teori tinha anulado e repreendido o juiz paranaense por realizar e divulgar escutas ilegais.

Já Eliane Cantanhêde, mais desabrida, fala na necessidade de “encontrar brechas” no regimento do STF:

A escolha do novo relator da Lava-Jato, a maior investigação de corrupção de todos os tempos, tem de seguir o regimento, mas deve também recorrer às brechas para evitar uma pessoa errada, na hora errada, no lugar errado – o oposto de Teori.

Também ela faria um favor aos seus leitores se dissesse quem seria, e porquê, a pessoa errada, na hora e errada e no lugar errado de ministro do Supremo. Mas faz um desserviço à Justiça quando prega buscar brechas para uma solução dirigida, por se tratar de um caso “excepcional”.

A lei é – ao menos deveria ser – para todos e tratar algo como exceção na Justiça é transformar o tribunal num tribunal de exceção, o que é uma ofensa à Constituição e ao Estado de Direito. Mais ou menos como fizeram os que deram a Moro, apesar da decisão de Teori Zavascki, de não sofrer sanções por aquelas ações absurdas.

Os dois absurdos narrados, porém, já escandalizam a muito poucos, tamanho o dirigismo judicial em que mergulharam nosso país, onde – como lembrava Teori Zavascki – um juiz já não tem condições de absolver ninguém sem tomar a culpa de cúmplice.

A única excepcionalidade que se pode e até se deve permitir neste processo, se é que se busca a lisura, é sortear em “papeizinhos” o novo relator da lava Jato, para evitar qualquer suspeita de que, face à série de coincidências, alguém possa imaginar que o sorteio eletrônico do STF tenha, nos casos que possam atingir Lula, indicar Gilmar Mendes como relator, como em um punhado de vezes recentes.