Apenas 10 brasileiros entre os 100 mais valorizados do Planeta Futebol

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POR EMERSON GONÇALVES, no Olhar Crônico Esportivo

É janeiro, é tempo de listas e de fazer dieta para compensar as calorias dos panetones, churrascos e outros acepipes natalinos. Deixando a dieta de lado, vamos, então, a mais uma lista, esta também do CIES Football Observatory e que mostra os 100 jogadores mais valorizados dos 98 times das Big Five: Premier League, Bundesliga, La Liga, Serie A e Ligue 1.

Sem surpresa, agora, Neymar é o brasileiro mais valorizado e é, igualmente, o jogador mais valorizado da Europa (e do mundo, por extensão), na visão do Football Observatory, ultrapassando Messi, cujo valor caiu sensivelmente.

Influência clara da idade. Neymar é 5 anos mais novo que Messi e 7 anos mais novo que Cristiano Ronaldo.  A diferença óbvia é que em 2015 Messi era um ano mais novo e na análise do FO, valia 80,2 milhões de euros a mais! Cristiano, por outro lado, passou de 114,0 para 126,5 milhões de euros. A temporada foi mesmo boa! E, para um jogador hoje com 31 anos, é um valor estupendo.

Precisamos ter em mente que esses valores são teóricos, determinados por análises estatísticas e a partir, também, dos scouts. Para um time, todavia, Cristiano pode valer muito mais que esse valor teórico, mesmo considerando sua idade.

Já não me atrevo a dizer o mesmo em relação a Messi… Enquanto Cristiano foi fantástico no United, no Real Madrid e na Seleção Portuguesa, Messi tem sido fantástico todos esses anos “apenas” no Barça (as aspas foram necessárias, porque Messi e “apenas” não combinam…).

Brasileiros…

Um brasileiro abre a lista, mas, depois dele, a lista fica sem patrícios até chegarmos à 45ª posição, ocupada por Roberto Firmino, com Willian e Philippe Coutinho logo a seguir. Na sequência, Lucas Moura, do PSG, na 56ª posição.

Mais um grande intervalo, até Fabinho Tavares, o 83º mais valorizado, com Alex Sandro encostado. Fechando a lista, Douglas Costa em 92º, Felipe Anderson em 94º e Marquinhos Aoáz em 95º.

Já tivemos participações muito melhores em outros anos e se com relação a 2015 (veja aqui) temos os mesmos 10 jogadores, tivemos mudanças nas posições, geralmente para baixo, mas com duas evoluções dignas de nota: Neymar, já comentado, e Lucas, que pulou de 81º para 56º. Marquinhos avançou 4 posições (já bem no final da lista) e Firmino 1 posição. Oscar e Marcelo saíram da lista.

Premier League domina

Nada menos que 41 dos 100 jogadores mais valorizados atuam em times da Premier League. Vamos a uma listinha com os jogadores de cada liga:

– Premier League: 41

– La Liga: 25

– Serie A: 16

– Bundesliga: 12

– Ligue 1 : 6

Detalhe: 5 dos 10 mais valorizados atuam em times da liga espanhola.

Dos 5 ponteiros, 4 na La Liga e 1 na Premier League: Paul Pogba, do United.

Desses 5 ponteiros, 3 são do Barcelona: Neymar, Messi e Suárez, o trio MSN.

O poderio da Armada Espanhola

No Século XVI a Espanha dominava os mares, ainda mais depois da união com Portugal. Seu poderio naval era tremendo e sua esquadra era conhecida e temida como La Armada Invencible. Mesmo assim, foi derrotada pela esquadra inglesa e pelas brutais tempestades do Canal da Mancha.

Lembrei-me desse episódio da história ao ver a participação dos times espanhóis nessa lista, com 25 jogadores entre os 100+ disputando sua liga.

Dos 20 clubes membros da 1ª divisão (Liga Santander) da La Liga ou LFP – Liga de Fútbol Profesional – somente 3 têm jogadores entre os 100 mais valorizados, uma concentração poderosa:

– Atlético de Madrid:  7

– Barcelona:  8

– Real Madrid:  10

Desses 25 atletas, 5 estão entre os 10+ e 15 entre os 25+.

Formariam eles uma nova Armada Invencível?

Vendo esses números – entre muitos outros – não é de causar estranheza e muito menos achar que são coincidências as campanhas dessas equipes nas três últimas edições da principal competição europeia de clubes: Real Madrid duas vezes campeão, Barcelona uma vez e o Atlético de Madrid ficando com dois vices, ou seja, 5 em 6.

Vamos acompanhar o desenrolar da atual UEFA Champions League, mas o histórico recente aponta para mais disso…

Clubes dos 100+ e o poder dividido dos ingleses

Se na La Liga temos concentração, na Premier League temos distribuição de forças. Essa distribuição foi fortemente “turbinada” pelos novos contratos de direitos de transmissão, como já analisado nos últimos anos.

Os 100 jogadores estão espalhados por 26 clubes. Desse total, 10 são da Premier League e 16 se espalham pelas outras 4 ligas, com destaque para a italiana, que tem 7 clubes entre os 26. Sobram, portanto, 3 clubes para cada uma das outras 3 ligas.

Vale a pena uma olhadinha mais atenta.

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Vamos, finalmente, à listagem dos 100 jogadores mais valiosos na avaliação dos especialistas do CIES Football Observatory.

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Mancini defende a Lei Caio Junior

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Na manhã de sábado, 14, Dia do Treinador de Futebol, o técnico da Chapecoense, Vagner Mancini, concedeu entrevista coletiva na Arena Condá. No bate-papo com os jornalistas, Vagner fez um balanço sobre a semana de treinamentos e apresentou e defendeu a “Lei Caio Júnior”. Mancini pediu a palavra no fim da coletiva, para falar em nome da Federação de Treinadores do Brasil – que foi fundada por ele e por Caio Júnior – sobre um projeto de melhor regulamentação da lei do treinador.

Como forma de homenagem, Mancini e os integrantes da Federação defendem que ela leve o nome do ex-treinador da Chapecoense, Caio Júnior. Essa lei dará aos técnicos de futebol mais respaldo e melhores condições de trabalho.

“Nós temos um projeto que está em Brasília, com o deputado José Rocha, estamos pedindo para essa lei se chame Caio Junior, que a partir de hoje se chame assim. Essa era uma luta minha e dele, e estamos fazendo essa homenagem a ele. Esperamos que nossos políticos possam aprovar uma lei que está totalmente defasada. Para que entendam que nossa luta é uma luta honesta e nos queremos simplesmente nos equiparar a outras áreas do futebol”, declarou.

De autoria do deputado José Rocha (PR/BA), a emenda solicita que os contratos dos treinadores, auxiliares e preparador de goleiros sejam registrados na CBF e federações estaduais – o que permitiria que Caio Júnior tivesse direito ao seguro -, cursos de qualificação tenham a anuência da entidade e que os responsáveis por quebras de vínculo arquem com os custos da rescisão, seja clube ou profissional, entre outras.

O projeto já tem a aprovação das comissões de Esportes e do Trabalho, sendo encaminhado para de constituição de Justiça, na capital federal, último passo antes de ser votado na Câmara.

Thiago Batista – Esporte Jundiaí / Foto: Site oficial da Associação Chapecoense de Futebol

Seis homens têm mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros juntos

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Os seis homens mais ricos do Brasil concentram a mesma riqueza que toda a metade mais pobre da população do país (mais de 100 milhões de brasileiros), segundo o relatório da ONG Oxfam divulgado nesta semana. A ONG britânica de assistência social e combate à pobreza usa como base levantamentos sobre bilionários da revista “Forbes” e dados sobre a riqueza no mundo de um relatório do banco Credit Suisse.

De acordo com a “Forbes”, as seis pessoas mais ricas do Brasil são:

  • Jorge Paulo Lemann, sócio da Ambev (dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica) e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
  • Joseph Safra, dono do banco Safra
  • Marcel Herrmann Telles, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
  • Carlos Alberto Sicupira, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
  • Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
  • João Roberto Marinho, herdeiro do grupo Globo

A fortuna somada desses seis empresários era de US$ 79,8 bilhões (cerca de R$ 258 bilhões) em 2016, de acordo com a “Forbes”.

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Na sexta posição entre os mais ricos do país, João Roberto Marinho aparece empatado com seus dois irmãos, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho, com patrimônio estimado em R$ 13,92 bilhões cada um. Se fosse considerado o patrimônio dos três irmãos juntos, a desigualdade seria ainda maior, segundo a Oxfam.

Melhora entre 2001 e 2012

No caso do Brasil, a ONG afirma que os salários dos 10% mais pobres da população brasileira aumentaram mais que os salários pagos aos 10% mais ricos entre 2001 e 2012.

“Em muitos países em desenvolvimento nos quais as disparidades salariais estão crescendo, a diferença de remuneração entre trabalhadores com diferentes habilidades e níveis de formação é um grande impulsionador da desigualdade”, diz o relatório da Oxfam, intitulado “Uma economia para 99%”. (Do UOL)

E seria muito pior se Lula e Dilma não tivessem governado o Brasil. 

Chega ao fim o mistério em torno do técnico do Atlético-GO

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A Polícia Militar de Goiás informou durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (17) que encontrou o técnico do Atlético-GO, Marcelo Cabo, em um motel de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. De acordo com a corporação, está descartado que ele tenha sido vítima de sequestro, assalto ou qualquer tipo de violência. O treinador, que ficou mais de 40 horas desaparecido, passa bem.

– A polícia foi informada sobre o desaparecimento por volta de 11h (de segunda-feira), e o caso foi registrado no início da tarde. Após diligências, localizamos o taxista que havia levado ele em casa no meio da tarde. Era um táxi de Aparecida de Goiânia. Com informações dele, chegamos ao local em que estava o treinador, um motel na região da BR-153, em Aparecida. Não vamos comentar questões de foro íntimo. Isso ficará a cargo do clube e da assessoria do técnico – disse o tenente-coronel Ricardo Rocha.

A corporação informou que encontrou o treinador a partir de informações do taxista que o levou ao local na tarde de segunda-feira. Ao chegar ao motel, os policiais localizaram o carro de Marcelo Cabo. A Polícia Militar não informou se Marcelo Cabo estava acompanhado nem se ele estava sob o uso de drogas ou álcool. A hipótese de ação criminosa foi descartada.

– Não teve cometimento de crime nenhum. Ele não foi vítima de nenhum crime – declarou o tenente-coronel e assessor de imprensa da PM Ricardo Mendes.

Cabo tinha sido visto pela última vez na madrugada de domingo (15), ao sair do prédio em que mora, em Goiânia. Antes disso, na tarde de sábado (14), o treinador comandou o Dragão na derrota por 1 a 0 para o Gama, no primeiro amistoso da pré-temporada.

Segundo o clube, após o jogo, Cabo foi a uma confraternização com amigos. Ao voltar para casa, ele ligou para o filho por volta de 2h40 e teve uma conversa sobre assuntos da família. Em seguida, as câmeras registraram o treinador deixando o imóvel sem portar telefone celular e documentos pessoais.Sem contato com o comandante, o clube rubro-negro registrou o caso na Deic no início da tarde de segunda-feira, por volta de 14h.

Após coletiva no CT do Dragão, na qual a diretoria oficializou à imprensa o desaparecimento, Marcelo Cabo chegou a ser visto em seu prédio por volta das 15h48 de segunda-feira. No entanto, permaneceu no local por poucos minutos e desapareceu novamente. Segundo disseram  funcionários do condomínio à Polícia e membros do Atlético-GO, ele não estava machucado nem com marcas de sangue. Porém, aparentava estar um pouco “grogue”. Às 20h40, a assessoria de imprensa da Polícia Civil fez o comunicado de que ele havia sido localizado.

Natural do Rio de Janeiro, Marcelo Cabo tem 50 anos. Ele chegou ao Atlético-GO em 2016 e comandou o time na conquista do título da Série B do Campeonato Brasileiro. Foram 38 jogos, com 22 vitórias, 10 empates e seis derrotas à frente do Dragão. Ao longo da competição, o treinador fez trabalho consistente e foi um dos responsáveis pela brilhante campanha. Cabo iniciou a carreira no Bangu, em 2004. Depois, foi auxiliar de Marcos Paquetá na Arábia Saudita por quatro anos e dirigiu uma equipe nos Emirados Árabes. Ele também foi auxiliar técnico de Jorginho e observador técnico de Dunga na primeira passagem dele pela seleção brasileira. (Com informações de Globo Esporte, Lance! e Folha SP)

Volante chega ao Palmeiras se gabando da fama de ‘porradeiro’

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Numa apresentação que contou com frases bombásticas do começo ao fim, Felipe Melo, novo reforço do Palmeiras, atacou Antonio Tabet, vice-presidente de comunicação do Flamengo. Tudo por conta de um tuíte do dirigente, que dizia que um jogador (não falou especificamente sobre o volante) fazia juras de amor ao Fla, mas pedira R$ 1 milhão de salários para negociar. Tabet, depois, negou que o comentário tenha sido sobre Felipe Melo.

Questionado pelo GloboEsporte.com a respeito do comentário de Tabet, Felipe Melo se irritou e atacou o dirigente, a quem chamou de “piadista”, por conta de seu trabalho no “Porta dos Fundos”, canal de humor no YouTube.

– Minha pátria amada hoje é Palmeiras. Não falo mais de Flamengo. O Flamengo me procurou há alguns anos numa época em que era impossível eu vir da Europa pra cá. Nunca pedi um milhão, não sei da onde veio isso. Nesta janela, não houve nenhuma proposta, nenhuma procura. Não acredito que exista no Flamengo um vice-presidente de marketing (na verdade, é de comunicação) que praticamente me chamou de “puta”. Para rir, ele é número 1, mas como dirigente não dá. Não tive oferta do Flamengo, sou flamenguista, mas é o Palmeiras por quem eu vou lutar, é quem está colocando comida na minha casa. Se tiver que comer alguém vivo, eu vou comer pelo Palmeiras – disse Felipe Melo.

O “ousado” Felipe Melo, como ele próprio se define nas redes sociais, teve uma apresentação digna do apelido que criou. Rebateu críticas sobre as expulsões na carreira, questionou a imprensa e disse que não é um jogador “só de porrada”. Mas também não descartou dar tapa em adversário se considerar necessário.

– Nos últimos quatro, cinco anos, eu recebi apenas quatro cartões vermelhos. Para um meio-campista que está acostumado a fazer trabalho sujo, é muito pouco. Tem muita gente que me critica, mas gostaria de ter o Felipe Melo no time – foi a primeira dura resposta do jogador de 33 anos, que ainda foi além.

– Essa história de que o Felipe Melo é maldoso foi criada pela imprensa. Se não me engano, a minha média de cartões é menor do que a do Gabriel Jesus, menor do que a do Fernandinho, que está na Seleção. As imagens que mostravam de mim era de expulsões, de faltas. Felipe Melo não é só porrada é técnica também. Não fiquei 13 anos à toa na Europa. Se tiver que dar tapa em uruguaio, eu vou dar, se tiver que dar porrada, eu vou dar porrada – disse, em seguida. (Do Globo Esporte)

Chamusca descarta novas contratações

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Depois do jogo-treino de sábado, o técnico Marcelo Chamusca tem repetido que o elenco do Paissandu está fechado, descartando novas contratações. Ele diz estar satisfeito com o grupo de 30 atletas, sendo 11 recém-contratados, com os demais vindos da temporada 2016 e alguns poucos atletas oriundos das categorias de base.

“A gente não deve contratar mais ninguém para qualquer posição. Se não perdermos nenhum atleta, por questão de contusão ou outra situação, já estamos com o elenco formado”, disse Chamusca. Por outro lado, ele sinalizou a possibilidade de alguns jogadores deixarem o atual grupo.

“Existe possibilidade desses atletas mais novos serem emprestados a alguns clubes para ganharem mais maturidade”, avisou o treinador, que em outras entrevistas à imprensa já havia anunciado ser contrário a ter um grupo numeroso de atletas. (Com informações de NILDO LIMA/Bola; foto: Ascom-PSC) 

Esquema da Caixa desemboca em integrantes de governo Temer

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Durante a investigação de um esquema milionário de corrupção na Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, mais indícios são levantados contra aliados de Michel Temer e caciques do PMDB. O esquema investigado aponta para o período em que o ex-ministro do atual governo e um dos braços direitos de Temer, Geddel Vieira Lima comandava a vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa.
Mensagens capturadas pela Polícia Federal mostram que Geddel e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, buscavam a liberação de R$ 50 milhões para empresas do Grupo Constanino (da viação Gol Linhas Aéreas), a Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários e a Comporte Participações.
Nessas mensagens, mais uma figura de Temer aparece: o atual vice-presidente de Governo da Caixa, Roberto Derziê de Sant’Anna, aliado do presidente Michel Temer. O executivo teria sido o responsável por intermediar o esquema que, de acordo com os investigadores, rendeu propinas ao grupo e aos políticos.
Em 2012, Derziê era diretor-executivo de Pessoa Jurídica da Caixa. “Depreende-se que Eduardo Cunha estaria informando Geddel que o empresário Henrique Constantino não estaria conseguindo comunicação com Roberto Derziê de Sant’Anna, diretor-executivo de Pessoa Jurídica da CEF”. Os investigadores registram ainda: “Logo em seguida, Geddel reporta a Eduardo Cunha que Derziê já ligou para ‘HC’ (Henrique Constantino) e verifica se o assunto se trata de R$ 50 milhões”, conclui relatório da PF.
O então diretor da Caixa foi nomeado por Temer, em 2015, secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais, para fazer a articulação política com o Congresso. Em seguida, ocupou a vice-presidência de Riscos do banco, sendo exonerado em abril de 2016 por Dilma Rousseff.
Cunha e Geddel também teria atuado para a liberação de crédito para a J&F. Em uma mensagem apreendida, datada de 29 de agosto de 2012, Cunha pergunta a Geddel sobre o caso da empresa, e “Geddel confirma ainda que já estaria na pauta do Conselho Deliberativo (‘CD’), e brinca sobre sua eficiência em relação aos ministros que Eduardo Cunha teria indicado”, diz a PF.
O então vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel responde ao parlamentar que já “resolveu” o tema da liberação para a J&F e, sobre a sua “eficiência”, brinca com Cunha: “Vc tá pensando que eu sou esses ministros q vc indicou? Abs” [sic], envia. E obtem a resposta do deputado: “Ok rasrsrs” [sic].
Tratava-se de medidas para operações de crédito corporativo da vice-presidência da PJ do banco. A Operação é um dos desdobramentos da Catilinárias, que investiga a captação de recursos suspeita de empresas ligadas ao grupo JBS, Eldorado e J&F.
Mais um dos movimentos no esquema de corrupção envolve outro aliado de Temer, a então diretora executiva de Fundos de Governo e Loterias, Deusdina dos Reis Pereira, subordinada ao vice-presidente Fábio Cleto. Em maio de 2012, Deusdina liberava um empréstimo a BR Vias, também do Grupo Constantino.
Com o empréstimo liberado, a Polícia Federal identificou o pagamento de propina por meio de uma empresa de Lúcio Bolonha Funaro. Desde que a ex-presidente Dilma Rousseff demitiu Fábio Cleto, Deusdina automaticamente ocupou o lugar do executivo. Michel Temer manteve a agora apontada por corrupção na vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias. (Do Jornal GGN)