Futebol brasileiro perde prestígio na eleição dos melhores do mundo da Fifa

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POR LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI, em seu blog

Futebol brasileiro perde prestígio na eleição dos melhores do mundo com chancela da Fifa. Desde 2007, quando Kaká levou a Bola de Ouro, nenhum jogador do País desbancou a dupla Cristiano Ronaldo e Messi. Neymar chegou perto em 2015. Acabou na terceira colocação. Minguaram as estrelas. Outro dado interessante se nota na escolha dos 11 jogadores da seleção ideal da temporada. Antes povoada de jogadores do Brasil, hoje emplaca apenas os laterais Daniel Alves e Marcelo.

A decadência é evidente. Não há no horizonte um craque do país pentacampeão do mundo a chamar atenção. Neymar, expoente maior, por enquanto continua coadjuvante de Lionel Messi no Barcelona e, por tabela, longe do prêmio da Fifa.

Tamanho deserto de estrelas tem ligação com a produção e exportação de jogadores. Continuamos transbordando o mercado europeu e asiático de atletas a cada temporada. Vão aos montes, cerca de 1.500 por ano. Muita quantidade e baixíssima qualidade.

Quando o Brasil vendeu Robinho ao Real Madrid, no início dos anos 2000, se esperava que em duas temporadas ele seria eleito o melhor do mundo. Naquele momento tínhamos a explosão de Ronaldinho Gaúcho e o aparecimento de Kaká, sem falar em Adriano na plenitude de sua carreira. Um a um foram tombando. Depois de Kaká a terra ficou ainda mais árida. E Robinho não vingou.

Esperamos quase dez anos, até Neymar ser negociado com o Barcelona. A luz foi acesa. Teríamos em breve um melhor do mundo. O então garoto forjado no Santos desembarcou na Catalunha e a primeira coisa que disse foi “ajudar Messi a brilhar ainda mais”. De cara dispensou a obsessão de ser o craque da Fifa. Há quatro temporadas na Europa, Neymar ainda não é uma unanimidade.

Como consolo, a seleção ideal montada pela mesma Fifa, com votos de um colégio eleitoral com mais de 20 mil jogadores de todo o mundo, era repleta de brasileiros. Daniel Alves, Marcelo, Thiago Silva, David Luiz, Neymar eram figurinhas carimbadas. Na cerimônia dessa segunda-feira, em Zurique, apenas Daniel Alves e Marcelo levantaram o troféu.

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É a sexta vez que Daniel Alves é escolhido melhor lateral-direito e Marcelo, a terceira vez seguida na lateral-esquerda. Coincidência ou não, os dois conquistaram essa galhardia por serviços prestados ao Barcelona e Real Madrid. Daniel passou oito anos no Barça e está na Juventus apenas há seis meses. Marcelo tem dez anos de casa no Real.

Como os dois clubes espanhóis dominam os pleitos da Fifa, é até natural a presença de Daniel e Marcelo na seleção ideal. Talento eles têm de sobra, mérito também. Quando encerrarem suas carreiras, dificilmente teremos outros jogadores entre os 11 melhores do mundo.

Nos últimos anos, o Brasil não mandou nenhuma estrela brilhante a ocupar o firmamento europeu. Philippe Coutinho… Willian… Oscar… zagueiro Marquinhos… Fernandinho… Bons de bola, mas de baixo quilate. Expectativa paira sobre Gabriel Jesus, 19 anos, pronto a debutar na Europa com as cores do Manchester City. Titular da Seleção Brasileira, tem como semear a terra. Só não pode assumir a condição de coadjuvante como fez Neymar ao vestir a camisa do Barcelona.

Tem mais um detalhe. Nem mesmo emplacar o gol mais bonito da temporada, o Gol Púskas, o futebol brasileiro emplaca. Já recebemos esse prêmio com uma obra prima de Neymar e, em 2015, Wendel Lira levou o troféu. Concorremos com Marlone nesta segunda-feira (09/1) em Zurique. Mas o jogador do Corinthians foi derrotado por um gol de um malaio.

E que não se perca pela memória. Wendel Lira desistiu do futebol e hoje é jogador de video-game.

Morre Bauman, o guru da “modernidade líquida”

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Morreu aos 91 anos, em Leeds, na Inglaterra, o filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, informou a mídia polonesa nesta segunda-feira, 9. A causa da morte não foi divulgada. As informações são da Agência Ansa. Nascido em 19 de novembro de 1925, em Poznan, na Polônia, Bauman serviu na Segunda Guerra Mundial e tem uma extensa biografia com reflexões sobre a sociedade e as mudanças do mundo atual.

Sua principal teoria, com a qual ficou mundialmente conhecido, é a da chamada “modernidade líquida”, que aborda  a “liquidez” das relações sociais na modernidade e pós-modernidade e abriu um vasto campo de estudos para diferentes áreas, como a filosofia, a cultura, o relacionamento humano. A teoria tem foco no individualismo e na efemeridade das relações – e até mesmo na revolução que as mídias digitais trouxeram para a sociedade moderna.

Ativo, mesmo aos 91 anos, Bauman não parava de trabalhar em livros e teorias, sendo um dos maiores filósofos e sociólogos do fim do século 20 e início do século 21. Grande parte das suas obras foram traduzidas para o português e o seu último livro lançado no Brasil foi A riqueza de poucos beneficia todos nós?. Casado com Janine Lewinson-Bauman desde a época do pós-guerra, o filósofo deixa três filhas. (Da Agência Brasil)

Florestan: “Fosse o Brasil sério, Congresso exigiria explicações de Temer”

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POR FLORESTAN FERNANDES JR. – no Facebook

“Michel Temer teve reuniões privadas na embaixada americana para passar para eles questões de inteligência política que não muitos tiveram acesso, discussões das dinâmicas políticas do Brasil… estamos falando de construir uma boa relação de forma a ter troca de informação de parte a parte e apoio político mais adiante.”

Do criador do WikiLeaks, Julian Assange para o jornalista Fernando Morais, editor do Nocaute. Fosse um país sério o Congresso Nacional estaria nesse momento exigindo explicações do presidente da República. E a nossa imprensa estaria repercutindo a noticia e não escondendo a informação dos seus leitores. (Via Brasil247)

Chamusca aposta na mescla entre importados e remanescentes de 2016

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Em entrevista ao programa Bola na Torre (RBATV), neste domingo à noite, o técnico Marcelo Chamusca, do Paissandu, disse que pretende estruturar o time para o Parazão com uma mescla entre jogadores remanescentes de 2016 e os novos contratados. Afirmou, também, que pretende dar chance aos jovens vindos da divisão de base e que a diretoria está empenhada em executar um projeto sério de formação de atletas.

Chamusca fala com conhecimento de causa. Trabalhou como assistente técnico e supervisor no Vitória-BA, acompanhando diretamente o trabalho que levou à revelação de inúmeros craques para o futebol brasileiro e mundial.

Sobre o atual elenco bicolor, ele já trabalhou com Daniel Sobralense, que foi seu jogador no Fortaleza, e conhece alguns outros atletas contratados. Revelou que seu time vai prezar pelo equilíbrio e que não costuma nominar os sistemas que utiliza, preferindo adequar a equipe às características dos jogadores.

Sob protestos, substituto visita o Rio Grande e confunde real com cruzeiro

O presidente Michel Temer (PMDB) foi recebido com protesto na sua primeira visita ao Rio Grande do Sul desde que assumiu a Presidência, na manhã desta segunda-feira (9). Cerca de 150 pessoas protestavam contra Temer e o governador José Ivo Sartori (PMDB), do lado de fora do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre, e foram afastadas com gás lacrimogêneo pela Brigada Militar (a PM gaúcha).

A rodovia BR-116 chegou a ser bloqueada pelos manifestantes em duas ocasiões e foi liberada em seguida. Assim como na visita a cidades do Nordeste, em dezembro, o evento gaúcho foi fechado para o público . Além disso, o palco onde Temer discursou foi montado a cerca de um quilômetro de distância do portão de entrada do local.

O presidente foi recebido apenas por convidados oficiais, como os secretários de Sartori e prefeitos beneficiados pela entrega de 61 ambulâncias novas para o Samu.

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ELOGIOS E GAFE

Em discurso, Temer se confundiu e citou o cruzeiro como se ainda fosse a moeda vigente no país.

Ao falar do ministro da Saúde, Ricardo Barros, Temer disse: “Em pouquíssimo tempo [de governo], ele anunciou a economia de 800 milhões de cruzeiros, que significam novas UPAS, novas UBSs e também novas ambulâncias.”

O cruzeiro deixou de ser a moeda brasileira em 1993, quando foi substituída pelo cruzeiro real.

O peemedebista também trocou elogios com os demais ministros presentes: Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Osmar Terra (PMDB), do Desenvolvimento Social, Ronaldo Nogueira (PTB), do Trabalho, que são gaúchos.

O governador Sartori, que também foi alvo do protesto, discursou mensagens de incentivo ao presidente. Segundo o Datafolha, 51% dos brasileiros acham a gestão de Temer ruim ou péssima e 63% são favoráveis a sua renúncia. A pesquisa foi feita em dezembro passado, antes de o presidente ser citado 43 vezes em delação da Lava Jato.

Sartori parafraseou o publicitário Nizan Guanaes, conselheiro de Temer: “Quero lhe dizer de coração… [confundindo a citação] nunca se preocupe com a impopularidade. Nós todos temos que fazer o que precisa ser feito nesse momento histórico.”

“Experiência não lhe falta, coragem tens de sobra”, disse Sartori. (Da Folha de SP)

Regina Duarte, a versão mundo bizarro de Meryl Streep

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POR KIKO NOGUEIRA, no DCM

Num Brasil que virou de cabeça para baixo, Regina Duarte pode ser considerada a versão mundo bizarro de Meryl Streep.

São ambas atrizes reconhecidas e da mesma geração. Onde a primeira tem uma militância civil reacionária, disposta a qualquer coisa para aparecer, inclusive pegar numa vassoura com um prefeito farsante, a segunda aproveita seu discurso no Globo de Ouro para criticar pontos nevrálgicos da campanha do eleito Donald Trump.

Anunciada pela atriz Viola Davis, Meryl subiu ao palco para receber um prêmio pelo conjunto da obra. Em pouco mais de 5 minutos, fez um paralelo entre a diversidade de seu meio, citando a origem de diversos atores, e a xenofobia de Trump.

“Hollywood está cheia de forasteiros e estrangeiros. Se você expulsá-los, não sobrará nada para assistir a não ser futebol e MMA”, falou.

Lembrou em seguida de um episódio em que Trump imitou de forma grotesca e ofensiva Serge Kovaleski, jornalista do “New York Times” que tem os braços atrofiados e uma limitação dos movimentos na parte superior do seu corpo.

“Esse instinto de humilhar, quando é feito por alguém em uma plataforma pública, por alguém poderoso, impacta negativamente na vida de todo mundo, porque ele dá permissão para que outras pessoas ajam igual. Desrespeito convida ao desrespeito. Violência incita violência. Quando as pessoas poderosas usam sua posição para intimidar alguém, todos nós perdemos.”

Trump respondeu de seu jeito, chamando a intérprete de “superestimada” e “puxa saco de Hillary”. Ela se engajou na disputa presidencial ao lado de Hillary, é verdade — mas e daí?

Meryl e Regina são contemporâneas e viveram, basicamente, as mesmas transformações no mundo, cada uma, evidentemente, em suas circunstâncias. Foram parar, hoje, em polos completamente diferentes em seu posicionamento político.

A ex-Namoradinha do Brasil confessou em 2002 que “tinha medo” de um governo Lula e, desde então, vem numa louca cavalgada reafirmando isso.

Criadora de gado, vai regulamente a encontros de pecuaristas. Participou de comícios contra as demarcações de terras e os povos indígenas e virou garota propaganda da causa.

Em 2009, numa feira do setor no Mato Grosso do Sul, fez uma explanação sobre os conflitos com os guarani cayowaá, atacados por ruralistas.

“Confesso que em Dourados voltei a sentir medo”, afirmou, referindo-se à criação de reservas na região. “O direito à propriedade é inalienável”.

Também participou de protestos na Paulista, tendo certo dia trepado em uma árvore para fazer não se sabe o quê. Foi a favor da extinção do Ministério da Cultura.

O encontro com Doria foi armado, embora ela não admita. Regina é uma figura fácil da extrema direita nativa.

Nunca foi instada a comentar a respeito do golpe que apoiou publicamente e do desastre que é Temer. Se o fosse, seria um desafio ao seu talento.

Se a bandeira é em prol dos de sempre, se for para denunciar o “bolivarianismo”, se for para colocar moradores de rua embaixo de viadutos etc etc — conte com Regina Duarte. Você jamais poderá se surpreender se dia desses ela surgir numa selfie com o Major Olímpio.