Em entrevista ao programa Bola na Torre (RBATV), neste domingo à noite, o técnico Marcelo Chamusca, do Paissandu, disse que pretende estruturar o time para o Parazão com uma mescla entre jogadores remanescentes de 2016 e os novos contratados. Afirmou, também, que pretende dar chance aos jovens vindos da divisão de base e que a diretoria está empenhada em executar um projeto sério de formação de atletas.
Chamusca fala com conhecimento de causa. Trabalhou como assistente técnico e supervisor no Vitória-BA, acompanhando diretamente o trabalho que levou à revelação de inúmeros craques para o futebol brasileiro e mundial.
Sobre o atual elenco bicolor, ele já trabalhou com Daniel Sobralense, que foi seu jogador no Fortaleza, e conhece alguns outros atletas contratados. Revelou que seu time vai prezar pelo equilíbrio e que não costuma nominar os sistemas que utiliza, preferindo adequar a equipe às características dos jogadores.
O presidente Michel Temer (PMDB) foi recebido com protesto na sua primeira visita ao Rio Grande do Sul desde que assumiu a Presidência, na manhã desta segunda-feira (9). Cerca de 150 pessoas protestavam contra Temer e o governador José Ivo Sartori (PMDB), do lado de fora do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre, e foram afastadas com gás lacrimogêneo pela Brigada Militar (a PM gaúcha).
A rodovia BR-116 chegou a ser bloqueada pelos manifestantes em duas ocasiões e foi liberada em seguida. Assim como na visita a cidades do Nordeste, em dezembro, o evento gaúcho foi fechado para o público . Além disso, o palco onde Temer discursou foi montado a cerca de um quilômetro de distância do portão de entrada do local.
O presidente foi recebido apenas por convidados oficiais, como os secretários de Sartori e prefeitos beneficiados pela entrega de 61 ambulâncias novas para o Samu.
ELOGIOS E GAFE
Em discurso, Temer se confundiu e citou o cruzeiro como se ainda fosse a moeda vigente no país.
Ao falar do ministro da Saúde, Ricardo Barros, Temer disse: “Em pouquíssimo tempo [de governo], ele anunciou a economia de 800 milhões de cruzeiros, que significam novas UPAS, novas UBSs e também novas ambulâncias.”
O cruzeiro deixou de ser a moeda brasileira em 1993, quando foi substituída pelo cruzeiro real.
O peemedebista também trocou elogios com os demais ministros presentes: Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Osmar Terra (PMDB), do Desenvolvimento Social, Ronaldo Nogueira (PTB), do Trabalho, que são gaúchos.
O governador Sartori, que também foi alvo do protesto, discursou mensagens de incentivo ao presidente. Segundo o Datafolha, 51% dos brasileiros acham a gestão de Temer ruim ou péssima e 63% são favoráveis a sua renúncia. A pesquisa foi feita em dezembro passado, antes de o presidente ser citado 43 vezes em delação da Lava Jato.
Sartori parafraseou o publicitário Nizan Guanaes, conselheiro de Temer: “Quero lhe dizer de coração… [confundindo a citação] nunca se preocupe com a impopularidade. Nós todos temos que fazer o que precisa ser feito nesse momento histórico.”
“Experiência não lhe falta, coragem tens de sobra”, disse Sartori. (Da Folha de SP)
Num Brasil que virou de cabeça para baixo, Regina Duarte pode ser considerada a versão mundo bizarro de Meryl Streep.
São ambas atrizes reconhecidas e da mesma geração. Onde a primeira tem uma militância civil reacionária, disposta a qualquer coisa para aparecer, inclusive pegar numa vassoura com um prefeito farsante, a segunda aproveita seu discurso no Globo de Ouro para criticar pontos nevrálgicos da campanha do eleito Donald Trump.
Anunciada pela atriz Viola Davis, Meryl subiu ao palco para receber um prêmio pelo conjunto da obra. Em pouco mais de 5 minutos, fez um paralelo entre a diversidade de seu meio, citando a origem de diversos atores, e a xenofobia de Trump.
“Hollywood está cheia de forasteiros e estrangeiros. Se você expulsá-los, não sobrará nada para assistir a não ser futebol e MMA”, falou.
Lembrou em seguida de um episódio em que Trump imitou de forma grotesca e ofensiva Serge Kovaleski, jornalista do “New York Times” que tem os braços atrofiados e uma limitação dos movimentos na parte superior do seu corpo.
“Esse instinto de humilhar, quando é feito por alguém em uma plataforma pública, por alguém poderoso, impacta negativamente na vida de todo mundo, porque ele dá permissão para que outras pessoas ajam igual. Desrespeito convida ao desrespeito. Violência incita violência. Quando as pessoas poderosas usam sua posição para intimidar alguém, todos nós perdemos.”
Trump respondeu de seu jeito, chamando a intérprete de “superestimada” e “puxa saco de Hillary”. Ela se engajou na disputa presidencial ao lado de Hillary, é verdade — mas e daí?
Meryl e Regina são contemporâneas e viveram, basicamente, as mesmas transformações no mundo, cada uma, evidentemente, em suas circunstâncias. Foram parar, hoje, em polos completamente diferentes em seu posicionamento político.
A ex-Namoradinha do Brasil confessou em 2002 que “tinha medo” de um governo Lula e, desde então, vem numa louca cavalgada reafirmando isso.
Criadora de gado, vai regulamente a encontros de pecuaristas. Participou de comícios contra as demarcações de terras e os povos indígenas e virou garota propaganda da causa.
Em 2009, numa feira do setor no Mato Grosso do Sul, fez uma explanação sobre os conflitos com os guarani cayowaá, atacados por ruralistas.
“Confesso que em Dourados voltei a sentir medo”, afirmou, referindo-se à criação de reservas na região. “O direito à propriedade é inalienável”.
Também participou de protestos na Paulista, tendo certo dia trepado em uma árvore para fazer não se sabe o quê. Foi a favor da extinção do Ministério da Cultura.
O encontro com Doria foi armado, embora ela não admita. Regina é uma figura fácil da extrema direita nativa.
Nunca foi instada a comentar a respeito do golpe que apoiou publicamente e do desastre que é Temer. Se o fosse, seria um desafio ao seu talento.
Se a bandeira é em prol dos de sempre, se for para denunciar o “bolivarianismo”, se for para colocar moradores de rua embaixo de viadutos etc etc — conte com Regina Duarte. Você jamais poderá se surpreender se dia desses ela surgir numa selfie com o Major Olímpio.
Com a derrota de 3 a 0 diante do Flamengo-SP, neste domingo, a Desportiva foi eliminada da Copa SP de Futebol Junior. A equipe paraense perdeu de 1 a 0 no primeiro tempo e tomou mais dois gols na etapa final. Léo Oliveira e Lucas (2) marcaram para os paulistas.
No sábado, já eliminado, o Paissandu se despediu da Copinha empatando em 1 a 1 com o Volta Redonda. Alan marcou o gol bicolor aos 17 do primeiro tempo e Pablo empatou um minuto depois.
A Copa do Mundo terá 48 participantes a partir de 2026. O formato do torneio e as eventuais mudanças nas Eliminatórias (número de vagas por continente, por exemplo) serão decididas em breve, possivelmente em março.
A decisão será ratificada nesta terça-feira pelo Conselho Fifa, que se reúne em Zurique, um dia após a entrega do Prêmio Fifa The Best. A outra proposta, de subir o número de seleções na Copa para 40, foi descartada.
América do Sul deve ter seis vagas diretas na Copa, com mais uma na repescagem (atualmente são quatro mais uma). Essa divisão para cada continente ainda pode sofrer alterações, mas houve um acordo prévio entre as seis confederações nos seguintes termos:
Além da questão das vagas, outro ponto que será definido será o formato da competição. A proposta com mais força seria a de dividir as 48 seleções em 16 grupos com três times cada. Os dois melhores de cada grupo se avançam.
Os 32 classificados então se enfrentariam em mata-mata. E assim até a final. Nesse formato, a Copa teria a mesma duração das últimas edições, cerca de um mês.
– Para 2026 eu acho que seria positivo aumentar o número de times. Digo isso porque o futebol só melhora em todo mundo. E não é populismo. O papel da Fifa é desenvolver o futebol no mundo, fazer as pessoas participarem.
13, 15, 16, 24, 32 SELEÇÕES…
Disputada desde 1930, a Copa do Mundo teve diversos formatos. Na primeira edição, realizada no Uruguai, foram 13 participantes. Em 1934, na França, o número de seleções passou para 16. No Mundial seguinte foram 15 e, em 1950, no Brasil, 13 equipes participaram. Em 1938 e 1950, a fórmula previa 16 seleções, mas por questões sócio-políticas, alguns países declinaram de suas vagas.
A partir de 1954, na Suíça, até a Copa do Mundo da Argentina, em 1978, o número de 16 seleções se fixou. Em 1982, na Espanha, o torneio passou a ser disputado por 24 equipes. Esse formato durou até 1994, nos EUA. Em 1998, na França, o Mundial passou a ter 32 equipes, formato que perdurará até a Copa de 2022, que será realizada no Qatar. (Por Martín Fernandez, Globoesporte.com)
Com um pequeno atraso de cerca de cinco meses, foi ao ar, na primeira edição de 2017 do programa Roda Viva, da TV Cultura, uma das mais interessantes entrevistas realizadas pelo programa da estatal tucana, no ano passado. O convidado foi o jornalista Cid de Queiroz Benjamin, que estava lançando à época da gravação, no dia 11 de agosto de 2016, o livro “Reflexões Rebeldes”, pela editora José Olympio, que já publicara seu livro de memórias intitulado “Gracias a la Vida”, de 2013.
Trata-se, de acordo com o próprio autor, um dos mais lúcidos sobreviventes da esquerda armada que combateu a ditadura militar, de uma coletânea de textos, com “críticas duras à direita e a certas posições da esquerda” sobre a política brasileira. Ex-dirigente do MR-8, preso em 1970, Benjamin foi um dos 40 presos políticos libertados no sequestro do embaixador alemão Ehrefried Von Holleben e banidos para a Argélia.
De volta ao Brasil, com a anistia de 1979, depois de passar pelo Chile, Cuba, México e Suécia, Benjamin rapidamente reintegrou-se à política nacional, participando da fundação do Partido dos Trabalhadores, do qual se desligou em 2005, para fundar o PSOL. “O PT ficou excessivamente parecido com o PSDB na política e o PMDB nos métodos”, afirmou certa vez.
O verdadeiro motivo do convite feito a Benjamin vai muito além do “gancho” representado pelo lançamento do seu livro. Em agosto, quando Benjamin enfrentou a bancada de entrevistadores do programa, desenrolava-se a última etapa, no Senado, do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, concluído no último dia daquele mês de agosto, com a cassação do seu mandato por 61 votos a 20.
Num momento em que a tentativa de destituição da presidente eleita por 54,5 milhões de votos era rotulada como uma manobra claramente golpista pelos partidos políticos progressistas e movimentos populares, contar com um eventual aval pela esquerda era tudo o que a turma do Roda Viva, comandado pelo jornalista Augusto Nunes, notoriamente engajado na mobilização anti-Dilma, sonhava.
Infelizmente para Nunes e para os espectadores do programa, que tiveram de esperar pelo fim do inverno, a passagem da primavera e o início do verão para ter acesso à entrevista, o sonho da legitimação da farsa se esvaiu logo nos primeiros minutos do programa.
De cara, Cid Benjamin, rotulou o processo de impeachment em curso de “golpe paraguaio”, para desgosto de Nunes, que invocara a suposta legitimidade assegurada pela Constituição, que prevê esse mecanismo, combinada com o estabelecimento do rito pelo Senado e a com aprovação do afastamento da presidente já concedida pela Câmara dos Deputados. Afirmou que golpes armados como o de 1964 deram lugar na América Latina a deposições sem sangue, como já ocorrera no Paraguai e em Honduras, via a intervenção do Legislativo.
“É preciso respeitar a legitimidade de quem foi eleito e teve mais de 54 milhões de votos”, afirmou. “Quem perdeu que vá disputar em 2018. O fato de um governo estar ruim, com uma aprovação baixa no não é motivo para derrubá-lo, no presidencialismo”.
Benjamin lembro que a falta de base material para o impeachment, foi reconhecida pelo próprio Michel Temer, então presidente interino. Ao seu ver, as pedaladas, “que não têm nada de corrupção”, como enfatizou, foram praticadas, pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula, e por um grande número de governadores, nos Estados.
Dali em diante, todos os principais argumentos levantados por alguns dos entrevistadores foram rebatidos com firmeza, embora não faltassem críticas de Benjamin à condução da economia no governo Dilma, em especial ao ajuste tentado pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy, na contramão das propostas de campanha, e condenação à parceria do PT com o que definiu de “turminha brava” do PMDB.
Nesse sentido, desmontou com bom humor a tentativa do mediador do Roda Viva de apresentar Temer como sucessor legítimo de Dilma, a despeito da ilegitimidade do processo. “Eleição presidencial é um voto no presidente, ninguém votou no Temer, embora seja claro que a máquina do PMDB ajudou”, disse. “Você não escolhe sua esposa pela sogra, escolhe por ela. Quem votou na Dilma, votou na Dilma, Michel Temer veio de contrabando. Não vi um panfleto do Temer”.
No embalo, ridicularizou a tentativa de Temer e de seu partido de tentarem se desvincular de Dilma, no processo em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os gastos de campanha, aberto pelo PSDB, partido que rotulou como de direita, escandindo todas as sílabas. “Não podem dizer que estavam juntos quando se quer invocar a legitimidade de Temer, como vice, e que estavam separados na hora em que as contas de campanha são questionadas”.
Sempre com um viés de esquerda, Benjamin, que se considera atualmente um simples militante do PSOL, criticou o financiamento empresarial das campanhas eleitorais, preconizando o recurso às doações de militantes e simpatizantes dos partidos ao mesmo tempo em que defendeu uma profunda reforma tributária no país, que gravasse mais o capital, em especial financeiro, e os altos salários.
Ao tratar da Lava Jato, Benjamin, certamente, mais do que decepcionou seus anfitriões, reforçando os motivos para o engavetamento por 144 dias da entrevista. Em principio, ele diz avaliar positivamente a operação, pelo papel no combate à corrupção. No entanto, não poupa a atuação da mídia e do Judiciário em geral, que dão tratamento diferenciado ao PT e às outras forças políticas envolvidas nas denúncias de corrupção. “A imprensa repercute muito mais o que o PT faz de ruim”, disse. “O escândalo do Metro se arrasta há oito anos, ninguém foi condenado”.
É fácil de entender, portanto, porque a Roda Viva, emperrou nos últimos cinco meses, só liberando a entrevista de Cid Benjamin neste início de 2017 –reeditada já com o novo fundo musical, que passou a substituir a música de Chico Buarque depois que o compositor, desgostoso com a direitização do programa, proibiu sua utilização.
Composta pelos jornalistas Pedro Venceslau, do Estadão, Eleonora de Lucena, da Folha de S. Paulo, Guilherme Evelin, da revista Época, Alipio Freire, ex-Folha e artista plástico, e Marcelo Bairão, da subsecretaria de Comunicação do governo Alckmin, a bancada de entrevistadores foi uma das menos rançosas e antipetistas dos últimos tempos do Roda Viva. Em praticamente todo o programa, o nível do debate foi elevado e respeitoso. A exceção ficou por conta de Bairão, um tipo geralmente afável e ponderado, em quem parece ter baixado um Marco Antônio Villa rápido, como se pode ver a partir dos 40 minutos do programa.
A certa altura, após ter levantado a participação de Benjamin como repórter na cobertura da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, Bairão introduziu, intempestivamente, a discussão sobre as infiltrações dos agentes da repressão nas organizações de esquerda, durante a ditadura militar. Entre tantos episódios possíveis de serem mencionados, não por acaso, o funcionário tucano, se referiu à dizimação do grupo Molipo ( Movimento de Libertação Popular ), uma dissidência da ALN ( Ação Libertadora Nacional), de Carlos Marighella – cuja maioria dos integrantes foi morta ao regressar ao Brasil, após um período de treinamento militar em Cuba.
Como quem não queria nada, mas querendo, Bairão, que demonstrou à exaustão sua ignorância no tema, ao vincular o ex-Cabo Anselmo ao Molipo, disse estranhar a forma como ocorreram as quedas dos militantes do Molipo, e o fato de que todos os elementos do grupo, à exceção do ex-ministro José Dirceu, tenham sido mortos. Visivelmente incomodado, Benjamin respondeu à questão envolvendo uma eventual traição de Dirceu. Primeiramente, desmentiu a informação de que o Cabo Anselmo, que pertencia a outro grupo, a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) estivesse participação no episódio.
Em segundo lugar, disse achar ruim o tipo de insinuação feita pelo jornalista, principalmente num momento em que Dirceu está fragilizado, preso em Curitiba.
“Essa é uma coisa gravíssima”, afirmou. “Ou se tem provas e se faz uma acusação direta ou então não e trata desse assunto.” Depois de revelar que não se dá bem com o ex-ministro, com quem tem muitas divergências políticas, Benjamin arrematou. “Nesse caso, eu o defendo, não sei de nenhum elemento que comprometa o Zé Dirceu nessa história do Molipo.”
Na sequência, coube a Alípio Freire dar o golpe de misericórdia na tentativa de intriga. Depois de reafirmar, a exemplo de Benjamin, suas “1001 divergências”, com Dirceu, Freire retificou a informação dada por Bairão: “o Zé Dirceu não foi o único do Molipo que sobrou.”
Em tempo: no dia 11 de agosto, em plena efervescência do processo de impeachment, a atração do Roda Viva foi o cônsul geral da França, em São Paulo, Damien Lores, que no mês anterior, havia deixado o posto e se licenciado da carreira diplomática para abrir uma consultoria em sociedade com sua esposa Alexandra, ativista da igualdade racial e do empoderamento da mulher negra, em São Paulo. (Do DCM)
Belém amanheceu conflagrada. Um grupo de camponeses tomou o Palácio do Governo, confrontos armados por toda as ruas do centro, e até nas matas do Acará, Moju e Capim. É a tal da Cabanagem. Dizem que o movimento é liderado pelo cônego João Batista Campos, o fazendeiro Antonio Clemente Malcher, além dos irmãos Antonio e Francisco Vinagre. E tem o tal de Eduardo Angelim, um cearense metido a jerico.
O que diabo essa gente quer? Não sabe se colocar no seu devido lugar fica a perturbar a ordem pública. Bando de desocupados! Só para perturbar a vida na Província.
Esse tal de Batista Campos é perigoso, carisma e coragem de onça, Parece um terrorista disfarçado de religioso. Não é que teve o topete de encarar o governador, esse pacato senhor Bernado Lobo de Souza.
Encasquetou tanto com o Lobo que , quanto com com o Gaspar Siqueira Queiroz. Este andou atacando às ideias do João pelo “Correio Oficial Paraense”. João e esse Gaspar são cônego, mas não se bicam bem. E todo mundo sabe que o Gaspar está a serviço do Lobo, que é maçom e já ganhou a antipatia do bispo Dom Romualdo Coelho. Montou até uma pastoral contra ele.
E esse tal de Vicente Ferreira de Lavor Papagaio… só veio jogar mais lenha na fogueira, com esse panfleto incendiário “Sentinela Maranhense na Guarita do Pará”. Logo na primeira edição atacou o governador. Bem feito, acabou presos. Prenderam também o João, um nacionalistas incorrigível. E agora é sangue jorrando pra todo lado. Quem vai governar o Grão- Pará depois dessa confusão toda?