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Tô sabendo agora.
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Achando um tanto inconsistente o fragmento objeto da postagem, fui pesquisar a íntegra e lá pude confirmar que realmente o texto está prenhe daquele sentimento revelado pela Marilena Chauí, de inconsistências e convenientes omissões. Por exemplo, além de atribuir muito facilmente a condição de covardes e canalhas para os seus adversários políticos, ainda tenta passar a ideia que a classe média passou a ser explorada só agora depois que a presidente foi traída pelo seu cúmplice.
Mas, numa coisa tanto o fragmento postado, quanto a íntegra do texto mostram que é verdade: “a ralé brasileira”e a classe média são sempre vítimas dos governantes.
A primeira porque tem sido eternamente excluída, gozando no máximo, de arranjos em sua esmagadora maioria politiqueiros, assistencialistas, encurraladores, conservadores do status quo, frágeis e débeis que não resistem ao menor abalo.
A segunda porque tem sua força de trabalho, sua energia, a sua poupança eternamente confiscada, na forma de tributos escorchantes, sob o pretexto de investimento no social, mas que em verdade servem mesmo é para garantir as ultra benesses da elite, dos rentistas, da plutocracia. E, o que é pior, contando para isso com o auxílio luxuoso de pessoas que se candidatam e se elegem sob falsas promessas progressistas.
Quanto à mídia, é dizer que tanto a que se posta ao lado da elite, quanto àquela que se diz postada ao lado do governo impedido, são idênticas no trabalho de distorcer sistematicamente a realidade.
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Caro Oliveira, é preciso refletir sobre algumas coisas. Primeiro. Marx fala em aparelho de Estado, e Althusser amplia esse significado para aparelho ideológico de Estado. Marx detém atenção sobre o mecanismo físico repressor, o estado policial. Althusser repara que a repressão é realizada por todo e qualquer órgão do Estado, como a escola e o hospital, mas, mais que isso, define que mesmo o particular, o privado, atua seguindo a mesma lógica e forma de repressão que também é psicológica. A repressão, pois, tem essas duas características, física e psicológica, segundo Althusser. E que o Estado tem essas duas características, do público e do privado. Desde que Marx denota que o Estado que emerge da revolução francesa é burguês, porque é feito por burgueses e para atender a todo interesse burguês, não há que se falar em aparelhamento ideológico pela esquerda porque isso é simplesmente improvável, dada a origem, e manutenção, pela ideologia burguesa do Estado. Falar em aparelhamento ideológico do estado pela esquerda é tão ingênuo quanto falar que um ateu vestido de padre convencerá os fiéis de que deus não existe.
Segundo. É fato estatístico, portanto científico, que a renda do brasileiro aumentou com ganho acima da inflação nos governos do PT. Ganhos acima da inflação significam que o salário ganha poder de compra com o tempo. Mesmo com a inflação do período, o salário deixado por Dilma permitia, no ano seguinte, se comprasse ou um pouco a mais ou que se substituísse um item por outro de melhor qualidade. Esse pico se mostrou em 2014, com a menor taxa de desemprego da história e consumo em alta. Tratando-se de um dado concreto, não há que se falar em populismo, enganação ou enrolação. O mérito é de se afirmar que as políticas públicas para a economia foram acertadas. Arrisco dizer que teriam continuado a contento não fosse Joaquim Levy. Dilma corrigiu o erro em 2016, mas já era tarde. Dilma tem sim seus erros para se explicar, mas tentou corrigi-los. Não esteve apática, esteve sozinha, cercada dos mesmos notórios políticos corruptos que tentam desesperadamente estancar a sangria (deles) na lava-jato. É tão verdade que o PT realizou um governo progressista e interessado nos mais pobres, que gerou emprego, riqueza e renda. Os resultados não são falsamente progressistas, dado que Temer, com a adoção da mesmíssima agenda derrotada de Aécio, piorou, e muito, o que já estava ruim. Prova que uma agenda neoliberal agora só faria o mesmo que FHC nos anos 90!
Resultados,são resultados, estão positivamente registrados e não há qualquer fraude sobre os números. Vamos falar de ideologia, mas quero incluir resultados de que uma ideologia já produziu e outra também. A esquerda tem números muito positivos para mostrar. Agora tem debate. Um abraço.
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Amigo Lopes, há coisas que nem Marx, nem Althusser do alto do gênio que Deus lhes proporcionou poderiam explicar. In casu, talvez Schopenhauer naquele seu célebre manual para debatedores pudesse ajudar um pouquinho.
Pois bem, por primeiro, é preciso refletir que eu não falei em aparelhamento ideológico do estado pela esquerda. Eu disse algo muito diferente, eu disse que a mídia que defende o governo impedido é tão hábil quanto a que é controlada pela elite na tarefa de distorcer a realidade.
E sob esta ordem de ideias, a realidade mostra que um ser humano espertalhão, vestido com as roupas típicas desta condição pessoal, é capaz de convencer pessoas de boa fé (independente do grau de instrução e informação das mesmas) que ele próprio é Deus, apesar de todos os sinais em contrário.
Dito isso, em segundo lugar, é preciso lembrar o fato de que os dados estatísticos são historicamente manipulados conforme os interesses de quem os produz. Até Mendel fez isso. E os governos fazem largo uso desta suscetibilidade da ciência das modas, médias, medianas e quejandos. Máxime, relativamente àqueles dados que dizem respeito à salários e inflação.
Na sequência, é dizer também, e quem frequenta os supermercados e a feira, o supermercado etc, e mesmo os locais de venda dos supérfluos e de outros produtos de mero deleite, pode atestar, que os preços nunca refletiram aquilo que era divulgado pelo governo em termos de inflação. E, que, na realidade, o que permitiu anos a fio que o brasileiro comprasse mais, mais e mais, não foi exatamente a dianteira tomada pelos salários relativamente à inflação, mas, sim, a estratégia de indução ao consumo baseada numa política que por uma lado investia na propaganda consumista e noutro na liberação indiscriminada do crédito, com destaque para os consignados. Ou seja, uma espécie de estupefaciente, tão fugás, quanto encurralante de voto e mantenedor do status quo. Inclusive, porque após a euforia do consumo vem as parcelas intermináveis do consignado, e a bola de neve que lhes é característica.
(…)
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Comecei por Marx e Althusser pela simples necessidade de explicar que a esquerda não poderia manipular dados tanto quanto gostaria a direita que o tivesse feito. Pelo menos não com a mesma liberdade e desenvoltura com que essa mesmíssima direita o faz, como se vê agora, sob o neoliberalismo de Temer-PSDB. E isso é mais que um dado histórico relevante, é a prática da realidade atualíssima na América Latina, posto que não é coincidência que tenha ocorrido uns três impeachments paraguaios em curtíssimo espaço de tempo nessa nossa região riquíssima de natureza mineral. Onde não houve um golpe de Estado foi exatamente onde um líder neoliberal logrou êxito na eleição, como na Argentina e no Peru, e onde o neoliberalismo já se faz presente há algum tempo, como no Chile, no México e na Colômbia. Golpe de Estado é para quem espera desalinhar-se do imperialismo estadunidense.
Dito isto, deixar para trás os três mandatos petistas em que houve melhora significativa para os pobres e creditar todo bem-estar social a políticas populistas é o mesmo que condenar toda política voltada aos mais pobres e enaltecer as velhas práticas oligárquicas do cabresto. Vimos exatamente isso nos protestos do pato amarelo e nos das panelas, onde coxinhas eram protagonistas. Patos amarelos e coxinhas foram parar na panela do golpe e foram servidos aos interesses capitalistas estrangeiros diversos. Os efeitos da maior crise do capitalismo, que superou e muito em prejuízos a da crise entre-guerras do Séc. XX, e culpar o modelo de desenvolvimento adotado por Lula e Dilma não é só injustiça, é ignorância, no mínimo. O neoliberalismo deu tão errado que hoje se vê 8 bilionários com a mesmíssima quantidade de dinheiro que 3,6 bilhões de pessoas em todo o mundo! É esse mesmo neoliberalismo que defendeu a globalização e que concentrou toda essa riqueza que foi rechaçada pelo PT, por Lula e Dilma, que Temer traz de volta à baila para entregar as riquezas nacionais em troca de quê?
É só assistir à televisão que a própria tese de que os veículos de comunicação foram amigáveis ao PT para percebermos que a mídia nunca se importou com o povo, mas somente em beneficiar-se da situação política qual seja. Está na cara que o golpe é um grande crime de lesa-pátria, urdida e orquestrada para roubar a nação. Nesse contexto, debater corrupção no três poderes perde o sentido porque o país está sendo saqueado. Só não vê quem não quer. É preciso que Dilma volte à presidência e há possibilidades para isso. Mas, mais que isso, é necessário haver novas eleições gerais para o congresso e para a câmara também, senão corremos o risco de repetir tudo de novo.
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Amigo Lopes, nada contra iniciar, terminar ou entremear as análises com referências à dupla de eméritos ou a outros da mesmo elevado e merecido prestígio. Ao contrário, os mesmos são sempre bem chegados. Enfim, não critiquei ou reclamei ou reneguei a alusão às ideias dos mesmos.
Na realidade, só sustentei que a obra deles não consegue explicar o caso concreto do governo rubro no Brasil.
E nem consegue mesmo. A começar que o governo impedido e seu antecessor imediato não se amoldam no figurino de esquerda. Afinal, uma coisa é a autodenominação, o programa que ostenta para o país, e o surrealismo dos feitos que propagandeia. Outra coisa é a inexorável realidade concreta da vida vivida sob as práticas dos petistas, incluída aí a própria herança maldita representada pelo governo temerário que nos foi legado.
É isso fica patente quando se coteja os seus próprios argumentos com o teor do programa partidário rubro. Ora, note que agora é no comentário anterior, como de resto em vários outros pretéritos, o cerne de sua tese de defesa do governo petista é o melhorismo. Ou seja, a melhora que a vida do pobre supostamente experimentou em face das políticas petistas. Ocorre que o melhorismo fica muito aquém daquilo que foi prometido em todas as campanhas petistas, seja as derrotadas, seja as vitoriosas. Até porque é uma melhora sem lastro seguro, sem base firme? O que foi prometido foi uma reversão do quadro, uma mudança significativa, uma revolução mesmo.
Mas, a realidade, atestada inclusive pelos sempre crescentes números de pessoas que passaram a contar com os benefícios assistencialistas, é que os pobres nunca deixaram de ter a vida sofrível que sempre tiveram, e que os irrisórios valores globais e individuais que lhe foram repassados jamais os retiraram da situação precária em que sempre se encontraram relativamente à educação, ao transporte, à saúde, ao transporte, ao saneamento básico, à previdência social, ao trabalho digno, dentre outros indicadores. Enfim, o país até hoje experimenta a indignidade da morte sem assistência dos doentes nas filas do sus, da morte na mão dos bandidos, ou da polícia, ou pela escravidão das drogas, ou nas curvas das estradas esburacadas, das catástrofes ambientais, do desamparo na velhice etc, e tudo com muito mais gravidade para os pobres, tudo isso garantido pela malfeitoria dos políticos de sempre, a cujo grupo o governo rubro se aliou e passou a imitar e até superar.
E quando se diz que são irrisórios, os valores que eram dedicados ao assistencialismo, é porque eles são realmente ínfimos quando comparados àqueles repassados aos rentistas, plutocratas, latifundiários etc, através de mecanismos diretos e indiretos, contratuais e extrafiscais, de bancos, empreiteiras etc.
Com verdade, enquanto os menos favorecidos recebiam apenas óbulos assistencialistas; os privilégios, todos eles, eram reservados à classe historicamente privilegiada. Esta realidade foi percebida por muita gente, inclusive por muitos esquerdistas que passaram à condição de dissidentes. Aliás, o próprio ex, num ato de extrema clareza, disse por muito tempo e para quem quis ouvir que nunca na história deste país os banqueiros ganharam tanto, quanto ganharam no governo dele.
É verdade, que muitos ignoram ou fazem vista grossa para esta realidade, apesar dela estar aí ao alcance dos sentidos. Mas, tal circunstância não transforma o governo petista num governo de esquerda, num governo que verdadeiramente se preocupou com a superação das chagas do neo-liberalismo.
Tanto é verdade que, no governo rubro, diante da situação terminal das comunidades indígenas, o BNDES financiou o Bunlai num empreendimento que contribui deveras para a aceleração da extinção dos Guarani kaiowá; diante da necessidade de depurar a vida política conforme prometido na campanha, se alia a Paulo Maluf, em nome de quem me refiro a todas as outras alianças inacreditáveis do programa; diante da necessidade de promover a reforma agrária, acabar com o trabalho escravo etc, se alia e nomeia ministra a senadora símbolo do baronato agrário.
Enfim, o governo rubro que se dizia de esquerda, se mostrou tão neoliberal quanto o pado ou outro do mesmo triste naipe.
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Na mosca
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A referência a Marx e Althusser é para explicar que esse, e qualquer outro governo socialista na face da Terra, não pode ir além do que políticas sociais e econômicas, o que a elite nacional optou por chamar de “assistencialismo”, que têm alcance curto, apenas para minorar os efeitos nocivos do capitalismo. Ao afirmar o Estado burguês, não é pouco que políticas socialistas tenham aí um grande obstáculo. Países como Holanda, Bélgica, França, Espanha, Dinamarca e Inglaterra adotam políticas públicas sociais ainda mais abrangentes e generosas que as brasileiras, e nem por isso quebraram, mas não foi fácil chegar ao entendimento de que essa ação governamental pelo social se fazia necessária. Teve a oposição dos mesmos grupos de direita que apoiaram Tatcher. Governos socialistas implementaram essas medidas na Europa e isso é avaliado como algo que além de apoiar a economia, contribui para a redução da violência e da criminalidade em geral, proporcionando bem-estar social, atingindo resultados positivos. E lá, como cá, gera bons resultados econômicos para as empresas e para o governo.
Deleuze e Foucault concluíram, por exemplo, que o Estado em si, pelo que é e pelo que representa, torna-se um fator que limita tanto as ações socialistas quanto as liberais. Por isso governos liberais (de direita) procuram pelo estado mínimo, pela mínima interferência no cotidiano da economia, e os socialistas (de esquerda) procuram pelo Estado máximo, porque é por meio do poder de Estado que as políticas públicas sociais têm alcance e impacto positivo na sociedade. O sucesso das políticas sociais do PT se devem ao crescimento do governo federal como organismo e aumento da presença reguladora na macroeconomia.
Logo, é preciso saber que nenhum partido, eleito ou não, realizará uma revolução. Por mais que as ideias revolucionárias marxistas estejam no coração dos partidários, como no meu estão, quem realiza uma revolução é o povo, e só o povo. Estando pois ciente da vontade de mudar o status quo que todo comunista tem, muitos votam nele não para a revolução, e sim para mudanças sociais possíveis num Estado burguês. Isso é o socialismo. O comunismo é outra coisa… Hoje, se vemos que as políticas públicas sociais do PT são tidas como necessárias e importantes, o que toca o neoliberal é não encerrar essa empresa, mas reduzi-la ao mínimo. Tão mínimo que não produz qualquer resultado prático, estatisticamente falando.
O PT realizou as políticas sociais que propôs, isso fez muita diferença para a nossa economia porque fez circular renda, o que antes ficava recluso nas contas bancárias dos rentistas. Nisso, se diferenciou dos neoliberais tucanos e muito. Agora a oportunidade para a comparação entre o neoliberalismo entreguista e o socialismos progressista se materializou bem à sua frente. É preciso prestar bem atenção e ver as diferenças entre uma e outra.
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Tanto quanto Althusser e Marx, são muito bem recebidos no debate Deleuze e Focault. Todavia, mesmo com este significativo reforço, ainda ficam expressivas lacunas no cotejo entre a esquerda que o pt diz ser, e o neo-liberalismo que caracteriza o comportamento do partido e seus expoentes que governaram o Brasil.
Deveras, ficaram pendentes de qualquer referência as questões alusivas tanto à eterna exclusão, inclusive no período petista, daquela camada social que o Jessé chama de a Ralé Brasileira, quanto à escorchante carga tributária que confisca a poupança, a força de trabalho e a energia daquela outra camada que fica entre a elite e os hipossuficientes.
Também nenhuma referência foi feita quanto à afirmativa de que os governantes petistas, iguais aos outros que lhes antecederam e lhes sucedem agora, nada fizeram para verdadeiramente reverter tal situação de exploração a que estão sujeitas as duas classes, tampouco para equilibrar a tributação estendendo-a de verdade à elite.
Nenhuma referência específica foi feita para refutar a precariedade da vida da população hipossufiviente no que respeita à fruição/prestação dos serviços de segurança, saúde, educação, saneamento básico, locomoção, qualidade do meio ambiente, defesa civil, previdência social etc. Afinal, que bem estar é esse que se resume ao consumismo.
Também nada foi proferido para negar o estado de grave endividamento a que foI levada a população decorrente da síndrome dos consignados, a qual acabou abortando a operação consumo colocada em prática no governo rubro. Ou não é verdade que nos últimos três anos surgiu uma nova categoria de cidadãos – os negativados?
E não se diga que o governo petista não tinha meios de atuar eficiente e efixazmente nestes e noutros setores de suma importância da qualidade vida dos hipossuficientes e daqueles que não sendo hipossuficientes também não integram a elite. Deveras, os governos petistas, durante o seu período na esmagadora maioria do tempo contaram com maioria parlamentar.
Mas, é importante reiterar que nenhum pensador, douto ou erudito das ciências sociais e econômicas seria capaz de explicar a ação do petismo, eis que este apesar de se dizer de esquerda atua com verdade sob as regras da direita mais convicta, deixando de lado tudo quanto prometeu em seus programas partudários, em suas promessas eleitoreiras e em suas pregações marqueteiras nos sites, blogs, e Redes sociais de um modo geral. Limitando-Se a ações de cunho assistencialistas que apesar da necessidade de que se revestem, são limitadas no trabalho de garantir o progresso social, máxime quando são efetivadas sem este objetivo, mas sim sob o escopo de manter os “beneficiários” sob o eterno poder encurralador de voto do governante.
E isso tudo esteve aí, dramaticamente aí, nas portas dos hospitais, nos acidentes ecológicos, no genocídio indígena, nos necrotérios, nos eternos acampamentos campesinos, nas prisões das fazendas latifundiárias, no endividamentos dos consignados, na expansão do tráfico de drogas e armas. Esteve (e está) tudo aí para todos os brasileiros que quiseram e quiserem, especialmente os petistas, se conscientizarem e resgatarem e reativarem seu senso crítico
Ah, quanto à revolução quem a prometeu foi o pt e os políticos petistas. E ela era sim possível, plenamente possível, especialmente nas práticas dos políticos petistas com a administração dos recursos do erário. Foi o que foi prometido. Era o que se esperava.
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Caro Oliveira, iniciei a última resposta da seguinte maneira, grifo: “A REFERÊNCIA A MARX E ALTHUSSER É PARA EXPLICAR QUE ESSE, E QUALQUER OUTRO GOVERNO SOCIALISTA NA FACE DA TERRA, NÃO PODE IR ALÉM DO QUE POLÍTICAS SOCIAIS E ECONÔMICAS… APENAS PARA MINORAR OS EFEITOS NOCIVOS DO CAPITALISMO.” Dito de outro modo: Aos socialistas só é permitido realizar certas políticas econômicas e sociais, não para equilibrar e tornar justas ou menos desiguais as relações na sociedade burguesa, pois nela a desigualdade é fundamental para o status quo. Políticas públicas sociais e de redução da desigualdade social têm o limite do patamar em que a mão de obra se valoriza. É disso que trata Althusser ao caracterizar com perfeição o “BURGUESISMO” do Estado. Ou seja, Althusser explica que o Estado É ESTRUTURAL E IDEOLOGICAMENTE BURGUÊS! Por isso o Estado tende a ser policialesco sob a ótica burguesa, e assistencialista, do ponto de vista do proletário e é nisso que concordam Deleuze e Foucault. O Estado permanece capitalista e o povo continua sob a índole do capitalismo como principal guardião do humanismo e do iluminismo, uma herança cultural do século XVIII.
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Quero dizer, caro Oliveira, que o pós-moderno ainda não existe. O pós-moderno como aquilo que sucederá a modernidade, que é o iluminismo e o humanismo. Vê-se que o humanismo tem cedido espaço à ideias perigosas como aquelas que produzem homens-bomba, no oriente-médio, e a segregação social, no ocidente, essa falta de empatia e um espécia de apatia urbana. Nada disso é fictício, e talvez por isso haja uma gama de autores que digam que esses tempos pós-modernos já chegaram, mas discordo deles. Discordo fundamentalmente porque tudo isso são sintomas de apego ao capital e ao neoliberalismo como forma de poder, são estratégias que os poderosos têm usado para continuar ricos. E, reforço, revolução e mudanças estruturais no Estado só por meio de uma revolução popular, como a bolchevique, que acabou dando errado, mas foi uma mudança que iniciou dando certo e depois perdeu seus rumos… Não existe partido político que vá fazer essa revolução, mesmo porque a existência de partidos políticos é um modo de refrear esse “revolucionismo”. Por isso que digo, o PT fez o que pode, porque o povo mesmo não está interessado em tomar o poder.
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