A frase do dia

“Não podemos permitir que as paixões das ruas encontrem guarida entre as nossas hostes. Somos Ministério Público. A sociedade favoreceu-nos, na Constituição, com as prerrogativas necessárias para nos mantermos alheios aos interesses da política partidária e até para a defendermos de seus desatinos em certas ocasiões. Se não compreendermos isso, estaremos não só insuflando os sentimentos desordenados que fermentam as paixões do povo, como também traindo a nossa missão e a nossa própria essência”.

Rodrigo Janot, procurador geral da República

Papa recebe a camisa do Lobo

c47f7745-79c8-4c19-bef7-51974b11ae7c

Na imagem, o paraense Walmir Oliveira da Costa, ministro do TST, ao lado da esposa Maria dos Reis, entrega ao papa Francisco uma camisa do Paissandu. O papa riu quando Walmir informou que o clube derrotou o Boca Juniors em La Bombonera. Como se sabe, Francisco é torcedor fanático do San Lorenzo de Almagro.

Morre, aos 68, o craque do Carrossel Holandês

622_0b9a74ed-deda-34f0-80ae-c6616ccc8541

cruyff

O futebol está de luto nesta quarta-feira. Johan Cruyff morreu aos 68 anos de idade. A própria página oficial do ex-atleta confirmou a morte do holandês, que lutava contra um câncer de pulmão desde o fim do ano passado – a notícia foi divulgada publicamente em 22 de outubro. Ele foi um fumante inveterado ao longo de sua vida, inclusive no auge de sua carreira.

“Johan Cruyff morreu pacificamente em Barcelona, cercado por sua família, após uma dura batalha contra um câncer. É com grande tristeza que pedimos para que se respeite a privacidade da família durante o momento de dor”, diz nota no site oficial da lenda.

O ex-meia-atacante conquistou títulos e deixou atuações marcantes por onde passou, tendo se consolidado com um dos maiores nomes de Ajax e Barcelona, além de ser a principal referência da seleção holandesa.

Cruyff ganhou nada menos do que oito Campeonatos Holandês pelo Ajax, além de cinco taças da Copa da Holanda e o tricampeonato da Copa da Europa (antiga Uefa Champions League) em 1971-1973. Ele foi simplesmente o grande nome do melhor time do Ajax na história.

O craque deixou o clube de Amsterdã, pelo qual foi revelado, em 1973, quando acertou com o Barcelona. Em cinco anos como atleta na Catalunha, ganhou um Espanhol e uma Copa do Rei. Seu brilho no time azul e grená, porém, viria com maior destaque na função de técnico.

16BFFC51000005DC-0-image-a-2_1445498889104

Cruyff foi o comandante do Dream Team, que faturou a Copa da Europa de 1992, a primeira na história do clube. À frente do Barça entre 1988 e 1996, também levantou quatro vezes a taça do Espanhol e mais uma da Copa do Rei, entre outros títulos. Ele ainda comandaria o Ajax e a seleção da Catalunha.

Antes de pendurar as chuteiras e virar técnico, porém, a lenda ainda atuaria novamente em sua terra natal após deixar o Barcelona em 1978. Ele iria à Holanda para defender o Ajax mais uma vez e para encerrar a carreira no rival Feyenoord.  Antes, ainda atuou por Los Angeles Aztecs e Washington Diplomats, nos Estados Unidos, e pelo Levante, na Espanha.

Pela seleção holandesa, a qual defendeu entre 1966 e 1977, Cruyff somou 48 partidas e 33 gols marcados. Assim como no Ajax, o genial meia-atacante, que ganhou a Bola de Ouro em 1971, 1973 e 1974, foi o expoente da maior geração da história da seleção.

Talvez seja ele o pivô de uma das maiores injustiças que o futebol insiste em cometer. Afinal, o jogador que eternizou a camisa 14 nunca venceu a Copa do Mundo. Mas ficou perto. Muito perto. A seleção holandesa que ficou conhecida como Laranja Mecânica foi vice-campeã mundial em 1974 e 1978, tendo perdido as finais para Alemanha e Argentina, respectivamente. Cruyff disputou apenas a primeira, já que se aposentou dos compromissos por seu país em 1977.

A injustiça, porém, não se deu no seu reconhecimento como um dos maiores nomes que já estiveram dentro das quatro linhas. Isso não significa que ele tenha sido inquestionável em tudo. Nos microfones, ele sempre se notabilizou por dar opiniões polêmicas, como a de 2013 em que disse que Messi e Neymar não poderiam atuar juntos no Barcelona.

cruyff-banner-020511

Do Carrossel Holandês ao Dream Team. Johan Cruyff se eternizou no futebol como um dos nomes que marcaram época tanto como jogador quanto como treinador.

Azar o seu, Copa do Mundo.

(Da ESPN)

Medida de FHC livrou Gilmar Mendes de responder a processo em primeira instância

POR FERNANDO MOLICA, em O DIA
lombroso
Gilmar Mendes — o ministro do Supremo Tribunal Federal que impediu Lula de assumir a Casa Civil e, assim, livrar-se do juiz Sérgio Moro — deixou de responder a processo em primeira instância graças a uma decisão de Fernando Henrique Cardoso. O então presidente editou medida provisória que deu status de ministro ao advogado-geral da União, cargo que era ocupado por Mendes. Graças à MP, ele passou a ter direito a foro especial.

Em 19 de julho de 2000, a juíza federal Rosimayre Gonçalves Carvalho recorreu ao STF para interpelar Mendes: sentira-se ofendida por declaração do então advogado-geral, que criticara juízes que, como ela, deram decisões contrárias a privatizações.

Não era ministro
No dia 8 de agosto, o ministro Sepúlveda Pertence, do STF, concluiu que não cabia a este tribunal apreciar o caso, já que o advogado-geral da União não era ministro.

Mudança na MP
Vinte dias depois, FHC reeditou pela vigésima-segunda vez a MP 2.049. A nova redação veio com uma mudança: o parágrafo único do artigo 13 incluiu o advogado-geral da União entre os ministros de Estado.A alteração seria mantida em MPs que vieram em seguida e modificavam a Lei 9.649.

Arquivado
Por conta da mudança, Rosimayre voltou ao STF e insistiu no caso — no dia 29 de setembro, Sepúlveda reconsiderou sua decisão e permitiu a abertura do processo, a Petição 2.084. Oito anos depois, o ministro Menezes Direito negou seguimento à interpelação, e o caso foi encerrado. A decisão foi tomada dois meses antes da posse de Mendes no STF — ele fora indicado ao cargo por FHC.

Crítica a Dilma
Ao conceder a liminar que anulou a posse de Lula, Mendes escreveu que Dilma Rousseff, ao nomear o ex-presidente, “produziu resultado concreto de todo incompatível com a ordem constitucional em vigor: conferir ao investigado foro no Supremo Tribunal Federal”.

A hipocrisia e a incoerência viraram as moedas oficiais da “Justiça”. 

Esculhambação geral

POR GERSON NOGUEIRA

O STJD acatou ontem a denúncia do Santos do Amapá contra o Nacional (AM). O time de Manaus teria utilizado um jogador irregularmente. O jogo desta noite entre Naça e Remo está suspenso até que a CBF se manifeste sobre o caso. Mais ou menos a mesma situação ocorrida na véspera e que provocou o cancelamento da partida Fast x Papão, também marcada para hoje. Minutos depois, porém, a CBF cassou a liminar e manteve o jogo.

O Águia tenta voltar à competição – foi afastado por escalar jogador que não havia cumprido suspensão automática – e o tribunal acatou o recurso. O jogo do Papão foi mantido, mas não terá validade oficial até que o STJD decida sobre a reivindicação do Águia.

O Luverdense, pelas mesmas razões, já foi defenestrado. O Genus também está nas barras da corte desportiva, por motivos idênticos aos dos demais clubes citados – ilegalidade no registro de atleta. O julgamento será hoje, às 11h.

Pode até não parecer, mas toda essa balbúrdia diz respeito a um torneio só. Sim, a já deficitária Copa Verde está sendo desconstruída a cada novo imbróglio na Justiça. As notícias sobre o torneio destacam sempre alguma anormalidade.

Os sucessivos adiamentos de partidas e a não homologação de outras tiram a credibilidade da competição, que nesta temporada tem sua terceira e mais tumultuada edição.

Até o fechamento da coluna, ninguém sabia dizer na CBF se o jogo Nacional x Remo será disputado hoje ou se será aguardado o julgamento no STJD.

Depois dessa espiral de trapalhadas e muvucas tribunalescas não há como esperar que a Copa Verde conquiste prestígio e desperte o interesse do torcedor. Além das irregularidades administrativas cometidas pelos times, os estádios são de quinta categoria e os jogos só despertam algum interesse quando envolvem a dupla Re-Pa e o Vila Nova-GO.

A suspensão de jogos também contribui para o afastamento da torcida, levando também ao fracasso a interessante campanha de coleta de material reciclável nas praças dos jogos.

Todos os sinais estão sendo dados: a Copa Verde está a um passo da extinção. Alguns clubes disputantes parecem agir justamente nesse sentido.

1ca1209a-5fc6-40e4-818e-7385092c2c36

————————————————–

O futebol ainda é a mãe mais generosa

Abro os sites esportivos e a notícia do dia é a contratação de Julio Batista pelo Orlando City. Bem, quando mais jovem, Batista já era um tremendo perna-de-pau. Nem quero pensar no que será capaz de fazer, a essa altura, com a coitada da bola.

Ao mesmo tempo, chegam informações sobre o retorno triunfal de Donizete, o Pantera, aos 47 anos, defendendo as cores do Linharense (ES).

Waldson, ex-PSC e que também jogou por Botafogo e Corinthians, está de volta aos gramados, aos 41. Vai jogar pelo Paraíso, do Tocantins.

Um jovem perto desses três acima citados, na flor dos 33 anos, Carlinhos Bala se apresenta ao Altos do Piauí.

Dentro dos mesmos critérios, o Remo apresentou ontem o centroavante Luiz Carlos Imperador, de 35 anos, que já rodou meio mundo e agora tenta a sorte no Norte.

Pode até surpreender e vir a dar certo, mas o fato é que experiências recentes com veteranos não recomendam a aquisição. Raras são as tentativas que se mostraram bem sucedidas. Vandick, que encerrou a carreira como ídolo no Papão, talvez tenha sido a última delas por aqui.

O fato é que estamos diante de uma revolução às avessas no futebol tupiniquim: os veteranos estão reocupando os espaços. No mundo inteiro, a tendência é no sentido contrário. Os clubes mais ricos e poderosos vivem à caça de jovens atletas, em começo de carreira, sem vícios e capazes de suportar as exigências naturais do futebol de alto nível.

No Brasil, Zé Roberto é a honrosa exceção, pois se mantém em plena forma e ainda joga direitinho. O São Paulo repatriou Lugano, mas o projeto tem mais a ver com o marketing para a venda de camisas.

O resto, porém, só engana.

Enquanto isso, a Alemanha segue metendo ficha…

————————————————-

Direto do blog

Recebi e transcrevo a mensagem enviada pelo amigo Ronaldo Passarinho, baluarte do blog campeão e grande benemérito azulino.

“Amigo Gerson, agradeço o registro na tua coluna em relação a inesperada angioplastia a que fui submetido em São Paulo.

Da mesma forma, agradeço a todos os blogueiros que e me desejaram felicidades e rápida recuperação.

Afasto-me definitivamente de qualquer atividade no meu amado CR, decepcionado com os rumos  do futebol praticado pelo meu time. Os péssimos resultados estão a se refletir na ausência de nossa torcida. As justificativas do desempenho da equipe, são sempre as mesmas: ‘a implementação de um método de filosofia leva tempo a ser assimilada’. Continuarei acompanhando meu clube do coração {todo remendado}”.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 24)